Notícia foi divulgada horas depois de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, usar rede social para dizer que ataques haviam matado líder supremo

Na publicação, Donald Trump também afirmou: “Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”.
Na postagem, ele ainda ressaltou que membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e policiais não queriam mais lutar e que “agora eles podem ter imunidade; depois, só terão a morte”.
No final da mensagem, ele garantiu que os bombardeios pesados e precisos continuarão de forma ininterrupta durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançar o objetivo de “paz em todo o Oriente Médio e, de fato, no mundo”.
Quem é o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã
Aiatolá Ali Khamenei, tinha 86 anos, o homem mais poderoso do Irã, esteve à frente do regime do país por quase 40 anos e era a principal autoridade política e religiosa do país.
Ele era tanto chefe de Estado como comandante-chefe e t inha a palavra final sobre políticas públicas do país.
Nascido em 1939, na cidade sagrada de Mashhad, Khamenei cresceu sob o governo do xá Reza Pahlavi, período em que o Irã mantinha relações próximas com o Ocidente. Participou da mobilização que culminou na Revolução Islâmica de 1979, liderada por Ruhollah Khomeini, que derrubou a monarquia e instituiu a república islâmica.
Após a revolução, ganhou espaço entre os clérigos xiitas. Em 1981, sofreu um atentado que comprometeu permanentemente sua mão direita. No mesmo ano, foi eleito presidente do país. Com a morte de Khomeini, em 1989, assumiu o posto de líder supremo, acumulando autoridade sobre as Forças Armadas, o Judiciário e os principais rumos da política externa.
Durante seu comando, o Irã fortaleceu alianças regionais e passou a apoiar grupos como o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza, dentro de uma estratégia de confrontação indireta com Israel e aliados ocidentais.



