Zelenski critica reunião de Trump e Putin sem Ucrânia: ‘Decisões contra a paz’

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante visita à Noruega, em 20 de março de 2025 — Foto: NTB/Ole Berg-Rusten/via REUTERS

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, criticou na madrugada de sábado (9) a reunião marcada entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, para negociar o fim da guerra na Ucrânia que deve acontecer na próxima sexta-feira (15) no Alasca.

O governo ucraniano não foi convidado para o encontro. Essa será a primeira cúpula presencial entre os líderes das duas principais potências nucleares do mundo desde 2021, em meio a esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito, que já dura mais de três anos.

“O presidente Trump anunciou os preparativos para seu encontro com Putin no Alasca. Muito longe desta guerra, que assola nossa terra, contra nosso povo, e que, de qualquer forma, não pode terminar sem nós, sem a Ucrânia”, disse Zelenski

Ele rejeitou a possibilidade, aventada por membros do governo Trump ouvidos pela imprensa americana, de ceder territórios à Rússia. Para o presidente, a resposta para a questão territorial ucraniana já está na Constituição. “Ninguém se desviará dela —e ninguém poderá fazê-lo. Os ucranianos não doarão suas terras ao ocupante.”

Ele mostrou disposição em trabalhar em conjunto com Trump e com todos os parceiros em busca de uma paz duradoura. Uma paz, segundo Zelenski, “que não entrará em colapso devido aos desejos de Moscou”.

O presidente da França, Emmanuel Macron, apoiou Zelenski em uma publicação em seu perfil no X. “O futuro da Ucrânia não pode ser decidido sem os ucranianos, que têm lutado pela sua liberdade e segurança há mais de três anos. Os europeus também serão necessariamente parte da solução, já que sua própria segurança está em jogo.”

Macron afirmou ainda que conversou com Zelenski, com os primeiros-ministros do Reino Unido, Keir Starmer, e da Alemanha, Friedrich Merz. ” Continuamos determinados a apoiar a Ucrânia, trabalhando em um espírito de unidade e construindo o trabalho realizado no âmbito da Coalizão dos Dispostos.”

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Zelensky sobre motim de Wagner: ‘A fraqueza da Rússia é óbvia’

Por g1

 

Guga Chacra: "Situação de Putin fica muito complicada com ação de mercenários"

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, se manifestou neste sábado (24) sobre o motim do grupo de mercenários Wagner contra a Rússia. Segundo ele, “a fraqueza da Rússia é óbvia”, e “quanto mais Moscou mantiver suas tropas e mercenários na Ucrânia, mais caos atrairá para casa.”

Segundo a agência de notícias Reuters, ele fez os comentários no aplicativo de mensagens Telegram em meio a um aparente motim no sábado pelo chefe mercenário de Wagner, Yevgeny Prigozhin, contra os militares russos. A mensagem também foi publicada nas redes sociais de Zelensky.

Zelensky durante visita a Kherson em 14 de novembro de 2022. — Foto: Bernat Armangue/AP

Zelensky durante visita a Kherson em 14 de novembro de 2022. — Foto: Bernat Armangue/AP

“A fraqueza da Rússia é óbvia. Fraqueza em grande escala”, escreveu Zelensky. “E quanto mais a Rússia mantiver suas tropas e mercenários em nossa terra, mais caos, dor e problemas ela terá para si mesma mais tarde”, escreveu.

Nesta sexta-feira (23), a organização paramilitar Wagner, que esteve ao lado de Putin na invasão à Ucrânia, assumiu o controle de instalações militares russas após troca de acusações com o governo.

O líder da organização, Yevgeny Prigozhi, culpou o governo russo por um ataque contra o grupo e prometeu retaliação. Por outro lado, as autoridades russas afirmaram que vão investigar o líder do grupo por suspeita de organizar uma rebelião armada.

Prigozhin pediu um encontro com o ministro da Defesa e com o chefe das Forças Armadas da Rússia, neste sábado, sob condição para não avançar para Moscou.




Vizinha da Ucrânia, Moldávia fecha espaço aéreo, reabre e acusa Rússia de conspiração para golpe

Por g1

Maia Sandu, da Moldávia, em novembro de 2022 — Foto: Yoan Valat/Reuters

Maia Sandu, da Moldávia, em novembro de 2022 — Foto: Yoan Valat/Reuters

A Moldávia fechou temporariamente seu espaço aéreo nesta terça-feira (14), um dia depois de a presidente do país, Maia Sandu, acusar a Rússia de conspirar para derrubar seu governo.

Na semana passada, a Moldávia afirmou que um míssil russo violou seu espaço aéreo durante um ataque à infraestrutura ucraniana e convocou o embaixador russo para protestar. Um dia depois, a então primeira-ministra do país renunciou por conta das tensões com Moscou. O Kremlin nega as ameaças.

Vizinha da Ucrânia, a Moldávia é uma das ex-repúblicas soviéticas e apoia Kiev na guerra.

Representantes do Aeroporto Internacional de Chisinau, na capital da Moldávia, disse à agência de notícias Reuters que o fechamento foi ordenado por questões de segurança. O espaço aéreo foi reaberto horas depois, também nesta terça.

No aeroporto, todos os voos foram cancelados, segundo a agência de notícias russa RIA. A Air Moldova, companhia aérea do país, informou a seus passageiros que os voos estavam suspensos por conta do fechamento do espaço aéreo do país.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou na semana passada que seu país descobriu um plano de inteligência russo “para a destruição da Moldávia”. Dias depois, o governo da Moldávia renunciou.