PONTO ZERO DA CIDADE Por Gilvan de Brito

PONTO ZERO DA CIDADE Por Gilvan de Brito
O Ponto de Cem Reis foi um logradouro muito peculiar e de curiosa frequência nos fins de tarde. Dezenas de pessoas, bem distribuídas em suas atividades nos grupos que representavam os segmentos da vida da cidade. De cinco a dez pessoas, alguns mais assíduos se localizavam a uma certa distância para não interferir na conversa dos outros, uns de pé outros sentados nos bancos de mármore.
Havia jornalistas, pessoal de teatro, músicos, professores e intelectuais da província. Mais adiante os médicos e estudantes de medicina, que saiam ou estavam escalados para o plantão no Hospital de Pronto Socorro que funcionava no cruzamento das ruas Visconde de Pelotas com a Guedes Pereira; torcedores de futebol, que atraiam sempre jogadores do passado e do presente.
Lojistas que subiam do Varadouro e se encontravam com outros do centro; havia ainda profissionais de vários ofícios, como carpinteiros, padeiros, pedreiros, sapateiros e, principalmente os desocupados. Todos trocavam informações ou se deliciavam com histórias do passado, durante horas ou filosofando sobre a vida e a morte. As reuniões ao ar livre funcionavam como uma ocupação terapêutica porque havia princípio, meio e fim, e redundavam sempre nos fundamentos de uma sessão de relaxamento.
E de vez em quando davam uma estirada até o Café São Braz, porque ninguém era de ferro. Hoje o Ponto de Cem Reis é uma lástima, um samba acabado, uma terra arrasada. Virou feira livre. Dá pena passar pelo centro da cidade e ver a atual situação do marco zero da Capital. Mas o Ponto de Cem Reis não sucumbira. Um dia virá um político que tenha identificação com a comunidade para recuperá-lo.
www.reporteriedoferreira.com.br / Gilvan de Brito- advogado, jornalista, poeta, escritor



PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A Igreja do Rosário dos Pretos; Sérgio Botelho

Pode ser uma imagem de ‎1 pessoa e a ‎texto que diz "‎中ー nHAn اويه 聖 4月 Rua Duque de Caxias, Ponto de 100 Rs. - Parahyba do Norte‎"‎‎
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A Igreja do Rosário dos PretosSérgio Botelho – Na última crônica que publicamos, o assunto foi a nossa histórica rua Duque de Caxias, entre as mais antigas da cidade. Batizada de Rua Direita, a denominação, em muitas urbes portuguesas, era dada à principal artéria local, conectando, de forma ‘directa’, ou direita (embora, nem sempre reta), pontos importantes como igrejas, entradas da cidade ou sedes de governo.
No caso de João Pessoa, ligando os dois conjuntos católicos Franciscano e Jesuítico, sendo, o dos Jesuítas (na atual Praça João Pessoa), o último marco físico da cidade no rumo de Olinda e Recife. Em grande parte das urbes brasileiras, a exemplo de São Paulo e Recife, as ruas chamadas de Direita mantêm o nome até hoje. A rua, como vimos no texto de ontem, abriga prédios muito antigos, dos tempos coloniais, mas poderia abrigar mais, não fosse uma descabida tendência de parte de nossas elites dirigentes por modernidades, a todo custo, ainda que o obstáculo a ser vencido seja um marco histórico.
Foi o caso da Igreja de Nossa Senhora do Rosário (a da foto, com a cruz no alto) mantida pela Irmandade dos Pretos e Pardos, que havia na Rua Direita. Sem a mínima preocupação memorialista, voltada para o seu resguardo, logo puseram o templo católico no chão, sem qualquer respeito à sua origem seiscentista, visando a construção da Praça Vidal de Negreiros (o Ponto de Cem Reis). Muito menos consideração dispensaram ao atendimento que recebiam os pretos e pardos associados da Irmandade, beneficiados em seus apuros pela dita organização, dirigida por eles próprios. A igreja com a denominação de Nossa Senhora do Rosário foi reconstruída em Jaguaribe, com a direção inteiramente entregue ao clero secular, portanto, sem a Irmandade. No final do episódio, quem perdeu foi a memória urbana, cultural e religiosa da cidade, além dos escravos e seus descendentes, impiedosamente privados do amparo que a Igreja do Rosário dos Pretos lhes proporcionava.
www.reporteriedoferreira,com.br Por Sérgio Botelho- Jornalista,
poeta, escritor



Prefeitura de João Pessoa define operação de trânsito e transporte para abertura do Folia de Rua; confira

Fotografia: DroneMob/Semob-JP

A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP) planejou, para esta quinta-feira (1º), quando acontece a abertura do Folia de Rua, uma operação especial de trânsito e transporte com o objetivo de garantir a segurança viária, o disciplinamento do fluxo de veículos e os deslocamentos dos usuários de ônibus até o Ponto de Cem Réis, local onde ocorrerão os shows de Alceu Valença, Yuri Carvalho e Renata Arruda.

Com base no planejamento, a partir das 17h, as equipes da Semob-JP já estarão posicionadas para organização do trânsito da região, com atuação de 25 agentes de mobilidade. “Com certeza será mais um evento de sucesso. Nossas equipes operacionais estarão empenhadas para orientar a população e disciplinar o fluxo tanto de foliões como de veículos, promovendo bloqueios e desvios em todo o entorno do Ponto de Cem Réis, garantindo a segurança viária para todos. Também ressaltamos que teremos ônibus para ida e retorno após os shows, incentivando as pessoas a se deslocarem com tranquilidade usando o transporte público”, ressaltou Expedito Leite Filho, superintendente da Semob-JP.

Bloqueios e desvios – Serão bloqueados, a partir das 17h, os acessos a Praça 1817 (sentido Visconde de Pelotas) e a Praça João Pessoa – nesta, a intervenção será necessária para concentração e deslocamento do Bloco Anjo Azul, que também desfila na quinta-feira (1º).

Estacionamentos reservados – Taxistas poderão estacionar em vagas nas seguintes ruas: Praça 1817 (sentido Avenida Padre Meira), Eliseu Cézar e Barão do Abiaí. Já as viaturas administrativas poderão estacionar na Praça 1817 (sentido Avenida Visconde de Pelotas) e as viaturas operacionais na Avenida Visconde de Pelotas.

Transporte Público – Segundo a programação da Diretoria de Transportes da Semob-JP, haverá oferta de transporte público tanto para ir ao Ponto de Cem Réis quanto para retornar após o show. Para isso, as linhas que geralmente circulam até as 22h50 vão realizar a última viagem às 23h20 e 14 delas continuarão até 00h30 – entre elas, as circulares 1500 e 5100, além das 104, 116, 120, 203, 301, 302, 303, 504, 507, 510, 602, 701.

Vale ressaltar que, após a 00h, ônibus extras serão colocados à disposição da população de acordo com a demanda. Caso a equipe de fiscalização de agentes da Semob-JP observe a necessidade de reforço, o número de viagens poderá ser ampliado.

COTT – Além das equipes em campo, agentes de mobilidade também estarão atuando através do videomonitoramento das câmeras do Centro Operacional de Trânsito e Transporte (COTT) e Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) do Governo do Estado. Somando os dois setores, pelo menos 230 pontos da cidade estarão sendo observados em um trabalho conjunto das forças de segurança.

Em caso de urgência de trânsito, a Semob-JP disponibiliza para população os números 3213-7188 (ligações) e 98760-2134 (WhatsApp).

Texto: Pollyana Sorrentino
Edição: Cristina Cavalcante
Fotografia: arte: Thiago Ferreira da Costa

About Author