PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A Espanha no Brasil Colônia; Sérgio Botelho

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A Espanha no Brasil Colônia
Sérgio Botelho

– Tive a grata satisfação de acompanhar, nesta segunda-feira, 13, o presidente do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano-IHGP, historiador e professor Jean Patrício, a uma palestra no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano-IAHGP.

Trata-se do instituto histórico estadual mais antigo do Brasil, criado em 1862, o primeiro após a fundação, em 1838, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro-IHGB. O pernambucano teve como primeiro presidente um veterano da Revolução de 1817, Francisco Muniz Tavares.

Embora nos últimos anos venha lutando com dificuldades, segundo o seu presidente, o professor e historiador George Félix Cabral de Souza, o IAHGP mantém-se em funcionamento, guardando um rico acervo de documentos e objetos relativos à história de Pernambuco.

A palestra esteve a cargo do professor José Manuel Santos Pérez, titular de História da América na Universidade de Salamanca (USAL), na Espanha. Segundo ele, embora não tenha existido um “Projeto Brasil”, “houve uma política espanhola para o Brasil”.

A história é a seguinte. Em 1578, a morte do jovem rei português, sem descendentes, Dom Sebastião, em batalha no Marrocos, provocou uma série de embates de caráter dinástico que terminou fazendo com que o rei Filipe II da Espanha virasse Filipe I, de Portugal.

Dessa forma, entre 1580 e 1640 Portugal esteve sob a regência de um monarca espanhol, ainda que conservasse leis, instituições, tribunais, moeda, fronteiras e, ainda, a administração colonial.

Foi dentro desse contexto ibérico que se deu, por exemplo, a conquista da Paraíba, em 1585. Com esse objetivo, a expedição de 1584, comandada pelo general Diego Flores Valdés, estabeleceu o forte de São Filipe e São Tiago, na margem esquerda do rio Paraíba.

Na fundação da capitania, há registro da presença de militares espanhóis, e no período do domínio da monarquia espanhola há pelo menos dois capitães mores espanhóis na Paraíba, segundo o BrasilhisDataBase: Juan Rabello de Lima e Francisco de Morales.

Poucos meses após criada, a atual João Pessoa foi batizada de Filipeia.

(Foto: Flagrante da palestra no auditório do IAHGP)

www.reporteriedoferreira.com.br/*Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista.

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