Povo ou Massa? Por Rui Leitao

Povo ou Massa?

Nem sempre percebemos a diferença entre “ser massa” e “ser povo”. A massa é anônima, manipulável, vulnerável. O povo tem identidade, consciência de sua cidadania. A massa costuma obedecer sem questionar, não tem domínio de suas vontades, fica na espera de quem a conduza. O povo reage, protesta, não se submete ao arbítrio, ao simples poder de mando. O povo raciocina, a massa não.

Há uma manifestação do Papa Pio XII que distingue bem o que seja massa e o que seja povo: “O povo vive e se move com vida própria – A massa é por si mesma inerte, e não pode receber movimento senão de fora. O povo vive da plenitude da vida dos homens que o compõem, cada um dos quais em seu próprio posto e à sua maneira, é pessoa consciente de suas próprias responsabilidades e suas próprias convicções. A massa pelo contrário espera impulso de fora”.

Na massa não existe ideal de liberdade e igualdade. Se torna joguete fácil nas mãos de exploradores. Por isso, se torna inimiga da democracia. Age movida por instintos e impressões, nunca por avaliações críticas da realidade. Os indivíduos que compõem a massa não têm a preocupação em alcançar a autonomia no pensar e no agir. São facilmente influenciados pelos demagogos e propagandistas.

Não falta razão, portanto, para que os marqueteiros sejam os profissionais mais importantes numa eleição. Porque são especialistas em persuadir, manobrar, elaborar uma opinião pública que atenda suas ambições. A massa é presa das emoções, dos medos, da acomodação, dos sectários, onde as opiniões se perdem na ilusão de que deve prevalecer o pensamento de uma falsa maioria estrategicamente construída.

O povo é uma concepção unitária. Tomás de Aquino afirmava que: “povo não é qualquer reunião de homens de qualquer modo, mas é a reunião de uma multidão ao redor do consenso do direito e dos interesses comuns”. O povo é formado por cidadãos ativos, com visão própria do seu país e de suas necessidades. O povo consegue distinguir o que seja política e o que seja politicagem. Rejeita o fisiologismo, a unilateralidade, a parcialidade, a má fé, o suborno e o tráfico de influência. Muitas das decisões são tomadas, no entanto, por impulso comportamental das massas, descomprometidas com a verdade, com a justiça social, com a integridade, com a governabilidade e o bem estar social. O povo, então, se torna refém de um projeto político distante dos seus interesses, fazendo triunfar a vontade de uma massa conduzida por agentes externos, e só algum tempo depois, percebe que “deu um tiro no pé”.

www.reporteriedoferreira.com.br/ Rui Leitao- advogado, jornalista, poeta, escritor




O Largo é do povo! – Por Valter Nogueira

Por Valter Nogueira

O Largo é do povo!

Com todo respeito à pretensão da Prefeitura de João Pessoa e a quem pensa diferente, penso que a maioria dos pessoenses é contra a ideia de permitir a volta do tráfego de veículos no Largo de Tambaú, na Orla da Capital. O Largo dever ser do povo, assim com o céu é dos pássaros.

O assunto veio à tona nesta semana, pelas mãos –  ou melhor, voz – do secretário de Planejamento da cidade, José Willian, durante entrevista deste à uma emissora de rádio da Capital. A data da mudança ainda não foi confirmada, mas pode acontecer em breve.

O secretário adiantou que o retorno do tráfego de veiculo na área vai acontecer depois que as ruas no entorno, e que dão acesso à praia, receberem nova pavimentação, sinalização e quando as áreas de estacionamento na região forem modificadas.

O estudo está sendo feito e dá conta de que a volta dos veículos será em horários específicos. E, ainda, o trecho ficará fechado nos períodos de maior movimentação das pessoas, que usam o espaço para lazer, conversa ou atividade física.

Na dialética do secretário, por assim dizer, é possível pinçar palavras-chave, tais como “espaço” “lazer”, “conversa” “atividade física”.

A expressão “espaço de lazer”, por si só, revela que  a área em questão não combina com tráfego de automóvel.

Contraponto

É inegável que a abertura para carros, em momentos pré-determinados, era prevista no projeto original, concebido e apresentado na  gestão do ex-prefeito Luciano Cartaxo (PV). Todavia, com a ocupação dos pedestres, famílias e turistas, fato verificado ainda na execução da obra, houve uma modificações no projeto, excluindo o trânsito de veículo no local.

Por essa razão, é recomendável à atual gestão mirar o Largo com os olhos da sensibilidade. É que, quando uma área pública é abraçada pelo povo, esta deixa de ser uma obra de pedra e cal; ganha alma, ganha vida.

Resumo da ópera

O Largo de Tambaú se transformou, antes mesmo de ser inaugurado, em um equipamento de lazer, área de convergência de pedestres, crianças, idosos, turistas, etc. Famílias inteiras adotaram o ambiente para momentos agradáveis de bate-papo, brincadeira e encontros.

A volta de passagem de veículos no Largo de Tambaú é, a meu ver, totalmente desnecessária.

Tiro no pé!

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EPIDEMIA OU PANDEMIA? Por Francisco Nóbrega dos Santos

EPIDEMIA OU PANDEMIA?
Por Francisco Nóbrega dos Santos

O povo brasileiro, desde sua origem ou “imigração”, tem pautado seu entendimento
firmado no critério denominado “oralidade”, ou seja, pronúncias ou pronunciamentos
através interação verbal, que é disseminado por expressões em conversas coloquiais
ou discursos fabricados por tecnocratas ou pseudos intelectuais.

Tão logo surgiram comentários sobre a expansão coronavirus, cresceu a curiosidade
sobre o surto, epidemia ou praga, como muitos entendem. Porém, com a evolução e
as consequências desse desastroso e inconveniente fenômeno, todos passaram a se
preocupar com sua extensão, evolução e avanço, ultrapassando fronteiras invadindo
continentes.

O que a princípio era “epidemia, com a geométrica evolução, passou esse terrível
inimigo a ser reconhecido como “pandemia.

Mesmo com meus conhecimentos empíricos eu diria que nosso povo não sabe definir
o que é epidemia ou pandemia. Porém nos ensinamentos da universidade da vida
somados ao interesse de achar “um que para um por que”, com o devido respeito aos
sábios, tomo a liberdade de transmitir a quem interessar possa.

Como a nossa língua é por demais compostas de vocábulos gregos e latinos, eu diria
que epidemia significa: epi, que na língua grega se traduz “sobre”, “sob” etc. e “demia”
que se deriva de povo, população e outros coletivos do gênero, que se traduz – EPI+
DEMUS, DEMO ETC que formam a palavra epi+demia, = SOBRE O POVO (OU POVOS):
já pandemia é quando epi é substuido por pan, do grego é sinônimo de “todo”,
“todos” e outros do gênero, que unidos ao “demo”,demo ou demis, formam,
PANDEMIA, que é no caso “CORONA VIRUS”, esse mal que varou fronteiras se
transpôs para outros continentes é, infelizmente PANDEMIA,

E O fim dessa
surpreendente agressão, só DEUS dirá até quando…

www.reporteriedoferreira.com.br    Francisco Nóbrega- Jornalista-advogado-escritor.