Vice de Maduro toma posse como presidente interina da Venezuela

Ditador deposto, capturado no sábado (3), se declarou inocente em audiência; Portal iG segue atualizando as informações sobre a situação da Venezuela

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Nicolás Maduro com os agente federais, na chegada aos EUA
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Nicolás Maduro com os agente federais, na chegada aos EUA

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17h25 – Na cerimônia que marcou o início ao ano legislativo na Assembleia Nacional da Venezuela, o filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”, falou sobre o pai com voz embargada.

Deputado pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Nicolasito criticou a prisão do pai e de Cilia Flores.

“A você, pai, digo que criou uma família de pessoas fortes. A pátria está em boas mãos, pai, e logo vamos nos abraçar aqui na Venezuela. “E também nos veremos, Cilia”, disse Nicolás Maduro Guerra.

16h51 – O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou nas redes sociais a frase “Este é o nosso hemisfério”, fazendo menção à Venezuela e à operação que capturou Nicolás Maduro. A postagem foi feita na rede X.

“Este é o NOSSO hemisfério, e o presidente Trump não permitirá que nossa segurança seja ameaçada”, diz a legenda.

O post traz uma imagem com uma foto do presidente Donald Trump em preto e branco e a frase “Este é nosso hemisfério”, com a palavra “nosso” destacada em vermelho.

A Casa Branca também publicou um artigo com a mesma frase. A fala foi atribuída ao secretário de Estado, Marco Rubio, que participou de uma série de entrevistas a veículos de comunicação americanos nesta segunda-feira (5).

16h39 – O Palácio do Planalto informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou, por telefone, com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, no último sábado (3).

A conversa foi classificada por integrantes do Planalto como “super rápida”. Lula queria confirmar as informações divulgadas pelo governo dos EUA de captura de Nicolás Maduro. Delcy Rodríguez confirmou, mas,  naquele momento, ainda não tinha informações detalhadas sobre o paradeiro do ditador venezuelano.

Apenas após a ligação, o governo brasileiro divulgou nota condenando a ação norte-americana.

16h26 – Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, prometeu usar “todos os meios” para “trazer de volta” Nicolás Maduro.

Delcy Rodríguez, presidente interina e irmã do presidente da Assembleia Nacional, o designou para liderar uma comissão que buscará a libertação de Maduro e esposa.

16h05 – Delcy Rodríguez, vice de Maduro, toma posse, neste momento, como presidente interina da Venezuela, perante o Parlamento, no Salão Tríptico da Assembleia Nacional.

Ela presta o juramento de posse, menciona a captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores e promete defender o país como nação livre, soberana e independente. Prometeu ainda, no discurso, paz econômica, política e social à população.

“Venho com profunda tristeza pelo sequestro do Presidente Nicolás Maduro e da Primeira-Dama Cilia Flores. Unamo-nos como uma só nação para fazer a Venezuela avançar nestes momentos terríveis que ameaçam a estabilidade e a paz do país”, declara.

Ela disse ainda que assume “com dor”, mas “com honra”.

Delcy Rodrigues tem 56 anos e é conhecida por suas fortes ligações com o setor privado e trabalho no partido governista.

O filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, também estava presente.

A cerimônia é presidida por seu irmão e chefe do Legislativo do país, Jorge Rodríguez.

16h – Uma das declarações de Nicolás Maduro durante a audiência de custódia desta segunda-feira (5) apontou o que deve ser uma das principais linhas de defesa.

O ditador deposto se colocou diante do juiz e declarou: “Fui capturado em minha casa, em Caracas, na Venezuela”. Sua prisão durante a madrugada em um país estrangeiro por agentes da lei dos Estados Unidos pode ser apontado como uma “abdução militar”, nas palavras de seu advogado — violou a lei.

15h45 – Diante do agendamento da próxima audiência do casal Maduro somente para o dia 17 de março, às 11 horas (horário local) e também da declaração da defesa de Cilia Flores na audiência de custódia, indicando a necessidade de acompanhamento médico, a expectativa é de que os advogados solicitem a transferência de ambos para outra carceragem.

Barry Pollack, advogado de Maduro, disse na audiência que prevê “uma quantidade substancial de moções” e acrescentou que Maduro é o chefe de um Estado soberano e tem direito aos privilégios e à imunidade inerentes ao cargo. Pollack acrescentou que também existem problemas relacionados à legalidade de seu sequestro militar.

O Centro de Detenção Metropolitano, no bairro do Brooklyn, é apontado como um dos piores presídios norte-americanos, com condições precárias de higiene.

15h33 – A defesa de Cilia Flores declarou, na audiência de custódia, que a esposa de Maduro sofreu ferimentos durante a captura. Ela estaria com uma fratura ou hematomas nas costelas e, por isso, precisa de atendimento médico. A Justiça ainda não se manifestou sobre a declaração.

15h22 – Na reunião no Conselho de Segurança da ONU, que ocorre nesta segunda-feira (5), os Estados Unidos disseram que não estão em guerra contra a Venezuela ou seu povo.

Mike Waltz, representante americano nas Nações Unidas, afirmou também que não farão uma ocupação no país sul-americano.

15h15 – Barry Pollack, advogado de defesa renomado, está defendendo Nicolás Maduro na Justiça dos Estados Unidos. Pollack é mundialmente conhecido por garantir a liberdade de Julian Assange, fundador do WikiLeaks, em um acordo histórico com a justiça americana.

Mark Donnelly, um ex-procurador federal de Houston, representa a esposa de Maduro. Ele atuou como investigador da Câmara dos Representantes do Texas na investigação e no julgamento de impeachment de 2023 contra o procurador-geral do estado, Ken Paxton, que foi absolvido.

15h08- O juiz distrital Alvin Hellerstein, de 92 anos, experiente magistrado que conduziu a audiência de Maduro e esposa, concedeu um pedido feito pelo casal de ser visitado por um representante do Consulado da Venezuela.

14h59 – Nicolás Maduro e Cilia Flores estão sendo levados de volta ao Centro de Detenção Metropolitano, no bairro do Brooklyn, onde permanecerão até pelo menos até 17 de março, data da próxima audiência na Justiça norte-americana. A primeira audiência terminou.

14h54 – Na Venezuela, o atual governo ordenou, por meio de decreto, nesta segunda-feira (5) que a polícia “inicie imediatamente a busca e captura em âmbito nacional de todos os envolvidos na promoção ou apoio ao ataque armado dos Estados Unidos”.

14h50- A esposa de Maduro, Cilia Flores, também enfatizou sua inocência ao ser questionada sobre sua declaração: “Inocente. Completamente inocente”, afirmou.

14h47 – No tribunal o juiz pediu a Maduro que se identificasse. Em espanhol, ele se apresentou como presidente da Venezuela, algo que as autoridades americanas contestam, alegando que ele não é o líder legítimo. Respondeu que é inocente, que havia sido sequestrado e que é um homem bom.

O ditador deposto, Nicolás Maduro, que foi capturado pelas forças militares dos Estados Unidos em ataque a Caracas, capital da Venezuela, no último sábado (3) junto com sua esposa Cilia Flores, se declarou inocente na audiência de custódia na Justiça norte-americana, realizada no Tribunal Federal, em Nova York.

Os dois estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano, no bairro do Brooklyn, e foram levados para a audiência em Lower Manhattan e notificados oficialmente sobre seus supostos crimes.

Maduro e Cilia Flores são acusados de narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos, e conspiração para a posse de armas e explosivos.




Lula vê “catástrofe” sobre eventual ataque armado à Venezuela

A fala do presidente vem diante do cenário estremecido entre os Estados Unidos e o país sul-americano

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Lula discursa na Cúpula do Mercosul
Ricardo Stuckert/PR

Lula discursa na Cúpula do Mercosul

Durante o discurso na Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR), neste sábado (20), o presidente Lula (PT) alertou sobre os riscos do aumento de tensões no continente.

Na ocasião, o petista classificou uma possível intervenção armada na Venezuela como uma “catástrofe humanitária” e pode representar um “precedente perigoso para o mundo”.

A fala do presidente vem diante do cenário estremecido entre os Estados Unidos e Venezuela. Recentemente, Donald Trump faz diversas declarações sobre um possível ataque armado na região.

“Não queremos guerra no nosso continente. Todo dia tem uma ameaça no jornal e nós estamos preocupados. Agora, vai chegar o Natal e talvez eu tenha que conversar com Trump outra vez pra saber o que é possível o Brasil contribuir para um acordo diplomático e não para a guerra”, disse.

Cúpula do Mercosul
Ricardo Stuckert/PR

Cúpula do Mercosul

Além das tensões militares

Na cúpula, Lula falou também sobre o adiamento da assinatura do acordo entre o Mercosul e União Europeia. Segundo o petista, desde 2023, o Brasil vem tentando garantir que o acordo contribua para o desenvolvimento do bloco.

Além disso, o Chefe do Executivo citou as recentes movimentaçoes jurídicas do Brasil, como o julgamento dos envolvidos na trama golpista pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Para ele, o país “acertou a conta com os passados”.  A segurança é um direito do cidadão e um dever do Estado, independentemente da ideologia”, ressaltou Lula.




Para Trump, os dias de Maduro como presidente “estão contados”

Fala é feita em meio a clima de tensão com a Venezuela

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Trump analisa que EUA não deve entrar em guerra com Venezuela
Reprodução/CBS

Trump analisa que EUA não deve entrar em guerra com Venezuela

O líder dos Estados Unidos, Donald Trump, disse acreditar que o tempo de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela está em seus últimos momentos, sem deixar claro o motivo. A fala foi feita durante uma entrevista exclusiva ao canal local CBS, publicada na noite deste domingo (02).

Confira:  Trump nega intenção de ataques dentro da Venezuela

A jornalista que conduzia a entrevista questionou a Trump: “será que os dias de Maduro como presidente estão contados?” . O presidente, de forma direta, afirmou que “diria que sim, acho que sim” . O trecho foi publicado no perfil oficial do governo norte-americano na rede social X.

Tensão entre os países

Desde o começo de setembro,  os EUA têm  atacado embarcações em águas internacionais próximas à Venezuela em supostas operações contra o narcotráfico. Desde que começaram os ataques, mais de 60 pessoas morreram, segundo dados do próprio governo estadunidense.

A aproximação de navios de guerra das Forças norte-americana da Venezuela, logo após o governo acusar o presidente Nicolás Maduro de chefiar cartéis de drogas, gerou tensão entre os países. O venezuelano nega as acusações e afirma que as ações dos EUA têm objetivo de derrubar seu governo

Na entrevista deste domingo, Trump também foi questionado sobre a veracidade de possíveis ataques terrestre na Venezuela. Ele disse que não iria confirmar e nem negar, com a justificativa de que “não falaria para uma repórter o que atacaria”.

Trump descarta guerra com a Venezuela

Durante a entrevista ao programa “60 minutes”, da CBS, o presidente norte-americano descartou uma possível guerra com a Venezuela: “Duvido. Não acho que vá acontecer” .

As ações são vistas como forma de pressionar mudanças no governo venezuelano, apesar de oficialmente serem divulgadas pelos EUA como uma guerra às drogas.




Ataque dos EUA a navio de drogas da Venezuela deixa 11 mortos

Donald Trump confirmou que embarcação ligada ao grupo Tren de Aragua foi destruída em operação militar

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Donald Trump
Reprodução/ Ilustração de Maurilio Oliveira (2024)

Donald Trump

Um ataque militar dos Estados Unidos contra uma embarcação que transportava drogas a partir da Venezuela deixou 11 mortos na manhã desta terça-feira (02) no sul do Caribe, segundo o presidente Donald Trump.

A embarcação, segundo ele, pertencia ao grupo criminoso Tren de Aragua e navegava em águas internacionais quando foi atingida.

Trump afirmou a jornalistas no Salão Oval que os militares estadunidenses “ atiraram contra um barco carregado de drogas ” nas proximidades da Venezuela. “ Muitas drogas naquele barco ”, disse. O presidente acrescentou que recebeu informações sobre a operação pelo general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto.

Mais tarde, em publicação na rede Truth Social, Trump destacou a operação. “ Hoje de manhã, sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram um ataque cinético contra narcoterroristas do Tren de Aragua positivamente identificados na área de responsabilidade do Comando Sul. O TDA é uma Organização Terrorista Estrangeira designada, que opera sob o controle de Nicolás Maduro, responsável por assassinatos em massa, tráfico de drogas, tráfico sexual e atos de violência e terror nos Estados Unidos e no Hemisfério Ocidental. O ataque ocorreu enquanto os terroristas estavam no mar, em águas internacionais, transportando narcóticos ilegais com destino aos Estados Unidos. O ataque resultou em 11 terroristas mortos em combate. Nenhum militar dos EUA foi ferido nesta ação. Que isso sirva de aviso a qualquer pessoa que sequer pense em trazer drogas para os Estados Unidos da América. CUIDADO! Obrigado pela atenção a este assunto!!!!!!!!!!! ”, escreveu.

O texto foi acompanhado de um vídeo aéreo, que mostra um barco em alta velocidade antes de explodir.

Reações e contexto

O secretário de Estado Marco Rubio também comentou a ação. Em publicação no X, afirmou que “ hoje os militares dos EUA realizaram um ataque letal no sul do Caribe contra uma embarcação de drogas que havia partido da Venezuela e estava sendo operada por uma organização designada como narco-terrorista ”.

Ainda não há informações sobre o tipo de droga que estaria sendo transportada.

Desde janeiro, quando voltou à Casa Branca, Trump tem intensificado as medidas contra grupos da América Latina classificados como organizações terroristas ligadas ao tráfico de drogas. Entre eles, além do Tren de Aragua, está o Cartel dos Sóis, apontado por autoridades estadunidenses como vinculado ao presidente Nicolás Maduro e a outros membros do alto escalão militar e de inteligência da Venezuela.

Anteriormente, o governo dos EUA também ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 273 milhões, na cotação atual) por informações que levem à prisão de Maduro sob acusações de tráfico.

Nos últimos dois meses, forças militares estadunidenses reforçaram a presença no Caribe, com navios adicionais e milhares de fuzileiros navais.

Na segunda-feira, Maduro reagiu às movimentações, prometendo “ declarar uma república em armas ” em caso de ataque, e disse que os deslocamentos militares dos EUA representam “ a maior ameaça vista em nosso continente nos últimos 100 anos ”.




Sem Neymar, Seleção é convocada para jogos contra Venezuela e Uruguai; veja lista

Técnico Dorival Júnior anunciou os jogadores que defenderão o Brasil nas partidas das Eliminatórias

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iG Esporte

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Dorival Júnior convocou a Seleção para os jogos contra Venezuela e Uruguai
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Dorival Júnior convocou a Seleção para os jogos contra Venezuela e Uruguai

seleção brasileira foi convocada pelo técnico Dorival Júnior, nesta sexta-feira (01), para os dois últimos compromissos do ano, válidos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.

Na sede da CBF no Rio de Janeiro, o treinador canarinho anunciou os 23 jogadores que irão defender a Seleção nas partidas contra a Venezuela e o Uruguai, pelas rodadas 11 e 12 da competição sul-americana.

Brasil enfrenta a Venezuela no dia 14 de novembro, às 18h, fora de casa. Cinco dias depois, a seleção brasileira recebe o Uruguai na Arena Fonte Nova, em Salvador, na Bahia, às 21h45.

O time canarinho ocupa a 4ª colocação na tabela das Eliminatórias, com 16 pontos. A Venezuela aparece na oitava posição, com 11. Já o Uruguai está em terceiro lugar, somando os mesmos 16 pontos do Brasil.

Neymar

Embora Neymar já esteja recuperado da grave lesão no joelho esquerdo que o tirou dos gramados por mais de um ano, a comissão técnica da Seleção e o jogador chegaram a um consenso para que o atacante só volte a ser convocado no ano que vem.

Confira abaixo a lista com todos os convocados:

Goleiros
Bento (Al-Nassr), Ederson (Manchester City) e Weverton (Palmeiras)

Laterais
Danilo (Juventus), Vanderson (Monaco), Abner (Lyon) e Guilherme Arana (Atlético-MG)

Zagueiros
Éder Militão (Real Madrid), Gabriel Magalhães (Arsenal), Marquinhos (PSG) e Murillo (Nottingham Forest)

Meio-campistas
André (Wolverhampton), Andreas Pereira (Fulham), Bruno Guimarães (Newcastle), Gerson (Flamengo), Lucas Paquetá (West Ham) e Raphinha (Barcelona)

Atacantes
Estevão (Palmeiras), Igor Jesus (Botafogo), Luiz Henrique (Botafogo), Rodrygo (Real Madrid), Savinho (Manchester City) e Vini Jr (Real Madrid)




Brasil será contra ingresso da Venezuela no Brics, sinaliza Lula

Presidente brasileiro vai participar das discussões remotamente

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iG Último Segundo

Lula sinalizou decisão à equipe de articulação
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Lula sinalizou decisão à equipe de articulação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou ao seu time de articulação internacional que o Brasil deverá se posicionar contra o ingresso da  Venezuela no Brics , o grupo de países que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. 30 países já solicitaram a entrada no grupo.

Lula, que  sofreu uma queda na residência oficial da Presidência em Brasília, não poderá comparecer pessoalmente à reunião do Brics , em Moscou , mas orientou seu time, chefiado pelo chanceler Mauro Vieira. As informações foram obtidas pelo g1.

Falta de transparência na Venezuela

A Venezuela governada por  Nicolás Maduro descumpriu acordos internacionais que o próprio presidente assinou, ao se comprometer a disputar eleições limpas e auditáveis, o que não se concretizou.

O Brasil se comprometeu ao lado de outras nações no mesmo pacto. Desde que Lula se recusou a reconhecer a autoproclamada vitória de Maduro nas últimas eleições, tanto o presidente quanto sua chancelaria passaram a ser atacados pelo ditador.

A falta de transparência sobre as eleições venezuelanas torna impossível dizer quantos votos Maduro teve. Onde ele teve esses votos e qual o total de apoio que cada chapa que concorreu teve. Edmundo González, opositor que concorreu ao cargo de presidente, está refugiado na Espanha.

A Suprema Corte da Venezuela decretou sigilo sobre as atas eleitorais que nunca foram divulgadas. Decretou um resultado e tratou sua decisão como inapelável.

O possível veto ao ingresso da Venezuela no Brics marcará nova etapa no distanciamento entre o líder petista e o herdeiro do chavismo, relação que, segundo um formulador internacional do Planalto, “está na geladeira há tempos”.




Em formatura de diplomatas, Lula diz que Brasil não tem desavenças e ‘quer estar’ com Venezuela, Argentina e ‘todo mundo’

Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou na segunda-feira (16) o fato de o Brasil não ter conflitos com nenhum país e que “quer estar” com Venezuela, Argentina, China, Estados Unidos e “todo o mundo”.

Ele deu as declarações durante cerimônia, no Itamaraty, de formatura de novos diplomatas formados pelo Instituto Rio Branco.

No pronunciamento, Lula defendeu a soberania brasileira e afirmou que o Brasil “não tem nada contra nenhum país”.

“Não temos nada contra os Estados Unidos, mas somos soberanos. Não temos nada contra a China, mas somos soberanos. E o Brasil quer estar com a China, com a Índia, com os Estados Unidos, com a Venezuela, com a Argentina. O Brasil quer estar com todo mundo. Agora, de forma soberana, respeitável. Porque não aceitamos ser menor que ninguém”, disse.

As relações entre Venezuela e Argentina atravessam um momento de grave crise. O governo de direita de Javier Milei afirma que o processo eleitoral venezuelano foi fraudado e que o presidente Nicolás Maduro é um ditador.

Em represália, o regime autoritário de Maduro expulsou os diplomatas argentinos de Caracas. Os interesses da Argentina na Venezuela, então, passaram a ser defendidos pela embaixada brasileira.

Lula, por sua vez, já disse mais de uma vez que o Brasil não reconhece a vitória de Nicolás Maduro nas eleições de julho. O petista também afirmou não endossar a ideia de que a oposição venezuelana foi a vencedora do pleito e cobra a divulgação das atas eleitorais.

‘Supremacia branca’ no Judiciário

Lula também elogiou o Instituto Rio Branco, responsável pela formação dos novos diplomatas, pela turma com maior presença de mulheres e negros.

O presidente também disse ter se deparado com uma “supremacia branca” durante a posse de um ministro em um tribunal. Ele não especificou a qual evento se referia.

“Eu fui na posse de um ministro em um tribunal, era uma supremacia branca que não tem nada a ver com a realidade brasileira. Eu dizia que não vi nenhum aluno do Prouni naquela posse. Eu não vi nenhum aluno do Fies. Parecia que era um outro mundo”, afirmou.

“Então quando venho aqui e vejo que o Brasil está representado na questão de gênero, representado na questão racial, eu fico com orgulho. Orgulho porque o Itamaraty é um centro de excelência”, completou o petista.

Lula fala sobre clima, mas não cita queimadas

Lula falou sobre clima no discurso, mas não mencionou as queimadas no país, as quais o governo tem encontrado dificuldade para combater.

O presidente voltou a afirmar que o Brasil tem, na transição energética, uma nova oportunidade para se desenvolver, já que é um país “imbatível” quando se trata de produção de energia limpa.

“Nunca o mundo viu o Brasil com tanta importância, não é só pelo agronegócio, pelo minério de ferro, pela e pela carne. É porque, em se tratando de energia, o Brasil é um país imbatível. Basta que a gente seja grande, pense grande, acorde e transforme esse sonho em realidade”, declarou o presidente.

Segundo Lula, essa oportunidade de crescimento permite ao Brasil “se apresentar ao mundo de cabeça erguida, sem complexo de vira-lata, sem complexo de inferioridade”.

Aos novos diplomatas, o petista também disse que o Brasil defende a manutenção da paz e não quer se envolver em guerras, como a do leste europeu, entre Rússia e Ucrânia.

“Por isso é importante o Brasil não participar da guerra da Ucrânia e da Rússia. Por isso que é importante o Brasil dizer: ‘Nós queremos paz, não queremos guerra’. Aqueles que querem conversar conosco poderiam ter conversado conosco antes da guerra. Por isso é que repudiamos massacre contra mulheres e crianças na palestina, da mesma forma que repudiamos o terrorismo do Hamas”, declarou.

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Maduro rompe combinado e crise entre Brasil e Venezuela aumenta

Agentes cercaram embaixada do Brasil e cortaram a eletricidade. O objetivo é invadir e encontrar os opositores do presidente

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Tensão entre Venezuela e Brasil
Agência Brasil

Tensão entre Venezuela e Brasil

Na sexta-feira (6), embaixadores e diplomatas brasileiros foram convocados de forma emergencial para uma reunião no Itamaraty: o governo Lula (PT) havia recebido um alerta de que a embaixada em Caracas, aquela que era da Argentina, estava cercada e sem eletricidade. Pouco tempos depois, os venezuelanos quebraram o acordo e tiraram a responsabilidade do Brasil pelo local.

A ação, abre um dos maiores impasses diplomáticos da região. De acordo com agências de notícias, o governo brasileiro pediu à Venezuela para que a embaixada não fosse invadida.

O governo venezuelano prometeu não entrar no local, mas o corte da energia e a possibilidade da invasão acenderam uma luz vermelha dentro do Palácio do Planalto. Afinal, até onde Maduro vai cumprir o que prometeu?

Vale lembrar que logo que ganhou a eleição, o governo Maduro expulsou os argentinos da embaixada de Caracas. A medida foi uma resposta ao governo de Javier Milei de não reconhecer a suposta vitória do venezuelano.

Com objetivo de evitar uma ruptura ainda maior, o Brasil passou a assumir os interesses da Argentina em Caracas, inclusive da estrutura da embaixada.

Em um comunicado, o governo da Venezuela disse: “tomou a decisão de revogar, com efeitos imediatos, a aprovação concedida ao Brasil para representar os interesses da República Argentina e dos seus nacionais em território venezuelano, bem como a custódia das instalações da missão diplomática Brasil para exercer a representação dos interesses da República Argentina e dos seus nacionais em território venezuelano, bem como a custódia das instalações da missão diplomática, incluindo os seus bens e arquivos, conforme anunciado no comunicado conjunto de 5 de agosto de 2024”.

“A Venezuela vê-se obrigada a tomar esta decisão devido às provas da utilização das instalações desta missão diplomática para o planejamento de atividades terroristas e tentativas de assassinato contra o Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, e contra a Vice-Presidente Executiva, Delcy Rodriguez Gómez, por parte de fugitivos da justiça venezuelana que permanecem no interior da missão”.

Em comunicado emitido hoje, o governo brasileiro afirmou:

“De acordo com o que estabelecem as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares, o Brasil permanecerá com a custódia e a defesa dos interesses argentinos até que o governo argentino indique outro Estado aceitável para o governo venezuelano para exercer as referidas funções”, explicou.

O governo brasileiro ainda disse que “a inviolabilidade das instalações da missão diplomática argentina, que atualmente abrigam seis asilados venezuelanos além de bens e arquivos”.

Vale dizer que o Brasil não reconhece nem rejeita o resultado da eleição. A postura do país tem sido a de exigir a apresentação das atas eleitorais — espécie de boletim das urnas —, o que ainda não foi feito pelas autoridades venezuelanas.

Para o Comando Nacional de Campanha da oposição venezuelana, seis membros do grupo estão asilados dentro da embaixada. O regime de Maduro tem interesse nos integrantes.




Lula e Maduro devem debater crise política na Venezuela nesta quarta-feira

Presidentes de Colômbia e México também devem participar da reunião

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Lula e Maduro durante reunião em 2023
Reprodução/X

Lula e Maduro durante reunião em 2023

Líderes de três países da América Latina , incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , estão se preparando para um diálogo com o presidente Nicolás Maduro nesta quarta-feira (4), visando encontrar caminhos para amenizar a crise política na Venezuela .

O chanceler colombiano, Luis Gilberto Murillo , antecipou a reunião, que também contará com a participação de Gustavo Petro , da Colômbia , e Andrés Manuel López Obrador , do México .

Embora o Itamaraty ainda não tenha oficializado a agenda, Murillo relatou a importância de manter as conversas em um nível diplomático, garantindo a devida confidencialidade. Ele também destacou que a mediação será conduzida com respeito à soberania venezuelana, com o intuito de permitir que a população do país seja a protagonista na busca por soluções.

Murillo enfatizou que os governos do Brasil, Colômbia e México estão alinhados na busca por uma saída pacífica e negociada para o impasse na Venezuela. A intenção dos líderes é facilitar o processo de mediação, sem imposições externas.

Prisão de Edmundo González

A Justiça da Venezuela emitiu, na última segunda-feira (2), uma ordem de prisão contra Edmundo González , 75 anos, candidato da coalizão opositora nas eleições presidenciais que declararam Nicolás Maduro como vencedor. A decisão atendeu um pedido do regime de Maduro, que vem sendo tratado como uma ditadura desde que foi declarado o vencedor das eleições em 2024.

A ordem de prisão contra Edmundo González foi expedida após o opositor não comparecer a uma audiência marcada para a última sexta-feira (30), dia em que a Venezuela enfrentou um apagão nacional. Segundo o Ministério Público, a ausência dele, que já havia desobedecido outras intimações, levou as autoridades a considerá-lo um “risco de fuga e de obstrução”, justificando o mandado de prisão.

Nesta terça-feira (3),  o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim, comentou sobre a ordem de prisão da Justiça venezuelana contra o opositor Edmundo González . Para Amorim, é “muito preocupante” e “a coisa errada a se fazer”.




Venezuela: González assumirá como presidente em 10 de janeiro, diz líder da oposição

A fala de María Corina sobe o tom contra Maduro em meio à crise política na Venezuela, após as eleições de 28 de julho

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Maria Corina e Edmundo Gonzalez em campanha eleitoral na Venezuela em 2024
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Maria Corina e Edmundo Gonzalez em campanha eleitoral na Venezuela em 2024

A líder da oposição de Nicolás Maduro na Venezuela , María Corina Machado , afirmou que Edmundo González deverá assumir como novo presidente do país no dia 10 de janeiro, data que marca o término do atual mandato do presidente chavista.

Em entrevista a um canal local de televisão nesta segunda-feira (12), María Corina disse que o país terá “um novo presidente

“González será o novo chefe de Estado e novo comandante das Forças Armadas venezuelanas, e isso dependerá do que todos nós fizermos, os venezuelanos dentro e fora do país. Depende que essa força, organização, convicção e compromisso que empregamos nos últimos meses e que teve vitória contundente se mantenha forte e crescendo. E por isso sei que em 10 de janeiro teremos um novo presidente”, disse a líder oposicionista.

A fala de María Corina demonstra o aumento da pressão sobre Maduro em meio à crise política na Venezuela , após as eleições de 28 de julho. De um lado, o líder chavista diz que foi eleito com 52% dos votos, mas se recusa a apresentar as atas de votação. Do outro, Corina e González insistem que houve fraude e que venceram a eleição com 67% dos votos.

Como os dois lados reivindicam a vitória, não há perspectiva para a cerimônia de 10 de janeiro, data marcada para a posse do presidente eleito.

“Estamos em um momento totalmente distinto. O mundo inteiro sabe que Maduro perdeu, que foi derrotado de maneira avassaladora e que hoje pretende permanecer no poder com a maior fraude da história deste hemisfério. Isso significa que não tem nenhuma legitimidade”, afirmou María Corina na época do pleito.

Maduro não baixa a guarda

Apesar da pressão da política interna e externa, Nicolás Maduro está longe de abrir mão da presidência da Venezuela. Também nesta segunda, o chavista pediu aos poderes venezuelanos que agissem com “mão de ferro” contra seus opositores.

Ele também chegou a afirmar que tanto Corina quanto González deveriam estar “atrás das grades”. Ambos os opositores estão escondidos desde o fim das eleições.

A inflexibilidade de Maduro é uma preocupação da comunidade internacional. Além dos esforços coordenados entre Brasil, México e Colômbia para mediar a crise política na Venezuela, há indícios de negociações nos Estados Unidos para conceder uma anistia ao chavista caso ele deixe o poder, segundo uma reportagem do “The Wall Street Journal” deste domingo (11).