Encerramento dos Jogos de Paris: prefeita de Los Angeles recebe bandeira olímpica; siga

O evento marca a finalização dos Jogos Olímpicos e a passagem de bastão para a próxima edição

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Anéis olímpicos no meio do palco do Stade de France
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Anéis olímpicos no meio do palco do Stade de France

A cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Paris 2024 , realizada neste domingo (11), no Stade de France, começou às 21 horas na França, às 16 horas (de Brasília). O evento marca a finalização dos Jogos Olímpicos e a passagem de bastão para a próxima edição, marcada para 2028, em Los Angeles , nos Estados Unidos. 

Logo no início do evento, um vídeo com os melhores momentos e o resumo das Olimpíadas foi exibido. Os Estados Unidos terminaram na liderança do quadro de medalhas , enquanto o Brasil ficou no 20º lugar – foram 20 medalhas, sendo três de ouro, sete de prata e 10 de bronze.

A abertura do evento contou com a apresentação da famosa música francesa “Sous le ciel de Paris”, conhecida por ser o “hino de Paris”, em um musical – a canção exalta a cidade de Paris e lembra o apelido de “cidade do amor”. Na sequência, a La Marseillaise foi tocada no Parque dos Príncipes.

Pira apagada

Depois do hino nacional da França, o fogo olímpico foi apagado na pira principal. Ao longo da cerimônia, o fogo é transportado dos jardins do Louvre, onde estava a pira, até o Stade de France. Os dois locais ficam a cerca de 10km de distância.

Bandeiras

Como tradicionalmente acontece, as bandeiras das delegações que participaram das Olimpíadas marcaram presença na cerimônia de encerramento.

No Stade de France, a dupla Ana Patrícia e Duda, campeãs olímpicas no vôlei de praia, representaram o Brasil. As jogadoras demonstraram muito entusiasmo e interagiram com o público nas arquibancadas.

Além da dupla, as atletas da ginástica rítmica do Brasil e outros membros da delegação brasileira também marcaram presença na cerimônia de encerramento.

Ana Patrícia e Duda carregam a bandeira do Brasil
Alexandre Loureiro/COB.

Ana Patrícia e Duda carregam a bandeira do Brasil

Ao todo, 205 bandeiras entraram no estádio. A maioria dos países foi representado por atletas que ganharam medalhas em Paris. Já o país-sede teve atletas do rugby e do ciclismo de estrada como porta-bandeiras da França.

Em meio ao desfile da bandeira, as músicas “We are the Champions”, clássico do Queen, e “Les Champs-Elysées”, de Joe Dassin, foram tocadas no estádio.

Último pódio

A cerimônia de encerramento também contou com o último pódio das Olimpíadas de Paris 2024. As três melhores atletas da maratona feminina entraram no estádio para receber suas medalhas. A holandesa Sifan Hassan ficou com o ouro, a etíope Tigst Assefa foi prata e a queniana Hellen Obiri terminou com o bronze.

Homenagens

Após o último pódio, alguns voluntários das Olimpíadas de Paris entraram no estádio para serem homenageados – ao todo, cerca de 45 mil pessoas trabalharam voluntariamente.

Além disso, a ginasta brasileira Victória Borges, que competiu machucada, foi à cerimônia de encerramento de cadeira de rodas e recebeu homenagens das companheiras.

Apresentação

Cerimônia de encerramento das Olimpíadas contou com uma grande apresentação do Stade de France
Reprodução/X/@Olympics

Cerimônia de encerramento das Olimpíadas contou com uma grande apresentação do Stade de France

Com o fim das homenagens, as luzes do estádio se apagaram para uma apresentação. Um homem vestido com a cor dourada, denominado “Viajante Dourado”, desceu do teto do Stade de France sob um jogo de luzes. No gramado, uma imagem do mapa mundi foi exibida.

O viajante pousou no meio do estádio para levar o público a uma viagem pela história dos Jogos. Assim como na Cerimônia de Abertura, a apresentação também contou com referências aos momentos históricos da França e Grécia – o hino grego foi tocado.

Apresentação no Stade de France fez referência à Grécia
Reprodução/X/@Olympics

Apresentação no Stade de France fez referência à Grécia

Em seguida, os anéis olímpicos, que representam os cinco continentes entrelaçados, foram levados ao palco, no centro do gramado. Os anéis simbolizam a união entre os povos.

Grandes momentos

Um novo vídeo com conquistas, derrotas e grandes momentos dos atletas em Paris foi exibido pela organização. Na gravação, destaque para o choro da brasileira Bia Souza, campeã olímpica no Judô, além da icônica foto do surfista Gabriel Medina, que ganhou a medalha de bronze, e da reverência à Rebeca Andrade.

Balada

Banda Phoenix durante apresentação na Cerimônia de Encerramento dos Jogos Olímpicos
Reprodução/X/@Olympics

Banda Phoenix durante apresentação na Cerimônia de Encerramento dos Jogos Olímpicos

A cerimônia também contou com um breve show da banda francesa Phoenix, que agitou os atletas e os espectadores presentes no Stade de France. Com as luzes apagadas, outros artistas também se apresentaram.

Discurso

Estranguet (direita) e Thomas Bach (esquerda) em discurso na cerimônia de encerramento da Paris 2024
Reprodução/@Olympics

Estranguet (direita) e Thomas Bach (esquerda) em discurso na cerimônia de encerramento da Paris 2024

Tony Estanguet, presidente da organização do Comitê de Paris 2024, e Thomas Bach, presidente do COI, discursaram ao lado de atletas que representaram os cinco continentes.

Estanguet agradeceu a presença dos atletas, torcedores, espectadores e voluntários. O presidente da organização ainda destacou  o alto número de pedido de casamento durante os Jogos.

Já Thomas Bach destacou o espírito olímpico dos atletas e dos torcedores em meio às guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. “Os Jogos Olímpicos não podem criar a paz, mas podem criar uma cultura de paz que inspira o mundo”, disse o presidente do COI. Após a declaração, o hino olímpico foi executado.

Passagem da bandeira

Seguindo o protocolo, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, passou a bandeira olímpica para Thomas Bach. O presidente do COI, então, entregou o objeto para Karen Bass, prefeita de Los Angeles, sede da próxima edição das Olimpíadas. A norte-americana estava acompanhada de Simone Biles, lenda da ginástica dos EUA.

*Mais informações em instantes




Paris 2024: Brasil se aproxima de recorde de medalhas e encerra participação com três ouros

Com a prata no futebol feminino e o bronze no vôlei feminino, o Brasil encerrou sua participação nos Jogos Olímpicos de Paris neste sábado (10). Embora ainda haja medalhas a serem definidas no domingo (11), último dia da Olimpíada, nenhuma delas tem brasileiros na disputa. Com isso, já se sabe a quantidade oficial de pódios brasileiros em 2024. Foram 20 no total: três ouros, sete pratas e dez bronzes. O país se despede sem registrar o melhor desempenho em boa parte dos critérios, embora tenha se aproximado em alguns casos.

O desempenho em Tóquio 2020 seguirá, pelo menos por mais quatro anos, como o parâmetro a ser batido. No Japão, tivemos a maior quantidade de ouros (sete, empatado com os Jogos do Rio, em 2016), o maior total de medalhas (21), a melhor posição no quadro geral (12º), assim como o maior número de modalidades diferentes subindo ao pódio (13).

A principal queda na performance em Paris está no número de ouros. Além de Rio e Tóquio, o desempenho em Atenas, quando o Brasil conquistou cinco primeiros lugares, também foi superior. Neste critério, o resultado é igual a Atlanta (1996), Pequim (2008) e Londres (2012), todas com três ouros. De 1996 para cá, apenas em Sydney, em 2000, o país teve menos ouros. Naquela edição, na realidade, o Brasil não subiu ao lugar mais alto nenhuma vez.

No número total de medalhas, no entanto, Paris fica atrás apenas de Tóquio. Agora são duas edições consecutivas na casa dos 20 pódios.

Ainda é preciso esperar o fim dos Jogos para saber em que posição o país termina no quadro de medalhas. Porém, já se sabe que serão onze as modalidades medalhistas, atrás de Tóquio e Rio (em casa, doze esportes medalharam). No final das contas, nenhuma modalidade estreou como medalhista para o Brasil em Paris.

A Olimpíada de Paris chegará ao fim neste domingo (11), com a cerimônia de encerramento, prevista para começar às 16h (horário de Brasília). no Stade de France. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou que a dupla Duda e Ana Patrícia, campeãs olímpicas no vôlei de praia, ficará responsável por carregar a bandeira do país no evento.

Agência Brasil




É bronze! Brasil vence Turquia no vôlei feminino e sobe ao pódio nas Olimpíadas de Paris

Equipe de Zé Roberto Guimarães consegue vitória por 3 sets a 1

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Brasil garante medalha de bronze no vôlei feminino
Miriam Jeske/COB

Brasil garante medalha de bronze no vôlei feminino

Neste sábado (10), o Brasil venceu a Turquia por 3 sets a 1, e garantiu a medalha de bronze no vôlei feminino nos Jogos Olímpicos de Paris.

Em um confronto que teve seus momentos de tensão e competitividade, as brasileiras mostraram garra e habilidade, superando as adversárias turcas com parciais de 25×21, 27×25 e 25×15. O destaque da partida ficou por conta de Gabi, que mais uma vez foi fundamental na vitória da seleção brasileira com 26 pontos. Apesar de terem enfrentado um set desafiador, onde a Turquia mostrou sua força, o Brasil se manteve focado e determinado para a conquista da medalha de bronze.

Com essa conquista em Paris, o vôlei feminino do Brasil alcança a marca histórica de seis medalhas em Jogos Olímpicos.

Confira abaixo todas as medalhas brasileiras no vôlei feminino em Olimpíadas:

Bronze – Paris 2024
Prata – Tóquio 2020
Ouro – Londres 2012
Ouro – Pequim 2008
Bronze – Sidney 2000
Bronze – Atlanta 1996




Brasil derrota Espanha e garante lugar na final do futebol feminino em Paris

Adriana corre para abraço depois de gol para o Brasil (Rafael Ribeiro / CBF)

O Brasil garantiu a classificação para a decisão do torneio de futebol feminino dos Jogos Olímpicos de Paris (França) após derrotar a Espanha por 4 a 2, na tarde desta terça-feira (6) no estádio Velódrome, em Marselha, em confronto válido pelas semifinais da competição.

O Brasil garantiu a classificação para a decisão do torneio de futebol feminino dos Jogos Olímpicos de Paris (França) após derrotar a Espanha por 4 a 2, na tarde desta terça-feira (6) no estádio Velódrome, em Marselha, em confronto válido pelas semifinais da competição.

O Brasil mostrou maturidade a partir daí, para aproveitar a vantagem no marcador, se fechando bem na defesa e apostando em jogadas rápidas de contra-ataque para empilhar oportunidades de marcar. De tanto tentar, a seleção brasileira conseguiu ampliar aos 48 minutos, quando a meio-campista Yasmim avançou em liberdade pela ponta esquerda e cruzou na medida para Gabi Portilho escorar de primeira.

Após o intervalo a equipe comandada pelo técnico Arthur Elias assumiu de vez o controle da partida, criando ótimas oportunidades de marcar o terceiro, com Gabi Portilho aos 3 minutos, com chute de fora da área de Ludmila aos 6 e com Jheniffer um minuto depois.

Aos 24 minutos Hermoso ainda deu um susto no Brasil ao acertar chute da entrada da área que obrigou a goleira Lorena a realizar uma difícil defesa. Mas o dia era mesmo da equipe brasileira, que encaixou um contra-ataque em velocidade um minuto depois para chegar ao terceiro. Priscila partiu em velocidade pela esquerda e, ao chegar à área, rolou para Adriana, que chutou no travessão. A bola sobrou então para Gabi Portilho, que escorou de cabeça para Adriana, que não perdoou.

As oportunidades continuaram aparecendo de lado a lado e, de tanto tentar, a Espanha conseguiu descontar aos 39 minutos, quando Paralluelo aproveitou bola levantada na área por Hermoso para cabecear e vencer Lorena. Um minuto depois as atuais campeãs do mundo tiveram outra grande oportunidade de marcar, com uma finalização da entrada da área de Putellas que explodiu no travessão.

Porém, o Brasil estava em uma jornada especial e deixou o melhor para o final. Após vacilo da lateral Oihane Hernández, Kerolin dominou a bola, avançou com muita liberdade e mostrou frieza para bater por baixo das pernas da goleira Cata Coll. A Espanha ainda voltou a marcar com Paralluelo, mas o triunfo final ficou mesmo com a seleção brasileira.

Agência Brasil




Paris 2024: Rebeca Andrade e Simone Biles ficam fora do pódio na trave

Alice D’Amato, Yaqin Zhou e Manila Esposito conquistaram as medalhas na modalidade

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Rebeca Andrade foi a última a se apresentar na decisão da trave
LIONEL BONAVENTURE/AFP

Rebeca Andrade foi a última a se apresentar na decisão da trave

Um dos principais nomes da delegação brasileira nos Jogos de Paris, Rebeca Andrade  acabou fora do pódio na trave. Alice D’Amato (ITA) ficou com o ouro, Yaqin Zhou (CHI) com a prata e Manila Esposito (ITA) com o bronze da modalidade.

Se apresentando por último na decisão, Rebeca não sentiu a pressão e não caiu, fazendo boa apresentação. Porém, a nota veio abaixo do esperado, e a brasileira ficou na quarta colocação, com 13.933.

Em prova marcada por quedas de várias atletas, nem Simone Biles passou ilesa, a estrela norte-americana acabou desequilibrando e caindo do aparelho. Com 13.100, não alcançou as medalhas. Outra candidata ao pódio, Sunisa Lee, também dos EUA, teve queda feia e não conseguiu grande nota, ficando fora da disputa logo no início.

A brasileira Julia Soares, que foi bem na trave nas classificatórias, também acabou caindo e teve um desconto de -1.767 na apresentação. Na 7ª colocação, a nota da jovem de 18 anos foi 12.333.

Pódio da final da trave
• 1º lugar – ouro:  Alice D’Amato (Itália) – 14.366
• 2º lugar – prata:  Yaqin Zhou (China) – 14.100
• 3º lugar –  bronze:  Manila Esposito (Itália) – 14.000

Veja abaixo galeria de fotos de Rebeca Andrade:

Rebeca Andrade Luiza Moraes / COB

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Rebeca Andrade Luiza Moraes / COB

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Rebeca Andrade Luiza Moraes / COB

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Rebeca Andrade Luiza Moraes / COB

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Rebeca Andrade Luiza Moraes / COB

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Rebeca Andrade Ricardo Bufolin/CBG

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Rebeca Andrade Ricardo Bufolin/CBG

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Rebeca Andrade Ricardo Bufolin/CBG

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Rebeca Andrade Miriam Jeske/COB

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Rebeca Andrade Ricardo Bufolin/CBG

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Rebeca Andrade Ricardo Bufolin / CBG

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Rebeca Andrade Ricardo Bufolin / CBG

12/21 Rebeca Andrade Ricardo Bufolin / CBG
Rebeca Andrade Reprodução/Instagram

13/21 Rebeca Andrade Reprodução/Instagram
Rebeca Andrade Reprodução/Instagram

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Rebeca Andrade Reprodução/Instagram

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Rebeca Andrade Reprodução/Instagram

16/21 Rebeca Andrade Reprodução/Instagram
Rebeca Andrade Reprodução/Instagram

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Rebeca Andrade Reprodução/Instagram

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20/21 Rebeca Instagram
Rebeca Instagram

21/21 Rebeca Instagram




Olimpíadas 2024: confira o quadro de medalhas após prata de Rebeca

Jogos Olímpicos de Paris chegam ao sexto dia de competições, nesta quinta-feira (31/7). Brasil segue atrás do primeiro ouro

Medalhas olímpicas

As Olimpíadas de Paris seguem a todo vapor. As competições do maior torneio esportivo do mundo chegam ao quarto dia com muita disputa e a China aparece na primeira posição, com nove medalhas de ouro conquistadas. O Brasil agora tem cinco medalhas, sendo uma de prata e três de bronze, e segue atrás do primeiro ouro.

Nesta quinta-feira (1º/8), o destaque brasileiro ficou por conta de Rebeca Andrade, que travou duelo duríssimo contra Simone Biles

Nesta quinta-feira (1º/8), o destaque brasileiro ficou por conta de Rebeca Andrade, que travou duelo duríssimo contra Simone Biles e conquistou a prata na final invidual geral na ginástica artística.

Confira o quadro de medalhas, com os 30 primeiros colocados:




Atleta da natação brasileira é expulsa das Olimpíadas por indisciplina

Na noite da última sexta (26), os atletas Ana Carolina Vieira e Gabriel Santos, membros do time brasileiro de Natação em Paris, deixaram a Vila Olímpica sem autorização. Por este motivo eles foram punidos pelo ato de indisciplina e Ana Carolina foi expulsa da competição.

“Além desse fato, a atleta Ana Carolina, de forma desrespeitosa e agressiva, contestou decisão técnica tomada pela comissão da Seleção Brasileira de Natação”, disse em nota o Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Ainda de acordo com a nota, ela retornará ao Brasil imediatamente.

Confira a nota na íntegra

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) recebeu neste sábado, 27, um comunicado do Chefe da Equipe Brasileira de Natação, Gustavo Otsuka, com a informação de que os nadadores Ana Carolina Vieira e Gabriel Santos cometeram atos de indisciplina.

Com isso, de comum acordo com os membros da Comissão Técnica da modalidade, com o Chefe da Equipe e com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), o COB decidiu punir os dois atletas por terem deixado a Vila Olímpica sem autorização durante a noite da última sexta-feira.

Além desse fato, a atleta Ana Carolina, de forma desrespeitosa e agressiva, contestou decisão técnica tomada pela comissão da Seleção Brasileira de Natação.

Assim, o atleta Gabriel Santos foi punido com a pena de advertência e a atleta Ana Carolina Vieira, com a pena de desligamento da delegação. Ela retornará ao Brasil imediatamente.




Com 4 ouros, Nordeste alcança protagonismo inédito na história das Olimpíadas

 

O Brasil faz uma campanha histórica nas Olimpíadas de Tóquio-2020. Superou o número total de medalhas obtidas no Rio-2016 e ainda pode bater o recorde de sete ouros conquistados na última edição dos Jogos. Para isso, teve como trunfo uma região pouco valorizada no circuito esportivo do país: o Nordeste. 

Nunca antes os atletas nordestinos haviam sido tão fundamentais para a campanha do Time Brasil. Dos sete ouros conquistados no Japão, quatro vieram de lá: o potiguar Italo Ferreira (surfe) e os baianos Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Isaquias Queiroz (canoagem) e Hebert Conceição (boxe).

Outro ouro pode vir da região, já que mais uma baiana, Bia Ferreira, disputa final da categoria até 60 kg com a irlandesa Kellie Anne Harrington neste domingo, às 2h (de Brasília).

Não bastasse isso, foi de lá uma das histórias mais bonitas contadas pelo Brasil nas Olimpíadas: a prata da carismática skatista Rayssa Leal, mais jovem atleta e medalhista olímpica do país. Aos 13 anos, a maranhense de Imperatriz conquistou a prata no skate street, na estreia da modalidade nos Jogos.

É um protagonismo que o Nordeste nunca teve em 101 anos de participação olímpica do Brasil. O país estreou nos Jogos na Antuérpia, em 1920, com o destaque para um atleta vindo de outra região negligenciada pelos investimentos esportivos do país, o Norte.

Guilherme Paraense, honrando o sobrenome, de fato tinha nascido no Pará, em Belém. O atirador foi responsável pelo primeiro ouro brasileiro em Olimpíadas, na pistola rápida, e integrou o primeiro bronze, na pistola livre por equipes. Nunca mais um atleta nascido no Norte subiu ao topo do pódio olímpico em provas individuais.

Já o Nordeste se tornou peça mais importante na campanha olímpica do Brasil apenas em 2021. Segundo levantamento da Folha, em total de medalhas, o Sudeste ainda é a principal região do país no quadro de Tóquio-2020, com nove (2 ouros, 2 pratas e 5 bronzes). O Sul contribui com quatro pódios (1 prata e 3 bronzes). Norte e Centro-Oeste não tiveram representantes entre os três primeiros colocados no Japão.

O Nordeste se destaca, ganhando mais ouros nas provas individuais do que havia conquistado em todas as Olimpíadas anteriores somadas -além das quatro medalhas de ouro, soma também uma prata em Tóquio-2020.

Para o levantamento histórico, foram consideradas apenas provas individuais (uma medalha para cada atleta), de duplas (com peso de 0,5 medalha para cada um) ou quartetos (como no revezamento 4 x 100 m do atletismo, com divisão de 0,25 medalha para cada integrante da equipe). Esportes coletivos não entraram neste levantamento pois iriam fracionar entre muitos nomes o peso da medalha.

Por esse critério, a melhor campanha anterior dos nordestinos havia sido na Rio-2016, quando conquistaram um ouro, duas pratas e um bronze. Na ocasião, o fator Isaquias Queiroz foi decisivo. O canoísta, nascido em Ubaitaba (BA), ganhou duas pratas e um bronze. Em um dos vice-campeonatos, dividiu a canoa com outro baiano, Erlon Silva, de Ubatã.

O ouro foi conquistado por outro baiano, Robson Conceição, o primeiro do Brasil no boxe olímpico. A marca do pugilista foi igualada por Hebert Conceição em Tóquio. Apesar de ambos serem de Salvador, praticarem o mesmo esporte e terem sobrenome igual, não são parentes.

Hebert venceu, neste sábado (7), o ucraniano Oleksandr Khyzhniak por nocaute na final da categoria médio. Orgulhoso de suas raízes, o baiano entrou no ringue ao som de de “Madiba”, música do grupo Olodum, que faz referência a um “nobre guerreiro”.

A boa campanha em Tóquio-2020 mostra que há muito talento na região para diversas modalidades. Para Ary Rocco Júnior, professor da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, é necessário mais projetos para detectá-los e lapidá-los.

“O que falta é uma política pública consistente de direcionamento do governo federal para investimento no esporte educacional. Esse investimento vai tirar da rua jovens em situação de risco, vai dar uma socialização e ensinar os valores do esporte. Da quantidade fica mais fácil extrair as promessas. Aqueles que eventualmente tenham talento deveriam ser encaminhados para projetos sociais específicos ou entidades esportivas onde pudessem ter uma estrutura de treinamento para evoluir”, afirma Rocco Júnior, que é especialista em gestão esportiva. “Mas não há política de massa para detectar talentos para o alto rendimento”, lamenta.

Sem essas políticas públicas, até estrangeiros naturalizados subiram ao pódio olímpico, em provas individuais ou em duplas, antes de brasileiros nascidos no Nordeste. Ou seja, a escassez de investimentos tornou mais fácil até para imigrantes radicados no Sudeste ganharem medalha olímpica pelo Brasil.

Foi o caso do alemão Burkhard Cordes, bronze na classe flying dutchman da vela em parceria com Reinaldo Conrad, nos Jogos da Cidade do México, em 1968. Quatro anos depois, em Munique, o japonês naturalizado Chiaki Ishii conquistou o bronze no judô, o primeiro do Brasil na história olímpica. Em Moscou-1980, o sueco de nascimento Lars Bjorkstrom, com Alex Welter, ganhou o ouro olímpico para o Brasil na classe tornado da vela.

Pelos critérios do levantamento da Folha, o Nordeste só subiu ao pódio olímpico pela primeira vez nos Jogos de Sydney-2000, mas já mostrava diversidade. O baiano Ricardo e o paraibano Zé Marco foram prata no vôlei de praia. A cearense Shelda, com a carioca Adriana Behar, também foi vice-campeã olímpica na modalidade.

Já nos revezamentos, a força do Nordeste também se fez presente. O potiguar Vicente Lenilson integrou a equipe de 4 x 100 m do atletismo na final que terminou em segundo lugar, atrás apenas dos Estados Unidos. O piauiense Cláudio Roberto de Souza era reserva do time e correu nas eliminatórias. Já o baiano Edvaldo Valério foi membro decisivo na conquista do bronze nos 4 x 100 m livre da natação.

O primeiro ouro nordestino só viria em Atenas-2004, mas ainda “dividido”. O baiano Ricardo, agora em dupla com o paranaense Emanuel, conquistou o título olímpico do vôlei de praia. Em uma prova individual, a glória só seria alcançada em Londres-2012, quando a piauiense Sarah Menezes ganhou o ouro no judô, na categoria até 48 kg.

Veja abaixo os nordestinos medalhistas olímpicos do Brasil em provas individuais, de duplas ou quartetos:

Sydney-2000
Ricardo/Zé Marco (prata/vôlei de praia)
Shelda (prata/vôlei de praia)
Vicente Lenilson (prata/4 x 100 m do atletismo)
Claudio Roberto de Souza (prata/reserva do 4 x 100 m do atletismo)
Edvaldo Valério (bronze/4 x 100 m livre da natação)

Atenas-2004
Ricardo (ouro/vôlei de praia)
Shelda (prata/vôlei de praia)

Pequim-2008
Márcio Araújo (prata/vôlei de praia)
Ricardo (bronze/vôlei de praia)
Bruno Lins, José Carlos Moreira e Vicente Lenilson, (bronze/4 x 100 m do atletismo)

Londres-2012
Sarah Menezes (ouro/judô)
Larissa (bronze/vôlei de praia)
Yane Marques (bronze/pentatlo moderno)

Rio de Janeiro-2016
Robson Conceição (ouro/boxe)
Isaquias Queiroz e Erlon Silva (prata/C2-1.000 m da canoagem)
Isaquias Queiroz (prata/C1-1.000 m da canoagem)
Isaquias Queiroz (bronze/C1-200 m da canoagem)

Tóquio-2020
Ana Marcela Cunha (ouro/maratona aquática)
Hebert Conceição (ouro/boxe)
Isaquias Queiroz (ouro/C1-1.000 m da canoagem)
Italo Ferreira (ouro/surfe)
Rayssa Leal (prata/skate)

www.reporteriedoferreira.com.br   /FOLHA PRESS




HISTÓRICO! Rebeca Andrade leva a prata no individual geral dos Jogos Olímpicos

A paulista, de 22 anos, fez história e se tornou a primeira brasileira a conquistar uma medalha na categoria

Rebeca Andrade
Divulgação

Rebeca Andrade

Histórico! A ginasta Rebeca Andrade conquistou, nesta quinta-feira, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no individual geral.

Com o feito, a paulista (veja galeria abaixo) de Guarulhos e de 22 anos se tornou a primeira brasileira a faturar um pódio no esporte na Olimpíada. A americana Sunisa Lee ficou com o ouro, enquanto o bronze foi da russa Angelina Melinkova.

www.reporteriedoferreira.com.br  / Lance




Primeira a ganhar três medalhas olímpicas na história. Quem é Mayra Aguiar?

Gaúcha conquistou seu terceiro bronze em Jogos Olímpicos ao derrotar a coreana Hyunji Yoon

Mayra Aguiar
Time Brasil / Twitter

Mayra Aguiar

Medalha da Superação! Mayra Aguiar superou cirurgias e conquistou seu terceiro bronze em Jogos Olímpicos ao derrotar a coreana Hyunji Yoon. Com isso, se tornou a primeira atleta brasileira a ganhar três medalhas em Olimpíadas em um esporte individual.

(Veja fotos da histórica atleta brasileira)

Foto: Reprodução / Instagram
Foto: Reprodução / Instagram
Foto: Reprodução / Instagram
Foto: Reprodução / Instagram
Foto: Reprodução / Instagram
Foto: Reprodução / Instagram
Em sua história, a judoca teve uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e enfrentou o desafio de se recuperar a tempo de estar em Tóquio. Mesmo com todas as adversidades, a sétima operação da carreira e 16 meses sem competir, o dia da coroação chegou.

Desde jovem, um talento surgia no esporte brasileiro

Atleta da Sociedade de Ginástica de Porto Alegre (Sogipa), Mayra começou cedo, com apenas 6 anos. Com 14, já era profissional e três anos mais tarde conquistou seu primeiro grande feito: campeã do pan-americano de judô, em 2008. No ano anterior, 2007, já tinha beliscado a prata nos Jogos Pan-Americanos do Rio, com só 16 anos.

A judoca também conquistou a sua primeira medalha na modalidade. Um bronze em Campeonatos Mundiais Junior de judô, enfileirando conquistas no anos seguintes com prata e ouro. O talento a levou a integrar a Seleção Brasileira adulta na Olimpíada de Pequim com apenas 17 anos e fazer o seu nome no esporte brasileiro.

Foto: Reprodução / Instagram
Em Campeonatos Mundiais, as primeiras conquistas da fase adulta, com uma prata em 2010 e um bronze em 2011. Com isso, a atleta chegava à Olimpíadas de Londres como um dos grandes nomes do judô. E foi na capital britânica que veio a primeira medalha olímpica da judoca. Apesar da derrota para a americana Kayla Harrison na semifinal, Mayra venceu a holandesa Marhinde Verkerke por ippon.

A partir de 2013, a atleta começou a enfrentar um dos grandes desafios da carreira, as lesões e cirurgias constantes. Só neste ano foram duas e um reencontro no Mundial: Kayla Harrison pelo caminho. Na semifinal, a brasileira deu o troco, e na final derrotou a francesa Audrey Tcheumeo e conquistou o ouro tão sonhado.

Na Rio-2016, mais um reencontro em sua trajetória. Dessa vez, a francesa Audrey Tcheumeo foi uma pedra no sapato da judoca, e a tirou da final. Mas a atleta mostrou novamente superação e superou a cubana Yalennis Castillo. O segundo bronze olímpico e a terceira medalha do Brasil nos Jogos realizados em casa.

Foto: Reprodução / Instagram

O bronze da superação

Fã de MPB, gremista e gaúcha de Porto Alegre. Mayra Aguiar, aos 29 anos, chegou à Tóquio como um dos principais nome do judô brasileiro, na categoria meio-pesado (-78 kg). Campeã dos Jogos Pan-Americanos de 2019 e bi mundial, a recuperação da lesão ligamentar ainda rondava, mas a superação voltou a figurar em sua carreira.

Além da força e da experiência olímpica (participou também de 2008), ela conta ainda com a disciplina, reforçada pelos hábitos militares. Ela é da marinha, estuda educação física e aponta a dedicação como seu ponto forte.

Mayra tem 78 kg, 1,78m e completa 30 primaveras na próxima terça-feira. Ela defende o Sogipa, o mesmo clube de Daniel Cargnin, que faturou bronze no início dos Jogos, mas na categoria meio-leve (até 66 kg). Ambos são treinados por Kiko Pereira.

Em virtude da lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e da cirurgia, Mayra perdeu posições no ranking mundial e hoje está em 33º. Entre 2018 e 2019, foi figurinha carimbada no topo dos melhores judocas de sua categoria.

O caminho do terceiro bronze teve início diante da israelense Inbar Lanir e mesmo sem ritmo de luta, a brasileira começou os jogos com um ippon. Em seguida, um novo desafio, mas um wazari no Golden Score para a alemã Anna-Maria Wagner a tirou do sonho do ouro Olímpico.

Veio então a repescagem, e Mayra superou não só a russa Aleksandra Babintseva como todos os seus medos diante das lesões e da Covid-19(teve sintomas leves). A disputa pelo pódio foi diante da coreana Hyunji Yoon, e de maneira emocionante a brasileira se tornou a primeira atleta a conquistar três medalhas individuais em Olimpíadas.

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