CBF: Vice pede anulação de acordo que recolocou Ednaldo no poder

Fernando Sarney faz solicitação e deixa situação do presidente da entidade ainda mais delicada

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Ednaldo Rodrigues vive momento conturbado no cargo de presidente da CBF
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Ednaldo Rodrigues vive momento conturbado no cargo de presidente da CBF

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, vem enfrentando uma crise nos bastidores que  pode derrubá-lo do cargo a qualquer momento. E para deixar sua situação ainda mais delicada, um novo episódio surgiu nesta quarta-feira (07), tornando sua permanência como mandatário da entidade ainda mais ameaçada.

De acordo com informações divulgadas pelo “Portal Leo Dias”, Fernando Sarney, que é um dos vice-presidentes da CBF e signatário do acordo que foi homologado no STF neste ano para recolocar Ednaldo Rodrigues na presidência da entidade, pediu, de forma oficial, que tal acordo seja anulado.

O pedido de Sarney, que foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, se baseia na denúncia de que o acordo que manteve Ednaldo na presidência da CBF continha uma assinatura falsificada do Coronel Nunes, ex-presidente da entidade.

Entenda o caso

A deputada Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ) registrou, na última segunda-feira (05), um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando o afastamento imediato do presidente Ednaldo Rodrigues.

O pedido de Daniela tem como base uma perícia que revelou supostas ilegitimidades na assinatura do Coronel Nunes, alegando que a rubrica do ex-dirigente na liminar que devolveu o cargo de presidente da CBF para Ednaldo Rodrigues, em fevereiro de 2024, foi forjada.

“As assinaturas questionadas divergem do punho periciado de Antônio Carlos Nunes de Lima em características personalíssimas e imperceptíveis. Portanto, conclui pela impossibilidade de veiculação do punho referente a Antônio Carlos Nunes de Lima em relação às assinaturas que lhe competem contidas nos objetos desta perícia. Bem como, concluindo pela fragilidade do documento questionado, em razão da ausência de rubricas e fixação de folhas, facilitando a troca de folhas com a alteração do seu conteúdo”, diz o documento produzido pela perita Jacqueline Tirotti e revelado pelo “Portal Leo Dias”.

CBF se pronuncia

Por meio de uma nota oficial emitida na última terça-feira (06), a CBF se posicionou sobre o caso. A entidade alega não ter tido acesso ao laudo pericial utilizado pela deputada, e afirma que o mesmo está sendo utilizado de forma “midiática e precipitada”.

Confira abaixo a nota na íntegra:

“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reitera seu compromisso com a transparência, a legalidade e a boa-fé em todas as suas ações e decisões institucionais.

Diante das recentes notícias veiculadas na imprensa sobre suposto vício de vontade em assinatura constante do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a legitimidade da eleição do presidente Ednaldo Rodrigues, a CBF esclarece que ainda não teve acesso formal ao referido laudo pericial, supostamente asssinado por perito particular, que está sendo utilizado de forma midiática e precipitada, em verdadeira espetacularização que atende a interesses nada republicanos e aparentemente questionado por terceiros absolutamente estranhos ao processo.

A CBF enfatiza que todos os atos relacionados ao acordo mencionado foram conduzidos dentro da legalidade e com a participação de representantes devidamente legitimados. O processo foi legítimo e teve acordo homologado.

É absolutamente inverdade que esse processo tenha sido reaberto a pedido de uma parlamentar.

A CBF confia plenamente na Justiça brasileira e permanece à disposição das autoridades competentes para esclarecer quaisquer dúvidas que eventualmente surjam. A entidade segue focada em sua missão de promover o futebol brasileiro com seriedade, profissionalismo e respeito às instituições e com absoluta tranquilidade de que todos os princípios de boa gestão e de probidade são diuturnamente respeitados”.




Copa do Mundo; Vice-presidente da CBF diz que estará na torcida pela Argentina

Com o Brasil eliminado, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já sabe para quem irá torcer no restante da Copa do Mundo do Catar. Pelo menos é o que garante o vice-presidente da entidade Fernando Sarney, que disse que estará na torcida pela Argentina.

— A América do Sul tem que manter a unidade. Na hora da decisão, todos somos Argentina. Eu pessoalmente torço para a Argentina na decisão do Mundial, tomara que ela chegue a final e que traga esse título para a América do Sul — garantiu Fernando Sarney

O vice-presidente da CBF representou a entidade em um evento, neste domingo, organizado pela Conmebol, em Doha, no Catar. Vale destacar que o presidente Ednaldo Rodrigues já retornou ao Brasil juntamente a delegação brasileira após a eliminação da Seleção na Copa do Mundo.

A entidade sul-americana montou o evento na região de Mushaireb, no país sede da Copa do Mundo de 2022. Além disso, a Conmebol lançou uma campanha, em homenagem ao ex-jogador Pelé, desejando força ao Rei, que segue internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para tratar de um tumor de cólon e uma infecção respiratória.

Como parte da campanha “Força, Pelé” e uma forma de homenageá-lo, o presidente da confederação sul-americana propôs uma mudança no escudo da CBF para honrar o tricampeão mundial (1958, 1862 e 1970).

Alejandro Domínguez sugeriu que a camisa da seleção brasileira tenha substituída três das cinco estrelas referentes aos cinco títulos mundiais. Elas seriam transformadas em três corações, em referência às três conquistas que o camisa 10 teve com o Brasil e também com o nome de sua cidade de nascimento em Minas Gerais.

— Certamente nó vamos levar em consideração, vamos pensar nisso, vamos ver a conveniência e a possibilidade de fazermos isso. Eu não posso dizer nada a respeito, porque é uma proposta inusitada e temos que examinar bem — disse.




Os servidores e o atual governo (*) Por Paulo César Régis de Souza

Os servidores e o atual governo

(*) Por Paulo César Régis de Souza

Os servidores não tem o que comemorar no governo Bolsonaro. Ele sabe disso e agora está preocupado.
Não reajustou os salários dos servidores, como deveria ter feito, repondo pelo menos a inflação. Ativos e inativos tiveram acentuadas perdas de renda e ficaram mais pobres.

Prometeu uma reposição para 2022, ano eleitoral, pressionado pela expressiva queda de sua popularidade, não preocupado com o empobrecimento dos servidores, mas não há nenhum indicio de que teremos o prometido aumento. O que temos pela frente é uma inflação recorde de quase 12%, em 2021.
As perdas nominais dos servidores foram pesadas.

Mas, o presidente socorreu sua categoria profissional permitindo que pudessem furar o teto do salário dos ministros do Supremo pelo exercício de dupla jornada. Assim um militar, general, brigadeiro, almirante, de alta patente, que tiver outra função pública poderá dobrar seus vencimentos, acima do teto.
O desprezo pelo serviço público federal, outrora respeitado, se generalizou, com o fim de concurso público e a contratação de comissionados, temporários e terceirizados que não tem nenhum compromisso com as instituições. Não vestem a camisa. Trabalham porque precisam, mas não são vinculados a quem os indicou para o emprego de caráter eventual.

Na área militar, foi criada uma arma militar dos prestadores de serviços por tempo certo, pondo em risco a estrutura das três forças, recrutando os reformados. Mais de cinco militares estão nesta situação que é muito grave, pois competem com os militares do serviço ativo em posições de mando.
No INSS, acharam que poderiam contratar 3 mil militares reformados para analisar os pedidos de benefícios que se acumularam com o represamento, motivado pela pressão por benefícios e poucos servidores de carreira na análise e concessão. Os resultados foram pífios, mas impôs ao INSS um sério revés, agravado inclusive na pandemia.

Nós servidores perdemos muito, pois tivemos que trabalhar em condições adversas, por causa da pandemia. O INSS continua clamando por 10 mil servidores, para compensar as perdas com os que aposentaram nos últimos dois anos.
Perdemos até o Ministério da Previdência que incorporado ao Ministério da Economia, em nome de uma racionalidade jamais encontrada. Agora que o Ministério voltou, o ministro Onyx Lorenzoni, de cara, proclamou a necessidade de mais servidores concursados.

Esperamos que em 2023, a Previdência Social brasileira se erga dos escombros em que foi lançada. Será preciso um enorme esforço não apenas nosso, que há 98 anos trabalhamos previdência no país, construindo o maior patrimônio dos trabalhadores e da sociedade brasileira com 60 milhões de segurados e 35 milhões de beneficiários. Apesar de tudo continuamos sendo a 2ª maior receita da República e a maior seguradora da América Latina e já servimos a quase cinco gerações com mais de 100 milhões de aposentadorias concedidas.

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(*) Paulo César Régis de Souza é vice-presidente Executivo da Associação Nacional dos Servidores Públicos, da Previdência e da Seguridade Social-ANASPS.




Vice Mourão resiste e nega que irá renunciar ao governo Bolsonaro: “até o fim”

Vice-presidente tem sido aconselhado a deixar o cargo

Mourão
Divulgação

Mourão

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), afirmou que seguirá no governo federal “até o fim”, colocando um ponto final nas especulações que deixará o cargo.

Em postagem na internet, ele, que está sendo aconselhado a renunciar, inclusive por um general da reserva muito próximo, explicou o motivo de permanecer.

“Desde 2018 tenho viajado pelo Brasil e muitas pessoas falam que votaram na chapa JB-Mourão por confiar em mim. Em respeito a essas pessoas e a mim mesmo, pois nunca abandonei uma missão, não importam as intercorrências, sigo neste governo até o fim”, escreveu Mourão no Twitter.

Vale lembrar que, Mourão não descarta sair candidato em 2022, seja como senador ou deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Se isso se concretizar, ele não precisaria deixar o cargo, já que a legislação eleitoral permite ao vice-presidente candidatar-se a outros cargos, preservando o seu mandato, desde que não tenha substituído o presidente nos últimos seis meses antes da eleição.

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“Eu vetaria”, diz Mourão sobre fundo eleitoral de quase R$ 6 bilhões

Vice-presidente disse que valor “está exagerado”

Vice-presidente Hamilton Mourão
Pablo Jacob/Agência O Globo/03-11-2020

Vice-presidente Hamilton Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão disse, nesta segunda-feira (19), que vetaria o aumento no Fundo Eleitoral , aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias ( LDO ) de 2022 . Com o incremento, a verba dos partidos cresce para R$ 5,7 bilhões no ano que vem.

“Acho que está exagerado. É um valor exagerado, principalmente quando, há pouco, tivemos uma situação difícil no governo, de fazer um recall de R$ 1 bilhão para que as obras não parassem. Então, você tem uma gordura de uns R$ 3 bilhões que poderiam ser melhor empregados”, disse Mourão, de acordo com o Correio Braziliense.

O presidente Jair Bolsonaro tem até 15 dias úteis para sancionar a LDO, prazo que ele reiterou em conversa com apoiadores na manhã desta segunda-feira . “Vamos ver”, disse ele sobre vetar, ou não, o aumento do fundo.

O presidente ainda reclamou da imprensa. “Para você ver como é que a mídia trabalha. Nós aprovamos a LDO no ano passado. Tem que aprovar a LDO para a gente poder dar prosseguimento no orçamento. Agora, no meio da LDO, o relator botou lá R$ 6 bilhões, quase R$ 6 bilhões de fundo partidário. Mesmo que eu esteja hospitalizado, eu apanho. Agora, covardia de grande parte da mídia. Pega os nomes dos deputados que votaram a LDO”, disse.

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Mourão diz que tomará vacina da Covid-19 e pode ‘furar fila’ para servir de exemplo

Curado da Covid-19, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, comentou nesta segunda-feira (11), que, diferente do presidente Jair Bolsonaro, vai tomar a vacina contra a Covid-19, mas não vai “furar a fila” para receber o imunizante antes das pessoas que têm prioridade, segundo os critérios definidos pelo Ministério da Saúde, a não ser para servir de exemplo, em ação propagandística.

O vice-presidente ficou 12 dias em isolamento no Palácio do Jaburu para o tratamento da doença e defendeu que a imunização é uma questão coletiva, e não individual.

“[Pretendo tomar a vacina] dentro da minha vez. Eu sou grupo dois de acordo com o planejamento [do Ministério da Saúde]. Não vou furar a fila, a não ser que seja propagandística”, disse o vice-presidente se referindo à possibilidade de tomar vacina ante do prazo para incentivar outras pessoas a aderirem à campanha de imunização.

Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro disse que não tomaria o imunizante, porém o Palácio do Planalto pediu sigilo de 100 anos para a carteira de vacinação do político.

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“São três moleques”, diz Mourão sobre Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro

Declaração sobre filhos do presidente foi dada em privado

Vice-Presidente da República%2C Hamilton Mourão%2C.
Romério Cunha/VPR

Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão,.

O vice-presidente Hamilton Mourão declarou, recentemente, que Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro “são três moleques ”. A afirmação foi feita em privado e as informações foram dadas pela colunista Bela Megale.

Mourão já foi criticado publicamente pelos filhos do presidente Jair Bolsonaro. O vereador Carlos Bolsonaro é o que mais dirige críticas ao vice-presidente.

A relação de Mourão e Bolsonaro não está nos seus melhores dias. De acordo com a coluna da jornalista Bela Megale, atualmente o presidente e o vice se falam pouco.

A colunista pontua também que os comentários de Mourão sobre assuntos que repercutem na mídia têm irritado cada vez mais o presidente Bolsonaro .

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