PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Breve relato do poder municipal em João Pessoa Sérgio Botelho
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Breve relato do poder municipal em João Pessoa
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Breve relato do poder municipal em João Pessoa
Após vir à tona o caso de traição do pastor “talarico” Manoel Pereira Xavier, 51 anos, o racha entre fiéis e o comando da Assembleia de Deus de Brasília (Adeb) ganhou um novo capítulo com o anúncio de dois pastores ligados à cúpula da igreja para sucederem os postos de vice-presidente e coordenador do Setor 2 da igreja. Até então, os cargos eram ocupados pelo ministro que pediu renúncia após protagonizar o escândalo.
A descoberta da traição cometida pelo pastor com uma “irmã” de uma das maiores e mais tradicionais igrejas evangélicas do Distrito Federal, fundada em 1959, gerou revolta entre os fiéis com relação às lideranças do templo.
Isso porque, segundo os integrantes, por conta da ligação familiar, as lideranças da Adeb estariam tentando encobertar o adultério de Manoel. Um dos irmãos dele, o pastor Orcival Pereira Xavier, 68 anos, é o presidente da Adeb.
Devido à dimensão e expansão do ministério, com mais de 450 congregações no DF, além da igreja sede, a Adeb é organizada em 29 Setores que abrangem todas as regiões administrativas da capital do país.
O templo sede, situado em Taguatinga, conta com 1.550m², e tem capacidade para comportar até 2,2 mil pessoas. Segundo informações que constam no site da Adeb, somente esta unidade conta com mais de 700 membros.
Para os frequentadores das congregações, as trocas recentes no comando da assembleia, anunciadas após a exposição do suposto adultério do pastor, seriam no intuito de “manter o reinado da família que lidera a igreja e abafar o escândalo”.
Fontes ouvidas pela reportagem contaram que foi decidido durante uma reunião que o pastor Ademar de Sena Sampaio, 1º tesoureiro da Adeb, vai suceder a vice-presidência. À frente do Setor 2 da igreja fica o pastor Daniel Pereira Xavier, irmão de Manoel e Orcival.
“No início dessa confusão, o pastor Daniel chegou a assumir que era ele no carro flagrado no motel, na tentativa de proteger o irmão. Mas como ele é da família real, nada acontece de verdade. Eles querem manter o reinado da família que lidera a igreja e abafar o escândalo”, disse uma fiel que preferiu não se identificar.
Diante das mudanças no comando do templo religioso, os frequentadores têm se questionado quanto à escolha, considerada tendenciosa por eles, dos dois pastores citados para os cargos ocupados por Manoel.
“O pastor Orcival realmente quer fazer da Adeb, igreja fundada na criação de Brasília, um reduto familiar, querendo emplacar mais um irmão, Daniel Xavier, como coordenador de setorial?”, indagou o administrador do perfil Adeb Notícias, responsável por expor o caso de traição.
Os fiéis também têm se perguntado a respeito da escolha do pastor Ademar como vice-presidente, tendo em vista a proximidade entre ele e a família Xavier. Conforme apurado, o então 1º tesoureiro da Adeb e o pastor Manoel também ocupam juntos cargos comissionados no gabinete do deputado distrital Iolando Almeida (MDB).
“É normal a indicação do contador da igreja, das instituições ligadas à Adeb, da Associação Beneficente Evangélica (ABE), e amigo pessoal do pastor Manoel para sucedê-lo?”, perguntou o administrador da conta.
Por Paraiba da Gente

A inesperada morte do presidente do Irã, Ebrahim Raisi , após um acidente de helicóptero nesse domingo (19), pode levar o país a uma forte disputa de poder , de acordo com Cesário Melantonio Neto , colunista do PortaliGe embaixador do Brasil na Grécia . Além de Raisi, estava na aeronave o ministro das Relações Exteriores do país, Hossein Amir-Abdollahian, que também não sobreviveu, conforme anunciou o governo nesta segunda-feira (20).
“Raisi era um dos nomes preferidos do Ali Khamenei [líder supremo do Irã]. Nesse sentido, vamos ter que esperar o desenrolar dos acontecimentos, já que o vice-presidente vai assumir por 50 dias. Neste período, haverá novas eleições”, disse. “Certamente este acontecimento vai influenciar a sucessão do Khamenei”, acrescentou.
Segundo o embaixador, Ebrahim Raisi era o mais conservador entre os últimos presidentes. “Como em todos os países, tem o centro, a direita e a esquerda. Raisi era o mais conservador dos últimos três presidentes. Ele era o mais extremo no conservadorismo islâmico iraniano. Esse grupo vai tentar procurar um candidato para manter o poder. Ninguém sabe ainda quem será”, continuou.
Para Melantonio, os candidatos à sucessão de Raisi vão debater, principalmente, a questão nuclear. “Tem um grupo que é favorável a uma negociação sobre o tema, já outro que não é favorável. O Raisi era contra a negociação, enquanto Mohammad Khatami e Mahmoud Ahmadinejad [ex-presidentes] são favoráveis a conversar com o Ocidente”, declarou.
A sucessão de Raisi também pode ser influenciada por escolhas de outros países, apontou o embaixador. A questão energética, segundo Melantonio, é a principal motivação.
“Tudo isso se insere no quadro energético, já que o Irã, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita são grandes players no mundo da energia e membros da Opep. Todos têm interesse na questão do petróleo e do gás. A cooperação energética é importante”, declarou.
O embaixador ainda afirma que a Rússia e a China (outras potências mundiais), também vão tentar interferir. A situação no Oriente Médio pode ficar mais “caótica”, no entendimento de Melantonio. “Rússia e China são grandes apoiadoras do Irã. Aliás, o programa nuclear do Irã é apoiado há 20 anos pela Rússia. E, agora, pela China também. Ambos têm interesses comuns com grandes exportadores de energia”, analisou.
“Portanto, é um quadro multifacetado, com EUA tentando influenciar, só que mais difícil. A União Europeia tem as suas relações mais abertas. Vai tentar dar o seu recado também. É algo que vai tumultuar ainda mais a região e que terá impacto para o mundo inteiro”, continuou.
Para o embaixador, o Brasil não tem poder de influenciar na escolha do novo presidente do Irã. Porém, como é um dos países fundadores do Brics, precisa acompanhar o processo eleitoral do novo integrante do grupo.
“Não acredito que o Brasil participe. O Brasil não tem poder suficiente para influenciar uma sucessão no Irã. Quem tem poder, na minha opinião, são os árabes ricos, como Arábia Saudita, Omã, Bahrein… Todo o Golfo Pérsico. Depois, aparecem China e Rússia, porque os chineses importam muita energia do Irã. Já a Rússia, tem relações estreitas com os iranianos na área de cooperação nuclear”, disse.
“O Brasil não tem excesso de poder para influenciar a sucessão no Irã. O Brasil vai mais observar e acompanhar, já que o Irã é membro dos Brics e temos interesse na cooperação energética internacional. O Brasil não é uma Rússia ou Arábia Saudita, mas está começando a ser importante no mundo da energia, já que tem grandes reservas. Nesse sentido, o Brasil tem grande interesse”, finalizou o colunista do iG.
A RESSACA DA EMBRIAGUEZ DO PODER Por Rui Leitao
Numa de suas últimas entrevistas para a imprensa Carlos Lacerda teria dito: “o poder embriaga como o vinho”. E isso é uma grande verdade, tem gente que não sabe viver distante do poder. Torna-se dependente dele. O poder é uma fonte hedonística de prazer. Na embriaguez do poder é despertada a arrogância desmedida. Quando alguém se inebria com o exercício do poder, ao perdê-lo sofre os incômodos de uma grande ressaca.
Desacostumado a caminhar na planície, perde a racionalidade, fica trôpego como um bêbado que não consegue se equilibrar nas próprias pernas. Desorientado porque não pode mais exercer a condição de mando e de superioridade, revela-se uma pessoa amarga, invejosa, incapaz de reconhecer que o seu tempo passou. Normalmente isso ocorre com indivíduos que trazem na personalidade a ausência da humildade e têm dificuldades em abandonar o seu estilo de prepotência. Não se dão conta de que o poder é efêmero.
O verdadeiro líder não se abate com a perda de poder. Muitas vezes ele se agiganta porque encontra a oportunidade de demonstrar seu carisma e sua capacidade de sedução. Recolhe-se ao seu novo ambiente com a grandeza de quem deixou um legado que merece admiração. Não nutre sentimentos de excelsa sabedoria. Aproveita a eventual perda de poder para reflexões e a partir delas traçar planos futuros. Busca construir uma nova jornada, sem desmerecer quem o sucedeu. Age exatamente de forma contrária, contribuindo, orientando, formando parcerias, mesmo que sem a autoridade de mandar ou decidir.
Não é fácil despir-se da fantasia da dominação. Para alguns é como se estivessem nus, ao perderem a ilusão de que continuam poderosos. É quando começa a vivenciar o mal-estar próprio de uma ressaca, provocada por eles mesmos ao se embriagarem com o poder que lhes foi conferido por algum tempo.
www.reporteriedoferreira.com.br Rui Leitão-Jornalista, advogado, poeta e escritor
FORÇA DO PODER OU PODER DA FORÇA?
Por Francisco Nóbrega dos Santos
O Brasil vive hoje o drama de uma pandemia, cujos são percebido por ângulos
diferentes. Uns entendem como um fenômeno invisível, não identificado, pois não se sabe sua
origem. Numa visão quase cega ou de pouco alcance confrontam-se as teses de tratar-se de
causa natural ou de laboratórios. E a terrível dúvida paira no ar. Outros pagam pelos erros
propositais, que deveria ser traduzido como POLITICOVID-19, ante a crise institucional, com a
invasão dos poderes e a inversão da ordem natural das coisas.
É inegável que desde a formação do universo criam-se peste, fome e guerras. Esses
terríveis fatos, muitos deles, originários da natureza e outros por meios físicos, tidos como
guerras biológicas, agressivas e armas mortíferas, que a história registra.
Não resta dúvida de que a natureza, muitas vezes agredida pela vontade humana,
sofre golpes impiedosos, devastadores e mutantes; e como resposta ao desrespeito, criam os
fenômenos que, com a evolução dos tempos, desnorteam a ciência, dificultando a solução dos
problemas surgidos com tais metamorfoses.
A natureza, formada por espaço, terra e água, que, por via reflexa, protege a vida sem
excluir, de forma genérica, a ecologia, ( gerada e criada), presente através da flora, da fauna e
das camadas atmosféricas, não vistas a olhos nus, porém Percebidas por aqueles que
reconhecem a primordial necessidade de preservação.
Na contramão dos fatos observa-se a agressão impiedosa à natureza, com a destruição
das florestas, envenenamento de rios, lagos e oceanos, ante a omissão do homem, com
objetivos escusos e degradantes, sob os olhares medíocres ou interesseiros dos que levam
vantagem em tudo, inclusive a destruição das florestas e mares que representam “in
abstratum”, pulmões de seres naturais ou vegetais, que hoje morrem sem o necessário
socorro.
Os filósofos dos séculos passados proferiam frases que os cientistas traduziram e
partiram em defesa medidas úteis e necessárias à preservação do meio ambiente.
Todavia presencia-se o avanço da ciência em direção oposta, a robotização dos
mecanismos e a tecnologia para simplificar os meios, desprezando os fins, que são sem dúvida
o fiel da balança. Urge, pois, uma vigilância universalizada contra a morte das fontes da vida.
Num exemplo bem prático, cite-se a evolução cibernética, onde as distâncias já não
existem, e a tecnologia para se resolver tudo, dentro de casa e de se percorrer o mundo sem
se deslocar um metro. Todavia deixam à margem da ciência a cura de males, dentre os quais
os mais diversos tipos de “câncer que tem contribuído com morte prematura de seres
humanos ou viventes, expandindo as estatísticas de óbito em todo mundo.
A história narra que a terra sempre esteve à mercê de guerras naturais ou produzidas;
vírus e armas atômicas devastadoras ou mutiladoras. Porém nunca se teve notícia de uma
guerra política ou jogo de interesse políticos capazes de destruir ou embaraçar o destino de
nações ou continentes. Os laboratórios, numa guerra inconsequente, criam versões diferentes
e divergentes entre si, como se estivessem numa disputa comercial.
O Brasil, o País onde as leis tem mão e contra para um fato ou ato isolado, não foge à
regra nessa batalha fratricida, (muitas vezes genocida), discute-se “sexo dos anjos”, criando
conflitos de competência, enquanto o povo padece dentro de uma “TORRE DE BABEL”, em que
vaidade, arrogância e prepotência de poderes, vivem sem harmonia entre si. E o povo sofre a
angústia da perda de entes queridos, condenados ao isolamento, sem haverem praticado
crime algum; distantes dos familiares, enquanto os responsáveis por tal angústia disputam
cargos e poderes, como um único objetivo: a permanência no topo do poder, erguendo, ainda,
palanque político para remissão dos fracassos atuais, Já pensando nas futuras eleições. Porém
muitos esquecem que o PERDÃO DE DEUS, diferentemente dos eleitores, jamais acolherá os
INFIÉIS.
www.repoteriedoferreira.com.br Por Francisco Nóbrega, Jornalista,advogado e escritor.