Trump afirma que Zelensky está disposto a estabelecer um ‘acordo’ com a Rússia

Os dois se encontraram na França em uma conversa mediada pelo presidente francês Emmanuel Macron

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AF

Volodimir Zelensky (E) se reuniu com Donald Trump (D) e Emmanuel Macron em Paris
Julien de Rosa

Volodimir Zelensky (E) se reuniu com Donald Trump (D) e Emmanuel Macron em Paris

JULIEN DE ROSAO presidente eleito dos Estados Unidos , Donald Trump , afirmou neste domingo (8) que o presidente da Ucrânia , Volodimir Zelensky , está disposto a alcançar um “acordo” para acabar com a guerra com a Rússia, depois que os dois se reuniram em Paris para falar sobre o conflito.

O presidente da França , Emmanuel Macron , atuou como mediador em um diálogo de três partes com Zelensky e Trump no Palácio do Eliseu no sábado (7), em um contexto de medo em Kiev sobre a posição que o próximo governo americano adotará em relação ao conflito.

Durante a reunião, Zelensky destacou que a Ucrânia precisa “de uma paz justa e duradoura, uma que os russos não sejam capazes de destruir em alguns anos”, afirmou o presidente ucraniano neste domingo.

Trump critica abertamente a ajuda militar que os Estados Unidos fornecem à Ucrânia, da ordem de bilhões de dólares, e em uma oportunidade afirmou que poderia acabar com o conflito em 24 horas, sem revelar como.

“Zelensky (…) e a Ucrânia gostariam de fazer um acordo e parar a loucura”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “Deve haver um cessar-fogo imediato e as negociações devem começar. Muitas vidas são desperdiçadas desnecessariamente, muitas famílias destruídas e, se isso continuar, pode virar algo muito maior e muito pior”, completou.

Zelensky anunciou neste domingo que 43.000 soldados ucranianos morreram e 370.000 ficaram feridos desde o início do conflito, desencadeado pela invasão russa da Ucrânia no final de fevereiro de 2022.

“Garantias de segurança fortes”

O governo ucraniano teme que, para alcançar a paz, Trump exija que Kiev faça concessões significativas a Moscou. Zelensky insistiu que qualquer acordo com a Rússia deve ser “justo”.

“O mais importante é uma paz justa e garantias de segurança, garantias de segurança fortes para a Ucrânia”, afirmou Zelensky, em uma declaração divulgada no site da Presidência ucraniana.

Zelensky agradeceu a Trump por sua “firme determinação” e disse que a conversa no Palácio do Eliseu foi “boa e frutífera”.

O encontro de Zelensky com Trump, pouco antes de ambos assistirem à reabertura da Catedral de Notre-Dame de Paris, foi a primeira reunião presencial entre ambos desde que o republicano venceu as eleições presidenciais, em 5 de novembro.

A viagem de Trump foi a primeira visita internacional do presidente eleito desde sua vitória eleitoral. Os aliados europeus conseguiram uma colaboração muito próxima com o atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na crise no Oriente Médio.

Mas a chegada de Trump à Casa Branca pode mudar o rumo, caso o futuro presidente opte por um distanciamento dos europeus e por fortalecer ainda mais os laços com Israel.

Novo pacote de ajuda

Poucas horas após a reunião entre Macron, Zelensky e Trump, Joe Biden anunciou uma nova ajuda militar para a Ucrânia, de 988 milhões de dólares (6 bilhões de reais).

O pacote inclui drones, munições para o sistema de lançamento de foguetes HIMARS, além de equipamentos e peças de reposição para sistemas de artilharia, tanques e veículos blindados, informou o Pentágono.

No campo de batalha, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou que Moscou derrubou 46 drones ucranianos na noite de sábado nas regiões fronteiriças e no sul da Rússia.

As autoridades russas também anunciaram que suas tropas conquistaram a localidade de Blahodatne, no leste da Ucrânia, confirmando o avanço do exército de Moscou na frente leste.




Lula rebate críticas de Zelensky na ONU e diz que ucraniano “só falou o óbvio”

Presidente da Ucrânia criticou o Brasil em discurso da ONU, e questionou interesses de Lula

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iG Último Segundo

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Sessão de Abertura da Cúpula do Futuro, no Salão da Assembleia Geral, da Sede das Nações Unidas (ONU)
Ricardo Stuckert

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Sessão de Abertura da Cúpula do Futuro, no Salão da Assembleia Geral, da Sede das Nações Unidas (ONU)

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente do Brasil,  disse que Volodymyr Zelensky, mandatário da Ucrânia, “só falou o óbvio” em  discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) feito durante esta quarta, 25.

Durante a fala, Zelensky criticou o Brasil e a China pelo posicionamento frente à guerra entre Ucrânia e Rússia.  Ele disse ter dúvidas do “real interesse” do Brasil nas falas de Lula.

Lula , porém, disse que o Brasil não tem “proposta” para a resolução do conflito, mas sim uma “tese” — a de que vale o diálogo entre os diplomatas europeus.

“[Zelensky], se fosse esperto, diria que a solução é diplomática, não é militar. E isso depende de capacidade de sentar e conversar. Ouvir o contrário e tentar chegar num acordo para o povo ucraniano ter sossego na vida”, disse o presidente brasileiro.

Também comentou: “Ele tem que defender a soberania, é obrigação dele. Que ele tem que ser contra a ocupação do território [ucraniano], é obrigação dele. O que ele não tá conseguindo fazer é a paz. E o que nós estamos propondo não é fazer a paz por eles, é chamar a atenção para que eles levem em consideração que somente a paz vai garantir que a Ucrânia sobreviva enquanto pais soberano e a Rússia sobreviva”, destacou.




Putin telefona para Lula e discute conflito contra Ucrânia

Presidente russo manifestou solidariedade no enfrentamento dos incêndios florestais

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GPS Brasília

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Putin telefona para Lula e discute conflito contra Ucrânia
Henrique Neri

Putin telefona para Lula e discute conflito contra Ucrânia

Vladimir Putin telefonou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (18) e o presidente russo manifestou solidariedade ao Brasil no enfrentamento dos incêndios florestais” que têm afetado o país em meio a uma seca histórica.

Durante o telefonema, os dois presidentes também “conversaram sobre a reunião e os temas que serão debatidos na cúpula dos BRICS, mês que vem, em Kazan, e as relações bilaterais entre os dois países”. Além disso, também discutiram a proposta de paz do Brasil e China para a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que já acontece há 2 anos e 6 meses.

Durante entrevista publicada na semana passada pelo portal Metrópoles, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a proposta é “destrutiva” e não passa de uma “declaração política”.

“Não nos perguntaram nada. E a Rússia aparece e diz que apoia a proposta do Brasil e da China. Nós não somos tolos. Pra que serve esse teatro? Ou seja, vocês falaram com a Rússia sobre uma iniciativa, apresentaram esta iniciativa e disseram: ‘essa é a nossa proposta’. Bem, definitivamente não se trata de justiça, não se trata de valores. Definitivamente é uma falta de respeito à Ucrânia. Não somos tolos”, afirmou Zelensky.

Zelensky ainda disse que o Brasil seria pró-Rússia, e que não seria necessário fortalecer a posição da Ucrânia antes de qualquer tipo de negociação futura para o fim do conflito

“Eu disse a Lula e ao lado chinês: ‘vamos sentar juntos, vamos conversar’. Voces não são nossos inimigos. Por que você de repente decidiu que deveria ficar ao lado da Rússia? Ou estar em algum lugar no meio? Qual é esse ponto de vista? No meio do quê? Não estamos lutando no meio. Não estamos lutando na fronteira. Estamos lutando nas nossas terras. Devemos parar os russos”, finalizou Zelensky.

Em resposta, o Itamaraty, quando procurado pela CNN, declarou que o “governo brasileiro tem reiterado, de forma clara e inequívoca, sua condenação à invasão russa do território ucraniano na Organização das Nações Unidas e em outros foros multilaterais, inclusive nos BRICS”.

O governo brasileiro defendeu “o diálogo e uma solução pacífica” para a guerra, e disse que o texto proposto em parceria com a China é um esforço de contribuir pela volta do diálogo. “Os elementos propostos sugerem princípios básicos que poderiam ser considerados na consolidação de eventual processo negociador”, conclui o Itamaraty.

Proposta de paz do Brasil e China

O texto propõe uma negociação direta entre Rússia e Ucrânia por meio de três princípios, não expandir o campo de batalha; não escalar combates; e a não inflamação da situação. O Brasil e a China pedem pelo fim de bombardeamentos em infraestrutura civil e também a criação de uma zona segura entorno de usinas nucleares nos dois lados.

“As duas partes convidam os membros da comunidade internacional a apoiar e endossar os entendimentos comuns, mencionados acima, e a desempenhar, conjuntamente, um papel construtivo em favor da desescalada da situação e da promoção de conversações de paz”, pontuam os dois países.

“1. As duas partes apelam a todos os atores relevantes a observarem três princípios para a desescalada da situação, a saber: não expansão do campo de batalha, não escalada dos combates e não inflamação da situação por qualquer parte.

  1. As duas partes acreditam que o diálogo e a negociação são a única solução viável para a crise na Ucrânia. Todos os atores relevantes devem criar condições para a retomada do diálogo direto e promover a desescalada da situação até que se alcance um cessar-fogo abrangente. O Brasil e China apoiam uma conferência internacional de paz realizada em um momento apropriado, que seja reconhecida tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia, com participação igualitária de todas as partes relevantes, além de uma discussão justa de todos os planos de paz.
  2. São necessários esforços para aumentar a assistência humanitária em áreas relevantes e prevenir uma crise humanitária de maior escala. Ataques a civis ou instalações civis devem ser evitados, e a população civil, incluindo mulheres, crianças e prisioneiros de guerra, deve ser protegida. As duas partes apoiam a troca de prisioneiros de guerra entre os países envolvidos no conflito.
  3. O uso de armas de destruição em massa, em particular armas nucleares, químicas e biológicas, deve ser rejeitado. Todos os esforços possíveis devem ser feitos para prevenir a proliferação nuclear e evitar uma crise nuclear.
  4. Ataques contra usinas nucleares ou outras instalações nucleares pacíficas devem ser rejeitados. Todas as partes devem cumprir o direito internacional, incluindo a Convenção de Segurança Nuclear, e prevenir com determinação acidentes nucleares causados pelo homem.
  5. A divisão do mundo em grupos políticos ou econômicos isolados deveria ser evitada. As duas partes pedem novos esforços para reforçar a cooperação internacional em energia, moeda, finanças, comércio, segurança alimentar e segurança de infraestrutura crítica, incluindo oleodutos e gasodutos, cabos óticos submarinos, instalações elétricas e de energia, bem como redes de fibra ótica, a fim de proteger a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais.”

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Zelensky desafia a Rússia no Dia da Independência da Ucrânia

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, prometeu neste sábado (24) que a Rússia sofrerá “retaliações” por ter invadido o seu país e promulgou uma lei que proíbe a Igreja Ortodoxa ligada a Moscou, em atos que marcaram o 33…

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AFP

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O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, e sua esposa, Olena, em 24 de agosto de 2024 em Kiev
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O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, e sua esposa, Olena, em 24 de agosto de 2024 em Kiev

HandoutO presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, prometeu neste sábado (24) que a Rússia sofrerá “retaliações” por ter invadido o seu país e promulgou uma lei que proíbe a Igreja Ortodoxa ligada a Moscou, em atos que marcaram o 33.º aniversário da independência da ex-república soviética.

Zelensky participou das celebrações do aniversário da independência na praça Santa Sofia, em Kiev, ao lado do presidente polonês, Andrzej Duda, e da primeira-ministra lituana, Ingrida Simonyte, dois importantes aliados da Ucrânia contra a Rússia.

O presidente revelou que as forças ucranianas testaram com sucesso uma nova arma, o míssil drone “Palianytsia”, “muito mais rápido e poderoso” do que os atualmente disponíveis.

– Troca de prisioneiros de guerra –

Rússia e Ucrânia anunciaram neste sábado a troca de 230 prisioneiros de guerra, 115 de cada lado, entre eles, soldados capturados pelas forças ucranianas na região de Kursk.

Segundo o comissário ucraniano para os direitos humanos, Dmytro Lubinets, 82 dos 115 prisioneiros recuperados por Kiev participaram da defesa da fábrica Azovstal durante o cerco russo a Mariupol em 2022, um marco na guerra que começou com a invasão russa em fevereiro daquele ano.

Os Emirados Árabes Unidos, que atuaram como mediadores da troca, apelaram a uma “desescalada” como “única forma de resolver o conflito”.

– Igreja ortodoxa russa proibida –

Zelensky também promulgou uma lei que proíbe as atividades da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscou, que durante muito tempo foi a principal do país.

Esta denominação cristã cortou os laços com Moscou em 2022, mas as autoridades ucranianas continuaram a considerá-la sob influência russa e multiplicaram as ações legais que levaram à prisão de dezenas de padres.

“Os ortodoxos ucranianos hoje dão um passo para se libertarem dos demônios de Moscou”, declarou Zelensky.

O patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Cyril, acusou as autoridades ucranianas de “perseguir” os fiéis e pediu aos líderes de outras confissões cristãs e organizações internacionais que “levantem suas vozes em defesa dos fiéis perseguidos”.

– Avanço russo no Donbass –

A ofensiva ucraniana na região russa de Kursk levou as hostilidades ao território do agressor, mas o epicentro dos combates continua sendo a bacia do Donbass, leste da Ucrânia, onde as tropas russas são mais equipadas e numerosas.

As forças de Moscou se aproximam de Pokrovsk, um importante centro logístico com cerca de 53.000 habitantes, cujas autoridades apelaram à evacuação urgente.

Um bombardeio russo matou 5 pessoas e feriu outras 5 neste sábado em Kostiantinivka, outra grande cidade da região, informou o Ministério Público ucraniano.

A Ucrânia também indicou que bombardeou um depósito de munições na região de Voronezh, no oeste da Rússia. Autoridades locais russas relataram ataques de drones e a evacuação de uma cidade.

A Ucrânia afirma que sua incursão busca criar uma “zona de segurança”, forçar Moscou a redistribuir forças de outras frentes, além de usar essas regiões como moeda de troca em possíveis negociações de paz.

A ofensiva em Kursk, contudo, não parece até agora ter aliviado a pressão russa no leste da Ucrânia.




Metade dos russos apoiou motim do Grupo Wagner, diz Zelensky

© Reuters/UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SER. Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy

 

Em entrevista à CNN, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a inteligência do país obteve informações sobre a adesão dos russos ao motim protagonizado pelo Grupo Wagner no mês passado. Segundo essas informações, o Kremlin estava avaliando o apoio a Yevgeny Prigozhin – chefe do grupo paramilitar, e constatou ter amparo de metade da população.

A insurreição viu os combatentes de Wagner, liderados por Prigozhin, assumirem o controle de instalações militares em duas cidades russas e marcharem em direção a Moscou antes que um acordo secreto com o Kremlin encerrasse abruptamente a rebelião. Prigozhin retirou suas forças e desde então foi exilado em Belarus.

O incidente foi amplamente enquadrado por analistas ocidentais como uma ameaça ao verniz de controle total do presidente russo, Vladimir Putin, com especulações sobre o que isso poderia significar para a guerra enquanto a Ucrânia continua sua lenta contraofensiva.

“Metade da Rússia apoiou Prigozhin. Metade da Rússia apoiou Putin”, disse Zelensky. “Algumas das regiões russas estavam se equilibrando nesse meio tempo sem saber ao certo quem apoiar.”

“Todos nós vemos esse processo que mostra que metade da população russa está em sérias dúvidas”, acrescentou.

Embora o apoio público russo à guerra permaneça alto, essa rachadura foi ilustrada no final da insurreição, quando Prigozhin e seus combatentes Wagner se prepararam para partir da cidade de Rostov-on-Don.

Um vídeo verificado e geolocalizado pela reportagem mostrou o veículo de Prigozhin parando quando um morador se aproximou para apertar a mão do líder de Wagner; ao redor deles, os moradores aplaudiram.

Por Erin Burnett, Yon Pomrenze, Mick Krever e Victoria Butenko, da CNN




Zelensky diz esperar visita de Lula à Ucrânia após ida de Amorim

Declaração se deu após ucraniano se reunir com Celso Amorim nesta quinta-feira (11), em Kiev

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iG Último Segundo

Por instrução do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, o chefe do Gabinete da Presidência, Andriy Yermak, participou de um briefing de segurança para uma delegação do Brasil chefiada pelo assessor-chefe do presidente da República Federativa do Brasil, Celso Amorim
Presidencia Ucrania – 11.05.2023

Por instrução do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, o chefe do Gabinete da Presidência, Andriy Yermak, participou de um briefing de segurança para uma delegação do Brasil chefiada pelo assessor-chefe do presidente da República Federativa do Brasil, Celso Amorim

Nesta quinta-feira (11), o  presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse esperar uma visita do  mandatário brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao país para “continuar o diálogo” sobre a guerra.

A declaração do ucraniano se deu após o  assessor da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, viajar até o país e reunir-se com Zelensky para debater as declarações de Lula sobre o conflito e as negociações de paz.

Nas redes sociais, Zelensky afirmou que teria enfatizado a Amorim que a única forma de impedir os ataques russos seria por meio de um plano de paz formulado pelo próprio país.

O ucraniano ainda disse que, no encontro, eles discutiram a possibilidade de se realizar a “Cúpula Ucrânia-América Latina”. “Espero continuar o diálogo com o Presidente Lula e dar-lhe as boas-vindas à Ucrânia “, afirmou Zelensky.

Em conversa com a Folha de S. Paulo e o jornal O Globo , Amorim disse que o encontro foi positivo para estreitar laços e avançar na tentativa de criar um ‘clube da paz’, um desejo do presidente brasileiro para liderar um acordo entre ucranianos e russos. Entretanto, Celso Amorim reafirmou a necessidade de Ucrânia e Rússia cederem para se chegar a um acordo.

“Não será fácil chegar a uma confluência. Será necessário que os 2 lados cheguem à conclusão de que o custo da guerra é maior do que o custo de certas concessões”, disse Amorim.

Uma visita de Amorim a Kiev passou a ser cobrada após o assessor viajar a Moscou e se reunir com o presidente da Rússia ,  Vladimir Putin, no mês passado.