Putin diz que não participará da cúpula do G20 no Rio após mandado de prisão

Confirmação vem em meio à ameaça de prisão devido a um mandado do Tribunal Penal Internacional, do qual o Brasil é signatário

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Ansa

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Putin garante ter relação amigável com Lula
AFP

Putin garante ter relação amigável com Lula

O presidente da Rússia,  Vladimir Putin, afirmou que não participará da cúpula de líderes do G20  no Rio de Janeiro, em 18 e 19 de novembro, em meio à  ameaça de prisão devido a um mandado do Tribunal Penal Internacional (TPI), do qual o Brasil é signatário.

“Tenho uma relação amigável com Lula. Eu iria lá de propósito para violar a decisão e arruinar a cúpula? Não”, disse Putin à CNN Brasil, durante um encontro com jornalistas em Moscou. No entanto, o líder do Kremlin garantiu que o governo russo “terá um representante” na reunião.

Em 2023, o TPI, sediado em Haia, emitiu uma ordem de prisão contra Putin por crimes de guerra ligados à deportação forçada de crianças da Ucrânia para a Rússia.

Em entrevista no último domingo, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, havia admitido que o presidente russo poderia ser preso caso viesse para a cúpula do G20.




Putin telefona para Lula e discute conflito contra Ucrânia

Presidente russo manifestou solidariedade no enfrentamento dos incêndios florestais

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GPS Brasília

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Putin telefona para Lula e discute conflito contra Ucrânia
Henrique Neri

Putin telefona para Lula e discute conflito contra Ucrânia

Vladimir Putin telefonou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (18) e o presidente russo manifestou solidariedade ao Brasil no enfrentamento dos incêndios florestais” que têm afetado o país em meio a uma seca histórica.

Durante o telefonema, os dois presidentes também “conversaram sobre a reunião e os temas que serão debatidos na cúpula dos BRICS, mês que vem, em Kazan, e as relações bilaterais entre os dois países”. Além disso, também discutiram a proposta de paz do Brasil e China para a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que já acontece há 2 anos e 6 meses.

Durante entrevista publicada na semana passada pelo portal Metrópoles, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a proposta é “destrutiva” e não passa de uma “declaração política”.

“Não nos perguntaram nada. E a Rússia aparece e diz que apoia a proposta do Brasil e da China. Nós não somos tolos. Pra que serve esse teatro? Ou seja, vocês falaram com a Rússia sobre uma iniciativa, apresentaram esta iniciativa e disseram: ‘essa é a nossa proposta’. Bem, definitivamente não se trata de justiça, não se trata de valores. Definitivamente é uma falta de respeito à Ucrânia. Não somos tolos”, afirmou Zelensky.

Zelensky ainda disse que o Brasil seria pró-Rússia, e que não seria necessário fortalecer a posição da Ucrânia antes de qualquer tipo de negociação futura para o fim do conflito

“Eu disse a Lula e ao lado chinês: ‘vamos sentar juntos, vamos conversar’. Voces não são nossos inimigos. Por que você de repente decidiu que deveria ficar ao lado da Rússia? Ou estar em algum lugar no meio? Qual é esse ponto de vista? No meio do quê? Não estamos lutando no meio. Não estamos lutando na fronteira. Estamos lutando nas nossas terras. Devemos parar os russos”, finalizou Zelensky.

Em resposta, o Itamaraty, quando procurado pela CNN, declarou que o “governo brasileiro tem reiterado, de forma clara e inequívoca, sua condenação à invasão russa do território ucraniano na Organização das Nações Unidas e em outros foros multilaterais, inclusive nos BRICS”.

O governo brasileiro defendeu “o diálogo e uma solução pacífica” para a guerra, e disse que o texto proposto em parceria com a China é um esforço de contribuir pela volta do diálogo. “Os elementos propostos sugerem princípios básicos que poderiam ser considerados na consolidação de eventual processo negociador”, conclui o Itamaraty.

Proposta de paz do Brasil e China

O texto propõe uma negociação direta entre Rússia e Ucrânia por meio de três princípios, não expandir o campo de batalha; não escalar combates; e a não inflamação da situação. O Brasil e a China pedem pelo fim de bombardeamentos em infraestrutura civil e também a criação de uma zona segura entorno de usinas nucleares nos dois lados.

“As duas partes convidam os membros da comunidade internacional a apoiar e endossar os entendimentos comuns, mencionados acima, e a desempenhar, conjuntamente, um papel construtivo em favor da desescalada da situação e da promoção de conversações de paz”, pontuam os dois países.

“1. As duas partes apelam a todos os atores relevantes a observarem três princípios para a desescalada da situação, a saber: não expansão do campo de batalha, não escalada dos combates e não inflamação da situação por qualquer parte.

  1. As duas partes acreditam que o diálogo e a negociação são a única solução viável para a crise na Ucrânia. Todos os atores relevantes devem criar condições para a retomada do diálogo direto e promover a desescalada da situação até que se alcance um cessar-fogo abrangente. O Brasil e China apoiam uma conferência internacional de paz realizada em um momento apropriado, que seja reconhecida tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia, com participação igualitária de todas as partes relevantes, além de uma discussão justa de todos os planos de paz.
  2. São necessários esforços para aumentar a assistência humanitária em áreas relevantes e prevenir uma crise humanitária de maior escala. Ataques a civis ou instalações civis devem ser evitados, e a população civil, incluindo mulheres, crianças e prisioneiros de guerra, deve ser protegida. As duas partes apoiam a troca de prisioneiros de guerra entre os países envolvidos no conflito.
  3. O uso de armas de destruição em massa, em particular armas nucleares, químicas e biológicas, deve ser rejeitado. Todos os esforços possíveis devem ser feitos para prevenir a proliferação nuclear e evitar uma crise nuclear.
  4. Ataques contra usinas nucleares ou outras instalações nucleares pacíficas devem ser rejeitados. Todas as partes devem cumprir o direito internacional, incluindo a Convenção de Segurança Nuclear, e prevenir com determinação acidentes nucleares causados pelo homem.
  5. A divisão do mundo em grupos políticos ou econômicos isolados deveria ser evitada. As duas partes pedem novos esforços para reforçar a cooperação internacional em energia, moeda, finanças, comércio, segurança alimentar e segurança de infraestrutura crítica, incluindo oleodutos e gasodutos, cabos óticos submarinos, instalações elétricas e de energia, bem como redes de fibra ótica, a fim de proteger a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais.”

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Putin compra briga com os EUA e agradece apoio da Coreia do Norte

Presidente da Rússia e Kim Jong-un se reuniram nesta quarta-feira (19) em Pyongyang

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Putin e Kim Jong-un durante encontro em Pyongyang
Mikhail METZEL

Putin e Kim Jong-un durante encontro em Pyongyang

Nesta quarta-feira (19), Vladimir Putin, presidente da Rússia, e Kim Jong-un, líder supremo da Coreia do Norte, se reuniram em Pyongyang. O russo comprou briga com os EUA ao afirmar que está lutando contra a hegemonia do país norte-americano e de países aliados.

Esta é a primeira viagem de Putin à Coreia do Norte em 24 anos. Antes da reunião, Putin participou de uma cerimônia de boas-vindas com a presença de militares e civis.

Após a cerimônia, Kim e Putin conversaram em tom amigável e de aliança. O presidente da Rússia agradeceu o apoio que ele destacou como “inabalável” do país asiático à política russa, inclusive no que diz respeito à Ucrânia.

Do lado dos EUA, os americanos deixam claro que temem a aproximação entre Rússia e Coreia do Norte, já que a “nova relação” poderia influenciar na possível contribuição dos russos para o programa nuclear e armamentista dos asiáticos.

O líder norte-coreano, por sua vez, avaliou que as relações entre Rússia e Coreia do Norte estão entrando em um período de mudanças positivas. Ainda durante a reunião, Putin fez questão de convidar Kim Jong-un para uma reunião em Moscou.




Navalny e Prigozhin: relembre destinos trágicos de opositores de Putin

Queda de avião, envenenamento e acidentes misteriosos ocorreram com opositores de Putin na Rússia ao longo dos últimos anos

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iG Último Segundo

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Melhor documentário - “Navalny”: O filme conta a história do líder da oposição ao governo Putin, Alexey Navalny. O político e ativista, que chegou a sofrer uma tentativa de envenenamento em 2020, foi condenado a nove anos de prisão na Rússia.
Reprodução: Flipar

Melhor documentário – “Navalny”: O filme conta a história do líder da oposição ao governo Putin, Alexey Navalny. O político e ativista, que chegou a sofrer uma tentativa de envenenamento em 2020, foi condenado a nove anos de prisão na Rússia.

Na manhã desta sexta-feira (16), foi confirmada a morte de Alexei Navalny, opositor do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Segundo as informações da agência de notícias Reuters, o ex-advogado estava preso na prisão de Yamalo-Nenets há cerca de três anos.

Navalny ganhou fama há dez anos quando satirizou a elite do presidente Putin. Ele ainda fez acusações de corrupção do governo russo. Até o momento, não há informações da causa da morte do ex-advogado.

Entretanto, essa não é a primeira morte suspeita de um opositor do chefe do governo russo. Em agosto de 2023, um jato executivo do grupo mercenário Wagner caiu em Tver, matando o chefe do grupo, Yevgeny Prigozhin , e o comandante do grupo paramilitar, Dmitry Utkin . O grupo se manifestou fortemente contra Putin sobre o desenrolar da guerra na Ucrânia. Ao todo, 10 pessoas estavam na aeronave.

Em 2013, o magnata russo e ex-autoridade do Kremlin,  Boris Berezovsky , foi morto em Londres. O magnata era um dos críticos mais ferozes da Putin. Ele chegou a ser exilado em 2000 assim que Putin chegou ao poder. Ele foi encontrado morto no banheiro de sua residência, com sinais de enforcamento. Na época, o Kremlin informou que Berezovsky teria escrito ao presidente russo pedindo perdão.

Também no Reino Unido, o ex-espião russo Serguei Skripal e sua filha, Yulia, foram inicialmente contaminados com um agente tóxico em 2018. Ambos foram encontrados inconscientes no banco de um parque na cidade. Segundo as autoridades britânicas, a Rússia teria sido a culpada do ataque. A toxina utilizada foi a Novichok, foi concebido pelo setor militar soviético há décadas.

Vladimir Kara-Murza , um jornalista e ativista que é formado no Reino Unido, foi vítima de dois envenenamentos misteriosos. O primeiro em 2014 e o segundo em 2017. Ele ficou em coma por conta dos ataques. Kara-Murza liderou, em 2011, os esforços da oposição para garantir sanções internacionais contra pessoas que violem os direitos humanos no país.




Mercenário do Wagner diz que ‘não fazia ideia’ de que participava de motim na Rússia

Combatente paramilitar relata à BBC que sua unidade só soube que participava de uma insurreição contra Putin ao acompanhar o noticiário no Telegram.

Militantes do Wagner em Rostov, durante o motim de 23 de junho; combatente diz à BBC que sua unidade não sabia que participava de uma insurreição (Foto: G1/GETTY IMAGES)

 

Um mercenário que participou da tentativa de motim contra o presidente russo Vladimir Putin afirma que ele e seus colegas combatentes “não tinham ideia” do que estava acontecendo naquele 23 de junho.

Foi o dia em que, em um intervalo de 24 horas, o líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, organizou uma insurreição e mandou suas tropas paramilitares à cidade russa de Rostov e depois em direção a Moscou. Mas horas depois, Pregozhin afirmou que esse avanço seria interrompido para evitar derramamento de sangue – os detalhes de o que levou à interrupção do motim não estão claros até hoje.

Combatentes do Wagner raramente falam à imprensa, mas o Serviço Russo da BBC conseguiu conversar com um comandante júnior que se viu no meio dos acontecimentos.

Gleb (nome fictício) já havia participado da luta na simbólica cidade de Bakhmut, no leste da Ucrânia. Quando o motim de junho começou, ele estava descansando com sua unidade, em um quartel na região ucraniana de Luhansk, ocupada pelos russos.

No início da manhã de 23 de junho, os combatentes receberam uma ligação para se juntarem a uma coluna de combatentes do Wagner que estava de saída da Ucrânia.

A ordem viera de um comandante do Wagner que Gleb pede para não identificar – mas que ele diz que estava cumprindo determinação direta de Prigozhin e do Conselho de Comando do Wagner.

“É um deslocamento total”, ele ouviu. “Estamos formando uma coluna, vamos embora.”

Gleb diz que ninguém foi informado sobre para onde iria a coluna, mas ele ficou surpreso em saber que ela estava se movendo na direção oposta à frente de batalha com a Ucrânia.

Os combatentes do Wagner não encontraram nenhuma resistência, diz Gleb, ao cruzarem a fronteira russa rumo a Rostov.

“Não vi nenhum guarda de fronteira”, ele diz. “Mas a polícia rodoviária nos saudou no caminho.”

Canais de Telegram associados ao Wagner mais tarde afirmaram que as patrulhas de fronteira haviam baixado suas armas quando os combatentes do Wagner apareceram, no posto de checagem de Bugayevka.

Quando se aproximaram de Rostov-on-Don, os combatentes receberam a ordem de render todos os prédios de agências de segurança na cidade e de ocupar o aeroporto militar local.

A unidade de Gleb foi ordenada a tomar controle dos escritórios regionais da agência de inteligência russa, a FSB. Quando eles se aproximavam do prédio, este parecia estar completamente trancado e esvaziado. Até que, meia hora depois, uma porta se abriu e duas pessoas saíram à rua.

“Eles nos disseram, ‘vamos fazer um acordo’”, afirma Gleb. “Eu respondi: ‘que acordo? Esta cidade é nossa’. Então apenas concordamos que um deixaria o outro em paz. Eles saíam para fumar de vez em quando.”

Jornalistas baseados em Rostov reportaram episódios parecidos em vários prédios governamentais da cidade e seus arredores. Os combatentes do Wagner primeiro voavam drones sobre os edifícios. Ninguém era autorizado a sair deles, mas serviços de entrega de comida eram permitidos.

Enquanto isso, Prigozhin estava no quartel-general do Distrito Militar Sul do Exército russo, em encontro com o vice-ministro de Defesa, general Yunus-bek Yevkurov, e com o também general Vladimir Alexeyev.

Prigozhin exigia que eles entregassem o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, e o comandante da ofensiva na Ucrânia, Valery Gerasimov – os quais Prigozhin criticava por suposta incompetência na guerra da Ucrânia.

Simultaneamente, outra coluna de combatentes do Wagner estava se movendo.

Gleb confirma relatos da imprensa de que essa coluna era liderada pelo fundador do Wagner, Dmitry Utkin, um ex-oficial das forças especiais russa que raramente é visto em público.

Essa coluna estava na rodovia principal rumo a Voronezh e, aparentemente, a caminho de Moscou.

Gleb, então, sabia quais eram as intenções e os planos de Prigozhin?

Na noite de 24 de junho, Gleb foi contactado por um de seus superiores, que ordenou, sem dar explicações, que ele e sua unidade regressassem à base em Luhansk. Nesse trajeto, eles acompanharam os acontecimentos pelo Telegram e souberam que Prigozhin havia sido alvo de acusações criminais – depois derrubadas – e seria enviado a Belarus (ele já regressou à Rússia, segundo o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko).

Daí, eles leram que os combatentes do Wagner não seriam responsabilizados por seu papel no motim por causa de seus “méritos de combate”, segundo o porta-voz e Putin, Dmitry Peskov.

Para Gleb e sua unidade, o futuro agora é incerto. Eles foram ordenados a permanecer no quartel em Luhansk e aguardar novas ordens.

Seus anfitriões – que são as autoridades da autodenominada República Popular de Luhansk, um grupo de militantes separatistas pró-Rússia – estão ansiosos em saber mais sobre os planos futuros e o que vai acontecer com seus equipamentos e munições, diz Gleb.

Questionado por que ele não abandona o Wagner, Gleb tem uma resposta simples: “meu contrato ainda não venceu”.




Motim de mercenários mostra ‘rachaduras’ na autoridade de Putin, avalia secretário dos EUA

Vladimir Putin. © Reuters/Russian Presidential Press Office

Por Jaroslav Lukiv, da BBC

O motim armado na Rússia mostra “rachaduras reais” na autoridade do presidente Vladimir Putin, disse o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken.

Ele afirmou à mídia americana que a rebelião de sábado dos combatentes do Grupo Wagner, liderado por Yevgeny Prigozhin foi um “desafio direto” a Putin, que o forçou a um acordo de anistia.

O acordo interrompeu a marcha do Grupo Wagner sobre Moscou. Os mercenários já haviam tomado duas grandes cidades russas.

Putin acusou o grupo de traição, mas todas as acusações foram retiradas posteriormente.

Sob o acordo, os combatentes de Wagner devem retornar às suas bases de campo e Prigozhin se mudar para a vizinha Bielorrússia, cujo líder Alexander Lukashenko esteve envolvido nas negociações do conflito na Rússia.

O paradeiro atual de Prigozhin, um ex-aliado de Putin, é desconhecido. Ele foi visto pela última vez em público saindo de Rostov-on-Don – uma das duas cidades do sul onde seus combatentes assumiram temporariamente o controle de instalações militares.

Representantes de Prigozhin disseram que ele responderia a perguntas da mídia “quando tiver meios de comunicação normais”, informou o site de notícias RTVI da Rússia na tarde de domingo. Não foram dados mais detalhes.

Enquanto isso, o presidente Putin não foi visto em público desde seu discurso nacional na TV na manhã de sábado, quando condenou o motim.

No domingo (25), Blinken disse à CBS, parceira de notícias da BBC nos Estados Unidos, que a rebelião de 24 horas na Rússia “levanta questões profundas, mostra rachaduras reais”.

Blinken, que também apareceu em vários outros programas de entrevistas nos EUA, disse que era “muito cedo” para prever o impacto que o motim poderia ter no Kremlin ou na invasão da Rússia à Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022.

“Se você colocar isso em contexto, 16 meses atrás, Putin estava às portas de Kiev, na Ucrânia, tentando tomar a cidade em questão de dias, para apagar o país do mapa”, disse Blinken à ABC.

“Agora, ele teve que defender Moscou, a capital da Rússia, contra um mercenário de sua autoria”, completou.

O diplomata dos EUA acrescentou que não queria “especular” sobre onde tudo isso poderia levar a Rússia e o presidente Putin.

A Rússia não comentou publicamente as declarações de Blinken.

O editor da BBC para assuntos da Rússia em Moscou, Steve Rosenberg, disse que o presidente Putin não parece ter saído mais forte dos eventos de sábado (24).

Ele justifica que essa visão sobre um Putin mais fraco ocorre porque o Grupo Wagner conseguiu assumir o controle de instalações militares em uma grande cidade russa com aparente facilidade e depois avançou em direção a Moscou, antes do acordo que suspendeu o motim.

E Prigozhin segue como um homem livre – apesar de ter tentado derrubar a liderança militar da Rússia.




Líder de milícia rompe com Putin e cria tensão na Rússia

Vladimir Putin reforçou a segurança em Moscou

Por

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Presidente da Rússia, Vladimir Putin
Kremlin – 18.05.2023

Presidente da Rússia, Vladimir Putin

Yevgeny Prigozhin, chefe do grupo mercenário Wagner, que integra o grupo de apoio a Rússia na guerra, rompeu com o governo Putin e expõe nesta sexta-feira (23) sua insatisfação. O posicionamento do líder fez com que os combatentes da organização se mobilizassem contra o presidente russo.

Na manhã de hoje, Prigozhin afirmou que o Ministério de Defesa da Rússia foi responsável pelos ataques contra acampamentos do grupo mercenário e garantiu que iria contra-atacar.

“Aqueles que destruíram nossos rapazes serão punidos. Peço que ninguém ofereça resistência. Somos 25 mil e vamos descobrir por que o caos está acontecendo no país”, disse. “Este não é um golpe militar. É uma marcha por justiça. Nossas ações não interferem de forma alguma nas tropas”.

O posicionamento repercutiu na Rússia e o Ministério da Defesa soltou uma nota para dizer que as acusações do ex-aliado de Putin eram mentirosas e “uma provocação informativa”. O órgão também relatou que o presidente do país tinha conhecimento do caso e estava tomando medidas.

Um dos serviços de segurança da Rússia abriu um processo criminal contra Prigozhin. Ele é acusado de incentivar um levante contra o governo russo. Caso seja condenado, pode pegar 20 anos de prisão.

Mercenários avançam contra governo russo

Mercenários começaram a se mobilizar nas ruas da Rússia e Moscou determinou reforço de segurança.

O vice-comandante da campanha russa na Ucrânia, general Sergei Surovikin, determinou que os milicianos voltassem para as suas bases e seguissem fiéis ao presidente Vladimir Putin. “O inimigo está apenas esperando que a situação política interna piore em nosso país”, afirmou.

“Pedimos aos combatentes do grupo Wagner para que não cometam um erro irreparável, parem quaisquer ações enérgicas contra o povo russo, não cumpram as ordens criminosas e traiçoeiras de Prigozhin e tomem medidas para detê-lo”, reforçou um dos serviços de segurança da Rússia.

Por Ig

 




Otan acusa Putin de usar inverno como “arma de guerra”

Presidente da Rússia, Vladimir Putin. Foto: EFE/Michael Klimentyev-Sputnik Kremlin

Por Deutsche Welle

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, alertou na terça-feira (29/11) que a Rússia pretende usar o inverno como uma “arma de guerra”.

Uma feroz campanha de bombardeios de mísseis russos vem afetando drasticamente a infraestrutura de energia da Ucrânia e deixando milhões de pessoas no escuro e sem aquecimento.

Durante a reunião da Otan em Bucareste, na Romênia, Stoltenberg afirmou que “a mensagem de todos nós será que devemos fazer mais” para ajudar a Ucrânia a reparar sua infraestrutura de gás e eletricidade, bem como fornecer defesa aérea para ajudar a Ucrânia a se proteger.

O chefe da Otan disse esperar que a Rússia realize mais ataques à rede elétrica da Ucrânia e alertou que a Europa deveria “estar pronta para mais refugiados”.

“A Rússia, na verdade, está falhando no campo de batalha. Em resposta a isso, agora ataca alvos civis (…) porque não pode ganhar território”, disse Stoltenberg na abertura da reunião da aliança transatlântica.

Ecoando esse sentimento, o secretário de Relações Exteriores britânico, James Cleverly, acusou Putin de atacar a infraestrutura civil e de energia “para tentar congelar os ucranianos em submissão”.

Uma fonte do governo dos Estados Unidos apontou que o governo do presidente Joe Biden reservou US$ 1,1 bilhão para gastos em redes elétricas na Ucrânia e na vizinha Moldávia, que sofre os efeitos da devastação.

A Rússia reconhece ter atacado a infraestrutura ucraniana, mas nega ter procurado deliberadamente ferir civis.

Mais defesa aérea

Os ministros se concentrarão em aumentar a assistência, como sistemas de defesa aérea e munições para a Ucrânia.

Os membros da Otan já enviaram bilhões de dólares em armas e equipamentos – médicos ou de telecomunicações – para a Ucrânia, mas o país pede mais recursos de defesa aérea, tanques e mísseis de longo alcance para repelir as forças russas.

No entanto, há crescente preocupação de que os estoques estratégicos de alguns países da Otan, especialmente de munições, estejam se tornando escassos após os envios para a Ucrânia.

Fontes da Otan insistem que a reunião em Bucareste mostrará a unidade da aliança transatlântica em seu apoio à Ucrânia. No entanto, a aliança não deve avançar com o pedido de adesão da Ucrânia ao bloco.

Stoltenberg insistiu que a “porta está aberta” para novos membros, mas acrescentou que o foco por enquanto é ajudar a Ucrânia contra a ofensiva russa.

Para além da guerra na Ucrânia, os ministros da Otan devem fazer um balanço dos progressos nas adesões da Finlândia e da Suécia, já ratificadas por 28 dos 30 países membros, mas ainda suspensas enquanto se aguarda o sinal verde da Turquia e da Hungria.




Putin afirma que mantém boas relações com Lula e Bolsonaro

O presidente russo disse ainda que aspira fazer com que a relação entre Rússia e Brasil se desenvolva mais

Por

iG Último Segundo

Putin, presidente da Rússia
Kremlin – 10.10.2022

Putin, presidente da Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin , afirmou, nesta quinta-feira (27) que mantém boas relações com os candidatos à Presidência no Brasil, Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) .

“Sabemos que eles [os candidatos] têm consenso na relação com a Rússia, apesar de situações difíceis dentro do país. Não interferimos em processos políticos internos”, afirmou o mandatário russo ao jornal Folha de S. Paulo .

Putin também mencionou que pretende desenvolver melhores relações com o Brasil.

“[O Brasil] é nosso parceiro mais importante na região, e assim continuará. Faremos tudo para que essas relações se desenvolvam mais”, disse o presidente russo.

As declarações de Putin ocorreram durante a sessão de encerramento da 19ª reunião anual do Clube Valdai, no Kremlin, que reúne pesquisadores, empresários e políticos internacionais.

Ainda, durante o evento, Putin afirmou que não utilizará de armas nucleares contra a Ucrânia, país que invadiu no dia 24 de fevereiro deste ano.

“Nunca dissemos nada proativamente sobre armas nucleares. Só usaríamos para defender a integridade de nosso território”, disse Putin, acrescentando que Kiev, capital da Ucrânia está planejando um ataque com uma “bomba suja”, material que dissipa radiação.

Segundo turno

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ), Lula terminou o primeiro turno com 48,43% dos votos (57.259.504), enquanto Bolsonaro marcou 43,20% (51.072.345). O vencedor do segundo turno das eleições , marcado para o próximo dia 30 de outubro, irá comandar o país por ao menos quatro anos, até o fim de 2026, assumindo o governo em janeiro de 2023.

A pesquisa Datafolha , divulgada nesta quinta-feira (27) , mostrou o ex-presidente à frente na disputa pelo Planalto com 49% dos votos. Já o atual chefe do Executivo, aparece com 44%.




Putin convoca 300 mil reservistas russos para guerra e faz ameaça nuclear

Foto: Kremlin.ru via Reuters

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez um pronunciamento, nesta quarta-feira (21), nas televisões russas convocando 300 mil reservistas a se juntarem aos demais militares na guerra que trava com a Ucrânia. Além disso, o líder do país anunciou que não teme o embate contra outros países e ressaltou a possibilidade de usar armas nucleares poderosas. Essa é a primeira vez desde a 2ª Guerra Mundial que a Rússia se mobiliza militarmente.

“Isto não é um blefe”, declarou Putin. “Vários representantes do alto escalão de países da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] falam da possibilidade e admissibilidade de usar armas de destruição em massa contra a Rússia. Falam até de ameaça nuclear. Quero dizer a quem diz isso que nosso país possui uma variedade de armas de destruição, algumas mais modernas até que as dos países da Otan”.

O discurso para a nação russa aconteceu durante uma contraofensiva da Ucrânia, que tenta responder aos ataques mais intensos que sofre desde fevereiro deste ano. Países europeus e Estados Unidos, todos da Otan, ajudaram o país contra as invasões russas e a recuperar 6000 km², como parte de um planejamento feito no mês passado pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Porém, essa iniciativa nuclear, por parte da Rússia, assustou não só o Ocidente, mas também a própria população, em especial a masculina. Nas últimas horas, houve um aumento muito grande de cidadãos que compraram passagens para sair do país e até mesmo as fronteiras estão travadas, com carros buscando uma rota de fuga. Além disso, diversos protestos estão irrompendo no país, com muitos afirmando que “não morreria por Putin”.

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