Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, os integrantes do Núcleo 3 queriam
Pedro França/Agência Senado
Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, os integrantes do Núcleo 3 queriam “implantar o caos” no país a fim de manter Bolsonaro no poder

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta segunda-feira (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação de nove réus do Núcleo 3 da trama golpista, que planejava criar “situação de caos” no país para manter Jair Bolsonaro no poder.

O Núcleo 3 é formado por oito oficiais do Exército e um agente da Polícia Federal.

Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Em suas alegações finais enviadas ao STF, última fase antes do julgamento, o PGR reiterou a denúncia apresentada contra os réus, que são acusados de planejar “ações táticas” para efetivar o plano golpista durante o governo de Jair Bolsonaro.

Gonet defendeu que a acusação contra o tenente-coronel, Ronald Ferreira de Araújo Júnior, um dos réus, seja desclassificada para o crime de incitação das Forças Armadas contra os poderes constitucionais.

Com a medida, o acusado poderá ter direito a um acordo para se livrar de condenação. Atualmente, ele responde aos cinco crimes imputados a todos os réus.

Quem são os réus

Bernardo Romão Correa Netto (coronel);
Estevam  Theophilo (general);
Fabrício Moreira de Bastos (coronel);
Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel);
Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel);
Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel);
Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel);
Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel);
Wladimir Matos Soares (policial federal).
Prazo
A partir de agora, as defesas dos acusados terão prazo de 15 dias para enviarem ao Supremo suas alegações finais. Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deve liberar o processo para julgamento.

Quem já foi julgado

Até o momento, somente o núcleo 1, formado pelo ex-presidente Bolsonaro, foi julgado.

Além do Núcleo 3, deverão ser julgados ainda neste ano, os núcleos 2 e 4.

Já o Núcleo 5 é formado pelo empresário Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo. Ele mora nos Estados Unidos e não apresentou defesa no processo.

(*) Com informações da Agência Brasil e da PGR