Moraes nega conversas com Vorcaro no dia em que banqueiro foi preso

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nega ter mantido conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, em 17 de novembro do ano passado. A suposta troca de mensagens foi divulgada pelo jornal O Globo, que teve acesso aos prints de mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Vorcaro, que foi preso durante operação da Polícia Federal.

No dia, Vorcaro foi preso pela primeira vez ao ser alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master.

Conforme nota divulgada nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF), as mensagens não foram destinadas a Moraes, mas a outros contatos que constam na agenda de Vorcaro. A conclusão ocorre após uma análise dos dados sigilosos que foram divulgados pela reportagem. O STF não informou quem realizou a análise.

“No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, diz o comunicado.

A secretaria declarou ainda que as mensagens foram direcionadas a outros contatos, que não terão os nomes divulgados em razão de sigilo.

“A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes”, completa a nota.

Transferência

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal em Brasília, presídio de segurança máxima.

Ele estava preso desde quarta-feira (4) e estava custodiado na Penitenciária de Potim, no interior paulista.

A transferência foi autorizada, nesta quinta-feira (5), pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das investigações da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes no Banco Master, e atendeu a um pedido da própria PF.

Segundo a corporação, o banqueiro pode influenciar as investigações sobre as fraudes no Banco Master.

Inquérito

O ministro André Mendonça também autorizou nesta sexta-feira (6) abertura de inquérito da Polícia Federal (PF) para investigar os vazamentos dos dados dos sigilos bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro.

A decisão do ministro foi motivada por um pedido de investigação feito defesa do banqueiro.

Segundo os advogados, os vazamentos começaram após Mendonça autorizar o compartilhamento dos dados com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Os sigilos do banqueiro foram solicitados pela CPMI para apurar a suposta ligação do Banco Master com fraudes em empréstimos consignados de aposentados e pensionistas do INSS.

 

 

Por Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil




Moraes permite Daniel Silveira cumprir pena em regime aberto

Ex-deputado deixa semiaberto e terá tornozeleira e recolhimento domiciliar

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Silveira foi condenado pelo STF em 2022
Reprodução

Silveira foi condenado pelo STF em 2022

ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta segunda-feira (29) a progressão do regime de cumprimento de pena do ex-deputado federal Daniel Silveira do semiaberto para o aberto.

A decisão reconhece que Silveira cumpriu os requisitos previstos na LEP (Lei de Execução Penal).

Silveira foi condenado pelo STF em 2022 a 8 anos e 9 meses de prisão por tentativa de impedir o livre exercício dos Poderes, coação no curso do processo e incitação à violência contra ministros da Corte e instituições democráticas, após a divulgação de vídeo com ameaças e ofensas.

Entenda: Moraes concede liberdade condicional a Daniel Silveira

O ex-deputado cumpriu mais de 25% da pena, exigido para crimes com grave ameaça, incluindo 389 dias remidos por trabalho e estudo.

Relatórios de bom comportamento carcerário e exame criminológico favorável também foram apresentados.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou favoravelmente à progressão em 23 de setembro, confirmando o cumprimento dos critérios legais.

No regime aberto, Silveira deverá usar tornozeleira eletrônica com zona restrita à comarca de residência, cumprir recolhimento domiciliar noturno de segunda a sexta-feira (das 19h às 6h) e integral nos fins de semana e feriados, além de não sair da comarca sem autorização judicial.

Ele deve comparecer semanalmente ao juízo da execução e está proibido de usar redes sociais ou conceder entrevistas sem permissão.

 

Daniel Silveira e a progressão

Em dezembro do ano passado, Silveira havia progredido do fechado para o semiaberto, cumprindo pena na Colônia Agrícola Marco Aurélio Vargas Tavares de Mattos, em Magé, no Rio de Janeiro. Recentemente, recebeu autorização para fisioterapia após cirurgia no joelho.

A defesa do ex-parlamentar argumentou que o marco temporal para a progressão ao regime aberto já havia sido atingido em agosto. O STF mantém monitoramento do caso devido ao histórico de controvérsias envolvendo Silveira.

 




Alexandre de Moraes determina prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

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Jair Bolsonaro terá que cumprir decisão de Moraes
Valter Campanato/Agência Brasil

Jair Bolsonaro terá que cumprir decisão de Moraes

ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar integral do ex- presidente Jair Bolsonaro(PL).

A decisão foi tomada e fundamentada no descumprimento reiterado de medidas cautelares impostas anteriormente durante as investigações sobre tentativa de golpe de Estado.

De acordo com Moraes, Bolsonaro utilizou redes sociais de terceiros, como filhos e aliados, para divulgar conteúdos que violam as restrições judiciais.

Entre as medidas descumpridas estava a proibição expressa de uso de redes sociais, direta ou indiretamente, o que incluía o repasse de mensagens para divulgação por outras pessoas.

O ministro citou como exemplos postagens feitas pelos filhos do ex-presidente — Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro — contendo discursos e imagens que, segundo a decisão, tinham como destino manifestações com conteúdo ofensivo ao STF e pedidos de intervenção estrangeira.

Em despacho anterior, Moraes já havia explicitado os limites impostos. “Em decisão de 17/7/2025, referendada pela PRIMEIRA TURMA desse SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, entre outras medidas cautelares, determinei a JAIR MESSIAS BOLSONARO a ‘Proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros’” , escreveu o ministro.

Reportagem em atualização




Bolsonaro tem 24h para explicar quebra de cautelar ou será preso

Ministro do STF cobra esclarecimentos após o ex-presidente divulgar vídeo usando tornozeleira eletrônica, o que fere restrição imposta

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Jair Bolsonaro
Valter Campanato/Agência Brasil

Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro expliquem o descumprimento de medidas cautelares impostas.

Na quinta-feira (17), Moraes já havia determinado que Bolsonaro usasse monitoramento eletrônico, ficasse em casa à noite e em tempo integral nos fins de semana e feriados, não saísse da comarca, não usasse redes sociais, nem por meio de terceiros, e não mantivesse contato com outros réus, embaixadores ou autoridades estrangeiras.

A proibição de uso das redes incluía expressamente a veiculação de vídeos, áudios ou transcrições de entrevistas em qualquer perfil digital de terceiros.

Segundo o ministro, as publicações recentes que mostram Bolsonaro exibindo a tornozeleira e discursando nas redes sociais violam a ordem judicial.

Moraes considerou que o ex-presidente estaria tentando burlar a medida cautelar.

O ministro determinou que os advogados de defesa apresentem explicações formais sobre o episódio, sob risco de prisão imediata do réu, conforme prevê a legislação penal.

Além de Bolsonaro, a Ação Penal 2.668 envolve outros nomes do antigo governo, como os generais Augusto Heleno, Braga Netto, Almir Garnier e o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem.

Tumulto no Congresso após reunião do PL

Na mesma segunda-feira, Bolsonaro participou de reunião com aliados políticos na liderança do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados para discutir estratégias diante das restrições do STF.

O encontro ocorreu das 14h até cerca de 17h30 no Anexo II da Câmara. Após a reunião, ao sair do Congresso para retornar a casa antes do recolhimento noturno, o ex-presidente causou tumulto entre apoiadores e jornalistas.

A aglomeração resultou em empurrões, mesas e púlpitos derrubados, e um cinegrafista ferido, interrompendo até uma transmissão ao vivo da GloboNews.

Ainda na escadaria da recepção do Congresso, Bolsonaro fez breve declaração criticando as decisões do STF como “ injustiça ” e chamou o uso da tornozeleira eletrônica de “ máxima humilhação para um ex-presidente ”, afirmando que “ o que vale é a lei de Deus ”.

Bancada do PL suspende recesso

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante, convocou a reunião após as medidas cautelares, que incluem ainda a proibição de contato com o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente e atualmente nos Estados Unidos.

Cerca de 54 parlamentares de seis partidos (Republicanos, PP, Novo, PSD, União Brasil e PL) decidiram suspender o recesso parlamentar, que teria iniciado na quinta-feira (17), para discutir ações em defesa de Bolsonaro e Eduardo.

Entre os temas discutidos estão a anistia para presos do 8 de janeiro de 2023, o fim do foro privilegiado para crimes comuns, o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e a criação de uma comissão para coordenar a comunicação política entre os parlamentares.

Sóstenes afirmou que a anistia será a “ prioridade número um ” na pauta da oposição para o segundo semestre, assim como o pedido de impeachment contra Moraes, considerado pelos parlamentares responsável pela “ ditadura da toga ”.

A senadora Damares Alves (Republicanos) também anunciou a intenção de atuar pelo impeachment, argumentando que as decisões do ministro violaram direitos humanos e prejudicaram a economia do país.




Lula diz que medida dos EUA contra STF é ‘arbitrária e sem fundamento’

Foto: Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou as redes sociais, neste sábado (19), para criticar a medida adotada por Donald Trump de revogar vistos de entrada nos Estados Unidos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e para o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Trump não revogou o visto de ministros do Supremo que foram nomeados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A revogação dos vistos aconteceu na noite dessa sexta (18) e também abrange os familiares de Moraes.

Leia o comunicado de Lula na íntegra:

“Minha solidariedade e apoio aos ministros do Supremo Tribunal Federal atingidos por mais uma medida arbitrária e completamente sem fundamento do governo dos Estados Unidos.

A interferência de um país no sistema de Justiça de outro é inaceitável e fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações.

Estou certo de que nenhum tipo de intimidação ou ameaça, de quem quer que seja, vai comprometer a mais importante missão dos poderes e instituições nacionais, que é atuar permanentemente na defesa e preservação do Estado Democrático de Direito.”

Agências de Notícias




STF forma maioria para confirmar medidas de Moraes contra Bolsonaro

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou uma operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e impôs medidas contra ele, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de comunicação com o filho que está nos Estados Unidos, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Bolsonaro foi alvo de buscas realizadas pela Polícia Federal na manhã sexta e Moraes pediu o agendamento imediato da pauta ao colegiado.

Além de Moraes, relator do caso, a Turma é formada pelos ministros Cristiano Zanin, presidente, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino. O julgamento seguirá até às 23h59 da próxima segunda (21). A sessão foi aberta às 12h.

O relator votou pela manutenção da medida e Dino o acompanhou pouco depois de meia hora mais tarde. Uma hora depois, Zanin também votou no mesmo sentido.

“Os eventos deflagradores desta decisão em referendo têm direta conexão com deliberações de governo estrangeiro, explicitamente voltadas contra competências exclusivas do STF”, disse Dino.

A referência do ministro é à ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil, com o anúncio de uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros e acusações contra o sistema de justiça do país quanto ao julgamento de Bolsonaro no caso da trama golpista de 2022.

“Esta coação assume uma forma inédita: o ‘sequestro’da economia de uma Nação, ameaçando empresas e empregos, visando exigir que o Supremo Tribunal Federal pague o “resgate”, arquivando um processo judicial instaurado a pedido da Procuradoria-Geral da República, sob a regência exclusiva das leis brasileiras” , escreveu Dino, no voto.

O STF está em recesso até o fim do mês, mas a sessão extraordinária foi marcada poucas horas depois da operação. Advogados e procuradores poderão apresentar as sustentações orais até o início do julgamento, às 11h59.

O processo corre sob sigilo e foi aberto por representação da PF e distribuído a Moraes porque o ministro já relata o inquérito contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para apurar possível prática dos crimes de coação, obstrução de investigação e abolição violenta do Estado democrático de Direito pela atuação dele nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) solicitou a Moraes a instalação de tornozeleira eletrônica no ex-presidente como medida urgente para “assegurar a aplicação da lei penal e evitar a fuga do réu”. Segundo o órgão, há “indicativos da concreta possibilidade de fuga do réu e a manutenção de ações para obstruir o curso da ação penal”.

O ex-presidente terá que usar tornozeleira eletrônica, não poderá sair de casa à noite e nos fins de semana, além de não poder se comunicar com outros investigados ou com representantes de embaixadas estrangeiras

Bolsonaro enfrenta um processo por acusação de liderar uma trama golpista e também é foco de outras investigações conduzidas pelo órgão. Com a tornozeleira, o ex-presidente passará a ser monitorando pelas autoridades às vésperas do julgamento que poderá levá-lo à prisão.

A PF apreendeu cerca de US$ 14 mil na operação de busca realizada contra o ex-presidente, de acordo com agentes que acompanham as ações. Foram realizadas buscas na casa dele e na sede do PL, seu partido.

A defesa de Bolsonaro afirmou ter recebido “com surpresa e indignação” as medidas cautelares impostas ao ex-presidente. Disse ainda que ele “sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário”.

Na decisão, Moraes lista publicações nas redes sociais e entrevistas de Jair e Eduardo Bolsonaro, manifestação de Trump citando o ex-presidente, e diz que as condutas “caracterizam claros e expressos atos executórios e flagrantes confissões da prática dos atos criminosos”.

Ele cita as suspeitas dos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e atentado à soberania.

Os dois, diz Moraes, agiram no sentido de “induzirem, instigarem e auxiliarem governo estrangeiro a prática de atos hostis ao Brasil e à ostensiva tentativa submissão do funcionamento do Supremo Tribunal Federal aos Estados Unidos da América, com a finalidade de ‘arquivamento/extinção’ da AP 2668”, a ação penal do núcleo central da trama golpista.

 

 

 

Folha Online




Moraes atende pedido e libera contato entre Bolsonaro e Valdemar Costa Netto

Foto: Jonathas Brandão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu, nesta terça-feira (11), a um pedido do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e derrubou a medida que impedia o contato do dirigente partidário com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Moraes é o relator no STF do inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado pelo ex-presidente e aliados. Diferentemente de Bolsonaro, Valdemar não foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República nesse caso.

A proibição de contato entre os dois investigados havia sido determinada por Moraes em fevereiro de 2024. Como não foi denunciado, Valdemar pediu que fossem revogadas as restrições determinadas contra ele.

Na decisão, Alexandre de Moraes também revogou outras medidas cautelares que haviam sido impostas contra Valdemar Costa Neto.

Com isso, o presidente do PL pode:

  • manter contato com Jair Bolsonaro e outros investigados por tentativa de golpe;
  • receber de volta seu passaporte e viajar para o exterior;
  • participar de cerimônias e homenagens a militares das Forças Armadas e policiais;
  • ter de volta relógios de luxo (das marcas Rolex, Bulgari e Piguet), valores e outros bens que haviam sido apreendidos pela Polícia Federal no curso das investigações.



Bolsonaro sabia de plano para matar Lula, Alckmin e Moraes, diz PF

De acordo com a Polícia Federal, os indícios são fortes de que Bolsonaro tinha “pleno conhecimento” da trama golpista e homicida

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Jair Bolsonaro (PL) deve seguir inelegível para eleições de 2026
Agência Brasil

Jair Bolsonaro (PL) deve seguir inelegível para eleições de 2026

Polícia Federal (PF)  tem fortes indícios de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)  sabia sobre o plano de assassinato do presidente Lula (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação deve ser incluída no relatório final do inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado no Brasil após as eleições de 2022, que deve ser concluído ainda nesta quinta-feira (21).

De acordo com informações da CNN Brasil, a PF descobriu que Bolsonaro tinha “pleno conhecimento” da tentativa golpista que pretendia a “eliminação” da chapa eleita em 2022 e do ministro do STF.

A expectativa é que Bolsonaro seja indiciado pela PF por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

Possíveis indiciados

Além do ex-presidente, também deve haver pedidos de indiciamento contra outras 40 figuras importantes da ala bolsonarista, como o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa Walter Braga Netto, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno, o delegado Alexandre Ramagem e o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto.

Os nomes incluem tanto os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quanto os que participaram dos planos homicidas descobertos pela PF na Operação Contragolpe, deflagrada nesta terça (19).

O relatório será remetido ao ministro Moraes, relator do caso no STF, que em seguida o encaminhará para apreciação do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A partir daí, Gonet decidirá se apresenta uma denúncia formal à Suprema Corte contra os envolvidos.




STF nega pedido de Bolsonaro e mantém Moraes no inquérito do golpe por 9 votos a 1

Placar foi de 9×1; André Mendonça foi o último a votar e o único a

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STF rejeitou o pedido por 9 votos a 1
Montagem iG / Imagens: Tânia Rêgo/Agência Brasil e Isac Nóbrega/PR

STF rejeitou o pedido por 9 votos a 1

O  Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) para que o ministro Alexandre de Moraes seja afastado da relatoria das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado , nesta sexta-feira (13). O placar da votação foi de 9×1, sendo o único voto a favor o do ministro André Mendonça, o último a votar.

Antes dele, o ministro Kassio Nunes Marques  votou contra. O julgamento  se deu no plenário virtual da Corte.

No primeiro dia de votação, sete ministros acompanharam o entendimento, e Luiz Fux reforçou a posição na terça (10). Internamente, a permanência de Moraes é considerada uma forma de defesa da própria Corte.

A fundamentação do voto de Kassio se baseou no entendimento de que o impedimento de um juiz ocorre apenas quando ele ou pessoas próximas possuem interesse direto no resultado do processo.

O ministro não identificou qualquer interesse jurídico que justificasse a arguição de impedimento ou suspeição de Moraes .

O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, já havia negado o pedido de Bolsonaro, assim como 191 pedidos de outros réus envolvidos nos casos relacionados.

Segundo Barroso, “não são suficientes as alegações genéricas e subjetivas, destituídas de embasamento jurídico” para justificar a substituição de Moraes na relatoria.

Argumento dos advogados de Bolsonaro

A defesa de Bolsonaro havia alegado que Moraes, por ser supostamente vítima dos delitos investigados, teria sua imparcialidade comprometida. Essa alegação foi refutada por Barroso, que afirmou que a simples condição de vítima não configura impedimento automático.

O pedido, apresentado em 14 de fevereiro, ocorreu após a Polícia Federal realizar uma operação em Angra dos Reis, no endereço de Bolsonaro.

Os advogados de defesa argumentaram que Moraes foi mencionado mais de 20 vezes na decisão de 135 laudas, sendo retratado como vítima central de um suposto plano elaborado por investigados, que incluía monitoramento e ameaças.

Operação da Polícia Federal

A operação da Polícia Federal mirou quatro militares e um policial federal suspeitos de planejar o assassinato de autoridades, incluindo Moraes, por meio de envenenamento ou artefatos explosivos.

A Procuradoria-Geral da República concordou com o posicionamento de Barroso, destacando que os ataques seriam direcionados às instituições, e não a indivíduos específicos.

Para o STF, as regras de impedimento e suspeição estão consolidadas no Código de Processo Civil e no Código de Processo Penal, aplicando-se a casos em que há interesses ou relações pessoais que possam comprometer a imparcialidade do magistrado.




Agente da PF preso por plano golpista tenta esconder celular ao prestar depoimento

Wladimir também resistiu a falar com a PF, mas acabou prestando depoimento sobre o plano de golpe e assassinato de autoridades

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Wladimir Matos Soares, de 53 anos, foi preso nessa terça-feira (19) em operação da Polícia Federal
Reprodução/redes sociais

Wladimir Matos Soares, de 53 anos, foi preso nessa terça-feira (19) em operação da Polícia Federal

O agente da Polícia Federal preso nessa terça-feira (19) na Operação Contragolpe da Polícia Federal, por colaborar com um plano de golpe de Estado, tentou esconder o celular da corporação quando foi falar sobre o caso, mas não conseguiu.

Segundo informações do blog da Daniela Lima, do g1, o agente vazou informações sobre a segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o período de transição de governos, após a vitória do petista nas eleições de 2022.

Wladimir Soares, conforme o blog, decidiu prestar depoimento à PF e, embora tenha tentado esconder o telefone celular , teve o aparelho apreendido e optou por falar sob mandado de prisão.

Ele prestou um depoimento longo e esclareceu pontos importantes da investigação, que já estava avançada, de acordo com fontes que acompanham o caso ouvidas pela jornalista.

Além dele, quatro militares do Exército ligados às forças especiais foram detidos no âmbito da operação, são eles: o general de brigada Mario Fernandes (na reserva), o tenente-coronel Helio Ferreira Lima, o major Rodrigo Bezerra Azevedo e o major Rafael Martins de Oliveira.

No total, cinco pessoas foram presas com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

A operação

A  operação da PF foi deflagrada nessa terça e teve como alvo a organização criminosa responsável por planejar um golpe de Estado e os assassinatos do presidente Lula, do vice-presidente Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após as eleições de 2022.

A operação investiga a atuação de militares das Forças Especiais do Exército, os chamados “kids pretos” , no plano golpista . Segundo a PF, o  grupo elaborou um “detalhado planejamento operacional, denominado ‘Punhal Verde e Amarelo'”, para assassinar Lula, Alckmin e Moraes.

esquema foi discutido em 12 de novembro daquele ano na casa do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro . Os planos foram traçados para serem executados ainda em 2022, logo após Lula ter ganhado a eleição contra Bolsonaro e antes da posse do petista, que ocorreu em janeiro de 2023.