Socorro Gadelha, entregou Secretaria de Habitação após ser excluída da disputa à Prefeitura de João Pessoa

 

A secretária de Habitação de João Pessoa, Socorro Gadelha, e ex-pré-candidata à Prefeitura da Capital pediu demissão do cargo ao prefeito Luciano Cartaxo (PV).

Chegou a ser anunciado na semana passada o retorno dela à pasta após a escolha da ex-secretária de Educação, Edilma Freire, como pré-candidata de Cartaxo à PMJP.

A reunião entre Socorro e o prefeito foi na manhã desta segunda-feira(03) e a saída dela da gestão municipal vai ser publicada no Semanário Oficial do Município.

Um dos quatro nomes à disposição de Cartaxo para representar o PV nas eleições deste ano, Socorro agora vai se dedicar a uma empresa de consultoria em gestão pública e não deve participar da pré-campanha.

A saída de Socorro assim como o distanciamento de Diego Tavares, que respondia pela secretaria de Desenvolvimento Social do município, se deram por causa do processo de escolha da pré-candidatura do PV à prefeitura da capital, que recaiu sobre a ex-secretária de Educação, Edilma Freire, concunhada do prefeito.

Socorro, Diego, Edilma e mais Daniella Bandeira (Planejamento) haviam deixado os cargos que ocupavam na prefeitura para participar de uma espécie de competição interna para saber quem conseguiria o apoio do prefeito para disputar a eleição municipal. Na quinta-feira passada, Edilma Ferreira foi anunciada como pré-candidata. Apesar de não terem falado sobre o assunto, comenta-se que os demais ficaram chateados com a forma como o processo foi conduzido.




Luciano deve anunciar Edilma Freire como pré-candidata do PV a prefeita de JP na quarta-feira(29)

 

Foto: Divulgação/Marketing e Mídia

O prefeito Luciano Cartaxo deve anunciar oficialmente, na próxima quarta-feira (29), o nome da ex-secretaria municipal de educação, Edilma Freire, como pré-candidata a prefeita de João Pessoa pelo PV. A revelação foi feita, no início da tarde desta sexta-feira (24), pelo jornalista Clilson Júnior, durante o programa de rádio “Arapuan Verdade”.

A decisão de Cartaxo já teria sido comunicada aos ex-secretários Diego Tavares, Daniella Bandeira e Socorro Gadelha, que deixaram seus cargos na gestão municipal, como manda a legislação eleitoral, para serem opções do prefeito com possibilidades de disputar a majoritária em João Pessoa.

As informações de bastidores dão conta, inclusive, que Diego, Daniella e Socorro poderão retornar à administração municipal.

 




Com Centrão, Bolsonaro tem base de 206 deputados para barrar impeachment

Ao fechar acordo com o Centrão, Bolsonaro garantiu uma base governista de 206 deputados na Câmara dos Deputados. Eles são suficientes para barrar um eventual processo de impeachment. Com 172 votos, ele já fica livre do processo

Jair Bolsonaro e Câmara dos Deputados
Jair Bolsonaro e Câmara dos Deputados (Foto: Marcos Corrêa/PR | Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)

247 – Com a entrega de cargos ao Centrão, Jair Bolsonaro tem uma base de pelo menos 206 aliados na Câmara, o que representa 40% do total de deputados. Juntos, os parlamentares são suficientes para barrar um eventual processo de impeachment ou uma denúncia contra ele -uma base de 172 deputados é suficiente para isso. Só não teriam capacidade para aprovar reformas sem o apoio de outros partidos ou de correligionários que resistem em apoiar o Executivo.

O líder do PP, deputado federal Arthur Lira (AL), arregimentou 129 parlamentares de dez partidos, de acordo com levantamento feito pelo jornal Valor Econômico. O parlamentar é cotado para substituir Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara a partir de 2021.

A base de Bolsonaro, com 206 deputados, é composta por 129 integrantes de partidos do Centrão, 43 parlamentares de sete partidos alinhados com Rodrigo Maia e 34 filiados ao PSL.

Desde março, o presidente da Câmara e líderes partidários estão cumprindo um acordo de priorizar a votação de propostas sobre o combate ao coronavírus. São pautas com voto favorável até da oposição. Mas ainda não há consenso, por exemplo, sobre por quanto tempo e qual deve ser o valor das novas parcelas do auxílio emergencial criado para combater os efeitos da crise. Maia demonstrou ser favorável a prorrogar o benefício por dois meses, com duas parcelas de R$ 600. O governo quer uma redução escalonada, com três parcelas, de R$ 500, R$ 400 e R$ 300.

Ao todo, 73 parlamentares querem independência em relação ao Palácio do Planalto nesses partidos. Eles fazem parte dos seguintes partidos: PP, PSD, Solidariedade, Republicanos, PTB, PL, Pros, PSC, Patriota e Avante. Já deputados do MDB, do DEM e do PSDB, por exemplo, sinalizam alinhamento ao governo.

A aproximação entre Bolsonaro e os partidos do Centrão ocorre em meio às dificuldades de governabilidade e de retomada do crescimento econômico. Também vale ressaltar que avançaram envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

O Supremo Tribunal Federal investiga, ainda, acusações do ex-ministro Sérgio Moro de que Bolsonaro tentou intervir na Polícia Federal. Outra linha de investigação é o inquérito das fake news, que tem como um dos principais alvos o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

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