São João de Campina Grande; evento deverá acontecer somente em 2021

O prefeito de Campina Grande informou na manhã desta sexta-feira que não será possível realizar o evento.

Campina Grande não terá festa de São João este ano (Foto: Reprodução)

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, anunciou o cancelamento da festa de São João da cidade este ano, devido ao risco de disseminação da covid-19. O anúncio foi realizado em live na manhã desta sexta-feira (31).

Romero Rodrigues explicou que, embora os casos de covid-19 estejam diminuindo na cidade, a festa do São João não é apenas um evento local. ”É um evento de alcance nacional e até mesmo internacional. Nós estamos falando do evento que carrega a marca de Maior São João do Mundo”, disse.

O prefeito citou outros eventos grandes que estão sendo cancelados em outras cidades, como o Revéillon do Rio de Janeiro e de São Paulo, e até mesmo o Carnaval que talvez não ocorra no Rio de Janeiro. ”Com muita tristeza, a gente anuncia que não será possível realizar o evento este ano”.

Ele garantiu que os comerciantes que compraram espaços para trabalhar na festa terão o dinheiro devolvido, conforme calendário que será divulgado nas redes sociais com as devidas orientações.

A empresa Medow Entretenimento, que estava responsável pela organização do evento, divulgou uma nota sobre o cancelamento:

”A vontade de manter acesa a chama dos festejos juninos e realizar mais uma edição d’O Maior São João do Maior São João do Mundo é imensa. Mas a necessidade de preservação da saúde e de vidas humanas, é imensamente maior. A Medow Entretenimento se solidariza com as inúmeras famílias que dependem da festa para tirar seu sustento, mas entende que, nesse momento, diante da realidade sanitária mundial, não existe condições para promoção de eventos do porte do São João de Campina Grande.

O cancelamento d’O Maior São João do Mundo 2020, por parte da Prefeitura Municipal de Campina Grande, foi a decisão mais sensata. O momento é de ter prudência. A hora é de nos resguardar, unir forças para enfrentar esse inimigo invisível e cruel e guardar nossas energias para festejar, quando tudo isso passar. Em 2021, se Deus quiser, estaremos juntos novamente”.

www.reporteriedoferreira.com.br   Assessoria




Acendimento de fogueira na Paraíba; prevê multa de R$ 500 a quem descumprir lei

As fogueiras foram proibidas para evitar complicações que a fumaça provoca à saúde das pessoas.

Equipes de órgãos ambientais iniciam na noite desta desta terça-feira (23) uma operação para fiscalizar o cumprimento da lei estadual 11.711, que prevê multa inicial de R$ 517 para quem acender fogueiras em áreas urbanas, em toda a Paraíba durante a pandemia. A Operação “São João Sem Fogueiras” será realizada em atuação conjunta do Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb), Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e Corpo de Bombeiros Militar.

O comandante do Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb), tenente-coronel Melquisedec Lima, disse que tem fiscalizado desde o começo de junho a venda de madeira para fogueiras e que no fim de semana já foram feitas abordagens educativas. “A partir desta véspera de São João, a fiscalização será mais rigorosa, inclusive com aplicação de multa no valor de 517 reais, podendo ser o dobro, em caso de reincidência”, advertiu.

As denúncias podem ser feitas pelo número 190. Além da punição com multa, as equipes contarão também com logística para apagar imediatamente a fogueira que esteja acesa em local proibido pela lei.

A medida busca prevenir as complicações que a fumaça provoca à saúde das pessoas, principalmente as que têm problemas respiratórios e estão no grupo de risco da Covid-19 ou que contraíram a doença.




MPPB recomenda a Prefeitos proibir acendimento de fogueiras e da queima de fogos durante o mês de junho.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou, nesta sexta-feira (5), aos prefeitos de Bananeiras, Belém, Borborema, Caiçara, Dona Inês, Logradouro e Serraria a prorrogação do decreto municipal que determinou o isolamento social e o fechamento do comércio não essencial, bem como a proibição, também por decreto, do acendimento de fogueiras e da queima de fogos de artifícios, durante o mês de junho.

A recomendação foi feita por ocasião das festividades juninas de Santo Antônio, São João e São Pedro. Devem ser proibidos fogueiras e fogos de artifício, sobretudo explosivos pirotécnicos, em todos os espaços públicos e privados das zonas urbana e rural dos municípios, enquanto durar a situação de calamidade pública decorrente da pandemia da covid-19.

As medidas foram recomendadas pela promotora de Justiça de Bananeiras, Ana Maria Pordeus Gadelha. Elas visam evitar a aglomeração de pessoas em celebrações e fogueiras – o que pode colaborar para a propagação do novo coronavírus – e inibir o surgimento de problemas respiratórios provocados pela fumaça, o que é considerado como um agravante no enfrentamento à covid-19.

A promotora lembrou que, além de impactar a saúde respiratória da população, as fogueiras e os fogos de artifício podem causar acidentes, com lesões provocadas por queimaduras, o que vai demandar atendimento médico, podendo sobrecarregar os serviços hospitalares.

As pessoas que não atenderem à recomendação poderão ser multadas e responsabilizadas civil, administrativa e penalmente, além de responder por crimes contra a saúde pública e contra a administração pública em geral.

Foi recomendado que as secretarias municipais de Saúde e Meio Ambiente, a Vigilância Sanitária, a Guarda Municipal e a Polícia Militar fiscalizem o cumprimento das medidas.

O descumprimento da recomendação por parte dos municípios poderá levar ao ajuizamento das ações cabíveis e na responsabilização pessoal do gestor municipal.




Coronavírus provoca adiamento do Maior São João do Mundo 

O prefeito Romero Rodrigues anunciará, no início da noite desta segunda-feira, 23, através de uma live transmitida por suas redes sociais e pelos perfis oficiais da Prefeitura de Campina Grande, a nova data oficial de realização do Maior São João do Mundo 2020.

A decisão do prefeito campinense levará em conta todas as circunstâncias e consequências da realidade imposta pela pandemia do Covid-19.

Hospital de campanha – Uma alternativa que está sendo criada em meio à pandemia de coronavírus é a criação de hospitais de campanha em espaços abertos, como estádios de futebol, para aumentar a capacidade de atendimento na área de saúde. Em São Paulo, o estádio Pacaembu e o Anhembi começaram a receber obras nesta segunda-feira (23), com estrutura de baixa complexidade, que vai transformar os espaços em áreas cobertas refrigeradas.

 

Em Campina Grande, uma alternativa que a Secretaria Municipal de Saúde tem à disposição é da Fundação CDL, um amplo espaço que pode desafogar a demanda em caso de necessidade. A entidade formalizou na manhã de hoje ao município o desejo de ceder o espaço para o tratamento de pacientes infectados com a COVID 19.

A presidente da Fundação, Rosália Lucas, reiterou que está em contato constante com o poder público e integralmente à disposição para auxiliar com o que for possível, porém, a decisão pela construção de hospitais de campanha cabe aos órgãos de saúde. “É preciso unir forças para garantir que todos os infectados possam ser atendidos da melhor forma possível e assim, evitar que o vírus continue fazendo vítimas”, completou.

Instalada no bairro do Tambor, em uma área correspondente a mais de 5,2 mil metros quadrados, a instituição dispõe de amplas salas que podem ser transformadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI´s), banheiros, estacionamento e um terreno que pode abrigar novos leitos.