Líder de milícia rompe com Putin e cria tensão na Rússia

Vladimir Putin reforçou a segurança em Moscou

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Presidente da Rússia, Vladimir Putin
Kremlin – 18.05.2023

Presidente da Rússia, Vladimir Putin

Yevgeny Prigozhin, chefe do grupo mercenário Wagner, que integra o grupo de apoio a Rússia na guerra, rompeu com o governo Putin e expõe nesta sexta-feira (23) sua insatisfação. O posicionamento do líder fez com que os combatentes da organização se mobilizassem contra o presidente russo.

Na manhã de hoje, Prigozhin afirmou que o Ministério de Defesa da Rússia foi responsável pelos ataques contra acampamentos do grupo mercenário e garantiu que iria contra-atacar.

“Aqueles que destruíram nossos rapazes serão punidos. Peço que ninguém ofereça resistência. Somos 25 mil e vamos descobrir por que o caos está acontecendo no país”, disse. “Este não é um golpe militar. É uma marcha por justiça. Nossas ações não interferem de forma alguma nas tropas”.

O posicionamento repercutiu na Rússia e o Ministério da Defesa soltou uma nota para dizer que as acusações do ex-aliado de Putin eram mentirosas e “uma provocação informativa”. O órgão também relatou que o presidente do país tinha conhecimento do caso e estava tomando medidas.

Um dos serviços de segurança da Rússia abriu um processo criminal contra Prigozhin. Ele é acusado de incentivar um levante contra o governo russo. Caso seja condenado, pode pegar 20 anos de prisão.

Mercenários avançam contra governo russo

Mercenários começaram a se mobilizar nas ruas da Rússia e Moscou determinou reforço de segurança.

O vice-comandante da campanha russa na Ucrânia, general Sergei Surovikin, determinou que os milicianos voltassem para as suas bases e seguissem fiéis ao presidente Vladimir Putin. “O inimigo está apenas esperando que a situação política interna piore em nosso país”, afirmou.

“Pedimos aos combatentes do grupo Wagner para que não cometam um erro irreparável, parem quaisquer ações enérgicas contra o povo russo, não cumpram as ordens criminosas e traiçoeiras de Prigozhin e tomem medidas para detê-lo”, reforçou um dos serviços de segurança da Rússia.

Por Ig

 




COMO IDENTIFICAR O ESTADISTA? Por Rui Leitao 

 

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COMO IDENTIFICAR O ESTADISTA? Por Rui Leitao

Nem todo chefe de estado pode ser considerado um estadista. O governante medíocre age pensando nas próximas eleições. O estadista estabelece sua forma de governar visando as futuras gerações. Um se preocupa com os resultados imediatos, o outro se interessa em definir ações administrativas que produzam efeitos também a médio e longo prazo.

O estadista demonstra capacidade de liderar em momentos de tensão, conseguindo raciocinar além do imediatismo político. O populista que assume a condição de governante dissemina problemas, ao invés de procurar resolvê-los, apelando para o discurso da polarização que só fomenta crises, mostrando claramente que não tem visão ampla, justa e urgente do que seja Estado.

Garantir a unidade do país é missão imprescindível de quem governa como estadista. Ele se desprende da visão oportunista e de curto alcance que enxerga a política simplesmente como conquista de poder. Procura conduzir a política nacional orientada pelos interesses permanentes do Estado, tais como a soberania, a paz social, o desenvolvimento sócio-econômico e a democracia. Diferentemente do gestor público que governa de acordo com ideias próprias ou da sua equipe administrativa, adotando postura personalista.

O estadista desce do palanque eleitoral que o colocou no comando do poder executivo, logo após a posse. Não perde tempo discutindo as picuinhas políticas do dia-a-dia. O empresário Antônio Ermírio de Moraes fazia bem essa distinção entre o estadista e o político oportunista: “Há uma nítida diferença entre o estadista e o político oportunista. O primeiro é alguém que pertence a nação; o segundo, alguém que pensa que a nação lhe pertence”.

O que identifica o estadista é a força mental em que se afirma a sua lucidez. Lidera pelo exemplo, sendo referência do comportamento que a sociedade deve ter. Ao estadista espera-se que atue com sobriedade e equilíbrio no trato com o adversário e com a população. Da mesma forma em que deva se manter afastado da intenção em ser “manipulador da opinião pública”, em favor dos seus interesses pessoais.

Nosso conterrâneo José Américo de Almeida dizia que “o homem de governo deveria ser, sobretudo, um técnico das ideias gerais”, o que equivale dizer que o gestor público deve ter o mínimo de conhecimento das demandas sociais dos seus governados, constituindo uma equipe com competência para assessorá-lo nas decisões a que seja instado a tomar.  Deve agir com firmeza, sem demonstrar arrogância. Exercer o comando sem ameaças ou soberba e sem a necessidade de amedrontar para se fazer respeitado.

Chamo a atenção para essas reflexões na intenção de que possamos exercitar nossa consciência crítica no sentido de que saibamos distinguir o estadista do político oportunista.




STF dará andamento a julgamentos que aumentam tensão com Bolsonaro

Na sessão de abertura, que acontece na segunda-feira (2), o presidente do STF fará discurso em resposta aos ataques de Bolsonaro à corte e ao sistema eleitoral

Supremo Tribunal Federal (STF)
Reprodução

Supremo Tribunal Federal (STF)

A corte do STF (Supremo Tribunal Federal) volta de recesso nesta semana com julgamentos que podem intensificar ainda mais a tensão com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O tribunal definirá como será feito o depoimento do chefe de Estado no inquérito sobre a suposta interferência dele no comando da Polícia Federal.

Além disso, o Supremo deverá decidir também neste semestre sobre o pedido de congressistas para que o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, seja investigado por ameaça às eleições de 2022. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

A investigação por suposta prevaricação de Bolsonaro é outro tema que terá desdobramentos no segundo semestre.

Na sessão de abertura, que acontece na segunda-feira (2), o presidente do STF, Luiz Fux, fará um discurso em resposta aos  ataques de Bolsonaro à corte e ao sistema eleitoral.

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