Lula e líderes estrangeiros pedem que Venezuela garanta eleições justas para que, em troca, retirem sanções

 

Presidente Lula (Foto: Reprodução)

Por CNN Brasil

Os presidentes do Brasil, França, Colômbia, Argentina, e um representante da União Europeia divulgaram uma nota conjunta nesta terça-feira (18), em defesa de eleições justas e transparentes na Venezuela.

No documento, Emmanuel Macron, Luiz Inácio Lula da Silva, Gustavo Petro, Alberto Fernandez e Josep Borrell, fizeram um “apelo em prol de uma negociação política que leve à organização de eleições justas para todos, transparentes e inclusivas, que permitam a participação de todos que desejem, de acordo com a lei e os tratados internacionais em vigor, com acompanhamento internacional”.

Ainda segundo a nota, a realização de um processo eleitoral transparente estaria acompanhado de uma “suspensão das sanções, de todos os tipos” contra a Venezuela.

A divulgação do documento conjunto ocorre após uma reunião na segunda-feira (17) durante a cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia. No encontro estavam presentes Lula, Emmanuel Macron, Alberto Fernández, Gustavo Petro, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, e um dos principais líderes da oposição no país, Gerardo Blyde.

A CNN apurou que o Brasil encarou a presença de Delcy e de Blyde, no encontro, como sinal de que um entendimento governo-oposição ainda é plenamente factível.

Fontes do governo brasileiro afirmam que a reunião proposta pelo governo francês sobre a Venezuela deixou os venezuelanos satisfeitos e pode representar uma mudança de paradigma na visão dos europeus sobre o país sul-americano.

Veja a nota na íntegra

“Paralelamente à Terceira Cúpula de Líderes da União Europeia e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), o Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o Presidente da República da Colômbia, Gustavo Petro, o Presidente da República Argentina, Alberto Fernandez, e o Alto Representante da União Europeia para Relações Exteriores e Política de Segurança, Josep Borrell, reuniram-se com Delcy Rodriguez, Vice-Presidenta do Governo da República Bolivariana da Venezuela, e Gerardo Blyde, negociador-chefe da Plataforma Unitária da oposição venezuelana. Essa iniciativa dá seguimento ao debate sobre a situação na Venezuela, organizado pelo Presidente da República Francesa no Fórum pela Paz de Paris, em novembro de 2022.

Os presidentes da Argentina, Brasil, Colômbia e França, assim como o Alto Representante, expressaram sua solidariedade com os países que acolhem cidadãos venezuelanos que deixaram seu país. Eles saudaram a assinatura na Cidade do México de um acordo social inter-venezuelano, em 26 de novembro de 2022, e solicitaram sua implementação efetiva o mais rapidamente possível, em prol do povo venezuelano.

Os Chefes de Estado e o Alto Representante instaram o governo venezuelano e a plataforma unitária da oposição venezuelana a retomar o diálogo e a negociação no âmbito do processo do México, com o objetivo de chegarem a um acordo, entre outros pontos da agenda, sobre as condições para as próximas eleições. Eles fizeram um apelo em prol de uma negociação política que leve à organização de eleições justas para todos, transparentes e inclusivas, que permitam a participação de todos que desejem, de acordo com a lei e os tratados internacionais em vigor, com acompanhamento internacional. Esse processo deve ser acompanhado de uma suspensão das sanções, de todos os tipos, com vistas à sua suspensão completa.

Os Chefes de Estado e o Alto Representante concordaram que o relançamento das relações entre a UE e a CELAC representa uma oportunidade de trabalhar em conjunto em prol da resolução da situação venezuelana. Eles propuseram que os participantes da reunião continuem a dialogar, no marco das iniciativas estabelecidas, de forma a fazer um novo balanço no Fórum de Paz de Paris em 11 de novembro de 2023.”




Fabricante de oxigênio diz enfrentar crise sem precedentes no Amazonas

Uma das maiores fornecedoras de oxigênio hospitalar no Brasil, a empresa White Martins, afirmou que enfrenta um “cenário de crise sem precedentes” e que “vem se agravando a cada dia”, particularmente no Amazonas. No estado, a disseminação do novo coronavírus (SARS-CoV-2) e o aumento exponencial do número de casos da covid-19 sobrecarregou as unidades de saúde da capital, Manaus. A escalada da doença causou a falta de oxigênio medicinal em hospitais públicos e privados.

Segundo a empresa, o aumento da demanda por oxigênio hospitalar no estado alcançou os 70 mil metros cúbicos (m3)  por dia esta semana. Isto equivale a quase o triplo dos 25 mil m3/dia que a empresa conseguia produzir diariamente em sua fábrica de Manaus até recentemente.

A título de comparação, a White Martins explica que, antes da confirmação do primeiro caso de covid-19 no Brasil, no final de fevereiro de 2020, a fábrica utilizava apenas metade de sua capacidade produtiva. “Isso era suficiente para atender a todos os clientes dos segmentos medicinal e industrial que, juntos, somavam um consumo da ordem de 10 a 15 mil m3/dia”, informou a empresa, em nota. Mesmo durante o pico da primeira onda da doença, entre abril e maio de 2020, o consumo estadual do produto não superou os 30 mil m3/dia.

Intimada pela Justiça do Amazonas a manter o fornecimento a um hospital particular de Manaus de “quantidades suficientes” de oxigênio, a empresa afirma que já ampliou “até o limite máximo da capacidade de produção da planta [industrial] de Manaus”, elevando-a para 28 mil m3/dia – o que não basta para suprir o atual consumo conjunto de cinco hospitais da capital amazonense.

Venezuela

Para fazer frente a crise, a White Martins afirma estar adotando uma série de medidas, entre elas a importação de parte do oxigênio que produz na Venezuela.

Ontem (14), o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, confirmou, por meio das redes sociais, que conversou com o governador do Amazonas, colocando à disposição todo o oxigênio necessário “imediatamente”.

Também nas redes sociais, Wilson Lima agradeceu a ajuda da Venezuela e dos estados brasileiros que ofereceram apoio. Pacientes diagnosticados com a covid-19 estão sendo transferidos de Manaus para hospitais de outras oito unidades da federação (Ceará, Goiás, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Distrito Federal, Paraíba e Rio Grande do Norte).

Covid-19 - Pacientes do Amazonas são transferidos para outros Estados
Covid-19 – Pacientes do Amazonas são transferidos para outros Estados – Divulgação/Força Aérea Brasileira (FAB)

Reativação

Além de importar o produto da Venezuela, a White Martins estuda reativar sua antiga fábrica em Manaus, desativada desde 2009, quando a atual começou a operar. Funcionários da empresa estão avaliando o estado de conservação dos equipamentos e as medidas necessárias para que a unidade comece a operar – o que a White Martins espera que aconteça entre 30 e 45 dias. Com isso seria possível produzir mais cerca de 6 mil m3 de oxigênio/dia.

A pedido da empresa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a White Martins a produzir oxigênio medicinal a 95% – um percentual de pureza inferior aos atuais 99% – e distribuí-lo às unidades da rede estadual de saúde. Válida por 180 dias, a medida permitirá o aumento da sua capacidade de fabricação. Segundo a White Martins, a “flexibilização” do percentual poderá aumentar a capacidade produtiva da planta de Manaus em aproximadamente 2.000 metros cúbicos diários.

Logística de guerra

Há, no estado, outros fornecedores locais de oxigênio, mas eles atendem a uma pequena parcela da demanda. Uma delas, a Nitron da Amazônia, também já foi acionada na Justiça para manter o fornecimento aos hospitais da Unimed de Manaus

Segundo representantes dos governos federal e estadual, a incapacidade da fábrica da White Martins atender, praticamente sozinha, a toda a atual demanda do estado é agravada pelas dificuldades logísticas para fazer com que o produto proveniente de outros estados cheguem a Manaus.

Parte das adversidades vem sendo enfrentada com a ajuda da Força Aérea Brasileira (FAB). Ao longo da última semana, aviões cargueiros militares já transportaram ao menos 350 cilindros e 12 isotanques contendo oxigênio. De acordo com o Ministério da Defesa, a ação exige uma verdadeira “logística de guerra”.

Ontem a noite, a Justiça Federal do Amazonas deu prazo de 24 horas para que a União e o estado do Amazonas apresentem um plano urgente para resolver o desabastecimento de oxigênio na rede de saúde, de modo a “garantir o direito fundamental à vida durante a pandemia”.

Apreensões

Policiais civis e militares apreenderam na tarde desta quinta-feira, em Manaus, um caminhão com 33 cilindros de oxigênio, dos quais apenas sete estavam vazios. Segundo a Polícia Civil, o produto estava sendo vendido de forma irregular, por preços superiores aos habituais.

Em nota, a Polícia Civil informou que um homem de 38 anos foi detido e deve responder judicialmente por reter produtos para especulação. Ao ser interrogado, o homem teria dito que é dono de uma empresa que comercializa cilindros de oxigênio. Com medo de que alguém invadisse o estabelecimento em busca do material, decidiu colocar os cilindros em um caminhão que estacionou distante da empresa.

Dos 26 cilindros que continham o produto, 11 foram destinados ao Hospital Beneficente Português; seis para a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas; seis para o Hospital São Raimundo e três para o Coroado. De acordo com a Polícia Civil, o homem detido afirmou que o oxigênio tinha sido envasado na quarta-feira (13).

www.reporteriedoferreira.com.br   Por Agência Brasil




Eleições na Venezuela: o boicote da oposição que devolveu todos os poderes a Maduro

Maduro
Nicolás Maduro comemorou a conquista eleitoral de seu movimento político

O chavismo recuperou a Assembleia Nacional da Venezuela neste domingo (06/12), em eleições marcadas pelo boicote aos principais partidos e líderes da oposição e por uma abstenção massiva.

Com uma participação de apenas 31%, mais de 40 pontos percentuais abaixo das eleições parlamentares de 2015 vencidas pela oposição, a coalizão governista teve mais de 3,5 milhões dos 5,2 milhões de votos, com um total de 67,6% de apoio entre os que compareceram às urnas, segundo dados do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país.

Desde 2015, a Assembleia era o único poder controlado pela oposição, que decidiu não participar do pleito do fim de semana, assim como já havia feito nas eleições presidenciais de 2018, por considerar que não existem condições justas para a disputa eleitoral.

O líder da oposição, Juan Guaidó, que em 5 de janeiro deixará de ser o presidente da Assembleia Nacional, falou em “fraude” e sugeriu que o comparecimento às urnas foi ainda menor do que o dado oficial.

www.reporteriedoferreiras.com.br    BBC News Mundo




Sob acusações de fraude e boicote de oposição, Venezuela realiza eleições legislativas neste domingo

 

Assembleia Nacional, presidida por Juan Guaidó, é o único poder ainda nas mãos de opositores de Nicolás Maduro. Novo Conselho Eleitoral elevou número de deputados de 167 para 277; primeira-dama e filho do presidente estão entre os mais de 14 mil candidatos.

Apoiadores do governo venezuelano participam de comício de candidatos do partido Grande Polo Patriótico à Assembleia Nacional, em Caracas, na quinta-feira (3) — Foto: AP Photo/Ariana Cubillos

Venezuela realiza neste domingo (6) eleições para a Assembleia Nacional, mais uma vez sob acusações de fraude e boicote dos partidos de oposição ao presidente Nicolás Maduro.

O bloco, com 27 partidos, justifica sua ausência afirmando que as autoridades eleitorais foram nomeadas pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), de tendência governista – no passado, essa era uma competência do Parlamento.

A Assembleia Nacional – presidida por Juan Guaidó, que não concorre à reeleição – é o único setor do governo não comandado por aliados de Maduro, mas desde 2017 está praticamente sem poderes, já que o Supremo Tribunal a declarou em desacato e posteriormente anulou todas as suas decisões.

Além das 167 cadeiras já existentes, foram criadas mais 110 vagas pelo novo Conselho Eleitoral Nacional, elevando a 277 o número de deputados que serão eleitos, com posse prevista para janeiro de 2021.

Os candidatos à Assembleia Nacional são eleitos por dois sistemas, voto nominal e voto por lista.

Dos 277 deputados, 48% serão escolhidos por voto nominal direto, conquistando a vaga por maioria simples. Os outros 52% serão eleitos de acordo com a ordem estabelecida pelos próprios partidos em listas nacionais e regionais. Por esse sistema, quem alcança primeiro o coeficiente termina eleito.

Anteriormente, a proporção era de 70% para voto nominal e 30% por lista.

Entre os mais de 14 mil candidatos estão a primeira-dama, Cilia Flores, e o filho de Maduro com sua primeira mulher, Nicolás Maduro Guerra, que para a campanha adotou o nome Nicolás Ernesto.

Mais de cinco milhões de cidadãos estão aptos a votar, mas o voto não é obrigatório na Venezuela e é esperado que os níveis de abstenção sejam altos devido à pandemia de Covid-19.

Oficialmente, o país registra 103 mil casos da doença e 905 mortes, embora exista a suspeita de que os números reais sejam bem maiores.

Consulta popular

Os opositores de Maduro também convocaram, entre os dias 7 e 12, uma consulta popular na qual os cidadãos serão questionados se exigem que Nicolás Maduro cesse “a usurpação da Presidência” e se pedem “eleições presidenciais e parlamentares livres, justas e verificáveis”.

Apoiadores do governo venezuelano participam de comício de candidatos do partido Grande Polo Patriótico à Assembleia Nacional, em Caracas, na quinta-feira (3) — Foto: AP Photo/Ariana Cubillos

A consulta também questiona as próprias eleições deste domingo, cogitando seu cancelamento: “O senhor rejeita o evento de 6 de dezembro organizado pelo regime de Nicolás Maduro e pede à comunidade internacional que o ignore?”, diz uma das perguntas que serão apresentadas.

www.reporteriedoferreira.com.br Por G1




Sob acusações de fraude e boicote de oposição, Venezuela realiza eleições legislativas neste domingo

Assembleia Nacional, presidida por Juan Guaidó, é o único poder ainda nas mãos de opositores de Nicolás Maduro. Novo Conselho Eleitoral elevou número de deputados de 167 para 277; primeira-dama e filho do presidente estão entre os mais de 14 mil candidatos.

Apoiadores do governo venezuelano participam de comício de candidatos do partido Grande Polo Patriótico à Assembleia Nacional, em Caracas, na quinta-feira (3) — Foto: AP Photo/Ariana Cubillos

Venezuela realiza neste domingo (6) eleições para a Assembleia Nacional, mais uma vez sob acusações de fraude e boicote dos partidos de oposição ao presidente Nicolás Maduro.

O bloco, com 27 partidos, justifica sua ausência afirmando que as autoridades eleitorais foram nomeadas pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), de tendência governista – no passado, essa era uma competência do Parlamento.

A Assembleia Nacional – presidida por Juan Guaidó, que não concorre à reeleição – é o único setor do governo não comandado por aliados de Maduro, mas desde 2017 está praticamente sem poderes, já que o Supremo Tribunal a declarou em desacato e posteriormente anulou todas as suas decisões.

Além das 167 cadeiras já existentes, foram criadas mais 110 vagas pelo novo Conselho Eleitoral Nacional, elevando a 277 o número de deputados que serão eleitos, com posse prevista para janeiro de 2021.

Os candidatos à Assembleia Nacional são eleitos por dois sistemas, voto nominal e voto por lista.

Dos 277 deputados, 48% serão escolhidos por voto nominal direto, conquistando a vaga por maioria simples. Os outros 52% serão eleitos de acordo com a ordem estabelecida pelos próprios partidos em listas nacionais e regionais. Por esse sistema, quem alcança primeiro o coeficiente termina eleito.

Anteriormente, a proporção era de 70% para voto nominal e 30% por lista.

Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente venezuelano Nicolás Maduro, durante entrevista à agência Associated Press em Catia La Mar, no dia 20 de novembro — Foto: AP Photo/Ariana Cubillos

Entre os mais de 14 mil candidatos estão a primeira-dama, Cilia Flores, e o filho de Maduro com sua primeira mulher, Nicolás Maduro Guerra, que para a campanha adotou o nome Nicolás Ernesto.

Mais de cinco milhões de cidadãos estão aptos a votar, mas o voto não é obrigatório na Venezuela e é esperado que os níveis de abstenção sejam altos devido à pandemia de Covid-19.

Oficialmente, o país registra 103 mil casos da doença e 905 mortes, embora exista a suspeita de que os números reais sejam bem maiores.

Consulta popular

Os opositores de Maduro também convocaram, entre os dias 7 e 12, uma consulta popular na qual os cidadãos serão questionados se exigem que Nicolás Maduro cesse “a usurpação da Presidência” e se pedem “eleições presidenciais e parlamentares livres, justas e verificáveis”.

Apoiadores do governo venezuelano participam de comício de candidatos do partido Grande Polo Patriótico à Assembleia Nacional, em Caracas, na quinta-feira (3) — Foto: AP Photo/Ariana Cubillos

A consulta também questiona as próprias eleições deste domingo, cogitando seu cancelamento: “O senhor rejeita o evento de 6 de dezembro organizado pelo regime de Nicolás Maduro e pede à comunidade internacional que o ignore?”, diz uma das perguntas que serão apresentadas.

Além disso, pergunta aos cidadãos se eles desejam avançar em negociações perante a comunidade internacional para “ativar a cooperação, o apoio e a assistência que permitam resgatar a democracia, enfrentar a crise humanitária e proteger as pessoas dos crimes contra a humanidade”.

www.reporteriedoferreira.com.br   G1




EUA realizam operação de “liberdade de navegação” no Caribe para desafiar a Venezuela

 

A Marinha dos EUA realiza uma operação militar sob o pretexto de proteger a “liberdade de navegação” no Caribe para desafiar a “demanda marítima excessiva da Venezuela”

247 – A manobra militar da Marinha estadunidense no Caribe é liderada pelo destróier de mísseis guiados da classe Arleigh Burke, ‘USS Pinckney’ (DDG 91), um dos maiores e mais poderosos já construídos nos Estados Unidos.

Durante a operação anterior, em 23 de junho, os EUA garantiram que permaneciam “fora das 12 milhas marítimas da costa venezuelana”. No entanto, o navio navegou por uma área que a Venezuela afirma ser sua.

“Vamos exercer nosso direito legal de navegar livremente em águas internacionais sem aceitar reivindicações ilegais”, disse o almirante Craig Faller, comandante do Comando Sul dos EUA.

Desde abril, as forças navais dos EUA estão ao largo da costa da Venezuela como parte de uma “operação antidrogas” nas águas do Caribe.

Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que essas operações, realizadas em colaboração com os “principais parceiros regionais” como a Colômbia, levaram a “1.000 prisões e apreensão de 120 toneladas de narcóticos, que custam milhões de dólares “, supostamente destinados a” financiar “o presidente venezuelano, a quem Washington acusa sem evidência de usar” os benefícios da droga para manter seu poder “.

Após essas indicações, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, repudiou as “acusações sujas, sujas e falsas” contra o país sul-americano e considerou que eles apenas buscam “ganhar votos para a reeleição de Donald Trump”, informa RT.

www.reporteriedoferreira.com.br      Brasil 247