Gaeco solicita que Padre Egídio de Carvalho retorne à prisão

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), solicitou o retorno do padre Egídio de Carvalho Neto à prisão. Segundo depoimentos colhidos pelo órgão, o padre teria violado as condições impostas durante sua prisão domiciliar. O réu foi liberado da Penitenciária Especial do Valentina Figueiredo em abril deste ano, após ter apresentado problemas de saúde.

O principal motivo para o novo pedido de prisão são os depoimentos de inquilinos de imóveis pertencentes ao padre, que afirmaram ter sido instruídos a continuar pagando aluguéis diretamente ao advogado dele, mesmo após a determinação judicial de bloqueio de seus bens. As testemunhas relataram ao Gaeco que foram pressionadas a fazer os pagamentos para contas indicadas por intermediários, o que indica uma possível tentativa de driblar as decisões judiciais que bloqueavam os bens e suspendiam os repasses financeiros.

O pedido está em tramitação na 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba, sob a relatoria do desembargador Ricardo Vital, mas ainda não foi analisado. O Gaeco alega que a liberdade do padre representa um risco à ordem pública e à condução do processo, já que ele teria continuado a realizar atividades ilícitas mesmo após ser beneficiado com a prisão domiciliar.




Padre Egídio e Samuel Segundo viram réus por furto de celulares do Hospital Padre Zé

Padre Egídio e Samuel Segundo se tornaram réus após o juiz José Guedes Cavalcanti Net, da 4ª Vara Criminal da Capital, receber a denúncia do MPPB.

Padre Egídiio de Carvalho Neto, padre

Padre Egídio (Foto: reprodução)

O padre Egídio de Carvalho e Samuel rodrigues Cunha Segundo se tornaram réus por furto qualificado. A denúncia contra eles foi feita pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB)  nessa quarta-feira (29). Ambos são investigados por furto de celulares doados ao Hospital Padre Zé, em João Pessoa.

O juiz José Guedes Cavalcanti Net, da 4ª Vara Criminal da Capital, foi o responsável por aceitar a denúncia. Segundo ele, os fatos narrados pelo MPPB constituem crime.

“Na hipótese, a peça acusatória atende aos requisitos formais do art. 41 do Código de Processo Penal, por estar alicerçada em fonte de informação básica do (s) delito (s) e oferecendo indícios de autoria, não havendo motivo que autorize a sua rejeição, como a inépcia ou falta de pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal”, afirmou o juiz ao receber a denúncia, como observado pelo ClickPB.

Padre Egídio e os desvios analisados pela Justiça

A prisão de Padre Egídio ocorreu após operação do Gaeco, em 17 de novembro de 2023, por meio da operação ‘Indignus’, realizada de forma conjunta entre o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do MPPB, a Polícia Militar da Paraíba e pela Polícia Civil da Paraíba.

A  operação teve como objetivo apurar os fatos que indicam possíveis condutas criminosas ocorridas no âmbito do Instituto São José, do Hospital Padre Zé e da Ação Social Arquidiocesana (ASA).

Segundo as investigações, há indícios de desvios de recursos públicos destinados a fins específicos, por meio da falsificação de documentos e pagamento de propinas a funcionários vinculados às referidas entidades.

Ao longo de pouco mais de dez anos, os desvios no Hospital Padre Zé e na ASA teriam chegado a mais de R$ 140 milhões, conforme aponta até o momento as investigações da força-tarefa.

O suposto esquema montado pelo padre Egídio teria bancado desde vinhos no valor de R$ 1,5 mil à imóveis de luxo na beira-mar de João Pessoa.

Veja abaixo o documento que comprova a situação de réus de padre Egídio e Samuel Segundo:




STJ só julgará recurso de Padre Egídio Carvalho contra prisão em fevereiro de 2024

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pautou para o dia 20 de fevereiro o agravo regimental – nome jurídico para recurso – impetrado pela defesa do Padre Egídio de Carvalho contra a decisão do ministro Teodoro Silva Santos que manteve o religioso preso.

Segundo movimentação processual na tarde desta terça-feira (12), o julgamento colegiado deverá acontecer durante a sessão virtual da corte.

Recentemente, o desembargador Ricardo Vital de Almeida, relator da Operação Indignus no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), também rejeitou o pleito para que o sacerdote fosse solto.

Egídio está preso desde o dia 17 de novembro. Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa que teria desviado R$ 140 milhões do Hospital Padre Zé, unidade de saúde filantrópica que era administrada pelo padre há mais de 10 anos, até o seu afastamento do cargo em setembro.

No mês passado, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou as primeiras denúncias sobre o caso. Além de Egídio, o Geaco acusa Jannyne Dantas e Amanda Duarte – ex-diretoras do Hospital – de irregularidades e desvio de recursos públicos.