Polícia Federal abrirá inquérito sobre suposto atentado em Brasília
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que a Polícia Federal vai abrir inquérito sobre o suposto atentado na noite dessa quarta-feira (13) na Praça dos Três Poderes. Nota do Supremo Tribunal Federal divulgou que foram ouvidos dois fortes estrondos ao final da sessão, por volta das 19h30. Uma pessoa morreu.
De acordo com o ministério, foram acionados policiais do Comando de Operações Táticas (COT), do Grupo de Pronta-Intervenção da Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, peritos e o grupo anti-bombas da instituição. que estão conduzindo ações no local.
Nas redes sociais, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse que as forças federais acompanham atentamente os desdobramentos das explosões e estão preparadas para assegurar o pleno funcionamento dos Poderes. “A Polícia Federal está trabalhando com rigor para elucidar, com celeridade, a motivação das explosões na Praça dos Três Poderes, em frente ao Supremo Tribunal Federal, e nos arredores do Congresso Nacional”, pontuou o ministro, que está em viagem ao Uruguai.
A Polícia Militar diz que manterá o corpo do homem ainda não identificado no local da explosão até que seja feita perícia e descartado risco de haver outros explosivos.
Raíssa Lacerda é alvo de operação contra aliciamento violento de eleitores em João Pessoa
A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (10), a Operação Território Livre, focada no combate ao aliciamento violento de eleitores e na atuação de uma organização criminosa em João Pessoa. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do conselheiro tutelar Josevaldo Gomes, no Bairro São José e na residência da vereadora e candidata Raíssa Lacerda (PSB), no Bairro dos Estados.
Na casa da vereadora, a Polícia Federal apreendeu dinheiro em espécie, celulares e contracheques de servidores da prefeitura de João Pessoa. Segundo a PF, os investigados são suspeitos de exercer influência no processo eleitoral por meio de controle territorial, cometendo crimes como a formação de organização criminosa e o uso de violência para coagir eleitores.
Raíssa Lacerda, que recentemente assumiu a vaga deixada pelo vereador Professor Gabriel, falecido em maio deste ano, ocupava antes de retornar à Câmara o cargo de secretária-executiva de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de João Pessoa.
Até o momento, a vereadora não se pronunciou sobre o caso.
Em nota, a Prefeitura de João Pessoa informou que nenhum imóvel ou repartição do município foi alvo de busca e apreensão, e que nenhum servidor público municipal nomeado ou contratado está entre os alvos da operação. A Prefeitura também disse que lamentava “a tentativa de utilização de tais fatos para insinuar o envolvimento de qualquer autoridade do Executivo municipal com eventos dessa natureza”.
Parlamentopb
Funcionários dos Correios são investigados suspeitos de desviar mercadorias, na Paraíba
Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato e receptação, que tem penas, respectivamente, de até 12 e 4 anos e multa
Funcioários dos Correios estão sendo investigados pela Polícia Federal suspeitos de deviar produtos que se encontravam no fluxo postal da agência.
A operação foi deflagrada nas cidades de João Pessoa e Mamanguape nesta quarta-feira (22) e dois mandados de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal estão sendo cumpridos pelos agentes, conforme apurou o Notícia Paraíba.
Além da possível participação de funcionários e contratados dos Correios no esquema, está sendo investigada a receptação das mercadorias furtadas e desviadas por terceiros.
Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato e receptação, que tem penas, respectivamente, de até 12 e 4 anos e multa.
Fonte: Notícia Paraíba
Polícia Federal deflagra nova operação e cumpre mandado em João Pessoa
(foto: reprodução)
Uma nova operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (15) pela Polícia Federal com mandado sendo cumprido na Paraíba.
De acordo com as informações, ao menos um mandado está sendo cumprido em João Pessoa, no Bairro do Bessa, na Zona Leste.
A informação foi confirmada pela PF, que detalhou que o mandado de prisão foi cumprido em apoio a uma operação deflagrada pelo órgão no Mato Grosso do Sul.
Até o momento não há detalhes sobre o tema da operação.
| Vídeo da Polícia Federal na Avenida Café Filho, próximo a Praça do Caju, no Bessa:
Detalhes sobre tentativa de golpe de Estado expõem Bolsonaro e aliados
A operação foi batizada de “Tempus Veritatis”, ou “Hora da Verdade” em tradução livre
Por
Agência Brasil
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Polícia Federal/Agência Brasil – 08.02.2024
Carro da PF
O dia 8 de fevereiro foi o dia escolhido para a deflagração de uma operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes de seu governo, incluindo ministros de Estado e militares. Eles são investigados de formarem uma suposta organização criminosa para atuar na tentativa de golpe de Estado. A operação foi batizada de “Tempus Veritatis”, ou “Hora da Verdade” em tradução livre.
A operação foi deflagrada nesta quinta-feira (8) após o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, ter fechado acordo de colaboração premiada com investigadores da PF. O acordo foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e já recebeu a homologação do STF.
As investigações apontaram que o grupo formulou uma minuta, com a participação de Bolsonaro, que previa uma série de medidas contra o Poder Judiciário, incluindo a prisão de ministros da Suprema Corte. Esse grupo também promoveu reuniões para impulsionar a divulgação de notícias falsas contra o sistema eleitoral brasileiro e monitorou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, responsável por autorizar a operação de hoje.
Alvos e presos
A Polícia Federal cumpriu 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva. Por determinação de Moraes, os investigados estão proibidos de manter contato e de deixarem o país. Também precisam entregar os passaportes em 24 horas e estão suspensos do exercício das funções públicas.
Todas as medidas tiveram o aval do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.
Entre elas, estava a entrega do passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro às autoridades.
Entre os alvos de busca e apreensão estavam o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, o ex-ministro da Casa Civil Walter Souza Braga Netto, o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.
Foram presos Felipe Martins e o coronel do Exército Marcelo Costa Câmara, ambos ex-assessores especiais de Bolsonaro, e o major Rafael Martins de Oliveira.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, acabou sendo preso por porte ilegal de arma, em Brasília, no momento que os agentes cumpriam o mandado de busca e apreensão contra ele.
As investigações apontam que a organização se dividiu em seis núcleos para atuar na tentativa de golpe de Estado e de ataque ao Estado Democrático de Direito: o de desinformação e ataques ao sistema eleitoral; o de incitação ao golpe entre militares; o de atuação jurídica; o de coordenação de ações de apoio operacional; o de inteligência paralela, e o de oficiais de alta patente que legitimavam todas as ações.
Veja quem foi alvo da operação:-
Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
– Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa;
– General Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ex-ministro da Defesa;
– Ângelo Martins Denicoli, major da reserva;
– Aílton Gonçalves Moraes Barros, coronel reformado do Exército;
Coronel Guilherme Marques Almeida;
Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima;-
Tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros;
– Almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha;
– General Mário Fernandes;
– General Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;-
Laércio Vergílio, general de Brigada reformado;-
Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho;-
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
– Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL;-
Felipe Martins, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro;-
Coronel Bernardo Romão Correa Neto;
– Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva;- Major Rafael Martins de Oliveira.
As medidas foram cumpridas nos seguintes estados: Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. O Exército acompanhou o cumprimento de alguns mandados.
Minuta de golpe
De acordo com a Polícia Federal, o grupo elaborou uma minuta de decreto que tinha como objetivo executar um golpe de Estado.
O texto foi entregue ao ex-presidente em 2022 por Filipe Martins, então assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, e pelo advogado Amauri Feres Saad, apontado como mentor intelectual do documento.
O documento previa as prisões dos ministros do Supremo Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, e também do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além da realização de novas eleições.
Após receber o texto, Bolsonaro solicitou mudanças e a retirada das prisões de Mendes e Pacheco do texto. Na nova versão, permaneceram a prisão de Moraes e a convocação de novas eleições.
“Conforme descrito, os elementos informativos colhidos revelaram que Jair Bolsonaro recebeu uma minuta de decreto apresentado por Filipe Martins e Amauri Feres Saad para executar um golpe de Estado, detalhando supostas interferências do Poder Judiciário no Poder Executivo e, ao final, decretava a prisão de diversas autoridades, entre as quais os ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco e, por fim, determinava a realização de novas eleições. Posteriormente, foram realizadas alterações a pedido do então presidente, permanecendo a determinação de prisão do ministro Alexandre de Moraes e a realização de novas eleições”, diz trecho da decisão de Moraes que autorizou a operação.
Após ter concordado com o novo texto, Bolsonaro convocou uma reunião com os comandantes das Forças Armadas – almirante Almir Garnier Santos (Marinha), general Marco Antonio Freire Gomes (Exército) e brigadeiro Carlos de Almeida Batista Júnior (Aeronáutica) – para pressioná-los a aderir ao golpe.
Reunião da “dinâmica golpista”
Outro evento revelado pelas investigações foi uma reunião convocada por Bolsonaro com a alta cúpula do governo federal, em 5 de julho de 2022. No encontro, o então presidente cobrou aos presentes que usassem os cargos para disseminar informações falsas sobre supostas fraudes nas eleições. Um vídeo com a gravação da reunião foi encontrado em um dos computadores do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.
“Daqui pra frente quero que todo ministro fale o que eu vou falar aqui, e vou mostrar. Se o ministro não quiser falar ele vai vir falar para mim porque que ele não quer falar”, disse Bolsonaro, conforme transcrição feita pela PF.
No mesmo encontro, o general Augusto Heleno, então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), defendeu que era preciso agir antes das eleições presidenciais de outubro daquele ano para garantir a permanência de Bolsonaro no comando do país. E usou uma referência esportiva – o assistente de vídeo, recurso usado para corrigir erros de arbitragem no campo de jogo – para afirmar que uma vez realizada, a eleição não poderia ser contestada.
“Não vai ter revisão do VAR. Então, o que tiver que ser feito tem que ser feito antes das eleições. Se tiver que dar soco na mesa é antes das eleições. Se tiver que virar a mesa é antes das eleições”, afirmou.
Heleno chegou a propor que servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) fossem infiltrados em campanhas eleitorais. Bolsonaro interrompeu a fala do general e orientou que conversassem sobre o tema posteriormente, em particular.
A partir dessa reunião, a PF aponta que foi realizada uma sequência de eventos para o planejamento do golpe, a partir de mensagens extraídas de celulares de Mauro Cid e nas quais o ajudante de ordens assume a tarefa de coordenação na disseminação de ataques à Justiça Eleitoral.
“A descrição da reunião de 5 de julho de 2022, nitidamente, revela o arranjo de dinâmica golpista, no âmbito da alta cúpula do governo, manifestando-se todos os investigados que dela tomaram parte no sentido de validar e amplificar a massiva desinformação e as narrativas fraudulentas sobre as eleições e a Justiça eleitoral”, descreve a PF.
Monitoramento de Moraes
Os policiais federais identificaram ainda que o grupo monitorou deslocamentos do ministro Alexandre de Moraes entre Brasília e São Paulo, em diversas datas de dezembro de 2022.
O monitoramento foi descoberto nas mensagens trocadas entre Mauro Cid e o coronel do Exército, Marcelo Câmara, que atuou como assessor especial da Presidência da República e foi preso preventivamente nesta quinta-feira. Nas mensagens, Mauro Cid se referia ao ministro do Supremo como “professora”.
“A investigação constatou que os deslocamentos entre Brasília e São Paulo do ministro Alexandre de Moraes são coincidentes com os da pessoa que estava sendo monitorada e acompanhada pelo grupo. Assim, o termo ‘professora’ utilizado por Mauro Cid e Marcelo Câmara seria um codinome para a ação que tinha o Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como alvo”, informou a Polícia Federal
Ataques de 8 de janeiro
A Polícia Federal aponta que integrantes do grupo trocaram mensagens sobre a organização dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, que resultaram em ataques e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Mauro Cid e o major do Exército, Rafael Martins de Oliveira, conversaram sobre a ida de uma caravana do Rio de Janeiro para os atos. Cid pediu ao major que fizesse estimativa de custo com hotel, alimentação e demais despesas. Oliveira estimou gastos em torno de R$ 100 mil.
Segundo a PF, o diálogo traz fortes indícios de que Rafael de Oliveira “atuou diretamente, direcionando os manifestantes para os alvos de interesse dos investigados, como STF e Congresso Nacional, além de realizar a coordenação financeira e operacional para dar suporte aos atos antidemocráticos” sob a orientação de Cid, responsável pelo arranjo de financiamentos dos atos.* Colaborou Pedro Peduzzi, Felipe Pontes e TV Brasil
PF encontrou gramas de ouro com Valdemar Costa Neto
Presidente do PL também foi preso por porte ilegal de arma de fogo
Por
Naian Lucas Lopes-Ig
|–
Atualizada às
Reprodução/Globonews
Valdemar Costa Neto, presidente do PL
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, foi preso não apenas pela posse ilegal de arma de fogo , mas também por suspeita de usurpação mineral. Ele foi detido em Brasília, no edifício do Brasil 21, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal.
O caso ganhou contornos ainda mais complexos com a descoberta de que Valdemar detinha em sua posse 39 gramas de ouro, levantando questões sobre a origem do metal precioso e sua possível extração ilegal.
A perícia está empenhada em identificar a proveniência do ouro, inclusive investigando se foi retirado de terras indígenas, o que agravaria ainda mais a situação do presidente nacional do PL.
A combinação de crimes, envolvendo posse ilegal de arma e usurpação mineral, torna o caso inafiançável, segundo as autoridades. A legislação brasileira, especificamente o artigo 55 da Lei 9.605/98, tipifica a usurpação mineral como crime, estabelecendo penas que variam de seis meses a um ano de detenção, além de multa, para quem realiza a exploração de recursos minerais sem a devida autorização legal.
Caso das joias: Flávio Dino comenta silêncio de Bolsonaro e Michelle
Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, falou sobre os depoimentos de Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro
Por
Naian Lucas Lopes
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Marcelo Camargo/Agência Brasil – 24/07/2023
Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB-MA), ressaltou nesta quinta-feira (31) que o “silêncio é um direito” dos investigados em depoimentos relacionados ao caso das joias recebidas como presentes por comitivas oficiais do governo Bolsonaro em viagens internacionais. A decisão sobre a interpretação desses depoimentos, segundo Dino, fica a cargo do judiciário.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o advogado Fábio Wajngarten e o militar Marcelo Câmara são alguns dos envolvidos que optaram por manter o silêncio em seus depoimentos. As defesas dos investigados alegam que a tramitação do inquérito no Supremo Tribunal Federal, e não na primeira instância da Justiça Federal, motivou a decisão de não responder às perguntas dos investigadores.
As investigações se concentram em um esquema de venda ilegal de joias recebidas como presentes por comitivas oficiais durante viagens internacionais do governo Bolsonaro. O foco está na possível comercialização dos itens valiosos, o que poderia caracterizar um crime, considerando que tais presentes são patrimônio público.
O processo inclui oito indivíduos sob investigação, entre eles Mauro Cid, Mauro Lourena Cid, Frederick Wassef, Fábio Wajngarten, Marcelo Câmara e Osmar Crivellati. Para evitar possíveis combinações de respostas, todos prestam seus depoimentos simultaneamente na Polícia Federal.
Flávio Dino ressaltou que as investigações em andamento não têm um viés político, e sim buscam elucidar os fatos relacionados à possível venda irregular de joias oficiais.
“Na medida em que tudo que é feito tem amparo na lei e em autorização judicial, fica evidente que não há nenhum caráter político. Pelo contrário, faço questão de frisar que a atitude da PF tem sido legal, marcada pela discrição e pela técnica. Agora, pessoas investigadas e contrariadas, claro que se consideram eventualmente injustiçadas. Mas tudo está feito de acordo com provas”, comentou o ministro em entrevista ao programa Estúdio i.
Operação da Polícia Federal investiga venda ilegal de armas na Paraíba
A investigação tem como objetivo apurar a venda ilegal de armas de fogo por pessoas que obtiveram os registros em órgãos públicos mediante apresentação de documentação falsa, para em seguida comercializar com outros criminosos. (Foto: Reprodução)
A Força Tarefa de Segurança Pública da Paraíba deflagrou na manhã desta quinta-feira (27) a Operação Desarme, que cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra suspeitos de fazer comércio ilegal de armas de fogo em João Pessoa.
A Força Tarefa é composta de agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, através da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 7ª Vara Criminal de João Pessoa.
A investigação tem como objetivo apurar a venda ilegal de armas de fogo por pessoas que obtiveram os registros em órgãos públicos mediante apresentação de documentação falsa, para em seguida comercializar com outros criminosos.
Na residência de um dos suspeitos, não foram encontradas as armas de fogo registradas em seu nome, o que corrobora a tese de que elas foram vendidas de forma ilegal a criminosos.
No local, foi apreendido um veículo com registro de roubo em Recife, uma arma de fogo sem registro e munições.
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PGR investigará se Eduardo Bolsonaro cometeu crime contra segurança nacional
Ao enviar pedido, ministro Celso de Mello ressalta que Estado tem o dever de apurar possíveis práticas criminosas, independentemente de envolvidos
Por Agência O Globo|
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Eduardo Bolsonaro será investigado após falar em “medidas enérgicas” contra o STF
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou para a análise da Procuradoria-Geral da República (PGR) uma manifestação em que um advogado alega que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) cometeu o crime de “incitação à subversão da ordem política ou social”, previsto na Lei de Segurança Nacional.
A remessa para a PGR é um ato de praxe, como o próprio ministro ressalta no despacho, já que cabe ao órgão avaliar se há indício de crime que justifique um aprofundamento das investigações ou se é necessário arquivar o caso.
Em uma transmissão nas redes sociais na quarta-feira, Eduardo defendeu a suspensão do inquérito das fake news, em curso no STF. O deputado afirmou que a “ ruptura ” no país não era mais um momento de “se”, mas de “quando” vai ocorrer e levantou a hipótese de o presidente Jair Bolsonaro aumentar o grau de enfrentamento às instituições: “Quando chegar ao ponto em que o presidente não tiver mais saída e for necessária uma medida enérgica, ele é que será taxado como ditador”, disse o parlamentar. A investigação atinge deputados, empresários e blogueiros bolsonaristas e gerou forte reação do presidente e aliados.
O ministro , que é relator do inquérito que apura a suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal, justificou o envio da petição à PGR argumentando que o Estado tem o dever de investigar possíveis práticas criminosas que são narradas, independentemente de quem são os personagens envolvidos:
“A indisponibilidade da pretensão investigatória do Estado impede, pois, que os órgãos públicos competentes ignorem aquilo que se aponta na “notitia criminis” (notícia-crime), ressalvadas, no entanto, situações impregnadas de manifesta ilegalidade ou de evidente abusividade, motivo pelo qual se torna imprescindível, em regra, a apuração dos fatos delatados, quaisquer que possam ser as pessoas alegadamente envolvidas, ainda que se trate de alguém investido de autoridade na hierarquia da República, independentemente do Poder (Legislativo, Executivo ou Judiciário) a que tal agente se ache vinculado.
Por fim, o decano da Corte destacou que a remessa à Procuradoria-Geral da República é um ato formal. Na semana passada, o ministro enviou ao órgão de investigação uma manifestação em que deputados de oposição pediam que fosse determinada a apreensão do celular de Bolsonaro . O presidente criticou o envio, mas, na sequência, o procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifestou contra a medida.
“Vê-se, pois, que a presente comunicação nada mais traduz senão formal provocação dirigida ao senhor procurador-geral da República , para que Sua Excelência, examinando o que consta dos autos, possa formar sua convicção a propósito dos fatos e, em consequência, manifestar-se (a) pelo oferecimento de denúncia, (b) pela solicitação de maiores esclarecimentos e/ou diligências ou (c) pelo arquivamento dos autos.
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HOLERITE: Polícia Federal deflagra operação contra crimes de fraude em obtenção de empréstimos em Cruz do Espírito Santo
A Polícia Federal na Paraíba deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), e com auxílio da Caixa Econômica Federal, a Operação HOLERITE, com objetivo de combater os crimes de corrupção ativa e passiva, no âmbito da Prefeitura de Cruz do Espírito Santo/PB.
A operação contou com a participação de vinte policiais federais, sendo realizado o cumprimento de três mandados de busca e apreensão, na residência do investigado, em uma empresa, bem como na Prefeitura de Cruz do Espírito Santo.
As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região.
Entenda o caso
Segundo a PF, a investigação iniciou com objetivo de reprimir fraudes na obtenção de empréstimos consignados perante à Caixa Econômica Federal, por meio de contracheques ideologicamente falsos, mediante indicação de rendimentos superiores à renda efetivamente recebida pelos servidores.
Desta forma, era possível aumentar a margem consignável dos empréstimos, gerando dívidas superiores ao permitido.
Ocorre que, com o aprofundamento da investigação, verificou-se que parte dos valores, na ordem de aproximadamente R$ 386.800,00 (trezentos e oitenta e seis mil e oitocentos reais), foram sacados pelos servidores e repassados ao gestor municipal e ao correspondente bancário responsável pela operacionalização dos empréstimos.