Bayeux: vereadores entram em escola, aluna aciona Justiça e juíza impõe restrições

Segundo o processo, parlamentares teriam entrado na unidade durante o horário de aula, interrompido atividades pedagógicas

Escola Ruy Carneiro, em Bayeux — Foto: Divulgação

A juíza Israela Cláudia da Silva Pontes, da 3ª Vara Cível e da Fazenda Pública da Comarca Integrada de Bayeux e Santa Rita, determinou nesta terça-feira (10/3) que vereadores de Bayeux se abstenham de ingressar de forma individual em unidades escolares do município sem autorização da direção ou comunicação formal à administração responsável.

A decisão foi tomada no âmbito de ação movida por uma estudante menor de idade, representada pela mãe, após episódio ocorrido na Escola Municipal Ruy Carneiro. Segundo o processo, parlamentares teriam entrado na unidade durante o horário de aula, interrompido atividades pedagógicas, questionado servidores e alunos e realizado gravações dentro da escola.

Na decisão, a magistrada também determinou que os vereadores se abstenham de interromper aulas, abordar alunos menores de idade, constranger servidores ou realizar gravações dentro do ambiente escolar sem autorização institucional. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 5 mil por ato, limitada a R$ 50 mil.




Vergonha! PEIDO ” BUFA ”  interrompe sessão na Câmara de Bayeux

A sessão dessa quinta-feira (19) na Câmara Municipal de Bayeux terminou de forma inusitada e constrangedora. Em meio a discursos e votações previstas na pauta, um forte odor tomou conta do plenário e provocou a interrupção abrupta dos trabalhos legislativos.

O clima, que já era tenso, rapidamente se transformou em confusão. Vereadores deixaram seus assentos, assessores abriram portas e janelas, e documentos viraram leques improvisados na tentativa de amenizar o desconforto. Diante da situação, a sessão foi encerrada antes da conclusão da pauta.

O episódio, no entanto, ultrapassou o constrangimento e ganhou contornos políticos.

Parlamentares da oposição afirmaram que o ocorrido não teria sido um simples incidente, mas uma ação deliberada para provocar o esvaziamento do plenário e adiar votações consideradas importantes para a população de Bayeux. Segundo vereadores oposicionistas, a presidente da Casa, Jays de Nita, teria determinado que um assessor utilizasse um spray de odor desagradável dentro do plenário, com o objetivo de inviabilizar a continuidade da sessão.

As acusações foram feitas verbalmente durante e após o encerramento dos trabalhos, mas até o momento não há comprovação de que o odor tenha sido provocado por qualquer substância externa.

Para a oposição, o suposto adiamento agrava a insatisfação, já que o retorno das atividades legislativas este ano já havia sido postergado em razão das reformas realizadas na sede do Legislativo. Na avaliação dos parlamentares críticos à gestão da Casa, a primeira sessão após o recesso deveria ter garantido a apreciação dos projetos pendentes.

A presidente Jays de Nita não comentou oficialmente as acusações até o fechamento desta matéria. Um aliado da mesa diretora classificou as declarações como “infundadas” e afirmou que a interrupção ocorreu exclusivamente em razão do desconforto generalizado no ambiente.

O fato é que, em uma cidade acostumada a turbulências políticas, desta vez não foi a falta de quórum nem o embate ideológico que encerrou os trabalhos — mas um episódio inusitado que agora também integra o histórico do Legislativo municipal.




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Vereadores de João Pessoa poderão ter que bater ponto para registrar frequência na Câmara

Em áudio divulgado pelo Arapuan Verdade, Guguinha defendeu projeto de lei sobre uso de ponto facial para os vereadores.

Câmara Municipal de João Pessoa realiza hoje 1ª audiência pública de discussão da LOA 2025

Câmara Municipal de João Pessoa, no bairro das Trincheiras. (foto: reprodução)

Os vereadores debateram a possibilidade de bater ponto para registrar frequência na Câmara Municipal de João Pessoa. Proposta foi feita pelo vereador Guguinha (PSD) durante reunião da Comissão de Política Pública (CPP) nesta quarta-feira (10).

Em áudio divulgado pelo Arapuan Verdade, Guguinha defendeu projeto de lei sobre uso de ponto facial para os vereadores.

Já o vereador Bosquinho (PV), pregou cautela e lembrou que parlamentares precisam cumprir agendas externas fora da Câmara de João Pessoa.

“Então precisamos fazer uma observação, porque a vida de um vereador, do parlamentar, do deputado estadual, são pessoas que tem uma agenda externa”, disse.




Justiça Eleitoral realizou nesta quinta-feira (24), Audiência candidatura fictícia nas eleições em Lucena Pb

A quinta-feira, dia 24, está sendo  decisiva para o destino dos integrantes do poder legislativo mirim de Lucena, a população denomina de  “Dia D” para os vereadores eleitos e investigados Sandro Toscano e Elton Gomes, ambos do Partido Republicano de Lucena PB. É que a juíza eleitoral Israela Claudia da Silva Pontes, da 2ª Zona Eleitoral em Santa Rita, realiza audiência de Instrução e Julgamento na AIJE – Ação de Investigação Judicial Eleitoral Nº 0600814-91.2024.6.15.0002, que apura suposta candidatura fictícia.

A audiência está confirmada para as 8h30 desta quinta-feira, de forma virtual (online), ocasião em que a magistrada ouvirá todos os investigados, bem como as testemunhas arroladas pelo Ministério Público Eleitoral e dos próprios vereadores e dos partidos envolvidos.

Está programada também a tomada de depoimento de uma ex-candidata, pessoa considerada o “pivô” da Ação de Investigação Judicial Eleitoral, impetrada pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

A juíza pretende na audiência de Instrução e Julgamento ouvir todos os envolvidos para, em seguida, abrir vista ao Ministério Público Eleitoral para parecer e, em seguida, dá seu despacho final sobre o ocorrido.

O BLOG DO MARCOS LIMA estará acompanhando em tempo real a audiência de Instrução e Julgamento.

Por Marcos Lima

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Vereadores empossados de João Pessoa iniciam trabalhos na próxima terça (4)

Os trabalhos na Câmara de Vereadores de João Pessoa retornam na próxima terça-feira (4). Os 29 parlamentares eleitos, sendo 27 homens e duas mulheres, iniciam o mandato que se estende até o dia 31 de dezembro de 2028.

No biênio 2025/2026, a Casa Napoleão Laureano será comandada por uma Mesa Diretora composta da seguinte forma: presidente Dinho (PSD); primeira vice-presidente Eliza Virgínia (PP); segundo vice-presidente Odon Bezerra (PSB); primeiro secretário Marmuthe Cavalcanti (Republicanos); segundo secretário Marcos Henriques (PT); e terceiro secretário Durval Ferreira (PL).

Comissão de Recesso

Com o objetivo de dar continuidade aos trabalhos legislativos da Casa durante o recesso parlamentar, o parlamento mirim constituiu a Comissão de Recesso composta por: Dinho Dowsley, Eliza Virgínia (PP), Marcos Henriques (PT), Odon Bezerra (PSB), Tarcísio Jardim (PP), Marmuthe Cavalcanti (Republicanos), Thiago Lucena (DC) e Damásio Franca (PP). A composição do colegiado segue o Regimento Interno da Casa, obedecendo a critérios de proporcionalidade de partidos ou blocos partidários, por indicação dos respectivos líderes.

Durante o recesso parlamentar, a comissão representativa pode exercer a competência administrativa em caso de urgência, na ausência ou impedimento dos membros da Mesa Diretora, além de representar a Câmara em eventos e exercer outras atribuições de caráter urgente, que não possam aguardar o início do período legislativo seguinte.




Levantamento revela índice de presença dos vereadores de João Pessoa em 2024

Ao todo, foram realizadas 85 sessões ordinárias ao longo do ano.

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Câmara Municipal de João Pessoa (Foto: Divulgação/ PMJP)

A Câmara Municipal de João Pessoa concluiu os trabalhos de 2024 na última semana. Ao todo, foram realizadas 85 sessões ordinárias ao longo do ano. A presença dos vereadores costuma enfrentar desafios em anos eleitorais. Por isso, a coluna fez um levantamento sobre o nível de comparecimento na casa legislativa da capital paraibana.

O ranking considera apenas os vereadores titulares de mandato que estão ativos na Câmara neste momento, contabilizando as ausências mesmo durante períodos de licença. Confira o ranking completo ao fim da reportagem!

Melhores índices

O vereador Marcílio (Republicanos) liderou o ranking com 100% de participação nas sessões ordinárias. Em segundo lugar com maior participação aparece Odon Bezerra (PSB), com 76 das 85 sessões – um índice de 89% de comparecimento. Em contato com a coluna, o vereador do PSB informou que suas ausências foram durante um período de licença.

Junio Leandro (PDT) aparece em 3º lugar com 85% de presença. Apesar da assiduidade, Junio Leandro não conseguiu se reeleger. O vereador ponderou, em contato com a coluna, que sua presença pode não ter sido registradas no painel, mas esteve na Câmara em todos os dias de sessão.

Pior índice

Ainda na consulta realizada no portal da Câmara de João Pessoa, o vereador Mikika Leitão (MDB) apresentou o menor índice de comparecimento. Não reeleito neste ano, ele participou de apenas 34% das sessões ordinárias. Um afastamento de 121 dias “para resolver questões pessoais” contribuiu para seu baixo desempenho no ranking.

Confira ranking completo:

Marcílio do HBE (REPUBLICANOS/PRD) – 85 sessões (100%) *dado atualizado após contestação do vereador ao relatório gerado pela Câmara que apontava algumas ausências. Ficou comprovado em ata que não houve nenhuma falta

Odon Bezerra (PSB) – 76 sessões (89,41%)

Junio Leandro (PDT) – 73 sessões (85,88%)

Marcos Henriques (PT) – 73 sessões (85,88%)

Bruno Farias (AVANTE/CIDADANIA) – 70 sessões (82,35%)

Marcos Bandeira (AVANTE/PMB) – 70 sessões (82,35%)

Emano Santos (PV) – 69 sessões (81,18%)

Zezinho Botafogo (PSB) – 69 sessões (81,18%)

Doutor Luís Flávio (AVANTE/PSDB) – 65 sessões (76,47%)

Marmuthe Cavalcanti (REPUBLICANOS) – 65 sessões (76,47%)

Coronel Sobreira (NOVO/MDB) – 64 sessões (75,29%)

Milanez Neto (MDB/PV) – 64 sessões (75,29%)

Dinho (PSD/AVANTE) – 63 sessões (74,12%)

Bosquinho (PV) – 62 sessões (72,94%)

Carlão Pelo Bem (PL) – 60 sessões (70,59%)

Thiago Lucena (DC/PRTB) – 59 sessões (69,41%)

Guga (PP) – 58 sessões (68,24%)

Bispo José Luiz (SDD/REPUBLICANOS) – 57 sessões (67,06%)

Toinho Pé de Aço (REPUBLICANOS/PMB) – 54 sessões (63,53%)

Chico do Sindicato (AVANTE) – 52 sessões (61,18%)

Durval Ferreira (PL) – 43 sessões (50,59%)

Tarcísio Jardim (PP) – 42 sessões (49,41%)

João Corujinha (PP) – 40 sessões (47,06%)

Damásio Franca Neto (PP) – 37 sessões (43,53%)

Mikika Leitão (REPUBLICANOS/MDB) – 29 sessões (34,12%)




Diretório do PL pede cassação de vereadores e suplentes do PDT em JP

O diretório do Partido Liberal (PL) de João Pessoa entrou com uma ação de investigação judicial eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), solicitando a cassação dos vereadores eleitos e suplentes do Partido Democrático Trabalhista (PDT) nas eleições municipais de 2024. O documento, que o Portal MaisPB teve acesso, alega fraude na cota de gênero.

De acordo com o PL, o PDT apresentou uma lista de 28 candidatos, composta por 18 homens e 10 mulheres, respeitando o mínimo de 30% de candidaturas femininas. No entanto, após a análise dos resultados eleitorais e das campanhas, surgiram suspeitas sobre a autenticidade das candidaturas de três mulheres: Márcia Henriques dos Santos, Maria Ares Menezes Barbosa e Luanna de Moura Lima, que receberam apenas oito, 11 e 17 votos, respectivamente.

O PL argumenta que a baixa votação, aliada à ausência de atos de campanha e semelhanças na prestação de contas financeiras das candidatas, indica que as candidaturas femininas foram fictícias, criadas apenas para cumprir a exigência legal da cota de gênero. Com base nisso, o partido pede a nulidade de todos os votos recebidos pela chapa do PDT e a cassação dos mandatos dos vereadores eleitos, João Almeida de Carvalho Junior e Marcos Vinícius Sales Nóbrega, bem como dos suplentes.

O PL solicita a inelegibilidade dos envolvidos e a recontagem dos votos das eleições proporcionais, caso a fraude seja confirmada pelo tribunal.

www.reporteriedoferreira.com.br/MaisPB