A tragédia que manchou a cidade maravilhosa – Por Rui Leitão




PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Na Lagoa, uma tragédia sem culpados nem memorial Sérgio Botelho

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Na Lagoa, uma tragédia sem culpados nem memorial
Sérgio Botelho
– Aconteceu há 50 anos, num domingo, 24 de agosto de 1975. Vivíamos uma ditadura. Centenas de famílias foram ao Parque Sólon de Lucena para ver uma exposição da Semana do Soldado, onde havia um concorrido passeio de barco, na lagoa. A embarcação utilizada (na verdade, uma espécie de balsa normalmente empregada em campanhas militares extremas), era a atração de maior popularidade, o grande objetivo do evento.
Ela tinha capacidade estimada para 60 pessoas e partiu com lotação muito acima disso. A poucos metros da borda, a água começou a cobrir irreversivelmente a embarcação. Muitos correram para a proa, o barco adernou e afundou rápido. Não houve firmeza para evitar a superlotação, já que bastava simplesmente não dar seguimento ao passeio. No tétrico balanço geral, morreram 35 pessoas, sendo 29 crianças, todos sem coletes salva vidas, um dos episódios mais dolorosos da história da capital.
O resgate começou em minutos. Bombeiros, policiais e banhistas mergulharam como podiam… e não podiam. A imprensa registrou o esforço e a dor. Há relatos de repressão a repórteres. Fazendo a cobertura, o jornalista Hilton Gouveia, então em O Norte, foi detido. Era preciso não registrar a desgraça em toda a sua dimensão. A cidade entrou em luto. Naquele ano não houve desfile de 7 de setembro. A tragédia ganhou as manchetes nacionais.
As marcas ficaram. Investigações não resultaram em punições. Indenizações pelo Estado enfrentaram décadas de processos. Quase 50 anos depois, familiares e pesquisadores ainda pedem um memorial permanente no parque. O tema voltou com força em 2023, quando a TV Assembleia exibiu o documentário Lagoa 1975 – O passeio que não terminou.
Ano passado, o professor de História da UFPB, Ângelo Emílio da Silva Pessoa, com doutorado na USP, iniciou uma campanha em favor de um memorial às vítimas. Ele poderia ter sido uma delas não fosse a intuição de sua mãe, que percebeu a insegurança do passeio. Quantos futuros iguais ao dele não foram interrompidos tão brutalmente, na ocasião? Um taxista perdeu a mulher e cinco filhos.
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www.reporteriedoferreira.com.br Por Sérgio Botelho- jornalista, poeta, escritor




TRAGÉDIA DA LAGOA COMPLETA 50 ANOS NESTE DOMINGO, 24/agosto/2025

 

 

 

  • Por: Hilton Gouveia
  • Especial para o BLOGdoGM

Neste domingo, muitas famílias paraibanas vão chorar os 50 anos tristemente célebres da Tragédia da Lagoa, quando 35 pessoas – nelas incluídas 27 crianças -, morreram afogadas na Lagoa do Parque Solon de Lucena, vítimas de um acidente provocado por uma Portada(*) do Exército Brasileiro.

 

  • Era pertinho das 16h.

O Exército comemorava o Dia do Soldado.

  • E a portada fora negligentemente colocada a navegar nas águas da lagoa, com crianças e adultos a bordo, sem o uso de coletes salva-vidas ou quaisquer outros equipamentos similares.

 

A portada, que é usada por experientes soldados de infantaria, para a travessia de tropas em marcha, tinha a bordo passageiros inexperientes.

  • E, quando o seu motor começou a liberar uma fumaça preta, crianças e adultos entraram em pânico e o barco inclinou.

 

Foi uma tragédia.

  • Até o sargento Edrisio, campeão de natação, foi arrastado para o fundo, agarrado por mãos desesperadas.

O domingo de 24 de agosto de 1975, lembrado como um dia fatídico, transformou a pérgula e o gramado da lagoa num desfile sinistro de pais e mães a procura de filhos e parentes tragados pela lama.

  • Eu (Hilton Gouveia), então trabalhando como repórter do jornal “O Norte” (hoje falido), fui preso pela Polícia Federal, com outros companheiros e levado para o 1º Grupamento de Engenharia.

Fomos recebidos pelo Major Neto e o Tenente Jari, e levamos uma maçada boa para sermos liberados.

  • Interviu em nosso favor um dos Diretores dos Diários e Emissoras Associados, João Calmon, que tinha bons amigos na cúpula militar.

 

Balanço geral.

  • O advogado Osias Gomes, que pleiteou as indenizações das vítimas, morreu sem conseguir sua intenção.

O taxista Hermes Silva, que perdeu mulher e 5 filhos na tragédia, nunca recebeu a indenização que solicitou.

 

(*) Portada, erroneamente chamada de balsa é transporte exclusivamente militar, utilizado por infantaria do Exército e da Marinha.

A portada é uma ponte desmontável, só instalada quando no caminho da infantaria surgem rios, lagoas e similares.

  • Os usuários de portadas usam coletes salva-vidas de cargas de até 180 kg.

Nada disso foi distribuído com adultos e crianças, a quem o governo militar quis obsequiar com um passeio turístico sobre as águas da lagoa, que resultou em mortes.

 

Em tempo (1): O major Neto, citado na matéria, foi por mim – Hilton Gouveia – descoberto como infiltrado no cursinho pré-vestibular Águia, de Amâncio Amadeus, que na década de 70 lecionava no Colégio Marista Pio X.

Em tempo (2): O advogado Cleanto Gomes é neto de Osias Gomes. Ele tem mais informações sobre as indenizações.

  • Fontes das imagens – De domínio público
  • Crédito das fotos – Identificadas na própria publicação feita nesta postagem

 

NOTA DO REDATOR DO BLOGdoGM – Cinco décadas depois dessa tragédia narrada por Hilton Gouveia, o preparo operacional das Forças Armadas está muito mais refinado, em termos de técnica e equipamentos modernos.

  • Como prova de que os tempos atuais são outros, melhores e mais profissionais, reproduzimos abaixo, alguns trechos e imagens postados na Internet (Instagram 7becmb_exercitobrasileiro):

 

7º BATALHÃO DE ENGENHARIA DE COMBATE REALIZA INSTRUÇÃO DE PORTADA TÁTICA LEVE AOS SOLDADOS DO EFETIVO VARIÁVEL

Natal (RN)  No dia 13 de agosto de 2025, o 7º Batalhão de Engenharia de Combate  “Batalhão Visconde de Taunay”  realizou, na praia do “Y”, localizada nas instalações do 17º Grupo de Artilharia de Campanha, mais uma importante etapa da Instrução Individual de Qualificação (IIQ).

  • Dessa vez, os soldados do efetivo variável participaram da montagem da Portada Tática Leve, um equipamento fundamental nas ações de transposição de cursos d’água pela Arma de Engenharia.

 

Durante a atividade, os militares aprenderam a identificar, transportar, manter e montar o material.

  • Além disso, foi realizada uma simulação de transposição de viatura, com o objetivo de manter os padrões de operacionalidade e prontidão da tropa.

A instrução faz parte das matérias de Equipagens e Pontes, essenciais na formação do combatente de Engenharia.

  




Mãe e filho morrem em colisão frontal entre dois carros na BR-230 em Pombal Pb

Mãe e filho morreram em um trágico acidente foi registrado na noite desta segunda-feira (30) na BR-230, próximo a cidade de Pombal, no Sertão da Paraíba.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o um dos veículos teria invadido a faixa contrária durante uma ultrapassagem indevida, provocando o impacto direto com o outro carro.

Em um dos carros estavam cinco pessoas. Duas delas, uma mulher de 53 anos e seu filho de 25, que morreram no local.

Outros  passageiros do mesmo carro sinistrado  ficaram gravemente feridos, foram socorridos e levados para o hospital

O condutor do outro veículo, também em estado grave, foi socorrido junto com as demais vítimas por equipes do SAMU e do Corpo de Bombeiros, sendo encaminhados ao Hospital Regional de Pombal, segundo apurou o Notícia Paraíba.

O trânsito na BR-230 precisou ser parcialmente interditado durante a atuação das equipes da PRF, Polícia Civil e do Instituto de Medicina Legal (IML), que realizaram os procedimentos de perícia e remoção dos corpos.

A polícia já iniciou o trabalho investigativo visando elucidar o acidente




Tragédia na BR 230; Pedestre morre atropelado por caminhão e motociclista fica ferido

Homem tentou atravessar a BR-230 em João Pessoa, foi atingido e morreu no local; moto foi atingida na tentativa de desvio

Pedestre morre atropelado por caminhão e motociclista fica ferido na BR-230, em João Pessoa

Um grave acidente registrado na manhã desta terça-feira (15), na BR-230, em João Pessoa, resultou na morte de um homem e deixou um motociclista ferido.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista de um caminhão trafegava pela faixa da esquerda da rodovia quando foi surpreendido por um pedestre que atravessou de forma repentina, saindo do canteiro central. Sem tempo para frear, o caminhoneiro ainda tentou desviar, mas acabou atropelando o homem, que morreu no local.

Durante a manobra de emergência, o caminhão colidiu com uma motocicleta que seguia pela via.

O motociclista sofreu ferimentos e foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros, sendo levado para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. O Notícia Paraíba tentou saber o estado de saúde da vítima, mas o mesmo ainda não foi divulgado.

A PRF realizou o isolamento da área para realização da perícia, e o trânsito ficou parcialmente lento na região durante o atendimento da ocorrência. As circunstâncias do acidente serão investigadas.

Fonte: Notícia Paraíba




Homem mata ex-mulher e ex-sogra a tiros, no Sertão da Paraíba

A polícia está investigando uma tragédia que  chocou moradores da cidade de Coremas, no Sertão paraibano, na noite desse domingo (09).

O sub-tenente Almeida informou que o suspeito teria ido à residência onde as vítimas moravam, que fica na zora rural, e armado, atirou contra elas. Testemunhas do fato delituoso já foram arroladas afim de prestarem depoimento à polícia com relação ao deloito

Mãe e filha não resistiram e morreram na hora.

Após o crime, ele tentou tirar a própria vida com um disparo na cabeça, mas sobreviveu e foi socorrido para o Hospital Regional da cidade de Piancó, onde segue internado sob custódia policial.

O casal tinha 2 filhos e até o momento, a motivação do crime é desconhecida.




Ônibus cai em ribanceira e deixa pelo menos 17 mortos e 30 feridos em Alagoas

Veículo levava moradores de União dos Palmares para participar do projeto Pôr do Sol na Serra

Por

iG Último Segundo

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Atualizada às 

Pessoas tentam subir ribanceira após ônibus cair em serra
Divulgação / Corpo de Bombeiros

Pessoas tentam subir ribanceira após ônibus cair em serra

Um ônibus escolar levando cerca de 50 pessoas caiu neste domingo (24) na Serra da Barriga, área de mata em União dos Palmares, na Zona da Mata de Alagoas , deixando 17 mortos, segundo o governo alagoano.

O ônibus escolar cedido pela prefeitura de União dos Palmares tinnha como destino o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, onde acontece o projeto Pôr do Sol na Serra, com atrações artísticas e culturais.

Imediatamente, equipes de resgate foram acionadas para atender a ocorrência. Porém o acidente aconteceu em uma área de difícil acesso, uma ribanceira na Serra da Barriga.

Repercussões do caso

O local complica o resgate e exige mais esforços. Em um primeiro momento, o Corpo de Bombeiros destacou equipes terrestres e aéreas, somando:

  • 29 agentes
  • duas viaturas de autorresgate
  • duas viaturas de autossalvamento
  • três unidades de suporte básico
  • três unidades de suporte avançado
  • um helicóptero aeromédico.

Informações iniciais falavam em 23 mortos, mas o número foi retificado pelo governo do Estado. O número de mortos foi atualizado para 17, além de 30 feridos resgatados e encaminhados para hospitais. Algumas pessoas seguem em estado grave.

Os hospitais da área foram avisados e se prepararam para receber as vítimas do acidente. O governo estadual e prefeitura da União dos Palmares avisaram que leitos estão alocados no Hospital Regional da Mata (HRM) e no Hospital Regional do Norte (HRN).

Governador lamenta

Paulo Dantas, governador do Alagoas, lançou uma nota lamentando o acidente e explicando medidas tomadas para socorro:

“Recebi com extrema tristeza a notícia da tragédia ocorrida em União dos Palmares, que tirou vidas e deixou muitas pessoas feridas. Determinei a total mobilização do Estado, com equipes do Corpo de Bombeiros, SAMU e toda a estrutura de saúde atuando no socorro às vítimas, que já estão sendo atendidas na UPA de União e no Hospital Regional da Mata. Neste momento de imensa dor, o Governo de Alagoas decreta luto oficial por três dias em respeito às vidas perdidas e manifesta total solidariedade às famílias e amigos das vítimas.”

Assista vídeos de resgate de ônibus em serra do Alagoas:

ônibus em serra do Alagoas:

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A TRAGÉDIA FUTEBOLÍSTICA DE 1950 Por Rui Leitao

A TRAGÉDIA FUTEBOLÍSTICA DE 1950 Por Rui Leitao

O futebol é, sem qualquer dúvida, uma das grandes paixões do povo brasileiro. É o nosso esporte favorito. Somos conhecidos como o país do futebol, graças à conquista de cinco títulos de campeão do mundo e a quantidade de craques que já revelou mundo afora, incluindo o Rei Pelé. Tornou-se uma manifestação cultural popular associada à diversão. Apesar de não ser uma invenção genuinamente nacional, é impressionante o amor do brasileiro pelo futebol, assumindo uma condição de fenômeno social. Consegue estabelecer o conceito de unidade nacional, como nenhuma outra motivação. Mas paixão não se explica, acontece.

Porém, não vivemos só de glórias. Experimentamos grandes decepções. A mais marcante foi em 16 de julho de 1950, quando nossa seleção perdeu para o Uruguai, em pleno Maracanã lotado. O Brasil precisava apenas evitar a derrota. Daí o entusiasmo e a confiança exagerada de que conquistaríamos naquele ano o primeiro título mundial nessa modalidade esportiva. A imprensa e o povo davam como certa a vitória. Alguns jornais já anunciavam o Brasil campeão mesmo antes do jogo, o clima de” oba oba” era enorme.

Três dias antes, a seleção brasileira havia massacrado a Espanha por 6 a 1, com direito à torcida gritando “Olé!” e cantando a marchinha carnavalesca “Touradas em Madri”, de Braguinha e Alberto Ribeiro.O clima, portanto, era de euforia. Na véspera, por ocasião do treino no Estádio São Januário, políticos aproveitaram para tirar fotos com os craques querendo tirar vantagem da popularidade da equipe.

Apesar de iniciarmos a partida na frente, quando Friaça, aos dois minutos do segundo tempo, abriu o placar para o time brasileiro, sofremos ao ver o time adversário virar o placar faltando apenas onze minutos para o seu encerramento. Cerca de 200 mil pessoas ficaram perplexas com o gol de Ghiggia, aos 34 minutos do segundo tempo. A Celeste calou o Maracanã e o Brasil. Aquela derrota é lembrada com tristeza até hoje. Foi uma humilhação nacional. Nunca mais foi usada a camisa branca daquele dia, sendo trocada pelo uniforme amarelo, transformando-se na seleção canarinha, que lamentavelmente foi sequestrada, recentemente, por motivações políticas que nada têm a ver com nosso sentimento de patriotismo.

Era o primeiro mundial em que a taça passou a ser chamada Jules Rimet, em homenagem ao presidente da FIFA, que comemorava então 25 anos no comando da instituição. Também era a primeira competição mundial de futebol após a Segunda Guerra. O Maracanã, maior estádio de futebol do mundo, construído especialmente para a Copa, foi a maior grande tragédia futebolística de nossa história e ganhou dos uruguaios o apelido de “Maracanazo”.

O “tempo passa, o tempo voa”, ainda que hoje estejamos comemorando tantas conquistas, aquela foi a mais dolorida derrota da história da seleção brasileira. Nelson Rodrigues já dizia que a seleção era a pátria de chuteiras. Dizem que Pelé quando viu seu pai chorar após aquela derrota, teria dito “um dia irei trazer o título para o Brasil”. E cumpriu a promessa, se for verdadeira essa afirmação.

Vencida a frustração, o Brasil conheceu Garrincha e Pelé, e o caminho do penta começou a ser construído e voltamos a viver, de verdade, o nosso lado otimista. Continuamos tentando apagar de vez a memória drástica de 50, só igualada à derrota de 7 a 1 para a Alemanha, com o sonho de ver a seleção conquistando o hexacampeonato.

www.reporteriedoferreira.com.br   Rui Leitão- advogado, jornalista, poeta, escritor.




A tragédia do pensionato da rua 13 de Maio Por Sergio Botelho

PARAHYBA DO NORTE E SUAS HISTÓRIAS.
A tragédia do pensionato da rua 13 de Maio
Sérgio Botelho-Jornalista, historiador, poeta e escritor
– A madrugada de 18 de março de 1981 ficou guardada na memória da cidade de João Pessoa como um momento trágico. As chuvas torrenciais que caíram sobre a capital paraibana, durante todo o dia, e fizeram com que o rio Jaguaribe subisse dois metros, inundado comunidades ribeirinhas, também foram responsáveis pela morte de uma jovem cearense do Crato que estudava em João Pessoa.
Regina Cláudia Borges Salviano, de apenas 19 anos, foi vítima do temporal enquanto dormia em um pensionato de moças na Rua 13 de maio, no Centro. Em meio à chuva, o piso do seu quarto cedeu e, assim, ela caiu diretamente dentro de um canal de águas pluviais que corria por baixo da casa. Uma outra amiga de quarto, Verônica Alves de Sousa, que também foi levada pelas águas, teve a sorte de ser conduzida através de outro segmento da galeria, terminando dentro da Lagoa e sendo salva. Outra pessoa caiu na galeria, mas permaneceu nas proximidades do quarto, socorrida por meio de uma escada. Tão logo a tragédia aconteceu, o Corpo de Bombeiros foi acionado e as buscas nas galerias próximas à Lagoa do Parque Solon de Lucena, completamente inundado pelas águas da chuva, duraram mais de 13 horas.
Até que o corpo da moça fosse encontrado, encalhado numa bifurcação de galerias, milhares de pessoas se postaram no parque, a maioria rezando. O então arcebispo da Paraíba, Dom José Maria Pires, orientou todas as paróquias da cidade para que houvesse momentos de oração, pela moça, durante as missas matinais. A galeria que desmoronou vinha do Ponto de Cem Reis, atravessava a Visconde de Pelotas passando por baixo dos prédios que ficavam no trajeto, inclusive o do Banorte e o do CompreBem, atravessando o subsolo da 13 de maio e das casas no caminho para a Lagoa. Uma dessas casas era justamente a do pensionato onde estava a moça.
Nas avaliações que foram feitas na galeria, depois, os engenheiros detectaram em vários trechos o arruinamento da parte de baixo da tubulação, o que tornava frágil todo o conjunto da obra, resultando na tragédia. Ou seja, falta de manutenção, o que seria providência obrigatória do poder público, que não fora empreendido no tempo necessário. Até hoje a história ainda comove as pessoas que a viveram na época, e fui buscá-la em sua inteireza nas edições de A União, de 19 e 20 de março de 1981, após ter sido lembrado da data pela minha amiga Babyne Gouvêa, aqui no Facebook, quando em passant toquei no assunto, ao abordar o Pietro’s.
(Foto da época, de A União, mostra a multidão em frente à casa onde ocorreu a tragédia, na rua 13 de Maio. A outra, atual, é do prédio que ocupa o terreno que foi do pensionato)
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Sargento Pm confirma que filho foi o autor da tragédia em família em Patos, matando a mãe e irmão

 Foto- Redes Sociais

O policial militar, sargento Benedito da Silva Araújo, conhecido por Bené, baleado em casa, confirmou para pessoas do hospital que o seu filho mais velho atirou na mãe, no irmão e depois nele (pai), em uma tragédia familiar ocorrida na tarde deste sábado (19), por volta das 15h, na Rua Oscar Torres, no Bairro Jardim Guanabara, em Patos-PB.

Policiais militares também confirmaram que a versão chegada a polícia é esta.

O adolescente de 13 anos teria tido mais cedo uma desavença com o pai por conta de jogos de vídeo game conhecido por Roblox. O jogo não é considerado violento, e sim de construção, que várias crianças brincam no celular, mas o garoto estaria viciado no game, e o pai teria proíbido dele jogar porque estava deixando de estudar (tirando notas baixas na escola) para passar o dia no celular.

Mais tarde, o garoto teria pegado um revólver e atirado na mãe, Iranilda de Sousa Medeiros de Araújo, que estava na cama dormindo, depois no pai que chegou em casa e se deparou com a cena, e depois no irmão, de apenas 7 anos, que ao ver o pai caído se abraçou com ele recebendo um tiro nas costas. Iranilda morreu no quarto do casal, bem como o filho também morreu ainda na casa (na sala) sem ter tempo de ser socorrido.

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Já o sargento Bené, foi socorrido para o Complexo Hospitalar Regional de Patos pelo Samu ao ser atingido no tórax.

As últimas informações dão conta que ele está internado na Área Vermelha, consciente e orientado com dreno de tórax, não está intubado, e relatou o ocorrido para os profissionais. A bala, segundo profissionais do HRP, está alojada na coluna e o sargento está sem sentir as pernas. Ele está sendo transferido para a área neurológica do nosocômio para outras avaliações. Ás 19h15, recebemos a informação que o exame feito constatou que a bala está alojada na medula óssea e o sargento corre o risco de ficar paraplégico.

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O Instituto de Polícia Científica esteve no local realizando a perícia detalhada da cena do crime, e os corpos foram removidos pelo GEMOL.

O adolescente foi levado em estado de choque pela polícia e também recebendo apoio psicológico das autoridades. Ele foi levado para Central de Polícia Civil para ser ouvido pelo delegado de plantão.

Ouvido pelo delegado Renato Leite, o adolescente confessou o crime e os relatos acima descritos. De acordo com o delegado, o garoto ficou assustado ao saber que o pai tinha sobrevivido.

O Samu foi solicitado, segundo o delegado, pelo próprio adolescente que tentou simular que a casa havia sido invadida por terceiros. Ele ainda foi no quarto e guardou a arma do crime que foi apreendida posteriormente e levada para perícia.

Rapidamente várias guarnições do 3º Batalhão de Polícia Militar e do BOPE, do 4º Batalhão do Bombeiro Militar e equipes médicas do SAMU estiveram no local.

Tanto Iranilda, quanto o sargento são bastante conhecidos na cidade de Patos, e tidos como pessoas pacatas, religiosas e bem quistas na sociedade que está chocada com a tragédia em família. Ela trabalhava na Maternidade Peregrino Filho de Patos como enfemeira.

Tragédia no sertão; Morre no Hospital Sargento ferido a bala, esposa e filho são encontrados mortos

 

Três ambulâncias do SAMU e dos bombeiros realizaram os procedimentos e ainda não se sabe os motivos do crime e nem quem cometeu. ​

 

No local foi encontrada a esposa do PM morta no quarto, o filho de 7 anos sem vida na sala e o policial ferido com um tiro no tórax na lateral do peito. (Foto: reprodução)

Um sargento foi ferido a bala,não suportando a gravidade veio a óbito, sua esposa e filho foram encontrados mortos dentro de casa em Patos, neste sábado (19). As guarnições do 4º Batalhão do Bombeiro Militar (4º BBM), do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM) e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram mobilizadas para socorrer a família que foi ferida a balas, por volta das 15h, na Rua Oscar Torres, no Bairro da Maternidade, em Patos.

Segundo informações do Samu, a tragédia foi na casa de um sargento policial militar conhecido por Bené.

No local foi encontrada a esposa do PM morta no quarto, o filho de 7 anos sem vida na sala e o policial ferido com um tiro no tórax na lateral do peito.

Três ambulâncias do SAMU e dos bombeiros realizaram os procedimentos e ainda não se sabe os motivos do crime e nem quem cometeu.