Prefeito exonera médico filmado agredindo esposa em João Pessoa

Caso ganhou proporções quando imagens das agressões foram divulgadas durante o fim de semana. Exoneração foi assinada pelo prefeito Cícero Lucena

Médico foi exonerado do Trauminha (Foto: Reprodução)

Foi oficializada na tarde desta segunda-feira (11), no Diário do Município, pelo de prefeito João Pessoa, Cícero Lucena, a exoneração do médico João Paulo Casado, flagrado por imagens de câmeras de segurança agredindo a ex-mulher em um condomínio do Bairro dos Estados, em João Pessoa. Ele ocupava a diretoria técnica do Trauminha de Mangabeira.

Ocaso ganhou proporções quando imagens das agressões foram divulgadas durante o fim de semana. Em seguida, a secretária interina de Saúde da Capital, Janine Lucena, adiantou que João Paulo Casado seria exonerado.

“O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, resolve exonerar João Paulo Souto Casado do cargo em comissão de diretor técnico do Complexo Hospitalar de Mangabeira, professor Tarcísio de Miranda Burity”, diz a exoneração

 

Também nesta segunda-feira, o governador João Azevêdo determinou a exoneração do médico de um cargo que ele ocupava no Hospital de Emergência e Trauma da Capital.

O crime

As agressões do médico vieram à tona após a divulgação de imagens de câmeras de monitoramento de um condomínio do Bairro dos Estados, que flagrou os atos criminosos do médico.

Nas imagens, é possível ver o médico agredindo a companheira em dois momentos: um, na chegada ao condomínio, dentro de um veículo. Outro momento é dentro do elevador. Neste último momento, chama atenção a brutalidade da ação e que enquanto agride a esposa o médico está com uma criança, que seria filho do casal, no braço.

De acordo com a Polícia Civil, João Paulo Casado será ouvido e a delegada Paula Monalisa não descartou a possibilidade de solicitar à Justiça um pedido de prisão preventiva.

“Para solicitar a prisão é necessário mais elementos para fortalecer o pedido ao judiciário, é assim, a justiça conceder a ordem de prisão. Algumas testemunhas estão sendo ouvidas para sustentar a investigação”, disse a delegada em entrevista à Arapuan FM.




Cícero Lucena anuncia ação para recuperar os serviços do Trauminha de João Pessoa

 

O prefeito Cícero Lucena, dentro do espírito e lema de gestão que é cuidar das pessoas, afirmou que o Hospital Ortotrauma de Mangabeira será reformado e os equipamentos serão renovados para prestar o serviço qualificado e eficiente que as pessoas merecem no momento de necessidade. Ele definiu o Trauminha, que tem diversas reclamações sobre o serviço prestado, como um dos símbolos para a renovação da gestão na saúde municipal.

“É inadmissível deixar uma unidade de saúde construída para atender a população chegar a este nível de abandono. Vi salas de cirurgia sem funcionamento por falta de equipamentos. Problemas na infraestrutura. Um descaso sem precedentes”, declarou o prefeito.

No segundo dia de visitas aos equipamentos públicos municipais, Cícero Lucena decidiu pelas unidades de saúde do município. Ele percorreu toda a unidade, acompanhado pelo diretor Rômulo Soares, o secretário de Saúde, Fábio Rocha, e a executiva Rossana Sá. O secretário de Infraestrutura, Rubens Falcão, também participou da visita.

A recuperação da unidade de saúde especializada é um dos principais projetos que o prefeito tem na área de Saúde. O Ortotrauma é fundamental no reordenamento da rede hospitalar e de atenção especializada municipal.

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Prefeito Luciano Cartaxo anuncia reforma e troca direção do Trauminha em Mangabeira

 

Luciano Cartaxo defendeu os serviços prestados pelo hospital. Foto: Divulgação/Secom-JP

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), anunciou nesta segunda-feira (31) a troca no comando do Hospitgal Ortotrauma de Mangabeira. O cargo será assumido pela secretária adjunta de Saúde, Ana Giovana. A decisão ocorre após o embate jurídico do Executivo com o Conselho Regional de Medicina (CRM), que fez a interdição ética da instituição de saúde na semana passada. O atendimento foi retomado no fim de semana depois de decisão da Justiça Federal.

Cartaxo também revelou que está em curso um processo licitatório para a reforma do hospital. Ao todo, o CRM apontou 16 pontos que precisam ser resolvidos pela Prefeitura de João Pessoa. As denúncias apontam problemas nas escalas dos médicos, infiltrações, baratas e outras irregularidades. O prefeito falou sobre o assunto, nesta segunda, durante a inauguração da reforma da Policlínica de Mangabeira. O gestor fez elogios ao trabalho prestado na instituição de saúde.

“A Justiça Federal tomou uma decisão importante quando disse que o CRM não tem competência legal para fechar um hospital, principalmente em meio a uma pandemia”, disse o prefeito, ressaltando os números de procedimentos. Ele revelou que foram atendidas mais de 50 mil pessoas neste ano e realizadas perto de 4 mil cirurgias. Cartaxo disse que a população de 64 cidades é atendida no local.

CRM diz que não fechou hospital

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) vai marcar, nesta segunda, audiência com o juiz que concedeu liminar anulando a interdição ética dos médicos do Complexo Hospitalar Governador Tarcísio Burity (Ortotrauma de Mangabeira), para explicar os motivos da decisão tomada na última sexta-feira (28).

O CRM-PB não fecha ou interdita hospitais e unidades de saúde. No entanto, tem competência para promover a interdição ética do médico, que é a proibição do profissional em exercer seu trabalho em estabelecimento de assistência médica por falta de condições mínimas para a segurança do ato médico, conforme a Resolução 2.062/2013 do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Com a interdição ética dos médicos do Ortotrauma, os profissionais ficaram proibidos de atender novos pacientes do serviço de saúde, porém mantiveram a assistência médica aos pacientes internados, inclusive realizando as cirurgias programadas e prestando atendimentos aos casos de urgência.

As 10 fiscalizações do CRM-PB, realizadas em 2016 e 2020, atestam que as condições do hospital são muito precárias, comprometem o ato médico e trazem risco para o atendimento à população. Faltam medicamentos essenciais, equipamentos e material cirúrgico. Além disso, a unidade apresenta problemas sérios em sua estrutura física, como precárias condições de higiene dos quartos e banheiros, com a presença constante de baratas, infiltrações, mofo, buracos no piso e nas paredes, banheiros sem funcionar, cadeiras de rodas e de banho quebradas, falta de privacidade, falta de lençóis e ventilação.

O CRM-PB também informa que continuará cumprindo seu objetivo institucional de fiscalizar o exercício da atividade médica e promover, por todos os meios e ao seu alcance, o perfeito desempenho técnico e moral da medicina.

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