Movimento das forças de segurança da Paraíba reúne milhares de policiais;  Cobram valorização salarial e ameaça greve no carnaval

Entre os pontos mais críticos do protesto, está a insatisfação com o reajuste salarial de 5% anunciado pelo governo e o pior salário do Brasil pago a policia civil da paraíba

 

Protesto policiais granja gov
Movimento das forças de segurança da Paraíba cobra valorização salarial e ameaça greve no carnaval (Foto: Redes Sociais)

Policiais e bombeiros militares da Paraíba se reuniram, na manhã dessa sexta-feira (14), em frente à Granja Santanna, residência oficial do governador João Azevedo, para reivindicar um reajuste salarial. Durante o protesto, as categorias expressaram a ameaça de greve no período do carnaval, caso suas demandas não sejam atendidas pelo governo estadual.

ANTONIO ERIVALDO E SUANA MELO LÍDERES DA POLICIA CIVIL DA PARAIBA

 

 

 

 

 

 

 

 

Os manifestantes, que estão em frente à Granja do Governador, onde reside o governador João Azevedo, iniciaram uma caminhada pela região como forma de pressionar o governo estadual a atender suas demandas. Cartazes e camisetas com frases como “se não valorizar, a polícia vai parar” refletem o descontentamento dos agentes de segurança com as condições de trabalho e a remuneração oferecida.

Entre os pontos mais críticos do protesto, está a insatisfação com o reajuste salarial de 5% anunciado pelo governo, que, segundo os manifestantes, representa um aumento de menos de 2% no salário real, considerando a inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 6,6% no último ano. Os representantes das forças de segurança destacam que já apresentaram planilhas com a composição salarial de suas categorias ao governo, mas não obtiveram retorno satisfatório até o momento.

 

A manifestação causa congestionamentos significativos na região, já que as duas vias da Avenida Beira Rio, tanto no sentido praia-centro quanto centro-praia, estão interditadas. De acordo com informações, o tráfego em ruas adjacentes também foi impactado, dificultando o acesso ao local do protesto. A situação do trânsito permanece complicada, e motoristas devem estar atentos ao bloqueio nas principais vias da cidade.

O protesto segue com a expectativa de uma nova rodada de negociações entre os manifestantes e o governo. A ameaça de greve, que pode resultar em um efetivo reduzido nas ruas durante o carnaval, permanece em aberto, caso não haja uma resolução satisfatória. As forças de segurança afirmam que o movimento é um último recurso diante da falta de diálogo efetivo com o poder executivo.

 

Por g1 PB

Policiais realizam protesto em frente á Granja Santana, residência oficial do governador — Foto: Guilherme Bezerra/TV Cabo Branco

Policiais realizam protesto em frente á Granja Santana, residência oficial do governador — Foto: Guilherme B

Os policiais civis, militares e penais da Paraíba realizam, na manhã desta sexta-feira (14), um protesto em frente à Granja Santana, residência oficial do governador, em João Pessoa.

O objetivo da manifestação, segundo a organização, é a busca por melhorias na remuneração de toda a categoria.

Os manifestantes interditaram uma das faixas da Avenida Ministro José Américo de Almeida, a Beira-Rio, onde a Granja Santana fica localizada. Eles estão realizando uma assembleia geral unificada para deliberar os próximos passos do movimento.

Terceira manifestação em 2025

O protesto desta sexta-feira (14) é o terceiro em 2025. No dia 8 e 22 de janeiro, os policiais realizaram outras manifestações em João Pessoa.

No dia 22 de janeiro, eles se reuniram na Epitácio Pessoa. De acordo com informações da TV Cabo Branco, os policiais realizaram uma assembleia unificada na orla de Tambaú e, em seguida, participaram de uma passeata pela avenida, uma das principais vias da capital. O trânsito ficou lento no local, com uma das faixas sendo interrompida. A manifestação seguiu em direção à sede da Vice-Governadoria da Paraíba.

“O Governo desvaloriza a polícia quando vem e faz uma proposta que não coaduna com nossas necessidades. Na verdade, ele apresentou 5% de aumento para os servidores de uma forma geral, situação que não nos atende.. Primeiro que, para polícia, não cai como 5% porque há uma incorporação de uma bolsa que ele diz que é um aumento de 20%, não. É uma bolsa de desempenho que está atrelada ao nosso vencimento que já temos essa bolsa, quando essa bolsa é atrelada começa a incidir imposto. Ou seja, o policial perdeu dinheiro”, afirmou Wágner Falcão, presidente da Associação dos Policiais Penais da Paraíba.

 




O MOVIMENTO GOLPISTA NÃO MORREU Por Rui Leitao 

O MOVIMENTO GOLPISTA NÃO MORREU Por Rui Leitao

É preciso que continuemos atentos e fortes. A vitória eleitoral conquistada no ano passado não nos dá a tranquilidade de que as ameaças à democracia desapareceram por completo. O delírio golpista continua aceso. Os conspiradores seguem na espreita, intimidando os democratas brasileiros. Vencemos uma batalha, mas ainda não ganhamos a guerra. O fascismo trabalha sua reorganização.

Têm aversão ao debate ético. Apelam para as mentiras na busca incessante de tentar desgastar um governo que está dando certo. Embora inelegível, o ex-presidente ainda consegue ser ouvido pelos que pensam como ele. Seus apoiadores, apesar das evidências da prática de crimes, recusam aceitar os fatos incontestáveis como verdadeiros. Parte do seu público se mantém fiel. As pautas cheias de ódio e preconceito retomam os discursos nas redes sociais, com o espalhamento desenfreado da desinformação.

Os grupos extremistas não foram exterminados. É bom lembrar que o Congresso eleito nas eleições do ano passado tem um perfil ideologicamente bem mais conservador do que o das legislaturas pretéritas, obrigando um presidente progressista a fazer concessões que possam garantir a governabilidade. Nele encontramos parlamentares que promovem a cizânia, líderes medíocres que não sabem viver numa democracia. Desrespeitam a ciência, defendem pautas retrógradas e não aceitam a pluralidade de pensamento.

Uma direita histérica, radical, mas barulhenta, insiste em atacar as instituições democráticas e republicanas. A nossa sorte é que são desqualificados, culturalmente despreparados, incapazes de desenvolver um debate de ideias com racionalidade. Quem pensa diferente deles não é patriota, nem cristão, é comunista, segundo definem. Estamos, então, diante da luta da civilização contra a barbárie.

Ainda que o principal líder da extrema direita brasileira tenha se desidratado, não dá para deixar de reconhecer que em torno de 25 % dos brasileiros ainda lhe devota fidelidade. Todavia, o golpismo é muito mais uma ação retórica do que um planejamento inteligente capaz de se efetivar. Mas essa possibilidade de ruptura fica sendo alimentada, até para que se mantenha o grupo mais fiel unido. É um movimento que gerou frutos em alguns setores da sociedade brasileira e levará décadas para que possamos respirar os ares da democracia inteiramente tranquilos, livres das ameaças golpistas.

www,reporteriedoferreira.com.br Por Rui Leitão- jornalista, advogado, poeta e escritor




João Azevêdo diz que assunto sobre aumento e bolsa para policiais será tratado em lei específica em janeiro

Segundo o governador, a lei aprovada na semana passada trata sobre o sistema de previdência social dos policiais.

João Azevêdo informou que assunto sobre aumento será discutido em janeiro de 2022. (Foto: Walla Santos)

O governador João Azevêdo (Cidadania) garantiu que o assunto sobre remuneração, aumento e bolsa para os policiais militares na Paraíba será discutido em janeiro de 2022 em uma lei específica. Para ele, os deputados estaduais Cabo Gilberto Silva e Wallber Virgolino tentam confundir a categoria ao afirmar que a lei aprovada na semana passada, que trata da proteção social, inclui o tema financeiro.

Segundo Azevêdo, a lei encaminhada a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e aprovada trata sobre proteção social. “Infelizmente, por má fé, de alguns, eu diria até de parlamentares, porque se trata de dois deputados, tentando confundir a categoria, colocando dentro da discussão, de uma lei que trata de proteção social, querer discutir aumento, remuneração, bolsa. Isso são coisas absolutamente diferentes”, comentou, em entrevista a imprensa, nesta quinta-feira (23).

O governador esclareceu que a lei trata do sistema de previdência que é diferente do do servidor civil. “O servidor civil recolhe 14%, o policial recolhe 10,5% e vai ficar congelado até 2025. Serão estabelecidos dentro da lei proteção social um conjunto de regras de funcionamento”, disse

No entanto, o assunto sobre aumento volta a ser debatido em janeiro. “Hoje o que se discute é a questão da incorporação ou não de bolsa. Só que questão de remuneração, questão de aumento, questão de bolsa vai ser tratada em lei específica agora no início de janeiro. Nós estamos fazendo os estudos para anunciar o que é possível ser feito em termos dessa pauta, mas não pode se confundir nem pode tentar incluir na lei de proteção social discussão de remuneração”, comentou.

Protesto

Esta semana, policiais militares chegaram a promover um protesto contra a lei aprovada na ALPB, na Praça dos Três Poderes, no Centro de João Pessoa. Para a categoria, a lei impõe prejuízos, mas o governo rebate.

 




A MASSA POPULAR NO MOVIMENTO DAS ONDAS: Por Rui Leitao 

A MASSA POPULAR NO MOVIMENTO DAS ONDAS: Por Rui Leitao
Li em algum lugar, não me lembro quando, e desconheço o autor, o seguinte pensamento: “A massa não pensa, não raciocina, não tem compromisso. Ela apoia o vencedor do momento”. E é uma grande verdade. Ela se manifesta conforme o movimento das ondas. Muitas vezes uma onda nasce com muito ímpeto e quem a vê imagina que ela chegará poderosa na praia. Ocorre que as vezes no caminho pode aparecer uma pedra que fará diminuir sua força. O impacto da rocha que encontrou, por onde ela estava passando, faz com que chegue ao seu ponto final, as areias da praia, bem fraquinha, bastante diferente de quando começou.
As massas populares se comportam assim, como as ondas do mar. Elas nem se dão ao trabalho de compreenderem os argumentos lógicos. Também não têm a menor preocupação com o senso crítico. O que vale é seguir a “onda”, juntarem-se aos possíveis vencedores. Passa longe do espírito coletivo a vontade de procurar discernir a verdade do erro. Elas são conduzidas por quem se encarregou de produzir a “onda”. Os julgamentos nascidos das massas são sempre impostos, jamais discutidos. As opiniões particulares que divergem da “onda” são desconsideradas. Mas nem sempre essa onda é duradoura, porque, de repente, a perspectiva de vitória, pode ser desviada para um sentido contrário. Basta que aconteça um fato novo, uma pedra no caminho, para que a “onda” se desmanche.
É preciso diferenciar a massa, do povo. O povo define seu caminho com racionalidade, a massa é conduzida cegamente porque é manipulada. A vontade das massas muitas vezes não exprime os desejos do povo. As massas são passíveis de manobras, sentimentos, paixões, tornam-se irracionais. Presas fáceis das emoções e dos medos. O povo quando se confunde com as massas comete equívocos, as vezes irremediáveis. As ilusões têm um preço elevado.
Quem condenou Cristo à crucificação, foi o povo ou a massa? Claro que foi a massa, manobrada pela aristocracia do templo. Ali não ecoou a voz do povo, que permaneceu calado, com medo, e assombrado com uma aglomeração que se colocava aparentemente majoritária. Venceu a manifestação da “onda” insuflada. Poderia ter ocorrido um fato novo que mudasse o comportamento da massa, mas Deus não quis. Estava escrito que era o momento do Seu filho feito homem ir ao sacrifício para pagar os pecados da humanidade.
Daí o grande perigo de deixar que o sentimento das massas seja o condutor de grandes decisões que afetem uma sociedade. O caminho escolhido pode ser trágico. Nessas ocasiões só nos resta torcer para que surja uma rocha que faça desaparecer a “onda”. A trajetória das lutas tem vários momentos, cujos prováveis vencedores são observados conforme as mudanças das “ondas”. É sempre bom esperar para decidir individualmente na hora final, sem a falsa influência de uma onda negativa.
www.reporteriedoferreira.com.br   Rui Leitão, jornalista; advogado e escritor.