Lembra-se daqueles segmentos que pregavam à volta da normalidade na indústria e no comércio, mesmo em meio a tantas mortes e contaminações decorrentes do covonavírus? Aqueles que colocavam sempre os lucros acima da vida, alegando que com medidas restritivas a economia não suportaria?

Lembra-se, né?! Eles, sim, empresários, banqueiros, economistas e outros pertencentes ao andar de cima, às classes mais abastadas, que faziam carreatas em seus carrões reluzentes contra as medidas restritivas.

Pois bem, enlouquecidos e encurralados por uma triste realidade que já os alcançou, eles agora mudaram radicalmente de opinião. E (pasmem!) já sugerem até lockdown.

Uma constatação no mínimo curiosa: na primeira onda do coronavírus, apenas as classes mais necessitadas – sobretudo de idade avançada – foram infectadas, inclusive com um grande número de mortes. Agora, nesta segunda onda, o “corona” veio numa versão muito mais contagiosa e letal, passando o rodo geral, independente de idade, classe social e condições de isolamento.

Com a segunda onda começou a sofrer a classe mais abastada. Políticos, empresários, economistas etc. e tal passaram a frequentar a lista das vítimas das contaminações e mortes. Sem falar, nas celebridades, que também (e lamentavelmente) entraram no circuito de infectados.

E, como era de se esperar, agora o tom da conversa é outro…

Em entrevistas a portais e emissoras de rádio e TV de alcance nacional, alguns empresários, ao comentar a carta, sugeriram a adoção até de lockdown, “onde se fizer necessário”.

É a realidade nua e crua se sobrepondo a falta de bom senso…

Contextualizando

Centenas de banqueiros e economistas divulgaram uma carta aberta à sociedade pedindo medidas de combate à pandemia. O documento será enviado ao Ministério da Economia e aos presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Senado e da Câmara.

Ex-ministros da Fazenda, ex-presidentes do Banco Central, economistas de variadas posições no espectro ideológico, empresários: são mais de 500 assinaturas na carta aberta que cobra do governo Bolsonaro um conjunto de providências para finalmente enfrentar a catástrofe sanitária.

Os signatários do documento afirmam no texto que o Brasil é hoje o epicentro mundial da Covid, que o quadro fica ainda mais alarmante com o esgotamento dos recursos de saúde, que a situação econômica e social é desoladora, que a contração da economia afetou desproporcionalmente trabalhadores mais pobres e vulneráveis. E que esta recessão, assim como suas consequências sociais nefastas, foi causada pela pandemia e não será superada enquanto a pandemia não for controlada por uma atuação competente do governo federal.

A carta lembra que a saída definitiva da crise requer a vacinação em massa da população. Que infelizmente, estamos atrasados. Que no ritmo atual, levaríamos mais de três anos para vacinar toda a população. E que impressiona a negligência com as aquisições.

No Congresso

O presidente Jair Bolsonaro passa a viver um mau momento político desde que perdeu a narrativa da vacina. A opinião é de Ciro Nogueira, um dos principais representantes do Centrão.

Nogueira, entretanto, negou que haja desembarque do Centrão do governo. “Não vejo a menor perspectiva de não estarmos com ele. Vamos estar agora e em 2022”, afirma.

Água

Ao ensejo do Dia Mundial da Água, ontem (22), o deputado estadual Jeová Campos reverenciou o Açude Senador Epitácio Pessoa, de Cajazeiras.

O parlamentar lembra que é também autor de um requerimento que solicita a execução da Emenda nº 95, apresentada por ele ao Orçamento Estadual do ano de 2021, com o objetivo de revitalizar o Açude Grande, com a construção do parque linear no entorno do citado manancial.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por agências