Pequim impõe novas restrições para conter covid-19

 

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Vários parques em Pequim foram fechados ontem (9), no momento em que a capital chinesa estabelece mais restrições para conter a propagação do novo coronavírus, à medida que o número de novos casos diários continua a aumentar.

A cidade registrou 49 infecções nas últimas 24 horas, incluindo 16 casos assintomáticos, elevando o total da atual onda para pouco mais de 700.

A China pratica política de ‘zero casos’, que inclui o isolamento de bairros ou cidades inteiras, sempre que um surto é detectado.

Chaoyang e Shunyi – os dois distritos de Pequim no centro das últimas infecções – estão paralisados. Os moradores foram instruídos a ficar em casa e os habitantes de outras áreas da cidade proibidos de entrar nas zonas afetadas.

Todos os serviços de transporte público em Chaoyang – que abriga quase 4 milhões de pessoas e muitos complexos comerciais – foram interrompidos, e os funcionários de escritório estão trabalhando em casa.

O Parque Chaoyang, um dos maiores de Pequim, foi fechado até novo aviso, juntamente com a Floresta Olímpica e os parques de Shunyi.

“O número de novos casos ainda está em níveis altos”, disse o porta-voz do governo municipal de Pequim, Xu Hejian.

“A batalha contra o vírus está num impasse. Devemos intensificar o controlo em áreas-chave”, afirmou.

Os moradores de Pequim passaram por três rodadas de testes em massa desde o início do surto, juntamente com outras medidas de precaução, para impedir a propagação da doença.

No distrito de Dongcheng – o centro cultural da cidade – as pessoas devem apresentar um resultado de teste PCR negativo feito nos sete dias anteriores para ter acesso a locais públicos.

As reclamações sobre a inconveniência causada pelas medidas antiepidêmicas aumentaram.

Um consultor português radicado na capital chinesa, que prefere não ser identificado, disse à Lusa ter recebido ordem para ficar em casa nos próximos 17 dias, após dois moradores no seu condomínio terem testado positivo.

O condomínio, situado na zona oeste de Pequim, é composto por 12 prédios e abriga mais de cinco mil pessoas. Todos os moradores vão ter que cumprir quarentena e serão sujeitos a seis rondas de testes.

Grades foram colocadas em torno dos edifícios, para impedir a saída dos moradores, segundo fotografias partilhadas pelo consultor.

“Todos os prédios foram cercados com barricadas, apesar de apenas em um edifício existirem dois moradores que testaram positivo”, descreveu. “Isso faz algum sentido?”, perguntou.

 

Com Agência  Brasil




Coronavírus: Pequim teme segunda onda da Covid-19 após surto em mercado

Parte da capital chinesa foi colocada em lockdown depois que quase 50 pessoas foram diagnosticadas a Covid-19 no mecado Xinfadi, por onde passam 80% de verduras e legumes e da carne consumida pela população local.

13/06/2020 17h33  Atualizado há 2 horas

Xinfadi é o maior mercado de Pequim: por ele passam 80% das verduras e legumes e da carne consumida pela cidade — Foto: Getty Images via BBC

Xinfadi é o maior mercado de Pequim: por ele passam 80% das verduras e legumes e da carne consumida pela cidade — Foto: Getty Images via BBC

Uma área de Pequim entrou novamente em lockdown depois que a cidade registrou novos casos da Covid-19 após quase 50 dias sem novas ocorrências. O surto está ligado a um dos maiores mercados atacadistas da capital chinesa.

Um total de 45 pessoas entre 517 testadas no mercado Xinfadi foram diagnosticadas com o novo coronavírus – nenhuma tinha sintomas. Nos próximos dias, 10 mil funcionários do mercado serão testados.

Autoridades locais afirmaram ainda que devem testar todos que tiveram algum contato recente com o mercado, assim como aqueles que vivem nos distritos do entorno.

O episódio levou à reimplementação de medidas restritivas de quarenta em 11 bairros próximos.

O que se sabe sobre os novos casos?

Localizado no distrito de Fengtai, o mercado Xinfadi foi fechado nas primeiras horas deste sábado (13), depois que dois homens que tinham ido recentemente ao estabelecimento testaram positivo para a Covid-19.

Exames realizados no mercado mostraram que 45 pessoas estavam infectadas com o Sars-CoV-2.

Cerca de 10 mil pessoas que trabalham no mercado serão testadas — Foto: Getty Images via BBC

Cerca de 10 mil pessoas que trabalham no mercado serão testadas — Foto: Getty Images via BBC

“De acordo com o princípio de se colocar a segurança da população e a saúde em primeiro lugar, adotamos medidas de lockdown no mercado Xinfandi e nos bairros do entorno”, declarou em entrevista coletiva Chu Junwei, autoridade local do distrito de Fengtai.

O distrito está em “emergência de guerra”, ele acrescentou. Centenas de policiais militares foram vistos entrando no mercado. O transporte público na área foi interrompido e as escolas, fechadas.

Diante do temor de que a capital possa viver uma segunda onda da doença, eventos esportivos que aconteceriam em outras regiões foram cancelados e alguns estabelecimentos resolveram fechar as portas.

De acordo com o correspondente da BBC na China, Stephen McDonell

Nos últimos meses, a estratégia do governo chinês tem sido isolar completamente qualquer cidade em que haja possíveis centros de disseminação da doença.

“Isso parece vir funcionando, mas colocar Pequim inteira em lockdown em um momento em que parecia que a situação já estava sob controle não é algo que eles quererão fazer de maneira precipitada.”

O surto da Covid-19 na China, que teve seu epicentro na cidade de Wuhan, foi controlado mediante a implementação de medidas duras de quarentena. Mais de 4,6 mil pessoas morreram da Covid-19 no país e mais de 426 mil no mundo, de acordo com o registro feito pela Universidade Johns Hopkins.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por BBC