Colisão frontal entre duas motos, causa incêndio:  Duas pessoas morrem  em João Pessoa

De acordo com os bombeiros, as duas vítimas morreram de traumas da colisão entre as motos e não do incêndio.

Imagem ilustrativa (foto: reprodução)

Duas pessoas morreram após um grave acidente entre duas motos, na noite desta quarta-feira (24), no bairro Costa e Silva, em João Pessoa. As vítimas estavam em uma das motocicletas, que pegou fogo após a colisão.

As duas pessoas foram identificadas como William da Silva, de 27 anos, e Maria Erika, de 24 anos. Segundo informou a médica Alana Albuquerque, do Samu, o homem teve o corpo carbonizado e a mulher apresentou um traumatismo craniano grave. Logo, quando o Samu chegou, eles já estavam mortos.

A médica destacou também que uma terceira pessoa, que seguia na segunda moto, pode ter ficado ferida, mas já havia saído do local do acidente quando as equipes chegaram. “A informação que nós temos é que os dois estariam em uma única moto, que é um casal, né? E aí os os dois estariam nessa moto, e teria um terceiro ocupante, que esse terceiro ocupante a gente não encontrou aqui ainda”, afirmou.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as duas vítimas morreram de traumas da colisão entre as motos. Os veículos pegaram fogo, deixando um dos corpos parcialmente carbonizado.

O homem e a mulher estavam em motos diferentes. Não se sabe se as vítimas usavam capacete no momento do acidente.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado pelos Bombeiros, que também constatou os óbitos.

Populares informaram aos bombeiros que teria uma terceira pessoa envolvida no acidente, mas até o momento não foi localizada.

A Policia  foi acionada e isolou a área para realização da perícia.




Acidente com avião mata quatro jogadores e presidente do Palmas

O acidente com um avião em uma pista de pouso particular em Luzimangues (Tocantins) neste domingo (24) matou quatro jogadores e o presidente do Palmas. A assessoria do clube informou que estavam a bordo os atletas Lucas Praxedes, Guilherme Noé, Ranule e Marcus Molinari. Além dos quatro, a aeronave levava ainda o presidente Lucas Meira e o piloto, Wagner Machado.

+ Conheça as vítimas do acidente do Palmas

Os quatro jogadores haviam chegado ao Palmas em 2021. No dia 19, o clube anunciou que Praxedes, Noé e Ranule haviam testado positivo para a Covid-19.

Avião explodiu logo após decolar — Foto: Divulgação

Avião explodiu logo após decolar — Foto: Divulgação

O Palmas estava indo para Goiânia, onde enfrentaria o Vila Nova pela Copa Verde. Nas redes sociais do time foram compartilhadas imagens do último treino realizado no Tocantins neste sábado (23). O jogo estava marcado para as 16h de segunda-feira (25), em Goiânia. Mas o próprio Vila Nova emitiu nota lamentando o acidente e informando que colaboraria para o adiamento da partida. No início da tarde deste domingo, a CBF confirmou que o jogo não será realizado na segunda.

Quem são as vítimas do clube:

  • Ranule: goleiro, 27 anos
  • Lucas Praxedes: lateral-esquerdo, 23 anos
  • Guilherme Noé: zagueiro, 28 anos
  • Marcus Molinari: meia, 23 anos
  • Lucas Meira: presidente do Palmas, empresário de 32 anos

O Palmas também tinha um jogo pelo Campeonato Tocantins na quinta-feira (28), às 16h, no Nilton Santos, contra o Araguacema.

O acidente foi na manhã deste domingo. O avião caiu momentos após decolar de uma pista de pouso no distrito de Luzimangues, em Porto Nacional, município localizado 60km ao sul de Palmas. A aeronave tinha acabado de decolar e acabou atingindo o solo em um matagal logo após a cabeceira da pista.

 — Foto: Infografia

— Foto: Infografia

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que integrantes do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VI) irão de Brasília a Porto Nacional para investigar o acidente. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a aeronave é um bimotor modelo Baron, de prefixo PTLYG. O site da fabricante, a Beechcraft, indica que este avião pode transportar até seis pessoas por voo.

De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o avião pertencia a uma construtora com sede no Pará chamada Meirelles Mascarenhas Ltda e não tinha autorização para realização de serviços de táxi aéreo. A assessoria do Palmas informou que o avião tinha sido adquirido há pouco tempo pelo presidente, Lucas Meira, e que estava em fase de transferência. O time informou que o avião não estava realizando serviço de táxi aéreo.

Veja a nota do Palmas na íntegra

O Palmas Futebol e Regatas vem por meio desta informar que por volta das 8h15 da manhã deste domingo, 24, ocorreu um acidente aéreo envolvendo o presidente do clube Lucas Meira, quando decolava para Goiânia, para a partida entre Vila Nova x Palmas nesta segunda, 25, válida pela Copa Verde. O avião em que Lucas estava junto com o comandante Wagner e os atletas Lucas Praxedes, Guilherme Noé, Ranule e Marcus Molinari, decolou e caiu no final da pista da Associação Tocantinense de Aviação. Lamentamos informar que não há sobreviventes. Neste momento de dor e consternação, o clube pede orações pelos familiares aos quais prestará os devidos apoios, e ressalta que no momento oportuno voltará a se pronunciar

www.reporteriedoferreira.com.br Por Globo Esporte




Covid-19: Mortes no Brasil chegam a 6,7 mil; casos confirmados são 96 mil

De acordo com os novos dados do Ministério da Saúde, número de contágios e mortes voltou a crescer

corona
Pixabay/Tumisu

O coronavírus ataca os brônquios e gera infecção pulmonar

O Brasil registrou mais 421 mortes causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, fazendo o total subir para 6.750, segundo balanço divulgado neste sábado (02) pelo Ministério da Saúde.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, os novos casos confirmados de Covid-19 no Brasil são 4.970, totalizando 96.559. A taxa de letalidade é de 6,9%.

O Estado com maior letalidade continua sendo São Paulo com 2.586 mortes e 31.174 casos confirmados, seguido do Rio de Janeiro com 971 óbitos. Tocantins é o estado com menos mortes, somente

 

Com mais de 91 mil casos e 6 mil mortes, país fica atrás apenas dos EUA na soma de novas infecções diárias

Covid-19

Gabriel Monteiro / Agência O Globo

Enterro de vítima de covid-19 no Rio de Janeiro

O Brasil chegou nesta sexta-feira (1º) ao quarto dia consecutivo em um novo patamar da pandemia de Covid-19. Com 6.209 casos e 428 óbitos em 24 horas, o número de pessoas infectadas com o novo coronavírus subiu para 91.589 e o total de mortes já chega a 6.329. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde.

Desde a última terça-feira, o país vem registrando mais de 5.000 casos e mais de 400 mortes diárias ligadas à  Covid-19 , tornando-se um dos epicentros da doença no mundo — segundo dados da Universidade Johns Hopkins (EUA), apenas os Estados Unidos têm tido mais novos casos do que o Brasil.

A curva de contágio americana, no entanto, se assemelha a uma montanha-russa, com altos e baixos. Já a brasileira lembra a subida de uma montanha cuja altura do pico ainda é desconhecida, como afirmou o próprio ministro da Saúde, Nelson Teich. Na comparação com o dia 1º de abril, o Brasil registrou 84.753 casos novos e 6.088 mortes em um mês.

De acordo com o balanço divulgado ontem pelo ministério, o aumento no número de novos diagnósticos e óbitos foi de 7% em relação a anteontem. A persistir esse ritmo, o Brasil pode superar a casa dos 100 mil casos da doença no domingo.

“Toda previsão sobre o futuro é difícil, mas todo mundo que é especialista em modelos vê que o Brasil é a nova fronteira. Nas próximas semanas, os dois principais países em que haverá um crescimento acelerado de casos serão Estados Unidos e Brasil. O resto do mundo está desacelerando, crescendo muito pouco”, afirma Mauro Schechter, professor-titular de infectologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ele atribui o cenário atual à queda da adesão ao distanciamento social, que fez com que o país registrasse a mais alta taxa de contágio entre 48 nações analisadas pelo Imperial College de Londres. Por aqui, cada dez pessoas infectadas contaminam outras 28; estas contaminam outras 78, e assim sucessivame nte, multiplicando-se sempre à razão de 2,8.

“O que está acontecendo agora provavelmente é reflexo do relaxamento que aconteceu semanas atrás, já que é preciso ter uma massa crítica transmitindo para outras pessoas até ser notado (no registro de novos casos)”, ressalta.

Novas ondas

Doutora em epidemiologia da Fiocruz, Ana Luisa Gomes também crê que o país pode se tornar o novo polo da Covid-19, mas pondera que a Europa, que está na descendente de novos contágios, está começando a sair da quarentena agora, e que essa reabertura pode fazer a onda ressurgir.

“A tendência da doença é essa, começa a ser um pico em um país e ir diminuindo no outro. Como a América Latina foi um dos últimos lugares a receber a Covid-19, é natural que a gente se torne um epicentro, o que é diferente de ser o país com maior incidência. Epicentro é, naquele momento, onde tem a maior disseminação da doença, e, portanto, de onde ela pode sair para outros lugares. Por isso o Trump está apreensivo com a questão dos voos. A transmissão comunitária aqui está muito alta, e as pessoas que saírem do Brasil para lá podem levar a doença a várias regiões que já a controlaram”, disse.

Gomes se refere à menção feita pelo presidente norte-americano de suspender voos do Brasil para os Estados Unidos, algo que ainda não foi confirmado oficialmente pela Casa Branca. Donald Trump afirmou anteontem que o avanço da Covid-19 pôs o Brasil em uma situação “difícil”.

“No Brasil o número de casos é muito, muito alto. Se você olhar os gráficos quase todos apontam para o alto”, disse Trump. Nos EUA, o número de casos já passou de 1 milhão, e o de mortes, de 60 mil.

Rio passa de 10 mil casos

Ana Luisa Gomes, da Fiocruz, afirma que o agravamento da epidemia no Brasil já era esperado: “pelo sistema Infogripe, que avalia os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), já conseguíamos ver que a situação do Brasil está grave há algum tempo e tende a se agravar. Temos também uma subnotificação muito alta. Além disso, nosso país é um continente e tem situações muito regionalizadas, mas várias regiões do país já estão colapsando. Só não se fala que colapsou oficialmente no Rio porque é uma coisa politicamente difícil de ser dita”.

Os dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde mostram que os cinco estados com o maior número de casos confirmados são também os que têm mais mortes: SP (30.374 casos, 2.511 mortes), RJ (10.166, 921), CE (7.879, 505), PE (7.334, 603) e AM (5.723, 476).

Para Mauro Schechter, a única solução é manter a política de isolamento daqueles que podem ser isolados: “como não há vacina nem um tratamento eficaz, a única maneira de prevenir transmissão é o isolamento social. Não há outra forma. Todos os países que conseguiram controlar o fizeram utilizando soluções clássicas de controle de epidemias : evitar transmissão, diagnosticar precocemente e fazer o rastreamento de contatos”.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Agência O Globo