Israel bombardeia escola de agência da ONU em Gaza; 30 pessoas morreram

Por g1

Palestinos observam escola de agência da ONU em Nuseirat, na região central de Gaza, destruída em ataque de Israel no dia 6 de junho de 2024 — Foto: Bashar Taleb/AFP

Palestinos observam escola de agência da ONU em Nuseirat, na região central de Gaza, destruída em ataque de Israel no dia 6 de junho de 2024 — Foto: Bashar Taleb/AFP

As Forças de Defesa de Israel afirmaram que bombardearam uma escola da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) nesta quarta-feira (5). Funcionários de saúde ouvidos pela Associated Press afirmaram que 30 pessoas morreram, incluindo cinco crianças.

Segundo o exército israelense, a instituição abrigava uma base do grupo terrorista. Por outro lado, o governo local afirmou que a escola estava sendo usada para abrigar palestinos que tiveram de deixar as próprias casas por causa do conflito.

O ataque aconteceu em um campo de refugiados de Nuseirat, que fica na região central da Faixa de Gaza.

Palestinos ao lado de familiares mortos em bombardeio israelense em Nusseirat, em 6 de junho de 2024 — Foto: Abdel Kareem Hana/AP

Palestinos ao lado de familiares mortos em bombardeio israelense em Nusseirat, em 6 de junho de 2024 — Foto: Abdel Kareem Hana/AP

Os militares israelenses afirmaram que caças do Exército realizaram um “ataque preciso” em uma unidade do Hamas que ficava dentro da escola. Ainda de acordo com as forças israelenses, terroristas foram mortos.

“Os terroristas dirigiram sua campanha de terror a partir da zona da escola, explorando-a e usando-a como refúgio”, disse o Exército de Israel.

Já as autoridades da Faixa de Gaza acusaram as forças israelenses de terem cometido “um massacre horrível”.

“Um número considerável de mártires e feridos continuam chegando ao hospital de Al-Aqsa”, afirmaram.

Segundo a AP, o hospital disse ter recebido 30 corpos em consequência do bombardeio à escola. Além disso, outras seis pessoas morreram em um outro ataque na região.

Segundo a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), o hospital de Al-Aqsa recebeu cerca de 70 mortos e 300 feridos desde terça-feira (4). A organização afirmou que a maioria dos pacientes é composta por mulheres e crianças alvos de bombardeios.

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