Denúncia de Bolsonaro repercute entre políticos; veja reações

Denúncia foi feita nesta terça-feira pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, ao STF

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Bolsonaro acredita haver quórum na Câmara para aprovar PEC da Anistia aos condenados do 8 de Janeiro
Redação GPS

Bolsonaro acredita haver quórum na Câmara para aprovar PEC da Anistia aos condenados do 8 de Janeiro

Por Vinicius Lara e Aline Almeida

A denúncia do ex-presidente Jair Bolsonaro  pela tentativa de golpe de Estado em 2022 feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) causou repercussão no mundo político. Nas redes sociais, o assunto foi o mais comentado e causou discussões entre a população. ( veja as repercussões abaixo).

A denúncia foi feita nesta terça-feira pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, que endereçou um documento para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre políticos que se posicionaram estão deputados federais, senadores e líderes de partido, além de figuras conhecidas da política nacional. A grande maioria dos comentários comemorando a decisão, compõe a oposição ao ex-presidente.

Bolsonaro denunciado

34 pessoas são acusadas de estimular e realizar atos antidemocráticos em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023. Segundo a PGR, os fatos foram divididos em cinco peças acusatórias.

O Portal G1 afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é um dos denunciados. A reportagem do iG tenta confirmar a informação. Veja a íntegra do comunicado no portal oficial da Procuradoria.

Os 34 denunciados são acusados de cometer os seguintes crimes:

  • organização criminosa armada (art. 2º, caput, §§2º, 3º e 4º, II, da Lei n. 12.850/2013);
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal);
  • golpe de Estado (art. 359-M do CP);
  • dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima (art.163, parágrafo único, I, III e IV, do CP);
  • deterioração de patrimônio tombado (art. 62, I, da Lei n. 9.605/1998).

As peças acusatórias baseiam-se em manuscritos, arquivos digitais, planilhas e trocas de mensagens que revelam o esquema de ruptura da ordem democrática. E descrevem, de forma pormenorizada, a trama conspiratória armada e executada contra as instituições democráticas.

Veja as repercussões abaixo

 

 

 




Dino libera parte das emendas de comissão, mas mantém restrições

Medida busca evitar insegurança jurídica para estados e municípios que aguardam os repasses

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iG Último Segundo|Agência Brasil

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Flávio Dino, ministro do STF,  liberar parcialmente o pagamento das emendas de comissão
GUSTAVO MORENO/STF

Flávio Dino, ministro do STF, liberar parcialmente o pagamento das emendas de comissão

ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF ) Flávio Dino liberou parte dos R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão bloqueados desde a semana passada.

Em nova decisão, o ministro liberou o pagamento de recursos empenhados (autorizados) até 23 de dezembro, data em que Dino suspendeu a liberação das emendas de comissão.

No texto, Dino determinou a liberação para não causar mais transtornos a entes públicos, empresas e trabalhadores que esperavam os recursos das emendas autorizadas antes do bloqueio.

“A fim de evitar insegurança jurídica para terceiros (entes da Federação, empresas, trabalhadores), fica excepcionalmente admitida a continuidade da execução do que já foi empenhado como ‘emenda de comissão’ até o dia 23 de dezembro de 2024, salvo outra ilegalidade identificada em cada caso concreto”, escreveu o ministro.

Apesar da liberação, Dino citou “nulidade insanável” no ofício encaminhado pelo Congresso Nacional ao Palácio do Planalto que indicou as emendas de comissão sem avaliação das comissões temáticas do Parlamento. Isso porque, pelas regras atuais, as emendas de comissão precisam ser aprovadas pelas comissões temáticas correspondentes, com a aprovação registrada em ata.

“Fica evidente a nulidade insanável que marca o ofício [encaminhado pelo Congresso ao Executivo]. Os seus motivos determinantes são falsos, o caráter nacional das indicações das emendas – exigido pela Resolução nº. 001/2006, do Congresso Nacional – não foi aferido pela instância competente (as Comissões) e o procedimento adotado não atende às normas de regência”, destacou o magistrado.

Saúde

Em relação às emendas para a saúde, Dino autorizou, até 10 de janeiro, a movimentação dos recursos de emendas já depositados nos Fundos de Saúde, independentemente das contas específicas. A partir de 11 de janeiro, no entanto, não poderá haver nenhuma movimentação a não ser a partir das contas específicas para cada emenda parlamentar, conforme anteriormente deliberado pelo Supremo.

Dino também autorizou o empenho imediato, até 31 de dezembro, das emendas impositivas – que excluem as emendas de comissão – para a saúde, mesmo que não haja contas específicas. No entanto, o ministro reiterou que as contas específicas serão exigidas para as fases seguintes de execução das emendas impositivas: a liberação, quando o governo verifica se o serviço foi executado, e o pagamento.

Em agosto, Dino determinou, por sugestão do Tribunal de Contas da União (TCU), a abertura de contas específicas para facilitar a rastreabilidade das emendas de saúde. A medida impede que os recursos dessas emendas fiquem misturados com o orçamento de cada município. Na última sexta-feira (27), Dino deu dez dias para a Advocacia-Geral da União (AGU) esclarecer o rito sobre as emendas para a saúde.

EntendaEm dezembro de 2022, o STF entendeu que as emendas chamadas de RP8 e RP9 eram inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte.

No entanto, o PSOL, partido que entrou com a ação contra as emendas, apontou que a decisão continuava em descumprimento.

Após a aposentadoria da ministra Rosa Weber, relatora original da questão, Flávio Dino assumiu a condução do caso.

Em agosto deste ano, Dino determinou a suspensão das emendas e decidiu que os repasses devem seguir critérios de rastreabilidade. O ministro também determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) auditasse os repasses dos parlamentares por meio das emendas do orçamento secreto.




STF nega pedido de Bolsonaro e mantém Moraes no inquérito do golpe por 9 votos a 1

Placar foi de 9×1; André Mendonça foi o último a votar e o único a

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STF rejeitou o pedido por 9 votos a 1
Montagem iG / Imagens: Tânia Rêgo/Agência Brasil e Isac Nóbrega/PR

STF rejeitou o pedido por 9 votos a 1

O  Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) para que o ministro Alexandre de Moraes seja afastado da relatoria das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado , nesta sexta-feira (13). O placar da votação foi de 9×1, sendo o único voto a favor o do ministro André Mendonça, o último a votar.

Antes dele, o ministro Kassio Nunes Marques  votou contra. O julgamento  se deu no plenário virtual da Corte.

No primeiro dia de votação, sete ministros acompanharam o entendimento, e Luiz Fux reforçou a posição na terça (10). Internamente, a permanência de Moraes é considerada uma forma de defesa da própria Corte.

A fundamentação do voto de Kassio se baseou no entendimento de que o impedimento de um juiz ocorre apenas quando ele ou pessoas próximas possuem interesse direto no resultado do processo.

O ministro não identificou qualquer interesse jurídico que justificasse a arguição de impedimento ou suspeição de Moraes .

O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, já havia negado o pedido de Bolsonaro, assim como 191 pedidos de outros réus envolvidos nos casos relacionados.

Segundo Barroso, “não são suficientes as alegações genéricas e subjetivas, destituídas de embasamento jurídico” para justificar a substituição de Moraes na relatoria.

Argumento dos advogados de Bolsonaro

A defesa de Bolsonaro havia alegado que Moraes, por ser supostamente vítima dos delitos investigados, teria sua imparcialidade comprometida. Essa alegação foi refutada por Barroso, que afirmou que a simples condição de vítima não configura impedimento automático.

O pedido, apresentado em 14 de fevereiro, ocorreu após a Polícia Federal realizar uma operação em Angra dos Reis, no endereço de Bolsonaro.

Os advogados de defesa argumentaram que Moraes foi mencionado mais de 20 vezes na decisão de 135 laudas, sendo retratado como vítima central de um suposto plano elaborado por investigados, que incluía monitoramento e ameaças.

Operação da Polícia Federal

A operação da Polícia Federal mirou quatro militares e um policial federal suspeitos de planejar o assassinato de autoridades, incluindo Moraes, por meio de envenenamento ou artefatos explosivos.

A Procuradoria-Geral da República concordou com o posicionamento de Barroso, destacando que os ataques seriam direcionados às instituições, e não a indivíduos específicos.

Para o STF, as regras de impedimento e suspeição estão consolidadas no Código de Processo Civil e no Código de Processo Penal, aplicando-se a casos em que há interesses ou relações pessoais que possam comprometer a imparcialidade do magistrado.




STF tem maioria para negar pedido de Bolsonaro e manter Moraes no inquérito de golpe

Pedido de Bolsonaro para que Moraes fosse afastado do caso está sendo analisado em plenário virtual do STF

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iG Último Segundo

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STF formou maioria para negar pedido do ex-presidente
Montagem iG / Imagens: Tânia Rêgo/Agência Brasil e Isac Nóbrega/PR

STF formou maioria para negar pedido do ex-presidente

Nesta sexta-feira (6), o  Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para rejeitar o pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para afastar o ministro Alexandre de Moraes do chamado “inquérito do golpe”.

Os ministros Edson Fachin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Dias Toffoli seguiram o voto do relator, Luís Roberto Barroso, e negaram o recurso.

STF  iniciou hoje a análise do pedido para declarar  Moraes impedido de relatar a investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado , que resultou no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 36 pessoas. O julgamento começou às 11h, no plenário virtual, sistema em que os ministros depositam seus votos. A expectativa é que a análise seja concluída até 13 de dezembro.

O pedido de impedimento foi protocolado pela defesa de Bolsonaro em fevereiro, após a primeira operação da Polícia Federal (PF) sobre o caso. Na ocasião, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, rejeitou o pedido, mas a defesa de Bolsonaro recorreu, e agora o recurso será analisado pelos demais ministros da corte.

A solicitação foi feita duas semanas após a PF concluir a investigação, que resultou no indiciamento de Bolsonaro , ex-ministros, militares e aliados, por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado de Direito e organização criminosa. Todos os indiciados negam as acusações.

No pedido, a defesa de Bolsonaro argumenta que há “manifesto impedimento” de Moraes devido ao suposto “nítido interesse pessoal” do ministro no caso, já que a investigação apura um plano que teria como alvo a prisão de Moraes. Segundo os advogados do ex-presidente, isso configuraria um motivo legítimo para que o magistrado fosse afastado do processo.

Contudo, Barroso, que também é o relator do caso, afirmou que não houve “clara demonstração” dos motivos legais que justificariam o afastamento de Moraes. Para o presidente do STF, os fatos apresentados não são suficientes para impedir o magistrado de exercer sua função jurisdicional.

Após o indiciamento de Bolsonaro , a defesa do ex-presidente apresentou um novo pedido de impedimento, reforçando os argumentos anteriores. No entanto, essa solicitação ainda não foi analisada por Barroso .

A decisão sobre o pedido de impedimento é crucial para o andamento da investigação que envolve Bolsonaro e outros indiciados, além de ter implicações no relacionamento entre o ex-presidente e a Corte.




STF recebe ameaças após atentado e reforça segurança no prédio

Corte já acumulou mais de mil ameaças desde as invasões de janeiro de 2023

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iG Último Segundo

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Decida para o STF bloqueada para pericia do corpo de Francisco Wanderley Luiz
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Decida para o STF bloqueada para pericia do corpo de Francisco Wanderley Luiz

Desde o atentado na noite de quarta-feira (14) , o Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido alvo de uma série de ameaças . Segundo a rádio CBN, até o momento, a Corte recebeu oito e-mails de celebração pelos ataques realizados por Francisco Wanderley Luiz, além de uma ameaça direta .

Desde as invasões de 8 de janeiro de 2023, em que os prédios do STF, do Congresso Nacional e o Palácio do Planalto foram atacados, o tribunal acumulou cerca de 1.000 ameaças – entre e-mails e objetos entregues na sede da Corte. Isso equivale a mais de uma ameaça por dia.

Em resposta à intensificação das ameaças, o STF decidiu reforçar a segurança de suas instalações. A visitação ao prédio foi suspensa até que novos procedimentos de segurança sejam avaliados e implementados. Além disso, o local passou por uma varredura de segurança, medida que se estendeu também às residências dos ministros da Corte.

O tribunal está cercado por gradis e o controle de acesso foi intensificado, com barreiras de segurança estabelecidas desde o estacionamento do Panteão da Pátria até o estacionamento da Câmara dos Deputados. Essas medidas de segurança permanecerão em vigor por tempo indeterminado.

Todas as ameaças recebidas pela Corte são enviadas à Polícia Federal para investigação.




PF extrai dados do celular de homem-bomba para entender planos e possíveis apoios

Mensagens no celular podem revelar mais sobre o envolvimento de Francisco Wanderley e se houve apoio externo

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iG Último Segundo

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Segundo as investigações, o veículo estava no nome de Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos. De acordo com o Boletim de Ocorrência da Polícia Civil, o homem morto é o dono do carro.
Reprodução X

Segundo as investigações, o veículo estava no nome de Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos. De acordo com o Boletim de Ocorrência da Polícia Civil, o homem morto é o dono do carro.

Polícia Federal (PF) segue, nesta sexta-feira (15), a extração de dados do celular de Francisco Wanderley Luiz , autor dos ataques com bombas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de quarta-feira (13). O aparelho foi apreendido na manhã de quinta-feira (14), dentro de um trailer de Wanderley, localizado em um estacionamento nas proximidades do STF e da Câmara dos Deputados.

A perícia do celular está sendo realizada no Instituto Nacional de Criminalística (INC) da PF, e já foram analisadas as primeiras mensagens. Segundo fontes próximas à investigação, as informações extraídas do aparelho poderão esclarecer se Wanderley contou com apoio de outras pessoas e quais eram seus planos detalhados para o ataque.

Investigações preliminares indicam que uma das últimas mensagens enviadas por Francisco Wanderley foi para seu filho, que está em viagem no Paraná. O filho prestou depoimento à PF e relatou que recebeu uma mensagem de despedida do pai, mas só compreendeu o significado dela após o atentado ser noticiado.

Além disso, a ex-mulher de Wanderley também foi ouvida pela Polícia Federal. Ela afirmou que o plano de Francisco Wanderley era assassinar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e qualquer outra pessoa que estivesse presente no momento do ataque.

“[Ele] queria matar o ministro Alexandre de Moraes e quem mais estivesse junto na hora do atentado”, relatou a ex-mulher aos agentes.

A investigação está sendo conduzida pela divisão antiterrorismo da PF, que agora foca na análise dos dados extraídos do celular para entender melhor o contexto do ataque e possíveis conexões com grupos ou ideologias extremistas.




Presidente do STF encerra programação do XIII Consepre e destaca avanços do Poder Judiciário




STF tem maioria para manter condenação de Collor na Lava Jato

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta sexta-feira (8) maioria de votos para manter a condenação do ex-presidente Fernando Collor a oito anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Lava Jato.

Até o momento, o plenário virtual da Corte tem placar de 6 votos a 2 para rejeitar um recurso da defesa contra a condenação.

O placar foi obtido com voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Para o ministro, não há irregularidades na decisão que condenou Collor.

“A decisão recorrida analisou com exatidão a integralidade da pretensão jurídica deduzida, de modo que, no presente caso, não se constata a existência de nenhuma dessas deficiências”, argumentou o ministro.

Além de Moraes, votaram para manter a condenação os ministros Edson Fachin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux.

Dias Toffoli e Gilmar Mendes votaram pela redução da pena de Collor para quatro anos por entenderem que houve erro na dosimetria da pena. Cristiano Zanin se declarou impedido para julgar o caso.

Em maio do ano passado, o tribunal entendeu que Collor, como antigo dirigente do PTB, foi responsável por indicações políticas para a BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras, e recebeu R$ 20 milhões em vantagens indevidas em contratos da empresa. Segundo a denúncia, os crimes ocorreram entre 2010 e 2014.

Dois ex-assessores de Collor também foram condenados, mas poderão substituir as penas por prestação de serviços à comunidade.

O julgamento virtual está previsto para terminar na segunda-feira (11).

Por Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo




Mendonça, do STF, aceita pedido da defesa e libera Deolane de obrigação de ir à CPI das apostas

Deolane Bezerra (Reprodução: Instagram)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que a influenciadora e advogada Deolane Bezerra decida se vai comparecer ou não à CPI da Manipulação de Resultados no Futebol no Senado Federal.

O ministro atendeu a um pedido da defesa da influenciadora e afastou a obrigatoriedade de participar da Comissão. Caso decida comparecer, ela poderá ficar em silêncio.

O caso está em segredo de Justiça. Na decisão, o ministro ressalta entendimentos do STF no sentido de que o direito à não autoincriminação de um investigado abrange a possibilidade de comparecer ou não ao ato.

Ou seja, inexiste obrigatoriedade ou sanção pelo não comparecimento.

  • Deolane é investigada na Operação Integration, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

Autor do requerimento de convocação, o senador Eduardo Girão (Novo-MA) justificou que o depoimento de Deolane “pode ajudar essa comissão parlamentar de inquérito a esclarecer questões atinentes ao objetivo final dessa CPI”.

“Que é o desvendar possíveis implicações de facções criminosas com a as empresas que atuam no mercado de jogos de apostas on-line”, prosseguiu.

Investigação

Deolane foi presa no Recife (PE) em 4 de setembro, mas já foi liberada para cumprir prisão domiciliar.

A investigação contra um esquema de lavagem de dinheiro através de jogos ilegais também resultou na prisão da mãe dela, Solange Bezerra, e do dono da Esportes da Sorte, Darwin Henrique da Silva Filho, entre outros suspeitos.

Foram movimentados, segundo a polícia, de janeiro de 2019 a maio de 2023, cerca de R$ 3 bilhões em contas correntes, em aplicações financeiras e dinheiro em espécie, provenientes de jogos ilegais.

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Caso Marielle: Chiquinho Brazão chora e diz não conhecer Lessa, em audiência no STF

Deputado está preso desde março deste ano sob a acusação de ser um dos mandantes do crime

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iG Último Segundo

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O deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) em imagem de setembro de 2023
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) em imagem de setembro de 2023

O deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido) foi o primeiro a depor na audiência do Supremo Tribunal Federal ( STF ), nesta segunda-feira (21), que ouve os cinco réus acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco ( PSOL ) e do motorista Anderson Gomes , em 2018.

Durante depoimento, Brazão afirmou não conhecer Ronnie Lessa ou Élcio de Queiroz , os assassinos confessos do crime. O deputado enfatizou que nem ele nem seu irmão, Domingos Inácio Brazão , então conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro , tiveram qualquer contato com os acusados.

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“Nunca tive contato com Ronnie Lessa. As pessoas são anônimas para você muitas das vezes. Não tenho dúvida de que ele poderia me conhecer, mas eu nunca na vida tenho lembrança de ter estado com essa pessoa”, disse Brazão ao juiz auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, Airton Vieira.

O parlamentar também afirmou que seu irmão sequer conhecia a vereadora Marielle Franco. “Quando houve o crime, ele comentou: ‘O que tão sério fez essa jovem para um crime tão grave?’. Ele não conhecia, com certeza”, declarou.

Chiquinho Brazão afirmou ainda que mantinha uma excelente relação com Marielle e que ela tinha um “futuro brilhante”.

“Foi maldade o que fizeram. Marielle tinha um futuro brilhante. Ela era uma vereadora muito amável”, lamentou.

Durante o depoimento, o parlamentar chorou ao falar de sua família. Ele se emocionou ao lembrar da filha, do neto e de sua rotina antes da prisão, mencionando suas idas à igreja e o trabalho com comunidades, especialmente em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

Acusações de Ronnie Lessa

Chiquinho Brazão está  preso desde março deste ano sob a acusação de ser um dos mandantes do crime. Apesar de negar o conhecimento de Ronnie Lessa, o ex-policial e assassino confesso de Marielle afirmou, em delação premiada à Polícia Federal (PF), que teria feito um acordo de US$ 10 milhões com os irmãos Brazão.

Segundo Lessa, Domingos e Chiquinho ofereceram um loteamento em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, como parte do pagamento pelo assassinato.

Lessa revelou que o acordo envolvia milhões de reais, mencionando que na época falavam em R$ 100 milhões, valor que estaria relacionado ao lucro gerado pelos dois loteamentos oferecidos. “Ninguém recebe uma proposta de US$ 10 milhões simplesmente para matar uma pessoa. Uma coisa assim, impactante”, afirmou Lessa aos investigadores.

Depoimentos ao STF

Além de Chiquinho Brazão, também são ouvidos Domingos Brazão, o delegado Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, o policial militar Ronald Paulo de Alves Pereira e Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, que responde por organização criminosa.

O caso está sendo conduzido pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal. Os depoimentos seguem sendo realizados por videoconferência, através do aplicativo Zoom, dando continuidade às oitivas iniciadas em 12 de agosto com testemunhas de defesa, acusação e o delator do caso.