PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Praça Venâncio Neiva ou Pavilhão do Chá; Sérgio Botelho

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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Praça Venâncio Neiva ou Pavilhão do Chá
Sérgio Botelho – A Praça Venâncio Neiva, inaugurada em 21 de julho de 1917, no governo Camilo de Holanda, mais conhecida como Praça do Pavilhão do Chá, ou simplesmente Pavilhão do Chá, em referência mesmo ao espaço como um todo, exemplifica mais uma vez como a visão popular pode superar a nomenclatura oficial, escolhendo a identidade dos espaços urbanos a partir de afetividades. Embora a homenagem ao primeiro governador republicano da Paraíba seja historicamente justificável, o nome que realmente se enraizou na cidade surgiu de um elemento arquitetônico que, ironicamente, não cumpriu sua função original. O mais curioso é que foi inaugurado no início da década de 1930, mais de 10 anos depois da existência oficial da praça. O pavilhão foi concebido para se tornar um espaço refinado a encontros sociais, inspirado no costume britânico do chá da tarde, mas com referência arquitetônica a uma construção chinesa, onde o costume do chá teve origem, substituindo o projeto original de uma pista de patinação. No entanto, a prática do chá da tarde não se consolidou e, ao longo do tempo, foi local de exposição, bar, restaurante e sorveteria. Contudo, a estrutura, com sua estética peculiar, acabou sendo a verdadeira marca da praça, mesmo que sem exercer o papel para o qual foi projetado. Na prática cotidiana, portanto, o pavilhão se tornou a principal referência do local — apesar de hoje não estar servindo para nada —, a ponto de rebatizá-lo no imaginário popular. Outra vez, em João Pessoa, o fenômeno revela que a forma como os cidadãos vivenciam os espaços urbanos acaba tendo peso determinante na nomenclatura da urbe. Assim, mesmo que o nome fixado oficialmente continue sendo o de Praça Venâncio Neiva, para os moradores da Capital ela sempre será o Pavilhão do Chá.
Na foto, vista parcial da Praça Venâncio Neiva, com o Pavilhão do Chá.



PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Ainda o Pavilhão do Chá Sérgio Botelho

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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Ainda o Pavilhão do Chá
Sérgio Botelho – Se obedecido o projeto original, o que deveria existir no centro da Praça Venâncio Neiva, inaugurada em 21 de julho de 1917, pelo governador Camilo de Holanda — que presidiu a Paraíba entre 1916 e 1920 —, seria um rink (sic) de patinação. Homenageando o primeiro presidente republicano da Paraíba, que governou o estado entre 1889 e 1891, a praça, junto a diversas outras iniciativas de melhoria e ampliação da cidade, na época, resultaram do grande volume de recursos que iam sendo produzidos pelo algodão e pela cana de açúcar.
Sem falar na produção de café, que vigorou até a segunda década do Século XX, na região de Bananeiras. A praça Venâncio Neiva serviu para organizar o espaço, ao lado do Palácio do Governo, de péssima figuração urbana, um grande terreno baldio, segundo notícias veiculadas pela imprensa da época. Quando do seu governo, o presidente João Pessoa (1928-1930), resolveu dar outra conotação à Praça Venâncio Neiva. Nesse sentido, encomendou projeto (somente inaugurado após sua morte) para a construção de prédio, em substituição ao conceito do rink de patinação, destinado a um serviço de chá, à moda inglesa.
A construção, obedecendo a estilo oriental (com inspiração na história da origem chinesa do chá), levou o nome de Pavilhão do Chá. Ao longo do tempo, foi local de exposição, bar, restaurante e sorveteria. Hoje não é nada, além de um prédio marcante, e que chama muito a atenção. Mas precisa ser, pois será vizinho de um importante museu, a funcionar no velho Palácio da Redenção, com obras bastante adiantadas, afora a Praça João Pessoa, o Tribunal de Justiça, a Academia de Comércio, o coreto da própria praça, e um belo casario na lateral Avenida General Osório. Um verdadeiro memorial ao ar livre da cidade!
Ao fundo, belo casario na General Osório, ainda de pé!
Sérgio Botelho- Jornalista, poeta, escritor



PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. As velhas retretas pessoenses Sérgio Botelho

Na foto, o Pavilhão do Chá, atualmente.
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. As velhas retretas pessoenses
Sérgio Botelho
– Concorridas eram as retretas nas atuais praças João Pessoa (antiga Comendador Felizardo) e Venâncio Neiva, na primeira metade do Século XX. Os referidos eventos, geralmente animados pelas bandas da Força Pública (Polícia Militar) e do 22º Batalhão de Caçadores (depois 15º Regimento de Infantaria), criavam um ambiente propício para o encontro de jovens (destacadamente) e adultos.
Naquele período histórico, onde as normas sociais eram bem conservadoras, as retretas ofereciam chance legítima e socialmente aceita para que a sociedade interagisse. As famílias frequentemente compareciam em conjunto, mas era natural que os jovens encontrassem momentos para trocar olhares, sorrisos e iniciar conversas sutis sob a atmosfera envolvente da música ao vivo. A disposição espacial das retretas, em torno do coreto, na Praça João Pessoa, e do Pavilhão do Chá, na Venâncio Neiva, permitia livre circulação dos participantes.
As moças, sobretudo, deixavam o confinamento, somente aliviado pelas janelas de suas casas, onde se debruçavam para observar os passantes, e, quem sabe, estabelecer alguma paquera. Na retreta, o ambiente descontraído atenuava as rígidas barreiras sociais vigentes, tornando o flerte mais fácil. Além disso, a música desempenhava papel catalisador nesses encontros. Canções românticas ou melodias conhecidas estimulavam as conversas.
As retretas das praças João Pessoa e Venâncio Neiva, portanto, foram verdadeiros pontos de convergência social. Em muitas narrativas familiares, antigamente, era comum ouvir histórias de casais que se conheceram ou estreitaram laços, naquelas circunstâncias. Dessa maneira, o significado das antigas retretas da cidade reside na criação de um espaço onde a música e a convivência social se encontravam, permitindo que relações pessoais florescessem em ambiente acolhedor e festivo, além dos limites residenciais. Elas representam um capítulo importante na história das relações sociais e comunitárias, na capital paraibana.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Sérgio Botelho- Jornalista, poeta, escritor



Polícia registra troca de tiros, assalto e assassinato em menos de 24h

Tentativa de assalto em academia termina com troca de tiros e um ferido em João Pessoa

Frequentadores de uma academia localizada no Conjunto Esplanada, em João Pessoa, passaram por momentos de tensão na noite dessa sexta-feira (12). O estabelecimento foi invadido por dois assaltantes armados, enquanto um terceiro elemento aguardava em um carro branco, na lateral do prédio.

Ao perceber o que estava acontecendo, o dono da academia, que também é policial, reagiu à ação criminosa e houve troca de tiros. O primo do proprietário levou um tiro nas nádegas e foi socorrido por terceiros para o hospital de emergência e trauma de João Pessoa, sem gravidade.

Os dois assaltantes fugiram a pé e se esconderam em uma mata próxima às Três Lagoas. Não se sabe se algum deles ficou ferido. A Polícia Militar fez rondas nas imediações, mas até a publicação da matéria ninguém foi localizado. Vários vestígios do tiroteio ficaram espalhados pelo chão, paredee e portões da academia e de vizinhos.

Homem é baleado com dois tiros no Centro de João Pessoa e motorista narra susto ao presenciar crime: “tô me tremendo todinho”

O homem baleado estava consciente após ter sido atingido por dois tiros, sendo um na perna e outro na mão. O ferido contou que não sabe o motivo do autor do crime ter atirado nele. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Um homem foi baleado no Pavilhão do Chá, no centro de João Pessoa. O crime aconteceu na tarde dessa sexta-feira (12), e foi testemunhado por pedestres e motoristas que transitavam pelo entorno da praça, disse:

“Meu irmão, que ‘doidera’. Tô me tremendo todinho. O cara matou outro bicho aqui do meu lado, meu irmão. Atirou no cara, véi. Aqui no Pavilhão do Chá. Quando eu encostei o carro do lado, só escutei os pipoco. O bicho atirou na cabeça do bicho. O bicho tá aqui caído. Eu só vi o bicho correndo com a arma na mão (sic)”, narrou, em áudio compartilhado nas redes sociais, um homem que viu o crime de perto e contou sua versão do fato.

O comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM), coronel Lucas, informou que ainda não houve prisão do atirador, até às 15h30.  O homem baleado estava consciente após ter sido atingido por dois tiros, sendo um na perna e outro na mão. O ferido contou que não sabe o motivo do autor do crime ter atirado nele.

Agricultor tenta matar a filha e acaba assassinado pelo genro em Pedras de Fogo

Caso será investigado pela Polícia Civil (Foto: Arquivo)

Um agricultor morreu nessa quinta-feira (11) após tentar matar a filha e ser baleado pelo genro, que saiu em defesa da esposa. O caso aconteceu no município de Pedras de Fogo, no Litoral Sul da Paraíba.

Manoel Lima da Silva, de 59 anos, teria chegado na casa da filha fazendo ameaças com um facão na mão, conforme relatou a irmã dele. A mulher entrou em luta corporal com o pai e começou a gritar por ajuda, então o marido dela veio.

Assim que o genro de Manoel chegou, com uma espingarda calibre 20, atirou no sogro e depois fugiu. Manoel acabou morrendo.

No corpo de Manoel também foram encontradas marcas de facada, que a perícia vai investigar se foram resultado da luta corporal entre ele e a filha.

Um dos possíveis motivos para o crime seria briga por terras, pois familiares relataram que Manoel morava em terras que pertencem a filha.

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