Rússia afirma estar pronta para novas negociações com a Ucrânia

Autoridades ucranianas afirmam que o país sempre esteve e segue querendo negociar um cessar-fogo

Em busca de um cessar-fogo
Reprodução/Ministério das Relações Exteriores da República da Bielorrússia

Em busca de um cessar-fogo

Mudando o tom das conversas, lideranças russas afirmaram nesta quarta-feira, 2, que reconhecem  Volodymyr Zelensky como presidente da Ucrânia, e que o fato dele querer obter “garantias de segurança” para negociar o fim da  guerra é um “passo positivo”.

O Kremlin disse que as autoridades russas estão prontas para iniciar uma segunda rodada de negociações com a Ucrânia , mas segundo eles, ainda não se sabe se as autoridades ucranianas aparecerão.

Até o momento, o Kremlin vinha pedindo o que chama de “desnazificação” do governo ucraniano. Na semana passada, Putin chegou a incitar os militares ucranianos a derrubarem o governo de Zelensky porque, segundo ele, isso tornaria mais fáceis as negociações entre os dois lados.

“Nossos negociadores estão prontos para a segunda rodada de discussões dessas garantias com representantes ucranianos”, afirmou Sergei Lavrov à emissora Al Jazeera.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que havia informações contraditórias sobre as negociações.

Na última sexta-feira, 25, o porta-voz de Zelensky, Sergii Nykyforov afirmou que “a Ucrânia esteve e continua pronta para falar sobre um cessar-fogo e paz. Esta é nossa posição constante”.

O conflito na Ucrânia pela Rússia teve início nesta quinta-feira, 24, após o presidente russo Vladimir Putin autorizar a entrada de tropas militares no país do leste europeu. A invasão culminou em ataques por ar, mar e terra, com diversas cidades bombardeadas, inclusive a capital Kiev, que já deixou mais de 130 mortos e mais de 300 feridos. Essa é a maior operação militar dentro de um país europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

A ofensiva provocou clamor internacional, com reuniões de emergência previstas em vários países, e pronunciamentos de diversos líderes espalhados pelo mundo condenando o ataque russo à Ucrânia. Em razão da invasão, países como Estados Unidos, Reino Unido e o bloco da União Europeia anunciaram sanções econômicas contra a Rússia.

A invasão ocorreu dois dias após o governo russo reconhecer a independência de dois territórios separatistas no leste da Ucrânia – as províncias de Donetsk e Luhansk. Com os ataques, Putin pretende alcançar uma desmilitarizaração e a eliminação dos “nazistas” , segundo o presidente russo.

Outros motivos de Putin pela invasão na Ucrânia se dão pela aproximação do país com o Ocidente, com a possibilidade do país do leste europeu fazer parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar internacional, e da União Europeia, além da ambição de expandir o território russo para aumentar o poder de influência na região.

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O Dia



Torre de transmissão em Kiev é atacada pela Rússia

Russos haviam avisa

Prédio destruído por míssil russo em Kharkiv
Reprodução/Twitter

Prédio destruído por míssil russo em Kharkiv

A torre de comunicações e transmissão de Kiev foi atacada nesta terça-feira (1), conforme havia alertado uma agência de notícias russas. As emissoras de televisão saíram do ar logo após a explosão, mas o governo tentar restaurar a transmissão.

Moradores próximos às torres foram avisados

A Rússia mandou avisos para ucranianos que moram próximos a torres de comunicações ou repetidoras de Kiev para que deixassem suas casas, informou nesta terça-feira (1) a agência de notícias do país Tass.

Segundo a reportagem, Moscou quer atingir as sedes dos serviços de segurança e dos centros de operações de telecomunicações para “acabar com a guerra psicológica e midiática” da Ucrânia.

Desde o início dos ataques russos na Ucrânia, em 24 de fevereiro, o discurso do governo era de que só estava mirando as estruturas militares e não civis. No entanto, imagens vindas da Ucrânia mostram diversos danos em prédios residenciais e a morte de pessoas comuns.

Na madrugada desta terça, inclusive, o centro de Kharkiv foi atacado deixando ao menos 10 civis mortos. Além disso, há inúmeros relatos de que bombas e foguetes atingiram hospitais, escolas infantis e áreas residenciais.

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Rússia e Ucrânia não entram em acordo; negociação parte para 2ª rodada

Representantes dos dois países se encontraram em Gomel, em Belarus

Guerra: representantes da Rússia e da Ucrânia se encontram
Reprodução/CNN

Guerra: representantes da Rússia e da Ucrânia se encontram

A reunião que poderia dar fim a investida russa contra a Ucrânia terminou sem avanços. Segundo a agência estatal russa RIA, representantes dos dois países ouviram as propostas um do outro, e concordaram em voltar aos seus países para levar as informações da conversa e marcar uma segunda rodada de reuniões.

Pela manhã, já a tarde no horário local, a delegação da Ucrânia, composta pelo ministro da Defesa, Oleksiy Reznikov, do conselheiro chefe do gabinete do presidente da Ucrânia, Mykhailo Podoliak, e do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Mykola Tochytskyi, foi até o país vizinho para tentar negociar o cessar-fogo.

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A principal demanda do Kremelin é que a Ucrânia não entre na Otan, aliança militar ocidental, nem mesmo na União Europeia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, foi inicialmente contra que a reunião acontecesse em Belarus, país historicamente aliado da Rússia. O presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, está ao lado de Putin e permanece no poder desde 1994. Ontem, Zelenski acusou Minsk de estar participando dos ataques – fato negado por Lukashenko.

O temor de Zelenski era de que o aceite do encontro poderia parecer uma rendição, posição exatamente contrária da pregada desde o primeiro dia da rendição. Ontem, no entanto, o encontro foi acordado.

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Putin incita golpe militar na Ucrânia: ‘Assumam o controle vocês’

Vladimir Putin
Marcos Corrêa/PR

Vladimir Putin

Em pronunciamento nesta sexta-feira (25), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, incitou um golpe de Estado na Ucrânia. Ao dizer que prefere negociar como exército, ele incentivou militares ucranianos a tomarem o poder no país para tirar “drogados” e “neonazistas”.

“Eu gostaria de me dirigir às forças ucranianas: assumam o controle vocês mesmos. É melhor do que trabalhar com essas pessoas que fizeram a Ucrânia refém”, afirmou.

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Putin voltou acusar o país de ameaçar a Rússia e de esconder “armas pesadas”: “São responsáveis pelo neonazismo na Europa e pelo derramamento de sangue. Temos informações sobre a existência de armas pesadas em cidades grandes, como Kiev. Eles planejam atuar em oposição às forças russas, agindo como agem os terroristas.”

Segundo inforações, o presidente estaria disposto a negociar com a Ucrânia e indicou que aceitaria status neutro na política internacional .

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iG Último Segundo



EUA afirmam que Rússia pode invadir Ucrânia a qualquer momento

Antony Blinken, secretário de Estado dos Estados Unidos, disse que invasão pode acontecer antes mesmo do fim da Olimpíadas de Inverno

Antony Blinken, secretário de Estado dos Estados Unidos
Reprodução

Antony Blinken, secretário de Estado dos Estados Unidos

Antony Blinken, secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou nesta sexta-feira (10) que a Rússia pode invadir a Ucrânia “a qualquer momento”. Segundo o secretário, isso pode acontecer antes mesmo do fim das Olimpíadas de Inverno, no dia 20 de fevereiro.

“Estamos em uma janela em que uma invasão pode começar a qualquer momento – e para deixar claro, isso inclui durante as Olimpíadas […] Estamos a ver sinais muito preocupantes da escalada russa, incluindo novas forças que chegam à fronteira ucraniana”, disse Blinken, ao lado de líderes da Índia, Japão e Austrália.

A fala foi feita após imagens de satélites publicadas por uma empresa privada americana mostrarem novas implantações militares russas em áreas próximas à Ucrânia.

Ontem (10), Joe Biden pediu para que os estadunidenses deixem a Ucrânia nas próximas “24 a 48 horas”. Ele afirmou que o país não resgatará civis caso a Rússia realize a invasão.

“Não é como se estivéssemos lidando com uma organização terrorista. Estamos lidando com um dos maiores exércitos do mundo. É uma situação muito diferente, e as coisas podem escalar rapidamente”, afirmou.

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Rússia inicia exercícios militares na Bielorrússia, perto da Ucrânia

Manobras reúnem, segundo a Otan, 30 mil militares, e seriam as maiores em solo bielorrusso desde o final da Guerra FriaRússia inicia exercícios militares na Bielorrússia, perto da Ucrânia

Reprodução

Rússia inicia exercícios militares na Bielorrússia, perto da Ucrânia

Em meio às tensões envolvendo supostos planos russos para invadir a Ucrânia, o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, participou nesta quinta-feira do início de uma série de exercícios militares na Bielorrússia, país aliado ao Kremlin e que também faz fronteira com o território ucraniano.

As manobras, chamadas de “Resolução Aliada” e com término previsto para o dia 20 de fevereiro, devem reunir 30 mil militares, além de blindados, tanques e aeronaves, e são apontadas pela Otan, a aliança militar liderada pelos EUA, como o maior deslocamento russo em solo bielorrusso desde o fim da Guerra Fria. Rússsia e Bielorrússia não divulgaram números.

As imagens divulgadas pelo Ministério da Defesa da Bielorrússia mostraram treinamentos com batalhões de paraquedistas, disparos de tanques e desembarque de tropas em helicópteros, simulando ataques contra forças “inimigas”. De acordo com a apresentação oficial das manobras, “os militares trabalharão para repelir agressões externas, combater o terrorismo, aprimorar suas habilidades de defesa das fronteiras, cortar canais de entrega de armas e encontrar e neutralizar falsos sabotadores”. Autoridades dos dois países não escondem que os exercícios são uma resposta ao que veem como aumento da presença da Otan na região.

O canal de TV Zvezda (“Estrela”), ligado ao Ministério da Defesa russo, destacou o uso dos caças Yakovlev Yak-130 e Sukhoi Su-25, além de drones de reconhecimento e ataque.

“Faremos uma grande avaliação do que foi feito na fase de preparação de exercícios. Mas você notou, com razão, que a primeira etapa, a transferência de grandes agrupamentos de tropas e equipamentos, está em fase de conclusão”, afirmou Shoigu, em diálogo com o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, citado pela Zvezda TV.

No encontro, ele confirmou o apoio de Moscou a Minsk, revelou que os dois países farão cerca de 20  exercícios militares ao longo de 2021 e completou afirmando que a Rússia ajudaria o país a se opor à “linha destrutiva do Ocidente”.

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Agência O Globo



Joe Biden classifica Putin como assassino e promete retaliação contra a Rússia

Relatórios da inteligência americana mostram que presidente russo tentou interferir nas eleições contra o democrata

Joe Biden e Vladimir Putin
Alexander Zemlianichenko/Reprodução

Joe Biden e Vladimir Putin

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden , teceu críticas contra o mandatário russo, Vladimir Putin, em entrevista divulgada nesta quarta-feira (17).

“Você conhece Vladimir Putin, você pensa que ele é um assassino?”, pergunta o entrevistador. “Eu penso”, responde Biden, completando dizendo que acredita que o russo é uma pessoa sem alma.

Na última terça (16), relatório divulgado pelo serviço de inteligência americano indicou que Rússia e Irã tentaram atrapalhar o processo eleitoral,  mas não obtiveram sucesso.

“Amplas campanhas russas e iranianas visando múltiplos setores críticos de infraestrutura comprometeram a segurança de várias redes que administravam algumas funções eleitorais”, revelam agências do governo estadunidense, segundo a AFP.

Os mandatários russo e americano se encontraram publicamente pela primeira vez após as eleições em janeiro deste ano. E já neste encontro, Biden teria comunicado Putin que haveria ‘troco’ pela ação.

“Ele vai pagar um preço. Tivemos uma longa conversa. Eu o conheço relativamente bem. Quando a conversa começou, eu disse ‘você me conhece, e eu te conheço; se eu decidir que isso aconteceu, então se prepare’”, declarou, sem especificar de qual forma seria a retaliação, seja diplomática ou militarmente. “Você saberá em breve”, completa de forma enigmática o democrata.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Ig




Rússia atinge novo recorde diário de mortes provocadas por Covid-19

 

Desde que a doença começou a se propagar no território russo, já foram contabilizadas 40.464 vítimas

Foto: Reprodução/Internet

Além disso, nas últimas 24 horas, houve a notificação de mais 26.492 casos de infecção, sendo que 6.524 se referem à capital da Rússia

A Rússia registrou, nesta terça-feira (1°), mais 569 mortes provocadas pela Covid-19, o que representa a quantidade mais alta em um mesmo dia, desde o início da pandemia.

Dessa forma, desde que a doença começou a se propagar no território russo, já foram contabilizadas 40.464 vítimas. Além disso, nas últimas 24 horas, houve a notificação de mais 26.492 casos de infecção, sendo que 6.524 se referem à capital da Rússia, Moscou, epicentro local da pandemia.

Ao todo, já são mais de 2,29 milhões de positivos confirmados para o novo coronavírus (Sars-CoV-2), o que coloca o país como o quarto mais afetado no mundo, atrás apenas de Estados Unidos, Índia e Brasil.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 1,8 milhões de pessoas conseguiram superar a infecção pelo novo coronavírus, sendo que 24.763 dessas altas foram registradas ao longo desta segunda-feira.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Ig




Avião militar cai na Ucrânia e 22 pessoas morrem

 

Autoridades ainda investigam as causas da queda. Há desaparecidos.

Soldados guardam destroços de aeronave militar que caiu na Ucrânia nesta sexta (25) — Foto: Sergey Bobok/AFP

queda de um avião militar no leste da Ucrânia nesta sexta-feira (25) deixou 22 pessoas mortas e outras duas gravemente feridas, anunciou o Ministério do Interior ucraniano. A maioria das vítimas era de cadetes do Instituto da Força Aérea. Quatro estão desaparecidos.

Nas imagens divulgadas pelas autoridades nas redes sociais, o avião Antonov An-26 foi visto parcialmente destruído e tomado por chamas, próximo a uma estrada. Fotos compartilhadas pelos serviços de emergência mostram bombeiros jogando água nos destroços.

“Uma terrível tragédia”, lamentou no Facebook o presidente Volodymyr Zelensky, que anunciou que viajará ao local no sábado.

O presidente ordenou “a criação de uma comissão governamental urgente para esclarecer as circunstâncias e as causas” da catástrofe.

O acidente

Destroços de avião que caiu na Ucrânia nesta sexta-feira (25) — Foto: Sergey Bobok/AFP

O avião de transporte militar Antonov An-26 caiu ao pousar por volta das 20h50, no horário local (14h50 no horário de Brasília), a dois quilômetros do aeroporto militar de Chugev, segundo o Serviço de Estado para situações de emergência. A aeronave pegou fogo após o acidente e o incêndio foi apagado uma hora depois.

A cidade de Chugev fica a cerca de 30 quilômetros a sudeste de Khakiv e 100 quilômetros a oeste da linha de frente que separa os territórios sob controle do governo ucraniano dos que estão sob controle de separatistas pró-Rússia.

“De acordo com informações preliminares, foi um voo de treinamento”, disse a presidência ucraniana em nota. Nos últimos anos, vários aviões militares caíram na Ucrânia durante voos de treinamento.

O Antonov An-26 é uma aeronave de transporte leve concebida na Ucrânia nos tempos soviéticos. Com um comprimento de 24 metros, pode voar a 440 km/h nas condições ideais.

www.reporteriedoferreira.com.br Por France Presse




China, Cuba e Rússia avançam na produção da vacina contra a Covid

 

“Os principais veículos de comunicação do mundo propiciam diariamente uma enxurrada de informações – e fazem proselitismo – sobre as vacinas em desenvolvimento nos EUA e Reino Unido, ao passo que desinformam, omitem e tergiversam sobre experiências promissoras como são as das vacinas chinesas, a russa e a cubana”, escreve o jornalista José Reinaldo Carvalho, editor internacional do Brasil 247

(Foto: ChinaDaily)

247 – Por José Reinaldo Carvalho, do Jornalistas pela Democracia – O mundo se aproxima de maneira assustadora de 30 milhões de casos da covid-19, e de um milhão de mortos. Neste sábado (4), os dados oficiais da Organização Mundial de Saúde indicam 26.622.706 de casos confirmados e 874.708 mortes.

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Em tal cenário, passa ao primeiro plano das medidas de prevenção, controle e combate à doença a descoberta e a produção em larga escala de uma vacina que seja a um só tempo segura e eficaz, com capacidade plena de imunização.

A mobilização para alcançar tal objetivo deve ser total. Governos, organizações multilaterais, a comunidade científica, agentes econômicos, a sociedade em geral devem mancomunar esforços para cumprir o sagrado dever da defesa da vida. Nesse quadro, merecem condenação veemente ações negacionistas de governantes, baseados em concepções retrógradas e obscurantistas, que de alguma maneira opõem restrições à vacinação, como fez o ocupante do Palácio do Planalto.

Contra essas concepções e atitudes, valem a ciência e a cooperação internacional. É o que salva vidas, enquanto à retórica negacionista está reservada o lixo da história.

“Neste momento, 172 economias estão envolvidas em conversas para potencialmente participar do Covax, uma iniciativa global que tem o objetivo de trabalhar com fabricantes de vacinas para fornecer aos países em todo o mundo o acesso equitativo a vacinas seguras e eficazes assim que licenciadas e aprovadas”, assinala um informe da Opas Brasil, vinculada à Organização Mundial de Saúde.

O mundo tem hoje em desenvolvimento cerca de 170 candidatas a vacina contra a covid, 24 delas em fase de testes clínicos em humanos. São dados promissores, que despertam esperança e confiança. Há uma fundada expectativa de que o aziago ano de 2020 termine com algumas dessas vacinas já aprovadas e em condições de distribuição maciça. Ou no mais tardar, nos primeiros meses de 2021. Entre estas, destacam-se as vacinas chinesas, a russa e, em uma primeira escala de desenvolvimento, a cubana.

Em um mundo globalizado, marcado por feroz competição de mercados e por hegemonia, a corrida pela vacina é parte integrante do cenário econômico e geopolítico.

Esta corrida vem desde janeiro, quando apareceram as primeiras mortes e os casos de infecção pelo novo coronavírus se multiplicaram e cresceram em flecha.

Os Estados Unidos difundem que sua vacina ficará pronta no mês de outubro. De olho na reeleição, Donald Trump promete valer-se da capacidade tecnológica da gigante farmacêutica Pfizer para promover a vacinação da população estadunidense. A empresa, por seu turno, apresta-se a comparecer no mercado e ganhar bilhões de dólares com a venda da vacina.

No vértice do sistema capitalista, outra vacina que aparece com perspectivas de sucesso imediato é a desenvolvida em conjunto pela Universidade de Oxford e a farmacêutica Astrazeneca. O instituto científico brasileiro Fiocruz tem um convênio para sua produção em nosso país.

Os principais veículos de comunicação do mundo propiciam diariamente uma enxurrada de informações – e fazem proselitismo – sobre essas duas vacinas em desenvolvimento, ao passo que desinformam, omitem e tergiversam sobre experiências promissoras como são as das vacinas chinesas, a russa e a cubana.

Apenas na sexta-feira (4), após a publicação de um estudo na renomada revista científica Lancet, a vacina russa Sputnik V ganhou “foro de cidadania” global entre as vacinas candidatas, segundo esses veículos de comunicação.

A revista reconheceu que a vacina russa induziu resposta imune e não teve efeitos adversos. Mesmo assim, a cobertura dos meios de comunicação brasileiros, principalmente os canais de TV abertos e fechados, demonstraram má vontade, apontando mais lacunas do que os aspectos comprovadamente positivos da Sputnik V. Os resultados dos estudos preliminares apontam para o avanço da pesquisa e dos ensaios clínicos, que entram em sua fase 3, que incluirá testes clínicos com mais de 40 mil voluntários, 10 mil dos quais no Brasil, a partir de convênio com o governo do Paraná.

O país que mais avançou até agora na pesquisa e produção da vacina contra a covid foi a China. Quatro vacinas chinesas estão na terceira fase de testes clínicos internacionais, uma parte destes também no Brasil, a partir de uma parceria entre a farmacêutica chinesa Sinovac-Biotech com o Instituto Butantan, de São Paulo.

Desde o mês de julho, o país asiático iniciou oficialmente o uso de emergência de duas vacinas contra a covid, o que é um indicador de sua segurança e eficácia.

As expectativas da humanidade para com a vacina chinesa se relacionam não apenas com as possibilidades de êxito no seu desenvolvimento, produção, mas também com o acesso, que será facilitado. O presidente chinês Xi Jinping prometeu solenemente durante a 73ª conferência da Organização Mundial de Saúde, em maio, que a vacina chinesa será “bem comum de toda a humanidade”.

Merece ainda destaque o anúncio feito nos últimos dias dos êxitos de Cuba no desenvolvimento da vacina contra a covid, já denominada Soberana 01, que entrou na primeira fase de testes clínicos. É a vacina mais adiantada na região da América Latina e Caribe, que poderá resultar não somente na imunização da população da ilha, mas numa contribuição no combate à covid em toda a região.

Assim, China, Cuba e Rússia, três países que se destacam no cenário internacional pela defesa que fazem da autodeterminação das nações e povos, ao obterem êxitos com a produção da vacina ajudam a humanidade a vencer o transe que está vivendo.

www.reporteriedoferreira.com.br  /Brasil 247