Violência; Terceira cabeça é encontrada em um mês em João Pessoa

Um corpo masculino sem cabeça foi encontrado hoje no Rio Sanhauá, entre os municípios de João Pessoa e Bayeux por homens do Corpo de Bombeiros que o levaram para o Instituto Médico Legal (IML). Exames serão realizados para saber se o cadáver é da mesma vítima cuja cabeça foi localizada no início da noite de ontem na comunidade Saturnino de Brito, na capital da Paraíba. Testemunhas disseram que dois homens em uma motocicleta teriam arremessado a sacola com a cabeça de um barranco na Avenida Nina Lima.

A Polícia Civil suspeita que a vítima decapitada seja um jovem desaparecido em Bayeux três dias atrás e cujo assassinato foi gravado por bandidos e divulgado nas redes sociais.

Em menos de mês, essa foi a terceira cabeça arrancada do corpo encontrada em João Pessoa.

O primeiro caso aconteceu em 17 de agosto. Uma cabeça humana foi abandonada no meio de uma rua do Colinas do Sul. Testemunhas relataram que quatro homens passaram em um carro, efetuaram disparos e jogaram a cabeça, que estava sem as orelhas. O restante do corpo foi localizado somente em 10 de setembro, enterrado em uma área do Grotão e coberto com cal. A polícia chegou ao local após uma carta anônima indicar onde o cadáver estava. A identidade da vítima não foi divulgada até agora.

O caso que mais chamou a atenção foi o de Jonailton José Venâncio da Costa, de 22 anos, morto a tiros no dia 10 de setembro, dentro da Cozinha Comunitária do Taipa, no Costa e Silva, e sepultado no Cemitério São José, em Cruz das Armas.

Na madrugada do dia 12, homens armados renderam o vigilante, violaram o túmulo, retiraram o corpo, carbonizaram e mutilaram o cadáver e levaram a cabeça. No dia seguinte, uma cabeça foi encontrada dentro de um saco numa área de mata de Gramame. A polícia encaminhou o material ao IPC para confirmar oficialmente se pertencia a Jonailton.

Em todos os casos, a polícia acredita que os responsáveis pelos crimes sejam faccionados. Eles utilizam a estratégia de decapitação para aterrorizar a populaçõ e os próprios membros das organizações criminosas, demonstrando que esse seria o tipo de punição para quem descumpre as “regras” do bando.

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