“OS EXTREMOS SE TOCAM” Por Gilvan de Brito
“OS EXTREMOS SE TOCAM” Por
Gilvan de Brito
O francês André Gide, jornalista e escritor, do alto do seu consagrado prêmio Nobel de Literatura em 1947, dizia que ”Os extremos se tocam”. E não faltavam exemplos para essa afirmação: no ano de 1938 o extremado da direita Adolf Hitler, no comando da Alemanha, anexou o seu país natal – a Áustria – com 200 mil homens armados, iniciando a sua política expansionista na tentativa de dominar o mundo.
Depois de invadir vários países com o apoio do esquerdista Joseph Stalin, Hitler quebrou o pacto de não agressão com a União Soviética e tentou tomar Leningrado (hoje São Petersburgo, onde nasceu Wladimir Putin). Foi uma guerra suja onde o nazifascista Hitler praticou o genocídio contra mais de um milhão de habitantes. Hoje é o esquerdista extremado Putin que invade a Ucrânia, um país livre, para matar civis, num novo exemplo de extermínio da sociedade civil.
Isso nos traz de volta à cena o criador da editora Galimard, André Gide: esquerda extremada é igual à direita extremada, quando “os extremos se tocam”. A ideologia não pode ser alimentada pelo ódio, que leva aos excessos. Espera-se, porém, que a história se repita: depois que a Alemanha tomou Leningrado, foi derrotada, pelo…inverno.
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