Decisão do STF pode reduzir número de deputados na Paraíba

Foto: Agência Cãmara

O Tribunal determinou redistribuição de vagas no Congresso Nacional com base na população atua

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria em decisão histórica, determinando que o Congresso Nacional recalcule o número de deputados a que cada estado tem direito, levando em consideração a proporção da população atual. A redistribuição deverá ser concluída até junho de 2025. Com essa medida, a Paraíba perderá duas vagas na bancada parlamentar, passando de 12 para 10 deputados federais.

O relator do caso, ministro Luiz Fux, teve seu voto seguido por Gilmar Mendes, Edson Fachin, Cristiano Zanin, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes. O julgamento está sendo realizado no plenário virtual e tem previsão para encerrar nesta sexta-feira (25).

Caso o Congresso não cumpra a determinação do STF, caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizar a redistribuição de vagas. Vale ressaltar que essa decisão abrange não apenas os deputados federais, mas também os estaduais e distritais, sendo válida para a legislatura que se iniciará em 2027.

A definição do número de parlamentares deverá ser baseada nos dados demográficos do Censo 2022, observando-se o piso e o teto constitucional, além do número total de parlamentares previstos na legislação, que é de 513 deputados federais. Atualmente, na Câmara dos Deputados, o mínimo é de 8 parlamentares por estado e o máximo é de 70.

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com informações do G1




STF torna réus Serere Xavante, Fátima de Tubarão e outros por envolvimentos em atos extremistas

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu tornar réus outros 70 denunciados pelos atos extremistas de 8 de janeiro. Neste bloco foram analisadas denúncias também de pessoas presas em dezembro por atos de vandalismo. Entre eles, Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, de conhecida como Fátima de Tubarão, e o líder indígena José Acácio Serere Xavante.

Serere Xavante foi detido pela Polícia Federal em Brasília e é acusado de liderar manifestações questionando o resultado das eleições presidenciais e criticando os ministros do Supremo.

Também foi analisada denúncia contra um homem que já fraudou licitação do Governo do Distrito Federal (GDF) e é réu em processo de improbidade administrativa referente a um evento organizado pelo governo.

Há ainda o caso de um policial federal do Distrito Federal preso na terceira fase da Operação Lesa Pátria por suspeita de participar dos atos extremistas que resultaram na depredação das sedes dos Três Poderes.

Além deles, há o caso de um instrutor de voos paulista que invadiu a sala de acervo histórico do Senado durante os atos terroristas.

O julgamento foi feito de forma virtual, sem discussão entre os ministros. Se há um pedido de vista, o julgamento é suspenso. Quando ocorre um pedido de destaque, a decisão é levada ao plenário físico do tribunal.

O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou a favor da abertura das ações penais. Segundo Moraes, a livre discussão, a ampla participação política e o princípio democrático estão interligados com a liberdade de expressão, tendo por objeto não somente a proteção de pensamentos e ideias, mas também opiniões, crenças, realização de juízo de valor e críticas a agentes públicos, no sentido de garantir a real participação dos cidadãos na vida coletiva.

“Contudo, tanto são inconstitucionais as condutas e manifestações que tenham a nítida finalidade de controlar ou mesmo aniquilar a força do pensamento crítico, indispensável ao regime democrático, quanto aquelas que pretendam destruí-lo , juntamente com suas instituições republicanas, pregando a violência, o arbítrio, o desrespeito à Separação de Poderes e aos direitos fundamentais, em suma, pleiteando a tirania, o arbítrio, a violência e a quebra dos princípios republicanos, como se verifica pelas manifestações criminosas ora imputadas ao denunciado”, disse.

Seguiram o relator as ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber e os ministros Edson Fachin, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Dias Toffoli.

Os ministros Nunes Marques e André Mendonça votaram a favor que o tribunal enviasse os casos para a análise da primeira instância da Justiça Federal.

 

 

 

Por Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo




Moraes determina quebra de sigilo bancário de Bolsonaro e Michelle

Decisão foi tomada após advogado afirmar que Mauro Cid vendeu joias a mando do ex-presidentero e Michelle

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Ex-presidente Jair Bolsonaro
Lula Marques/ Agência Brasil – 18/05/2023

Ex-presidente Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na noite desta quinta-feira (17) a quebra do sigilo bancário do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A decisão foi tomada após surgirem suspeitas da participação de Bolsonaro na venda de joias presenteadas pelo governo árabe.

Nesta quinta, o advogado Cezar Bittencourt, que defende o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, afirmou que o cliente vendeu as joias a pedido do ex-presidente. Segundo a defesa, Cid ainda teria repassado os valores para Bolsonaro.

Mauro Cid também deve declarar que conduziu a transferência do dinheiro de maneira clandestina quando retornou ao Brasil. Cid está preso desde maio, quando foi alvo de uma operação contra a falsificação do cartão de vacinas da família e assessores de Bolsonaro.

A Polícia Federal já havia avançado com as investigações sobre as vendas das joias recebidas por Jair Bolsonaro do governo árabe. Os detalhes revelam que Cid e sua equipe buscaram informações sobre as joias que faziam parte do acervo presidencial. Posteriormente, ele teria retirado um conjunto de joias, incluindo um relógio Rolex de ouro branco, um anel, abotoaduras e um rosário islâmico.

O ex-ajudante de ordens supostamente transportou essas joias para a residência de seu pai nos Estados Unidos, onde teria efetuado a venda de um relógio Rolex e um relógio Patek Philippe.

Dados financeiros suspeitos foram identificados nas contas do pai de Cid, Mauro Cesar Lourena Cid, após as transações de venda das joias.

 




Defensoria pede para STF manter moradores no Porto do Capim, em JP

Ação será relatada pela ministra Cármen Lúcia, do STF

A Defensoria Pública da União apresentou, na última quinta-feira (10), uma contestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) no recurso apresentado pela Prefeitura de João Pessoa no caso envolvendo a habitação de pessoas no Porto do Capim, no Centro Histórico da Capital.

A gestão pede para ser autorizada a remover moradores que habitam em área de risco nas imediações do Porto do Capim, no Centro da Capital. A ação, que o Portal MaisPB teve acesso, será relatada pela ministra Cármen Lúcia.

Por determinação do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, a administração municipal só pode fazer a retirada da população mediante acordo prévio. A Prefeitura, no entanto, argumenta que é impossível manter os moradores em condições precárias, por mais que eles insistam.

A Defensoria alega, no entanto, que o “sossego” na região vem sendo afetado desde que a Prefeitura decidiu, ainda na gestão Luciano Cartaxo (PT), revitalizar o local.

“A verdade é que a Comunidade do Porto do Capim está bem estabelecida no seu território há mais de 70 anos e não está sob risco, a não ser pelas condutas ilegais que vinham sendo praticadas pela Prefeitura Municipal de João Pessoa e que ameaçam o sossego e a existência da Comunidade Tradicional em questão, mas que foram paralisadas a partir do pronunciamento judicial que o Município pretende reverter por intermédio da presente Reclamação”, disse a defensoria.

sugestão da gestão Cícero Lucena (PP) é que, em a reclamação sendo acatada, essas pessoas passem a receber o auxílio aluguel no valor de R$ 350 e posteriormente sejam beneficiadas com uma casa ou apartamento no residencial que será construído próximo ao Centro Histórico da Capital, onde antes funcionava uma concessionária de veículos.

Das 124 casas habitadas no Porto do Capim, 65 já haviam acordado, inclusive durante a gestão Luciano Cartaxo (PT) para sair voluntariamente do local considerado perigoso para manter moradia. Essa população foi deslocada para o novo Residencial Saturnino de Brito, no Bairro do Varadouro, localizado no raio de 2 km da Vila Nassau e Praça 15 de Novembro.

O Ministério Público Federal foi quem lutou para evitar a retirada dos moradores sob o argumento de que as casas deveriam ser mantidas no local já que a “comunidade estaria enquadrada como tradicional”

Já um estudo realizado pela Prefeitura de João Pessoa não identificou nenhum reconhecimento das referências culturais da comunidade Porto do Capim e Vila Nassau, como parte de patrimônio imaterial protegido, ou salvaguardado pelo IPHAN.

“A comunidade não apresentou continuidade histórica, visto que não ocupa e usa o território e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição, e dessa forma não julgamos relevância para a memória, não havendo, até o presente momento, qualquer reconhecimento oficial sobre a tradicionalidade da comunidade situado no Porto do Capim”, diz a análise.

A prefeitura também argumenta que não pode deixar que as pessoas continuem morando em áreas de riscos, mesmo mediante as determinações da justiça.

“A área é considerada de alto risco sendo a intervenção do poder público fundamental para evitar a omissão estatal e preservar a vida das pessoas que alí habitam. Nos autos do processo, nós mostramos que o STF impôs algumas condicionantes para retirada de algumas pessoas que ocupam áreas irregulares ou da risco  mas coloca essa necessidade de concordância para retirada. Mas  não imperativa  nas situações que os próprios moradores encontram-se habitando uma área de risco”, enfatizou a procuradora do município, Thais Ferreira, em entrevista ao Programa Hora H, da Rede Mais Rádio.




PF pede quebra de sigilo bancário de Michelle Bolsonaro

Ex-primeira dama passa a ser investigada pela operação Lucas 12:2 que investiga desvio de joias sauditas

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Michelle Bolsonaro
redacao@odia.com.br (Estadão Conteúdo)

Michelle Bolsonaro

A Polícia Federal emitiu o pedido de quebra dos sigilos fiscal e bancário de Michelle Bolsonaro, ex-primeira dama. Michelle agora faz parte do inquérito que apura desvios de presentes oferecidos por autoridades ao ex-presidente Jair Bolsonaro.A autorização do pedido ficará a cargo do relator do caso, o ministro do STF (Superior Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. A ex-primeira dama deverá se juntar ao tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente, Mauro César Lourena Cid, pai de Mauro Cid, Osmar Crivelatti, também ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e Frederick Wassef, ex-advogado de Jair Bolsonaro e sua família.

Todos eles estão sendo investigados pela operação “Lucas 12:2”, que faz referência a uma passagem bíblica que diz: “Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido”.

A operação busca informações sobre a tentativa de venda de joias recebidas por Bolsonaro de outros Chefes de Estado, o caso mais emblemático é um kit de joias da marca suíça Chopard, avaliado em mais de 100 mil dólares, presenteados pelo governo da Arábia Saudita.

A operação descobriu que houve uma tentativa de comercialização das joias em um leilão nos Estados Unidos. Entretanto, por se tratar de presentes à um Chefe de Estado, as peças são de interesse público e não podem ser comercializadas sem autorização da União, nem deixar o território brasileiro sem permissão do Estado.




STF confirma Barroso como novo presidente da Corte; Fachin é vice

Ministro atua como vice-presidente da Corte e assumirá comando do Judiciário apenas em setembro

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Luís Roberto Barroso, ministro do STF
Nelson Jr./SCO/STF

Luís Roberto Barroso, ministro do STF

O ministro Luís Roberto Barroso foi eleito nesta quarta-feira (9) como novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). A posse está marcada para o dia 28 de setembro, data da aposentadoria da ministra Rosa Weber.

A eleição de Barroso era esperada, já que o ministro atua como vice-presidente da Suprema Corte. Em regra, o comando do STF segue a ordem dos mais antigos integrantes do tribunal que não ocuparam a cadeira.

A Corte ainda definiu Edson Fachin como o vice-presidente. O mandato terá duração de dois anos.

Barroso disse que honrará a cadeira e que tentará disseminar o “bem e a Justiça” no país.

“A vida me deu a benção de servir ao Brasil sem ter nenhum outro interesse, sem ter nenhum outro propósito que não seja de fazer um país melhor e maior e, na medida do possível, disseminar o bem e a Justiça por todo o país. De modo que eu gostaria de dizer que eu conto com a colaboração fraterna de todos os colegas”, afirmou Barroso.

Quem é Luís Roberto Barroso

Luís Roberto Barroso é advogado formado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), onde se tornou doutor e é professor de Direito Constitucional. Fez mestrado na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e pós-doutorado na Universidade de Havard.

Antes, Barroso atuou como professor visitante em universidades da Polônia, França e na Universidade de Brasília (UnB).

Como advogado, foi responsável pela proibição do nepotismo no Poder Judiciário e no reconhecimento da união homoafetiva. Após as atuações, foi nomeado em 2013 como ministro do STF pela então presidente Dilma Rousseff (PT).

 




Cristiano Zanin toma posse como ministro do Supremo Tribunal Federal

Magistrado foi indicado por Lula em junho e deve se manter na cadeira da Suprema Corte até 2050

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Cristiano Zanin é o novo ministro do Supremo Tribunal Federal
redacao@odia.com.br

Cristiano Zanin é o novo ministro do Supremo Tribunal Federal

O advogado Cristiano Zanin Martins tomou posse nesta quinta-feira (3) como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), pouco mais de um mês após ter seu nome aprovado no Senado. Ele assume a cadeira de Ricardo Lewandowski, que deixou a Corte em abril.

Durante o evento, Zanin foi acompanhado pelo decano, Gilmar Mendes, e o mais novo, André Mendonça, até o plenário. Após o procedimento, Cristiano Zanin fez o juramento e assinou o termo de posse.

O regimento interno do STF impede o discurso durante a cerimônia de posse, mas o novo ministro ouviu as boas vindas da presidente da Suprema Corte, ministra Rosa Weber.

Cerca de 350 convidados marcaram presença na cerimônia, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e ex-ministros do STF, como Cézar Peluso, Nelson Jobim e Carlos Ayres Britto.

A previsão é que Zanin se mantenha no STF até 2050, quando completará 75 anos, prazo limite para a aposentadoria.

Cristiano Zanin foi indicado por Lula em no começo de junho e teve seu nome aprovado pelos senadores pouco mais de 20 dias depois. Ele vai herdar 534 processos, sendo que 102 aguardam julgamento.

Entre os processos estão as supostas omissões do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os supostos desvios no orçamento secreto. Zanin também ficará a cargo de pautas sobre a Lei das Estatais e a retomada das alíquotas de PIS/Cofins.




Cristiano Zanin toma posse no cargo de ministro do STF nesta quinta-feira

O advogado Cristiano Zanin toma posse nesta quinta-feira (3) no cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O novo ministro entrará na vaga deixada por Ricardo Lewandowski, que, em abril, se aposentou compulsoriamente ao completar 75 anos. A cerimônia está prevista para as 16h.

Foram convidadas cerca de 350 pessoas. Estarão presentes amigos e familiares de Zanin, além de ministros do governo federal, parlamentares e autoridades do Judiciário. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou presença no evento.

A cerimônia deve durar cerca de 15 minutos. A sessão será aberta pela presidente da Corte, Rosa Weber. Após a execução do Hino Nacional, Zanin será conduzido ao plenário pelos ministros André Mendonça e Gilmar Mendes, integrantes mais novo e mais antigo no tribunal, respectivamente.

Em seguida, o novo ministro prestará juramento de cumprir a Constituição e assinará o termo de posse. Não há previsão de discurso. Após o encerramento da sessão, Zanin receberá os cumprimentos dos convidados em outro salão do tribunal.

À noite, um coquetel será oferecido por associações de magistrados. O evento será realizado em um salão de festas. Os convites foram vendidos por cerca de R$ 500.

Perfil
Zanin chegou ao Supremo após ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e o plenário da Casa. Ele atuou como defensor de Lula nos processos da Operação Lava Jato.

O novo ministro nasceu em Piracicaba e tem 47 anos. Ele é formado em direito pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Casado com a advogada Valeska Teixeira Zanin Martins, tem três filhos. Ele poderá permanecer na Corte por 27 anos.

 

 

 

Agência Brasil

Imagem: Lula Marques/Agência Brasil




Supremo terá julgamentos decisivos no segundo semestre

Julgamentos decisivos incluem a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal, a legalidade do juiz de garantias e do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

Estão previstas a posse de Cristiano Zanin, no início de agosto, e a aposentadoria da ministra Rosa Weber, em outubro. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo)

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na terça-feira (1°) as sessões de julgamento após o recesso de julho. O segundo semestre na Corte será marcado por julgamentos decisivos, entre eles, a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal, a legalidade do juiz de garantias e do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

Também estão previstas a posse de Cristiano Zanin, no início de agosto, e a aposentadoria da ministra Rosa Weber, em outubro.

Início dos trabalhos

Na primeira sessão, os ministros vão retomar o julgamento sobre o uso da tese de legítima defesa da honra para justificar a absolvição de condenados por feminicídio.

Em junho, antes do recesso, a maioria de votos foi formada para proibir que a tese possa ser utilizada como argumento de defesa dos advogados do réu ou para justificar absolvição pelo Tribunal do Júri, sob pena de anulação. Faltam os votos das ministras Rosa Weber e Cármen Lúcia.

A Corte julga uma ação protocolada pelo PDT em 2021 para impedir a absolvição de homens acusados de homicídio contra mulheres com base no argumento de que o crime teria sido cometido por razões emocionais, como uma traição conjugal, por exemplo.

Porte de drogas

Na quarta-feira (2), a Corte retoma o julgamento que trata da descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal. A descriminalização começou ser analisada em 2015, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.

O caso trata da posse e do porte de drogas para consumo pessoal, infração penal de baixa gravidade que consta no Artigo 28 da Lei das Drogas (Lei 11.343/2006). As penas previstas são advertência sobre os efeitos das drogas, serviços comunitários e medida educativa de comparecimento a programa ou curso sobre uso de drogas.

Até o momento, três ministros – Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Gilmar Mendes – votaram, todos a favor de algum tipo de descriminalização da posse de drogas.

Zanin

Na quinta-feira (3), Cristiano Zanin será e empossado no cargo de ministro do Supremo. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aprovado pelo Senado, Zanin tem 47 anos e vai ocupar a cadeira deixada pelo ministro Ricardo Lewandowski, que se aposentou em maio deste ano.

Juiz de garantias

Um dos primeiros julgamentos com participação de Zanin será o da constitucionalidade do juiz de garantias. Trata-se de mecanismo no qual o magistrado responsável pela sentença não é o mesmo que analisa as cautelares durante o processo criminal. A retomada do julgamento está prevista para 9 de agosto.

Terras indígenas

Ainda neste semestre, o Supremo deve retomar o julgamento sobre obre o marco temporal para demarcação de terras indígenas. Em junho, o ministro André Mendonça pediu vista do processo, que deve ser devolvido para julgamento no prazo de 90 dias. Na sessão na qual a análise foi suspensa, a presidente de Supremo, Rosa Weber, cobrou do ministro a devolução do processo para julgamento antes de sua aposentadoria.

Rosa Weber

Em outubro, a ministra Rosa Weber completará 75 anos e deverá se aposentar compulsoriamente. Com a abertura da vaga, o presidente Lula poderá fazer nova indicação para a Corte, a segunda em seu atual mandato.




Silveira desmente Marcos do Val e diz que não planejou gravar Moraes

Senador afirmou à Polícia Federal que fez ‘acusações infundadas’ sobre Bolsonaro e acusou o ex-deputado de tramar contra ministro do STF

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O senador Marcos do Val e o ex-deputado federal Daniel Silveira
Waldemir Barreto/Agência Senado, Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O senador Marcos do Val e o ex-deputado federal Daniel Silveira

O ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) divulgou neste domingo (23) uma carta na qual  nega que tenha planejado gravar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como foi relatado pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES).

Silveira confirmou que participou de um encontro com Do Val e o então presidente Jair Bolsonaro (PL), no Palácio da Alvorada, em dezembro do ano passado, mas alega que o nome de Moraes não foi mencionado na conversa.

“Durante a famigerada reunião, Marcos do Val elogiou o presidente [Bolsonaro] e disse que lutaria no Senado pelas pautas conservadoras. O nome do ministro do STF sequer foi citado”, escreveu o ex-deputado.

A carta, escrita à mão, foi divulgada pelo advogado de Silveira, Paulo Faria. Em nota publicada junto com a carta, Faria também afirmou que Do Val apresentou “falsas e levianas acusações” e que o senador responderá “civil e criminalmente por seus atos”.

 

Depoimentos

print de carta do preso, ex-deputado federal Daniel Silveira
Reprodução/Twitter 23.07.2023Carta divulgada por Paulo Faria, advogado de Daniel Silveira, na qual o ex-deputado desmente o senador Marco do Val, que alegou que o ex-parlamentar preso sugeriu plano para gravar Alexandre de Moraes, do STF

Silveira, Bolsonaro e Do Val prestaram depoimento à Polícia Federal (PF) sobre o episódio, que é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entretanto, houve divergências nos relatos.

Do Val afirmou que na reunião entre os políticos ele conversa com Bolsonaro sobre “assuntos políticos”, momento em que Silveira teria feito uma interrupção para tratar sobre a “gravação do ministro” com a “finalidade de invalidar as eleições”. Bolsonaro só teria ouvido a proposta, sem se manifestar. O ex-deputado e o ex-presidente negam, no entanto, que esse assunto tenha sido tratado no encontro.

Na carta, Silveira afirma que Do Val pediu a ele que marcasse uma reunião com Bolsonaro porque teria uma “informação importante” sobre o ministro do STF, Alexandre de Moraes. O ex-deputado também diz no texto que somente um “completo idiota” acreditaria na história contada pelo senador.

Na nota divulgada neste domingo, Paulo Faria ainda disse que não foi comunicado previamente do depoimento prestado por seu cliente, que teria durado seis horas. Segundo o advogado, isso viola as prerrogativas dele e configura abuso de autoridade.

Silveira está preso no Rio de Janeiro desde fevereiro deste ano. Ele foi condenado a oito anos e ​nove meses de prisão por ataques e ameaças a ministros da Corte. Sua prisão foi feita em flagrante, por ordem de Alexandre de Moraes, após a publicação de um vídeo no qual o ex-deputado faz críticas aos ministros do STF e defende o Ato Institucional nº 5 (AI-5).

Leia na íntegra a carta de Daniel Silveira:

“A verdade.

– Após audiência pública no Senado sobre “ativismo judicial”, retornei ao meu estado.

– No dia seguinte, por volta das 19h, Marcos do Val me ligou solicitando um encontro com o Presidente. Estranhei o pedido pois nunca havia tido contato com ele, salvo ao acaso no parlamento. Ele afirmou que tinha uma informação importante para passar ao Presidente, contudo não passou o teor, oras, disse se tratar do Alexandre de Moraes, mas, não revelou nada a mim.

– Na semana seguinte o levei ao Presidente, claro, após avisá-lo que Marcos do Val insistir muito. O Presidente o recebeu como qualquer outro parlamentar. A conversa durou pouco tempo, entre 10 min ou pouco mais e peça que não me cobre que seja um cronômetro para marcar tempo de uma porcaria de reunião que se tornou um circo por conta de um palhaço.

– Palhaço este que inventou uma história que torna-se cada vez mais ridícula pelo óbvio. Nem o Presidente, nem eu jamais havíamos visto o membro da Swat, CIA, FBI, Mossad e Tutti quanti, portanto, porque pediríamos a ele, logo a ele, uma idiotice desta? Só um idiota roxo acreditaria nesta baboseira! Ademais porque Alexandre de Moraes confessaria a ele, logo a ele, algo substancial que o incriminasse? Tem que ser um completo idiota para acreditar nesta história, e, fosse verdade, sequer existe crime.

– Durante a famigerada reunião, Marcos do Val apenas elogiou o Presidente e disse que lutaria no Senado pelas pautas conservadores. O nome do membro do STF sequer foi citado, salvo na ligação de que era sobre Alexandre de Moraes a informação.

Fim da história, arquive-se!

Ps: Quem dá ideia para maluco…