Paralimpíadas: veja o quadro de medalhas após dia brilhante do Brasil em Paris

Delegação brasileira chega a 86 medalhas, supera marca dos Jogos Paralímpicos do Rio e de Tóquio e bate recorde

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Confira o quadro de medalhas dos Jogos Paralímpicos após um dia brilhante do Brasil em Paris
Foto: Foto: Silvio Avila/CPB

Confira o quadro de medalhas dos Jogos Paralímpicos após um dia brilhante do Brasil em Paris

O Brasil mostrou mais uma vez que é potência paralímpica! Neste sábado (7), os brasileiros bateram recordes nos Jogos Paralímpicos 2024. As feras brilharam em Paris e superaram a marca que fizeram na Rio 2016 e em Tóquio 2021. O país chegou a 86 medalhas conquistadas, sendo 23 de ouro, 25 de prata e 38 de bronze.

CONFIRA O QUADRO DE MEDALHAS

Quadro de medalhas atualizado (Arte: ENM)

Confira os medalhistas brasileiros neste sábado (7):

Atletismo
Paulo Henrique Reis – salto em distância (T13) –  bronze
Rayane Soares – 400m (T13) –  ouro
Ricardo Mendonça e Christian Gabriel – 200m (T37) – Ricardo ( prata ) e Christian ( bronze )
Jerusa Geber – 200m (T11) –  ouro
Thomaz Ruan – 400m masculino (T47) –  bronze

Canoagem
Miqueias Rodrigues – 200m caiaque – KL3 – bronze
Luís Carlos Cardoso – 200m caiaque – KL1 – final A – prata

Futebol de cegos
Brasil 1×0 Colômbia – bronze

Halterofilismo
Mariana D’Andrea – categoria até 73kg – ouro

Judô
Arthur Silva 10×0 Daniel Powell (Reino Unido) – categoria até os 90kg – J1 – final – ouro
Willians Araújo x Ion Basoc (Romênia) – categoria acima de 90kg – J1 – ouro
Erika Zoaga 0x10 Anastasiia Harnyk (Ucrânia) – categoria acima de 70kg – J1 – prata
Marcelo Casanova x Simone Cannizzaro (Itália) – categoria até 90kg – J2 – bronze
Rebeca Silva 11×0 Sheyla Estupiñan (Cuba) – categoria acima de 70kg – J2 – ouro

Natação
Lídia Cruz – 50m costas (S4) – bronze

CAMPANHA BRASILEIRA E QUEBRA DE RECORDES

Faltando um dia para as disputas na França acabarem, o Brasil conquistou 16 medalhas nesse sábado e  a melhor marca da história. Só hoje foram: seis de ouro, três de prata e sete de bronze. A delegação já bateu o recorde de pódios do país, que era de 72 em Tóquio e Rio 2016, agora é de 86.

E com tantos ouros conquistados em Paris, mais um recorde foi quebrado. Essa edição é a mais dourada para o Brasil, que superou o número de medalhas de ouro conquistadas em uma única edição, agora é 23 douradinhas. O recorde anterior era em Tóquio, com 22, na última edição dos jogos. Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro, a som




Encerramento dos Jogos de Paris: prefeita de Los Angeles recebe bandeira olímpica; siga

O evento marca a finalização dos Jogos Olímpicos e a passagem de bastão para a próxima edição

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iG Esporte

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Anéis olímpicos no meio do palco do Stade de France
Reprodução

Anéis olímpicos no meio do palco do Stade de France

A cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Paris 2024 , realizada neste domingo (11), no Stade de France, começou às 21 horas na França, às 16 horas (de Brasília). O evento marca a finalização dos Jogos Olímpicos e a passagem de bastão para a próxima edição, marcada para 2028, em Los Angeles , nos Estados Unidos. 

Logo no início do evento, um vídeo com os melhores momentos e o resumo das Olimpíadas foi exibido. Os Estados Unidos terminaram na liderança do quadro de medalhas , enquanto o Brasil ficou no 20º lugar – foram 20 medalhas, sendo três de ouro, sete de prata e 10 de bronze.

A abertura do evento contou com a apresentação da famosa música francesa “Sous le ciel de Paris”, conhecida por ser o “hino de Paris”, em um musical – a canção exalta a cidade de Paris e lembra o apelido de “cidade do amor”. Na sequência, a La Marseillaise foi tocada no Parque dos Príncipes.

Pira apagada

Depois do hino nacional da França, o fogo olímpico foi apagado na pira principal. Ao longo da cerimônia, o fogo é transportado dos jardins do Louvre, onde estava a pira, até o Stade de France. Os dois locais ficam a cerca de 10km de distância.

Bandeiras

Como tradicionalmente acontece, as bandeiras das delegações que participaram das Olimpíadas marcaram presença na cerimônia de encerramento.

No Stade de France, a dupla Ana Patrícia e Duda, campeãs olímpicas no vôlei de praia, representaram o Brasil. As jogadoras demonstraram muito entusiasmo e interagiram com o público nas arquibancadas.

Além da dupla, as atletas da ginástica rítmica do Brasil e outros membros da delegação brasileira também marcaram presença na cerimônia de encerramento.

Ana Patrícia e Duda carregam a bandeira do Brasil
Alexandre Loureiro/COB.

Ana Patrícia e Duda carregam a bandeira do Brasil

Ao todo, 205 bandeiras entraram no estádio. A maioria dos países foi representado por atletas que ganharam medalhas em Paris. Já o país-sede teve atletas do rugby e do ciclismo de estrada como porta-bandeiras da França.

Em meio ao desfile da bandeira, as músicas “We are the Champions”, clássico do Queen, e “Les Champs-Elysées”, de Joe Dassin, foram tocadas no estádio.

Último pódio

A cerimônia de encerramento também contou com o último pódio das Olimpíadas de Paris 2024. As três melhores atletas da maratona feminina entraram no estádio para receber suas medalhas. A holandesa Sifan Hassan ficou com o ouro, a etíope Tigst Assefa foi prata e a queniana Hellen Obiri terminou com o bronze.

Homenagens

Após o último pódio, alguns voluntários das Olimpíadas de Paris entraram no estádio para serem homenageados – ao todo, cerca de 45 mil pessoas trabalharam voluntariamente.

Além disso, a ginasta brasileira Victória Borges, que competiu machucada, foi à cerimônia de encerramento de cadeira de rodas e recebeu homenagens das companheiras.

Apresentação

Cerimônia de encerramento das Olimpíadas contou com uma grande apresentação do Stade de France
Reprodução/X/@Olympics

Cerimônia de encerramento das Olimpíadas contou com uma grande apresentação do Stade de France

Com o fim das homenagens, as luzes do estádio se apagaram para uma apresentação. Um homem vestido com a cor dourada, denominado “Viajante Dourado”, desceu do teto do Stade de France sob um jogo de luzes. No gramado, uma imagem do mapa mundi foi exibida.

O viajante pousou no meio do estádio para levar o público a uma viagem pela história dos Jogos. Assim como na Cerimônia de Abertura, a apresentação também contou com referências aos momentos históricos da França e Grécia – o hino grego foi tocado.

Apresentação no Stade de France fez referência à Grécia
Reprodução/X/@Olympics

Apresentação no Stade de France fez referência à Grécia

Em seguida, os anéis olímpicos, que representam os cinco continentes entrelaçados, foram levados ao palco, no centro do gramado. Os anéis simbolizam a união entre os povos.

Grandes momentos

Um novo vídeo com conquistas, derrotas e grandes momentos dos atletas em Paris foi exibido pela organização. Na gravação, destaque para o choro da brasileira Bia Souza, campeã olímpica no Judô, além da icônica foto do surfista Gabriel Medina, que ganhou a medalha de bronze, e da reverência à Rebeca Andrade.

Balada

Banda Phoenix durante apresentação na Cerimônia de Encerramento dos Jogos Olímpicos
Reprodução/X/@Olympics

Banda Phoenix durante apresentação na Cerimônia de Encerramento dos Jogos Olímpicos

A cerimônia também contou com um breve show da banda francesa Phoenix, que agitou os atletas e os espectadores presentes no Stade de France. Com as luzes apagadas, outros artistas também se apresentaram.

Discurso

Estranguet (direita) e Thomas Bach (esquerda) em discurso na cerimônia de encerramento da Paris 2024
Reprodução/@Olympics

Estranguet (direita) e Thomas Bach (esquerda) em discurso na cerimônia de encerramento da Paris 2024

Tony Estanguet, presidente da organização do Comitê de Paris 2024, e Thomas Bach, presidente do COI, discursaram ao lado de atletas que representaram os cinco continentes.

Estanguet agradeceu a presença dos atletas, torcedores, espectadores e voluntários. O presidente da organização ainda destacou  o alto número de pedido de casamento durante os Jogos.

Já Thomas Bach destacou o espírito olímpico dos atletas e dos torcedores em meio às guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. “Os Jogos Olímpicos não podem criar a paz, mas podem criar uma cultura de paz que inspira o mundo”, disse o presidente do COI. Após a declaração, o hino olímpico foi executado.

Passagem da bandeira

Seguindo o protocolo, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, passou a bandeira olímpica para Thomas Bach. O presidente do COI, então, entregou o objeto para Karen Bass, prefeita de Los Angeles, sede da próxima edição das Olimpíadas. A norte-americana estava acompanhada de Simone Biles, lenda da ginástica dos EUA.

*Mais informações em instantes




Paris 2024: Brasil se aproxima de recorde de medalhas e encerra participação com três ouros

Com a prata no futebol feminino e o bronze no vôlei feminino, o Brasil encerrou sua participação nos Jogos Olímpicos de Paris neste sábado (10). Embora ainda haja medalhas a serem definidas no domingo (11), último dia da Olimpíada, nenhuma delas tem brasileiros na disputa. Com isso, já se sabe a quantidade oficial de pódios brasileiros em 2024. Foram 20 no total: três ouros, sete pratas e dez bronzes. O país se despede sem registrar o melhor desempenho em boa parte dos critérios, embora tenha se aproximado em alguns casos.

O desempenho em Tóquio 2020 seguirá, pelo menos por mais quatro anos, como o parâmetro a ser batido. No Japão, tivemos a maior quantidade de ouros (sete, empatado com os Jogos do Rio, em 2016), o maior total de medalhas (21), a melhor posição no quadro geral (12º), assim como o maior número de modalidades diferentes subindo ao pódio (13).

A principal queda na performance em Paris está no número de ouros. Além de Rio e Tóquio, o desempenho em Atenas, quando o Brasil conquistou cinco primeiros lugares, também foi superior. Neste critério, o resultado é igual a Atlanta (1996), Pequim (2008) e Londres (2012), todas com três ouros. De 1996 para cá, apenas em Sydney, em 2000, o país teve menos ouros. Naquela edição, na realidade, o Brasil não subiu ao lugar mais alto nenhuma vez.

No número total de medalhas, no entanto, Paris fica atrás apenas de Tóquio. Agora são duas edições consecutivas na casa dos 20 pódios.

Ainda é preciso esperar o fim dos Jogos para saber em que posição o país termina no quadro de medalhas. Porém, já se sabe que serão onze as modalidades medalhistas, atrás de Tóquio e Rio (em casa, doze esportes medalharam). No final das contas, nenhuma modalidade estreou como medalhista para o Brasil em Paris.

A Olimpíada de Paris chegará ao fim neste domingo (11), com a cerimônia de encerramento, prevista para começar às 16h (horário de Brasília). no Stade de France. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou que a dupla Duda e Ana Patrícia, campeãs olímpicas no vôlei de praia, ficará responsável por carregar a bandeira do país no evento.

Agência Brasil




Paris 2024: Brasil sofre com “carrasco”, perde para EUA e fica com a prata pela 3ª vez

Seleção brasileira feminina faz bom 1º tempo, mas peca nas finalizações e amarga mais um vice-campeonato

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iG Esporte|Pedro Sciola de Oliveira

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Brasil e Estados Unidos se enfrentam em uma final de Olimpíadas pela 3ª vez
Luiza Moraes/COB

Brasil e Estados Unidos se enfrentam em uma final de Olimpíadas pela 3ª vez

seleção brasileira feminina de futebol terminou com a prata nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 . Neste sábado (10), o Brasil até fez um jogo competitivo, mas foi derrotado pelos Estados Unidos por 1 a 0, em final disputada do Parque dos Príncipes, estádio do PSG.

A equipe treinada por Arthur Elias mostrou a mesma organização dos últimos jogos. No primeiro tempo, além de se defender bem, a seleção brasileira conseguiu incomodar com ataques, quase sempre pelas beiradas. No segundo tempo, porém, os EUA equilibraram, foram eficazes e marcaram com Mallorry Swanson.

Com o resultado, o time norte-americano aumenta a fama de carrasco do Brasil. Dos cinco ouros conquistados na história das Olimpíadas, três foram obtidos em finais diante das brasileiras – as outras duas aconteceram em 2008 e em 2012.

Brasil tem as melhores chances no 1º tempo

Mesmo com a Rainha Marta começando o duelo no banco de reservas, a seleção brasileira foi mais criativa na etapa inicial. Utilizando bem os lados do campo, o Brasil deu trabalho para as estadunidenses com Ludmilla e Gabi Portilho.

Logo no primeiro minuto, Ludmilla tabelou com Jheniffer, saiu na cara do gol e parou na goleira Naeher. Já aos 15, a atacante chegou a balançar as redes com uma linda jogada individual pela esquerda, mas a auxiliar flagrou o impedimento da jogadora.

Melhor nos 25 minutos iniciais, o Brasil ainda reclamou de uma penalidade na disputa entre Adriana e Dunn. O VAR chegou a paralisar o jogo para checar, mas não chamou a árbitra para analisar o lance.

Com o passar do tempo, os Estados Unidos equilibraram o duelo e quase marcaram com Mallorry Swanson, que parou em boa defesa da goleira Lorena. Apesar disso, a melhor oportunidade do primeiro tempo saiu com Portilho – a atacante exigiu um milagre da arqueira norte-americana, já aos 46 minutos.

EUA voltam bem e são eficazes

A partida mudou de rumo no retorno do intervalo. Sem conseguir manter a posse de bola no ataque, o Brasil passou a ter dificuldades no setor criativo. Para piorar, os Estados Unidos foram letais na primeira grande chance. Aos 11 minutos, Mallorry Swanson foi lançada nas costas da defesa e tirou de goleira para abrir o placar.

Atrás do placar, Arthur Elias decidiu colocar Marta, Angelina e Priscila nas vagas de Ludmilla, Duda Sampaio e Jheniffer. Apesar disso, as estadunidenses continuaram melhores, explorando os espaços no campo de defesa brasileiro – Smith e Rodman conseguiram arrematar em boas oportunidades, mas mandaram para fora.

No fim, o Brasil esboçou uma pressão para tentar levar a disputa à prorrogação, mas não conseguiu. Seis vezes melhor do mundo, Marta teve uma falta perto da área para cobrar e mandou por cima. Já Adriana cabeceou à queima-roupa, mas Naeher fez excelente defesa.




É bronze! Brasil vence Turquia no vôlei feminino e sobe ao pódio nas Olimpíadas de Paris

Equipe de Zé Roberto Guimarães consegue vitória por 3 sets a 1

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iG Esporte

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Brasil garante medalha de bronze no vôlei feminino
Miriam Jeske/COB

Brasil garante medalha de bronze no vôlei feminino

Neste sábado (10), o Brasil venceu a Turquia por 3 sets a 1, e garantiu a medalha de bronze no vôlei feminino nos Jogos Olímpicos de Paris.

Em um confronto que teve seus momentos de tensão e competitividade, as brasileiras mostraram garra e habilidade, superando as adversárias turcas com parciais de 25×21, 27×25 e 25×15. O destaque da partida ficou por conta de Gabi, que mais uma vez foi fundamental na vitória da seleção brasileira com 26 pontos. Apesar de terem enfrentado um set desafiador, onde a Turquia mostrou sua força, o Brasil se manteve focado e determinado para a conquista da medalha de bronze.

Com essa conquista em Paris, o vôlei feminino do Brasil alcança a marca histórica de seis medalhas em Jogos Olímpicos.

Confira abaixo todas as medalhas brasileiras no vôlei feminino em Olimpíadas:

Bronze – Paris 2024
Prata – Tóquio 2020
Ouro – Londres 2012
Ouro – Pequim 2008
Bronze – Sidney 2000
Bronze – Atlanta 1996




Brasil é ouro no vôlei de praia: Ana Patrícia e Duda vencem canadenses em Paris




Rebeca Andrade é prata, e Simone Biles fatura o hexa no Mundial

Simone Biles e Rebeca Andrade ficaram lado a lado para receber suas medalhas. Pela primeira vez as duas estrelas da ginástica artística dividiram um pódio em uma prova individual. Nesta sexta-feira, a americana retomou o posto de número 1 do mundo e conquistou o hexa do individual geral no Mundial da Antuérpia. Campeã no ano passado, a brasileira também brilhou com a prata. A americana Shilese Jones completou o primeiro pódio 100% de mulheres pretas da prova mais nobre de um Mundial. Flávia Saraiva acabou na 15ª posição depois de ter sofrido duas quedas.

Simone Biles fez uma competição à parte, como de costume. Nem precisou apresentar seu novo salto homologado, o Yurchenko Double Pike. Se deu ao luxo de tropeçar no solo, uma cena raríssima que não a tirou dos trilhos. A americana de 26 anos já era recordista de títulos e estendeu seu reinado para seis ouros no individual geral, somando 58,399 pontos.

Campeã no Mundial de 2022, Rebeca Andrade também deu show. Pequenos erros na trave e um passinho para fora na última acrobacia do solo a impediram de se aproximar de Simone, mas não tiraram da brasileira a prata. Somou 56,766 pontos, superando o duelo com Shilese Jones. A americana, vice-campeã no ano passado, acabou com o bronze somando 56,332 pontos.

Recorde para Rebeca

Com a prata desta sexta-feira, Rebeca chegou a seis medalhas em Mundiais, isolando-se como recordista do Brasil na história da competição. Bicampeão mundial do solo, Diego Hypolito era o recordista antes do Mundial da Antuérpia, com cinco conquistas.

Rebeca Andrade no Mundial de ginástica artística — Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Rebeca Andrade no Mundial de ginástica artística — Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Mais chances de medalhas

Depois de conquistar a prata inédita por equipes femininas na quarta-feira e a prata do individual geral nesta sexta, o Brasil ainda tem mais cinco chances de pódio no Mundial da Antuérpia. No sábado, às 9h (de Brasília), Rebeca está na final do salto, aparelho em que é a atual campeã olímpica. No domingo, também às 9h, Rebeca está na decisão da trave e do solo. Flavinha está na final do solo. Arthur Nory fecha o Mundial na decisão da barra fixa.

sportv transmite ao vivo todas as finais do Mundial da Antuérpia, e o ge acompanha em tempo real os brasileiros nas disputas por medalhas.

Rebeca Andrade no Mundial de ginástica — Foto: REUTERS/Yves Herman

Rebeca Andrade no Mundial de ginástica — Foto: REUTERS/Yves Herman

A final

Primeira rotação
As favoritas ao título começaram no salto. Simone Biles optou por não apresentar o novo salto que homologou na classificatória do Mundial. Em vez do Yurchenko Double Pike, fez um Cheng cravado e conseguiu 15,100 pontos. Também com um Cheng, Rebeca também voou, só deu um passo para o lado na chegada e tirou 14,700. Flavinha fez um bom Yurchenko com dupla pirueta e tirou 13,833, acabando a primeira posição na nona posição. À frente de Simone e Rebeca, só mesmo a argelina Kaylia Nemour, que deu show nas barras assimétricas, aparelho em que é especialista: 15,200.

Segunda rotação
Nas barras, Simone conseguiu 14,333. Rebeca, que havia errado nesse aparelho na classificatória, optou por fazer uma série com dificuldade um décimo menor (6,1 pontos) para focar na boa execução. Deu certo. A série cravada rendeu à brasileira 14,500 pontos e a segunda posição, atrás apenas da americana. A americana Shilese Jones também simplificou para executar bem sua série e tirar 14,633, assumindo o terceiro posto. Flavinha sofreu uma queda nas barras e conseguiu 12,633, caindo para a 11ª posição ao fim da rotação.

Terceira rotação
Simone Biles abriu a disputa da trave com um notão em uma série muito difícil: 14,433. Rebeca teve pequenos desequilíbrios, mas se manteve firme na trave e conseguiu 13,500 pontos, caindo para a terceira posição. Shilese Jones cravou sua série e tirou 14,066 pontos, passando a brasileira por pouco mais de dois décimos. Flavinha se recuperou da queda nas barras com uma grande série no seu principal aparelho. Conseguiu 14,033 na trave e subiu para a oitava posição.

Quarta rotação
Flavinha abriu as apresentações das favoritas no solo. Ela sofreu uma queda na segunda acrobacia e simplificou o final da série: 12,200 pontos. Rebeca deu show no solo e aumentou a nota de dificuldade com um triplo giro. Só na última acrobacia acabou pisando fora do tablado e teve um desconto de três décimos. Ainda assim conseguiu 14,066 pontos, um notão para se garantir no pódio. A seleção brasileira ainda protestou, mas a arbitragem não alterou a nota. Nem precisou. Shilese Jones cometeu falhas no solo e só conseguiu 13,400, ficando com o bronze e deixando a prata nas mãos de Rebeca.

O ouro já estava nas mãos de Simone Biles, que deu um show no solo com acrobacias muito altas. Em uma cena rara, ela tropeçou e quase caiu em um elemento simples. Ainda assim tirou 14,533 para selar o hexa do Mundial.




Estrela mais brilhante do Olimpo brasileiro, Rebeca Andrade é ouro no solo em Paris

Por Marcos Guerra — Paris, França

 

Rebeca Andrade chorou de emoção e alívio e o Brasil chorou com ela. A estrela mais brilhante do Olimpo brasileiro conquistou o ouro na final do solo na manhã desta segunda-feira (5), na Bercy Arena, em Paris, e se tornou a maior medalhista do país em todos os tempos.

Foi um dia de emoção e redenção. Rebeca havia falhado na final de trave menos de uma hora antes e ficado fora do pódio. Mas levantou a cabeça e entregou tudo no tablado, com um solo belíssimo, chegadas praticamente cravadas ao fim de cada acrobacia e as lágrimas de quem sabia que havia encerrado sua participação nas Olimpíadas de Paris com uma apresentação de encantar o mundo todo. Simone Biles fez acrobacias incríveis, mas as falhas na execução a deixaram com a medalha de prata. A americana Jordan Chiles ficou com o bronze.

Rebeca Andrade na final do solo em Paris 2024 — Foto: LOIC VENANCE / AFP

Rebeca Andrade na final do solo em Paris 2024 — Foto: LOIC VENANCE / AFP

Com sua sexta medalha em duas Olimpíadas, Rebeca Andrade ultrapassou os cinco pódios dos velejadores Robert Scheidt e Torben Grael. E pode ter se despedido do solo da maneira mais perfeita possível. A ginasta disse, nos últimos dias, que pode deixar de fazer o solo, que sacrifica muito seus joelhos. Se realmente essa foi a última vez, Rebeca fechou com graça, leveza e acrobacias impressionantes, altas e difíceis. Tanta beleza rendeu à ginasta um excelente 14.166. E quem sabe não a faz repensar a decisão?

Foi a quarta medalha de Rebeca em Paris 2024. Além do ouro no solo, Rebeca sai da França com duas pratas, no salto e no individual geral, e um bronze por equipes. Na carreira olímpica, ela ainda tem o ouro no salto e a prata no individual geral em Tóquio 2020, somando seis pódios nas duas edições dos Jogos.

Rebeca Andrade na final do solo em Paris 2024 — Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Rebeca Andrade na final do solo em Paris 2024 — Foto: Ricardo Bufolin/CBG

O solo de Rebeca

Rebeca trocou o collant grená da trave por um azul lindíssimo para o solo. Deu sorte. Cravou cada uma das quatro chegadas de acrobacia, entregou uma coreografia cheia de graça e inventividade e levantou o público presenta na Bercy Arena.

Rebeca Andrade se apresenta na final do solo — Foto: Reuters

Rebeca Andrade se apresenta na final do solo — Foto: Reuters

O solo de Simone

É difícil competir com o altíssimo grau de dificuldade do solo de Simone Biles. Mas dessa vez, a americana pisou com os dois pés fora do tablado duas vezes e teve erros de postura. Ainda assim, realizou suas acrobacias impossíveis, tirou 14.133 e comemorou uma prata.

Simone Biles tira 14,133 na final do solo dos Jogos de Paris

Os solos das outras ginastas

Bronze na trave, a italiana Manila Esposito sofreu uma queda em sua primeira diagonal no solo e deu adeus às possibilidades de medalha.

A chinesa Yushan Ou fez uma série com algumas falhas e pisou fora do trabalho, recebendo a nota de 13.000.

Aos 16 anos, a japonesa também pisou fora trabalho, mas apresentou uma série sólida em sua estreia em Olimpíadas, com nota 13.166.

Medalhista de ouro na trave, a italiana Alice D’Amato tirou 13.600 com uma série esteticamente encantadora.

Foi seguida pela romena Ana Barbosu, que fez uma apresentação sólida e tirou 13.700.

A última a se apresentar foi a americana Jodan Chiles. Companheira de Simone na equipe dos Estados Unidos, Jordan tirou 13.766 numa série empolgante, embalada por canções de Beyoncé, e ficou com a medalha do bronze.




Paris 2024: Rebeca Andrade e Simone Biles ficam fora do pódio na trave

Alice D’Amato, Yaqin Zhou e Manila Esposito conquistaram as medalhas na modalidade

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iG Esporte

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Rebeca Andrade foi a última a se apresentar na decisão da trave
LIONEL BONAVENTURE/AFP

Rebeca Andrade foi a última a se apresentar na decisão da trave

Um dos principais nomes da delegação brasileira nos Jogos de Paris, Rebeca Andrade  acabou fora do pódio na trave. Alice D’Amato (ITA) ficou com o ouro, Yaqin Zhou (CHI) com a prata e Manila Esposito (ITA) com o bronze da modalidade.

Se apresentando por último na decisão, Rebeca não sentiu a pressão e não caiu, fazendo boa apresentação. Porém, a nota veio abaixo do esperado, e a brasileira ficou na quarta colocação, com 13.933.

Em prova marcada por quedas de várias atletas, nem Simone Biles passou ilesa, a estrela norte-americana acabou desequilibrando e caindo do aparelho. Com 13.100, não alcançou as medalhas. Outra candidata ao pódio, Sunisa Lee, também dos EUA, teve queda feia e não conseguiu grande nota, ficando fora da disputa logo no início.

A brasileira Julia Soares, que foi bem na trave nas classificatórias, também acabou caindo e teve um desconto de -1.767 na apresentação. Na 7ª colocação, a nota da jovem de 18 anos foi 12.333.

Pódio da final da trave
• 1º lugar – ouro:  Alice D’Amato (Itália) – 14.366
• 2º lugar – prata:  Yaqin Zhou (China) – 14.100
• 3º lugar –  bronze:  Manila Esposito (Itália) – 14.000

Veja abaixo galeria de fotos de Rebeca Andrade:

Rebeca Andrade Luiza Moraes / COB

1/21 Rebeca Andrade Luiza Moraes / COB
Rebeca Andrade Luiza Moraes / COB

2/21 Rebeca Andrade Luiza Moraes / COB
Rebeca Andrade Luiza Moraes / COB

3/21 Rebeca Andrade Luiza Moraes / COB
Rebeca Andrade Luiza Moraes / COB

4/21 Rebeca Andrade Luiza Moraes / COB
Rebeca Andrade Luiza Moraes / COB

5/21 Rebeca Andrade Luiza Moraes / COB
Rebeca Andrade Ricardo Bufolin/CBG

6/21 Rebeca Andrade Ricardo Bufolin/CBG
Rebeca Andrade Ricardo Bufolin/CBG

7/21 Rebeca Andrade Ricardo Bufolin/CBG
Rebeca Andrade Ricardo Bufolin/CBG

8/21 Rebeca Andrade Ricardo Bufolin/CBG
Rebeca Andrade Miriam Jeske/COB

9/21 Rebeca Andrade Miriam Jeske/COB
Rebeca Andrade Ricardo Bufolin/CBG

10/21 Rebeca Andrade Ricardo Bufolin/CBG
Rebeca Andrade Ricardo Bufolin / CBG

11/21 Rebeca Andrade Ricardo Bufolin / CBG
Rebeca Andrade Ricardo Bufolin / CBG

12/21 Rebeca Andrade Ricardo Bufolin / CBG
Rebeca Andrade Reprodução/Instagram

13/21 Rebeca Andrade Reprodução/Instagram
Rebeca Andrade Reprodução/Instagram

14/21 Rebeca Andrade Reprodução/Instagram
Rebeca Andrade Reprodução/Instagram

15/21 Rebeca Andrade Reprodução/Instagram
Rebeca Andrade Reprodução/Instagram

16/21 Rebeca Andrade Reprodução/Instagram
Rebeca Andrade Reprodução/Instagram

17/21 Rebeca Andrade Reprodução/Instagram
Rebeca Andrade Reprodução/Instagram

18/21 Rebeca Andrade Reprodução/Instagram
Rebeca Andrade Reprodução/Instagram

19/21 Rebeca Andrade Reprodução/Instagram
Rebeca Instagram

20/21 Rebeca Instagram
Rebeca Instagram

21/21 Rebeca Instagram




Paris 2024: Brasil conquista medalha de bronze na ginástica por equipes femininas

Final por equipes da ginástica feminina foi disputada na Bercy Arena, em Paris

Júlia Soares e Rebeca Andrade em comemoração após execução de aparelho em Paris 2024

Loic Venance/AFP

O Brasil ficou com a medalha de bronze na ginástica por equipes femininas nos Jogos Olímpicos de Paris. Nesta terça-feira (30), a equipe formada por Jade Barbosa, Júlia Soares, Flávia Saraiva, Rebeca Andrade e Lorrane Oliveira somou 164.497 na pontuação total e ficou atrás somente de Estados Unidos e Itália, ouro e prata.

Nos últimos Jogos Olímpicos, em Tóquio, Japão, em 2021, a Rússia ficou com a medalha de ouro. Os EUA conseguiram a prata, enquanto a Grã-Bretanha terminou com o bronze.

O Brasil não disputou a competição por equipes na Olimpíada passada.

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