STF forma maioria para manter condenação de Bolsonaro

Com votos de Alexandre de Moraes, relator, Flávio Dino e Cristiano Zanin, recurso da defesa do ex-presidente foi rejeitado

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no julgamento de 11 de setembro
STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no julgamento de 11 de setembro

A  Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)  formou maioria para rejeitar o recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e manter sua condenação a 27 anos e 3 meses de prisão.

Além de Alexandre de Moraes, relator, também votaram nesse sentido os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, no julgamento que começou nesta sexta-feira (7).

Sete condenados no julgamento dia 11 de setembro, entre eles Bolsonaro, réus do chamado núcleo 1 ou núcleo crucial da trama golpista, utilizaram os chamados embargos de declaração para questionar suas condenações.

Os ministros julgam no plenário virtual e os votos podem ser inseridos no sistema eletrônico até o dia 14 de novembro.

A defesa do ex-presidente alega omissões, contradições e obscuridades nos votos que o condenaram a 27 anos e 3 meses, em regime fechado. Também alega falta de provas que o relacionem Bolsonaro ao plano para matar autoridades, o plano Punhal Verde e Amarelo. 

Os votos

Relator do caso, Alexandre de Moraes foi o primeiro a votar e rejeitar o recurso, afirmando que não há qualquer omissão no cálculo da pena aplicada ao ex-presidente. Segundo ele, os fundamentos da condenação foram expostos de forma clara e detalhada.

Na sequência, votou Flávio Dino, que seguiu o voto de Moraes, alegando que todas as questões apresentadas pela defesa já tinham sido examinadas no julgamento principal e nas fases anteriores do processo.

Na sequência, apresentou seu voto, também rejeitando o recurso, o ministro Cristiano Zanin.

Ele justificou sua posição alegando que o Ministério Públic o deve ter legitimidade para promover a liquidação e execução coletiva das sentenças genéricas que versem sobre direitos individuais homogêneos, sempre que houver interesse social e quando for possível realizar a liquidação sem a necessidade de dados ou documentos adicionais das vítimas.

O ministro ressaltou que a interpretação restritiva da legislação, que exigiria liquidações individuais em todos os casos, “cria entraves desarrazoados para a tutela efetiva dos direitos das vítimas e compromete a eficiência da jurisdição”.

“A liquidação coletiva é instrumento de racionalização e de justiça social. Ela evita que cada vítima tenha de ingressar individualmente com ações, o que tornaria o processo ineficaz e desigual. O Ministério Público, ao agir de forma coletiva, garante que a reparação chegue a todos, sobretudo aos mais vulneráveis”, afirmou Zanin em seu voto.

Falta votar a ministra Carmem Lúcia.  Como Luiz Fux mudou para a Segunda Turma, o colegiado está com apenas quatro ministros.

Além de Bolsonaro, também tiveram os recursos negados o ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022, Walter Braga Netto;  Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;  Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);  Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Mauro Cid , ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e tirou a tornozeleira eletrônica.

Desfecho

Para que os condenados iniciem cumprimento de pena, a Turma precisa rejeitar os embargos e ainda dar espaço para o que se chama de segundos embargos.

Só após a publicação do acórdão da decisão e do trânsito em julgado, eles poderão iniciar a execução de suas penas.

Atualmente, Bolsonaro está em prisão domiciliar cautelar em função de outra investigação, a do inquérito que apura coação, com o filho deputado federal  Eduardo Bolsonaro (PL/SP), no caso do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

A expectativa é que o ex-presidente inicie a execução de sua pena em regime fechado, no presídio da Papuda, em Brasília, ou em uma sala especial na Polícia Federal. A decisão final será de Alexandre de Moraes.

Os demais condenados são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda.




Relator da reforma administrativa apresenta roteiro de trabalho

Arthur Lira – (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Os trabalhos da comissão especial que vai analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/20 que trata da reforma administrativa começaram hoje (16) com a apresentação de um roteiro de trabalho do relator Arthur Maia (DEM-BA), que propôs a realização de 12 audiências públicas sobre o tema.

Os deputados aprovaram ainda uma série de requerimentos com convites a autoridades para debater a proposta, entre elas o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Inicialmente, dois requerimentos, apresentados por deputados da oposição queriam a convocação de Guedes, mas foi firmado um acordo e a convocação, cuja presença é obrigatória, foi transformada em convite, em que a presença é opcional.

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que Guedes vai comparecer ao colegiado, possivelmente na próxima semana. “O ministro virá à comissão. Virá com prazer e ele fez já esse debate na CCJ”, disse.

A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que havia subscrito um dos requerimentos de convocação, disse que o partido ia aceitar o acordo, desde que Guedes se comprometesse a responder todas as dúvidas dos parlamentares. “Nós, por ora, topamos transformar a convocação em convite, tendo em vista que o líder do governo se prontificou a garantir uma data da vinda do ministro nessa comissão. Mas é importante registrar que o ministro precisa cumprir com o compromisso de responder as perguntas de todos os deputados e ficar até o final da reunião. Vimos em outras vezes ele se levantar e não responder ao conjunto das perguntas”, disse a parlamentar.

Além de Guedes, os deputados pretendem realizar diversas audiência públicas para debater o impacto da reforma sobre os serviços públicos federais, inclusive na educação pública e também sobre os serviços públicos incumbidos do enfrentamento de situações de emergência e calamidades públicas, em particular da pandemia de covid-19.

Também serão chamados representantes de diversas categorias, a exemplo da segurança pública, Receita Federal, Judiciário, profissionais da educação, entre outros, além de representantes sindicais. A comissão também aprovou o pedido de informações sobre a reforma a órgãos do governo e deve realizar ainda seminários estaduais para debater o tema.

O relator tem o prazo mínimo, de dez sessões, e máximo, de 40 sessões, contadas a partir da data de instalação do colegiado, para proferir seu parecer. A comissão foi instalada na quarta-feira (9) da semana passada. O prazo para apresentação de emendas será de dez sessões, contado a partir de quinta-feira (10) passada. Cada emenda terá de ser assinada por 171 deputados.

www.reporteriedoferreira.com.br    Agência Brasil




Lira escolhe relator favorável à prisão de Daniel Silveira; centrão deve manter

Deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) publicou ontem (17) um vídeo em que defende a prisão do parlamentar; expectativa é que a Casa mantenha a prisão de Silveira

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) será o relator do caso Daniel Silveira; deputado é favorável à manutenção da prisão
Fotos Públicas

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) será o relator do caso Daniel Silveira; deputado é favorável à manutenção da prisão

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), escolheu o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) como relator da votação que acontecerá amanhã (19) para decidir se a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) será ou não mantida.

Em suas redes sociais, o parlamentar do PSDB já publicou um vídeo se mostrando à favor do deputado bolsonarista, que foi preso terça-feira por defender o AI-5 e incitar violência contra ministros do  Supremo Tribunal Federal (STF).

“A conduta do parlamentar foi inadmissível e inaceitável, porque não se pode conceber que, a pretexto de se estar usando a liberdade de expressão, você possa injuriar e difamar quem quer que seja, mesmo que você não concorde com decisões do ministro do Supremo”, disse Carlos Sampaio em vídeo publicado ontem (17).

“Não se pode conceber que, a pretexto dessa mesma liberdade, você venha a incitar movimentos antidemocráticos e mais do que isso o uso da violência e da ameaça para constranger ministros da mais alta corte do nosso país”, continua.

 Daniel Silveira (PSL), preso por incitar violência ao STF e por defender o AI-5
O Antagonista

Daniel Silveira (PSL), preso por incitar violência ao STF e por defender o AI-5

Centrão deve seguir o relator

A expectativa é que a ampla maioria da Casa vote pela manutenção da prisão do parlamentar. Segundo apuração da CNN Brasil, apenas PSL, Podemos, Pros, Novo e PSC se manifestaram contra a prisão do deputado.

Dessa forma, o cálculo é de que cerca de 350 parlamentares votarão para que Silveira continue preso.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Ig




Adiado para a próxima-quinta-feira,27 votação de ação que pede a inelegibilidade de Ricardo Coutinho

Na noite desta quinta-feira, 18, em sessão remota foi realizado o julgamento referente às Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que pede a inelegibilidade do ex-governador Ricardo Coutinho(PSB) acusado por suposto abuso de poder político em 2014 período de sua sua reeleição ao governo do Estado da Paraíba. O respectivo julgamento foi adiado para a próxima quinta-feira,27 por determinação do ministro Luis Roberto Barroso, presidente do TSE.

O advogado Harrison Targino, um dos responsáveis pela ação, disse que a motivação do recurso foi o abuso de poder político através da exoneração e contratação de prestadores de serviços durante o micro processo eleitoral, além da demissão de servidores comissionados no mês de abril de 2014: “Foram demitidas mais de 3.800 pessoas para depois contratá-las mediante acordos políticos. Além disso, foram concedidas bolsas desempenho para algumas categorias com o objetivo de conseguir apoio eleitoral”, disse o advogado.

Fernando Neves, contudo, alegou que não houve ilegalidade nas demissões e contratações que teriam sido feitas em quantidade ínfima em relação ao universo de servidores públicos estaduais. Já os advogados de Lígia Feliciano sustentaram que ela não deveria receber qualquer punição porque em 2014 não tinha cargo no Governo e figurou tão somente como candidata.

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