Após briga, jovem é empurrada de moto em movimento e morre ; namorado é preso

Uma jovem de 23 anos morreu após ser empurrada da moto em que estava com o namorado, na noite da última segunda-feira (16), em Baía da Traição, no Litoral Norte da Paraíba. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

A vítima, Rayla Cavalcante, chegou a ser socorrida para uma unidade de saúde após bater a cabeça no chão durante a queda, mas não resistiu aos ferimentos.

O suspeito, Renato Ferreira Salustino, de 24 anos, foi preso após a polícia identificar contradições em seu depoimento. Inicialmente, ele afirmou que a jovem teria caído acidentalmente. Em outra versão, alegou que os dois teriam passado por um buraco, provocando a queda.

De acordo com o delegado Sylvio Rabelo, responsável pelo caso, as investigações apontam que a jovem foi empurrada após uma discussão entre o casal.

Após a confirmação da morte, o corpo foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC) de Guarabira. Nesta terça-feira (17), familiares realizaram a liberação para velório e sepultamento.

O suspeito permanece detido na carceragem da Polícia Civil em Mamanguape, unidade responsável pela área de Baía da Traição.

Rayla deixou uma filha.




Apesar de revogação da prisão, vereador de Santa Rita seguirá preso

Mesmo com a decisão da juíza Vanessa Andrade Dantas Liberalino da Nóbrega, da 1ª Vara Mista de Santa Rita, de revogar a prisão preventiva do vereador Wagner Lucindo de Souza, o parlamentar deve seguir detido.

Na decisão de ontem, a magistrada havia relatado que, apesar de autorizar a liberdade de Wagner mediante a imposição de cautelares, com uso da tornozeleira eletrônica, ele só poderia deixar o presídio desde que não houvesse outro decreto prisional.

Acontece que em 26 de janeiro, a mesma juíza havia negado liberdade a Wagner em um outro inquérito que trata sobre homicídio qualificado. O advogado do parlamentar, Alberdan Coelho, em contato com o Portal MaisPB, informou que vai recorrer da segunda decisão.

“Ordem essa que é desnecessária, desarrazoável e desproporcional. E a defesa irá provar com a força do argumento o excesso”, citou o advogado.

Denúncia 

Em 2016, o vereador Wagner Lucindo de Souza foi denunciado em um processo que o acusava de tentativa de homicídio. De acordo com a denúncia, o então acusado teria efetuado três disparos de arma de fogo contra um homem, que foi socorrido com vida por policiais militares e encaminhado ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.

www.reporteriedoferreira.com.br/MaisPB




Justiça suspende benefícios vitalícios durante prisão de Bolsonaro

A Justiça Federal em Minas Gerais determinou nesta quarta-feira (10) a suspensão dos benefícios vitalícios concedidos a Jair Bolsonaro depois que ele deixou a presidência da República.

Com a decisão, assessores e veículos oficiais que foram colocados à disposição de Bolsonaro após ele deixar o cargo, em 2022, deverão ser suspensos pelo período em que o ex-presidente estiver cumprindo pena em regime fechado pela condenação na ação penal da trama que pretendia impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência..

Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão.

A decisão foi motivada por uma ação protocolada pelo vereador Pedro Rousseff (PT-MG). O parlamentar pediu a suspensão dos benefícios, que são custeados pela Presidência da República e concedidos a todos os ex-presidentes.

Conforme a Lei 7.474/1986, ex-presidentes têm direito a quatro servidores para atuarem na área de segurança, apoio pessoal e assessoramento, além de dois carros oficiais com motoristas.

Na ação, o vereador argumentou que os gastos com equipe de Bolsonaro no primeiro semestre deste ano foram de R$ 521 mil. Desde 2023, os gastos já somam R$ 4 milhões, segundo o político.

Ao analisar o caso, o juiz federal Pedro Pereira Pimenta entendeu que a continuidade dos benefícios pode provocar prejuízos aos cofres públicos.

“Registra-se que, se se mantém, com ônus para o erário, uma estrutura pessoal e logística desvinculada das finalidades que justificaram sua instituição, como dito, afronta aos princípios da legalidade, da moralidade administrativa”, disse o magistrado.

Cabe recurso contra a decisão.




Audiência de custódia mantém prisão de Bolsonaro

Bolsonaro e Alexandre de Moraes durante evento no TSE, em 2022. Foto: Antônio Augusto/TSE

A audiência de custódia desta semana serviu para confirmar o que já se desenhava nos bastidores. O juiz responsável avaliou as circunstâncias da detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro e decidiu manter a prisão preventiva, entendendo que ainda existem elementos que justificam a continuidade da medida.

Nada de espetáculo, tampouco de humilhação pública. A decisão seguiu o rito: análise de legalidade, verificação das condições da prisão e exame dos riscos processuais. E, sob esse prisma, o magistrado concluiu que não havia motivo para revogar a preventiva neste momento.

O ponto central, contudo, é que o parecer da audiência não interfere — ao menos por ora — no processo principal. A condenação pelos atos golpistas segue seu curso, ainda em fase de recursos. O que a audiência de custódia fez foi ratificar que Bolsonaro permanece preso até que o Judiciário avance para as próximas etapas.

É o tipo de decisão que não encerra o debate, mas estabiliza o cenário jurídico enquanto o restante do processo amadurece.




Jair Bolsonaro é preso pela PF após determinação do STF

Ex-presidente foi levado para a PF em Brasília (DF), na manhã deste sábado (22), sob a justificativa de risco à ordem pública

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Jair Messias Bolsonaro
Reprodução/ Carolina Antunes/PR

Jair Messias Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22) pela Polícia Federal após cumprimento a uma decisão do STF (Superior Tribunal Federal), por meio do ministro Alexandre de Moraes. A informação foi confirmada em nota pela PF, e a principal fundamentação para a prisão é a de que Flávio Bolsonaro pediu uma vigília na porta do condomínio onde o pai vive, algo que poderia representar riscos a agentes policiais e participantes do evento.

Em regime domiciliar, Bolsonaro foi levado sob justificativa de risco à ordem pública após a preventiva ser decretada. Na sexta-feira (21), a defesa solicitou ao STF que o ex-presidente fosse mantido em prisão domiciliar.

Na petição apresentada pela defesa ao STF, os advogados apontam os problemas de saúde de Bolsonaro como justificativa.

“Diante de todo o exposto, dos laudos médicos atualizados e do caráter excepcional e humanitário que permeia a previsão do art. 318, II, do CPP, desde já – sem prejuízo dos recursos ainda cabíveis– requer-se: (i) a concessão de prisão domiciliar humanitária ao Peticionante, em substituição ao regime inicial fechado fixado na condenação, a ser cumprida integralmente em sua residência, sob monitoramento eletrônico e com as restrições que Vossa Excelência entender cabíveis; (ii) a autorização para deslocamento exclusivo para tratamento médico, mediante prévia comunicação ou, em casos de urgência, justificativa no prazo de 48 horas e; (iii) o reconhecimento da natureza humanitária e excepcional da medida, assegurando-se o direito à continuidade do tratamento clínico integral”, diz o documento.

Desde 4 de agosto, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por desrespeitar medidas cautelares e também em função das investigações do inquérito sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, do qual seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também faz parte. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, por tentativa de golpe de Estado, mas a condenação, que não transitou em julgado, segue em fase de recursos.




Ex-secretário de Alhandra é preso em operação que investiga fraude em licitação

Foi preso na manhã desta quinta-feira, 30, o ex-secretário municipal de Infraestrutura de Alhandra, Luiz Silva de Andrade. Ele é suspeito de desviar R$ 204 mil para a realização de um ginásio esportivo Rinaldão no distrito de Mata Redonda. A prisão se deu durante a Operação Escada de Penrose. A investigação foi iniciada depois da denúncia de um vereador e aponta que o ex-secretário era, ao mesmo tempo, gestor público e dono de uma empresa vencedora da licitação que realizou a obra do ginásio, o que é proibido por lei.

As medições da obra foram realizadas pelo próprio ex-secretário e por um ex-diretor de Planejamento e que ambos teriam aprovado a realização de serviços que, na verdade, não foram executados para dar aparência de legalidade ao pagamento feito à empresa responsável pela obra.

“Ele ainda tem muita influência na prefeitura e é o líder de uma organização criminosa que envolve mais cinco pessoas. Cada um é responsável por uma ação diferente. Tem um engenheiro, um funcionário da prefeitura que facilita as informações das licitações, tanto que encontramos nas investigações várias licitações de obras como posto policial parada de ônibus, cemitérios… a escada, pelo laudo técnico não foi realizada. Vimos que ele não apenas está envolvido em Alhandra, mas em Santa Rita, Cabedelo e Baía da Traição”, disse a delegada Viviane Magalhães, que esteve à frente das equipes policiais e explicou que a prisão do ex-secretário se deu porque ele estava agindo de forma incisiva para atrapalhar as investigações: “Pegamos conversas no celular dele comprovando essa influência, com ameaças e coagindo as pessoas a não falarem a verdade”, completou.

A prefeitura de Alhandra instaurou uma sindicância administrativa e apresentou um laudo técnico apontando o desvio de verba de R$ 204 mil. Uma escada de concreto e um ambiente multifamiliar do ginásio não foram realizados. Veio da escada fictícia o nome da operação: A Escada de Penrose, também chamada de escada impossível, é uma ilusão de ótica que cria a percepção de uma escada que sobe ou desce infinitamente, mas que na verdade retorna ao ponto de partida. Criada inicialmente pelo artista Oscar Reutersvärd em 1937 e depois popularizada pelos matemáticos Lionel e Roger Penrose, ela é um exemplo de objeto impossível, pois não pode existir no mundo tridimensional real.

Além do mandado de prisão contra Luiz Silva de Andrade, outros seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos e uma arma foi apreendida.a ocorrido entre 2021 e 2024.re 2021 e 2024.




Dono da rede Ultrafarma é preso em operação do MPSP

Ação mira um esquema de corrupção que teria movimentado R$ 1 bilhão em propinas

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Dono da rede Ultrafarma, Sidney Oliveira é preso em operação contra esquema de corrupção
Reprodução/Divulgação

Dono da rede Ultrafarma, Sidney Oliveira é preso em operação contra esquema de corrupção

O empresário Sidney Oliveira, dono da rede Ultrafarma, foi preso nesta terça-feira (12) em uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP)  contra um esquema de corrupção  envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda.

A ação, batizada de Operação Ícaro, também prendeu um auditor fiscal estadual de alto escalão acusado de liderar o esquema e o diretor estatutário do grupo Fast Shop, Mario Otávio Gomes.

Segundo o MP-SP, o auditor é suspeito de manipular processos administrativos para facilitar para as empresas quitarem dívidas de impostos em troca de propina.

De acordo com as investigações, o grupo teria arrecadado cerca de R$ 1 bilhão em propinas. O pagamento era feito todos os meses, por meio de uma empresa registrada no nome da mãe do servidor.

As prisões ocorreram em endereços ligados aos investigados. Sidney Oliveira estava em sua chácara em Santa Isabel, e Gomes, em um apartamento na capital. Além dos mandados de prisão temporária, os agentes cumpriram buscas nas sedes das empresas e nas residências dos alvos.

A investigação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC). Os investigados podem responder por corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Portal iG procurou a rede Ultrafarma para um posicionamento, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.




Mais um envolvido na chacina da Praia do Sol é preso e dá detalhes do crime

A Polícia Civil da Paraíba prendeu na tarde desta quinta-feira, 17, mais um homem investigado pelo assassinato de quatro pessoas na Praia do Sol, em João Pessoa, crimes cometidos na madrugada do dia 6 de julho e que foram motivados pela briga entre duas facções criminosas rivais. A prisão foi realizada por equipes da 4ª Delegacia Seccional, com o apoio da Delegacia de Crimes contra a Pessoa (DCCPES) e a Unintelpol/PCPB. O investigado foi localizado no bairro Comercial Norte, na capital.

De acordo com as investigações, o homem preso hoje – de 20 anos de idade – é um dos executores dos assassinatos. Durante interrogatório, ele confessou as duas mortes dos rapazes e deu detalhes de como tudo aconteceu, mas negou que tenha executado também as duas moças. “Nós não somos covardes. Teve troca de tiros e quem matou as mulheres foram os caras da festa”, disse o homem. Nas diligências da prisão, os policiais apreenderam porções de maconha, cocaína e crack e uma moto com registro de roubo.

As vítimas foram da chacina foram Danyelle Cristina Andrade da Silva, de 20 anos, Maria Clara Henriques da Costa, de 21 anos, Welton Rodrigues de Sousa, de 20 anos, e Rafael Daniel dos Santos Gomes, de 20 anos.

Além de admitir sua participação na chacina, o investigado confirmou ser autor também de uma tentativa de homicídio em Bayeux, contra dois jovens que foram sequestrados e torturados por integrantes de uma facção criminosa.

Mais dois presos

Nessa quarta-feira, 16, a Polícia Civil prendeu dois homens investigados também por participação na chacina da Praia do Sol. Duas armas de fogo foram apreendidas e estão sendo analisadas pelo Instituto de Polícia Científica da PCPB.

Com as provas apuradas pela investigação e a confissão, em detalhes, do homem preso hoje, a Polícia Civil considera o caso elucidado. Após a conclusão dos procedimentos, o Inquérito Policial será encaminhado ao Poder Judiciário. Os outros envolvidos na chacina já estão identificados e continuam sendo investigados.




Policial Militar é preso suspeito de envolvimento com grupo criminoso no Sertão da Paraíba

Organização atuava com execuções, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas.

Operação mobilizou equipes da Polícia Civil e acontece de forma integrada com outros órgãos de segurança (Foto: Divulgação)

Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta terça-feira (1), a Operação Fim de Festa para desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e homicídios. Ao todo, estão sendo cumpridos 22 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Mista de Patos.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Homicídios e Entorpecentes de Patos e revelou que o grupo tem atuação em vários municípios da Paraíba, incluindo São José do Bonfim, Patos, Campina Grande e João Pessoa, além de alvos no estado de Pernambuco.

Segundo a Polícia, o foco principal da organização era o tráfico de drogas, mas os investigados também atuavam no tráfico de armas e munições, para fortalecer o poder de fogo do grupo. Os suspeitos são apontados ainda como responsáveis por execuções de rivais e desafetos, principalmente nas cidades de Patos e São José do Bonfim, onde mantinham o controle de territórios.

Durante a operação, várias pessoas foram presas, entre elas um Policial Militar. As provas reunidas pela investigação incluem informações extraídas de um celular apreendido anteriormente, que trouxe detalhes considerados fundamentais para comprovar as atividades criminosas do grupo.

A operação mobiliza equipes da Polícia Civil com o apoio de outras forças de segurança, em uma ação coordenada para atingir diferentes pontos da rede criminosa. O nome da operação faz referência ao desmonte da estrutura que sustentava a organização.

T5




Ex-presidente Fernando Collor é preso por condenação na Lava Jato

Prisão ocorreu na madrugada desta sexta-feira (25) em Maceió (AL), após determinação de Moraes

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Atualizada às 

Fernando Collor foi presidente do Brasil entre os anos 1990 e 1992
Agência Brasil

Fernando Collor foi presidente do Brasil entre os anos 1990 e 1992

Fernado Collor de Mello, ex-presidente do Brasil, foi preso por volta das 4h da manhã desta sexta-feira (25), em Maceió (AL), após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O político teve os recursos negados contra a condenação de 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção, em um desdobramento da Operação Lava Jato. Moraes determinou a prisão imediata de Collor e o início do cumprimento da pena na noite de quinta (24).

A defesa de Fernando Collor informou que ele se deslocava para Brasília para o cumprimento espontâneo do mandado de prisão. Depois de detido, o ex-presidente e ex-senador foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal em Alagoas.

O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, aceitou um pedido de Moraes e marcou uma sessão em plenário virtual para esta sexta-feira (25), das 11h às 23h59, para que os ministros analisem a decisão individual. Enquanto isso, a ordem de prisão segue em vigor.

Condenação

Os ministros do STF mantiveram a condenação de Collor no final do ano passado
STF

Os ministros do STF mantiveram a condenação de Collor no final do ano passado

Collor foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2015, acusado de receber R$ 29,9 milhões em propinas entre 2010 e 2014 para viabilizar um contrato de troca de bandeira de postos de combustíveis da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Durante seu mandato como senador pelo PTB-AL, ele teria feito indicações políticas em prol do contrato.

A defesa de Collor afirmou que deveria prevalecer os votos de André Mendonça, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Nunes Marques, que votaram por reduzir a pena do ex-presidente para quatro anos. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, negou os embargos. Por 6 votos a 4, o STF rejeitou recursos apresentados pelo ex-presidente e manteve a condenação em novembro de 2024.

O que diz a defesa

Em nota à imprensa, os advogados de Fernando Collor contam que receberam a decisão com “surpresa e preocupação”.