CONSESP envia carta aos Ministros da Saúde e Justiça, visando priorizar a vacinação dos profissionais de segurança Pública

Indagado pela imprensa sobre o envio de carta aos Ministro da Saúde e da Justiça, o  Secretário Jean Francisco Nunes, titular da Segurança Pública e Defesa Social do Estado da Paraiba, disse “Temos lutado com todas as forças pra priorizar a vacinação dos profissionais de Segurança Publica do Estado”.
Segue Carta do Colégio Nacional de Secretários de Segurança do Brasil – CONSESP com pleito aos Ministro da Justiça e da Saúde.

Carta ao Ministro da Justiça e Segurança Pública e ao Ministro da Saúde
O Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública vem
apresentar o seu apelo para o reconhecimento das forças policiais dentre as
prioridades para a vacinação contra a Covid-19.
Importa destacar que, desde o início da pandemia, as forças policiais
têm sido empregadas no cumprimento das medidas de controle sanitário, expedidas
pelas esferas federal, estadual e municipal, no sentido de conter ações que
contribuam para a disseminação da doença.

De forma complementar às estruturas de saúde pública, como o
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, por exemplo, sempre atuou no socorro a
vítimas, tomando medidas de caráter pré-hospitalar, fazendo, por vezes, nas viaturas
policiais o transporte de pessoas até os hospitais.

Mais recentemente, os órgãos policiais se engajaram no transporte de
enfermos entre municípios e até mesmo para outros estados, considerando o
esgotamento dos leitos em algumas localidades, empregando viaturas, aeronaves e
profissionais de saúde de sua estrutura para melhor atender a missão.

E agora com a chegada das vacinas, os órgãos de segurança pública
ingressaram em novo esforço. São empregados na proteção da cadeia logística contra
eventos criminosos e também na distribuição da esperança aos municípios mais
longínquos, de forma a garantir a chegada mais rápida possível das vacinas.
Todas essas atividades são realizadas de forma presencial, em
contato com as pessoas, e com alto grau de exposição à contaminação pelo vírus. A
cada chamada dos telefones de emergência, o policial militar, o policial civil, o
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CONSESP
bombeiro e o perito devem se deslocar até o local do fato, e, em contato com as
pessoas tomar todas as medidas que a lei exige. Não há espaço para home office.
Pelo contrário, os recursos humanos são levados à exaustão, em face do aumento
das atividades policiais e os afastamentos e perdas gerados pela própria doença.
A batalha contra a pandemia do Coronavírus é de todos. No entanto,
as forças policiais têm tido papel decisivo nas ações de combate ao vírus. Elas devem
permanecer prontas e à disposição para continuar realizando este trabalho. A
manutenção da ordem pública trata-se de condição fundamental para que o ser
humano se realize em suas atividades individuais, contribuindo para o bem-estar
coletivo.

Desta forma, solicita-se o reconhecimento às forças de segurança
pública do mesmo tratamento destinado às forças de saúde, as quais estão
igualmente colocadas na linha de frente, exigindo-se assim condições mínimas para
cumprir a sua missão, e continuar ajudando o Estado e o povo brasileiro nesta grande
batalha.
Palmas/TO, 5 de março de 2021.
Del PF Cristiano Barbosa Sampaio
Presidente do CONSESP
Secretário da Segurança Pública de Tocantins
Cel PM – Paulo Cézar Rocha dos Santos
Secretário de Segurança Pública do Acre
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Alfredo Gaspar de Mendonça Neto
Secretário da Segurança Pública de Alagoas
Cel PM Louismar Bonates
Secretário de Segurança Pública do Amazonas
Cel PM José Carlos Corrêa de Souza
Secretário da Justiça e Segurança Pública do Amapá
Ricardo César Mandarino Barreto
Secretário da Segurança Pública da Bahia
Del PF Sandro Caron
Secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará
Del PF Anderson Gustavo Torres
Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal
Cel PM Alexandre Ofranti Ramalho
Secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Espirito Santo
DPF Rodney Rocha Miranda
Secretário de Segurança Pública de Goiás
Del PC Jefferson Miler Portela e Silva
Secretário da Segurança Pública do Maranhão
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CONSESP

Alexandre Bustamante dos Santos
Secretário de Segurança Pública do Mato Grosso
Del PC Antônio Carlos Videira
Secretário de Justiça e Segurança Pública do Mato Grosso do Sul
Rogério Greco

Secretário de Segurança Pública de Minas Gerais
Del PF Ualame Fialho Machado
Secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Pará
Cel EB Romulo Marinho Soares
Secretário da Segurança Pública do Paraná
Del PC Jean Francisco Bezerra Nunes
Secretário da Segurança Pública e da Defesa Social da Paraíba
Del PF Antônio de Pádua Vieira Cavalcanti
Secretário de Defesa Social de Pernambuco
Cel PM Rubens da Silva Pereira
Secretário de Segurança Pública do Piauí
Del PC Allan Turnowski
Secretário de Polícia Civil do Rio Janeiro
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CONSESP

Cel PM Rogério Figueredo de Lacerda
Secretário de Polícia Militar do Rio Janeiro
Cel PM Francisco Canindé de Araújo Silva
Secretário da Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte
Del PC Ranolfo Viera Junior
Secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul
Cel PM José Hélio Cysneiros Pachá
Secretário da Segurança, Defesa e Cidadania de Rondônia
Cel PM Edison Prola
Secretário de Segurança Pública de Roraima
Cel BM Charles Alexandre Vieira
Secretário de Segurança Pública de Santa Catarina
Gen EB João Camilo Pires de Campos
Secretário de Segurança Pública de São Paulo
Del PC João Eloy de Menezes
Secretário da Segurança Pública de Sergipe

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Governadores veem ministro da Saúde perdido e colapso batendo à porta

A pergunta sobre onde os governadores estão comprando respiradores fora do país, feita pelo ministro da Saúde, Nelson Teich, em reunião na quarta (29), da qual o governador João Azevêdo participou, foi interpretada por governadores como a senha de que o colapso bate à porta. E de que não há sinal de que o governo federal tenha planejamento algum para mudar isso. O caso da Bahia é exemplar. O estado diz precisar de 1.300 respiradores até meados de maio. Teich diz que a produção nacional entrega 180 por semana. Para todo o Brasil.

Teich disse não estar conseguindo realizar compras fora. Os governadores passaram uma lista de dicas de onde adquiriram, da China e da Europa.

Outros pontos das reuniões sobre a pandemia do novo coronavírus chamaram a atenção. O ministro falou do Palácio do Planalto e não do Ministério da Saúde, o link da teleconferência foi enviado pela Presidência e o general Braga Netto (Casa Civil) fez as aberturas dos encontros. A impressão foi unânime do forte controle imposto por Bolsonaro sobre Teich.

Ops

O encontro virtual teve também uma cena inesperada. Um dos participantes apareceu seminu. O homem tentava arrumar a câmera, quando ela ligou sem ele saber. O governador João Azevedo (PB-Cidadania), foi o primeiro a avisar da ocorrência. O moderador interveio, pedindo que a webcam fosse desligada.

 

www.reporteriedoferreira.com.br    Com Folha de S. Paulo




Nelson Teich é o novo Ministro da Saúde no lugar de Mandetta

Teich é o substituto de Mandetta no comando da Saúde (Reprodução)

com R7

 

O médico oncologista Nelson Luiz Sperle Teich foi escolhido por Jair Bolsonaro como o novo ministro da Saúde. Ele vai substituir Luiz Henrique Mandetta no cargo.

Teich é carioca e formado em medicina pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Teich chegou a ser cotado para a pasta da Saúde antes da posse de Bolsonaro na Presidência. Ele foi consultor de saúde durante a campanha eleitoral de Bolsonaro e assessorou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Denizar Vianna, de setembro de 2019 a janeiro de 2020.

Teich coordena a parceria com o programa de consultoria MD Anderson, criada com o objeito de criar um centro integral de câncer no Rio.

Teich tem mestrado em economia da saúde pela Universidade de York, MBA em saúde pelo Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPEAD) e em gestão e empreendedorismo pela Harvard Business School.

Em um artigo publicado na rede social Linkedin em 3 de abril com o título “COVID-19: Como conduzir o Sistema de Saúde e o Brasil”, Teich destacou que “estamos vivendo um tempo de guerra e tempos de guerra, apesar de todas as dificuldades e perdas, são períodos onde grandes inovações acontecem, inclusive na saúde”.

Ele ponderou sobre isolamento horizontal (para todos) e vertical (apenas para grupos de risco). Disse que “diante da falta de informações detalhadas e completas do comportamento, da morbidade e da letalidade da Covid-19, e com a possibilidade do Sistema de Saúde não ser capaz de absorver a demanda crescente de pacientes, a opção pelo isolamento horizontal, onde toda a população que não executa atividades essenciais precisa seguir medidas de distanciamento social, é a melhor estratégia no momento. Além do impacto no cuidado dos pacientes, o isolamento horizontal é uma estratégia que permite ganhar tempo para entender melhor a doença e para implantar medidas que permitam a retomada econômica do país.”

“Outro tipo de isolamento sugerido é o isolamento vertical”, escreveu. “Essa estratégia também tem fragilidades e não representaria uma solução definitiva para o problema. Como exemplo, sendo real a informação que a maioria das transmissões acontecem à partir de pessoas sem sintomas, se deixarmos as pessoas com maior risco de morte pela Covid-19 em casa e liberarmos aqueles com menor risco para o trabalho, com o passar do tempo teríamos pessoas assintomáticas transmitindo a doença para as famílias, para as pessoas de alto risco que foram isoladas e ficaram em casa. O ideal seria um isolamento estratégico ou inteligente.”

Teich defendeu em seu artigo que o isolamento social “deveria ser personalizado”. “Um modelo semelhante ao da Coreia do Sul. Essa estratégia demanda um conhecimento maior da extensão da doença na população e uma capacidade de rastrear pessoas infectadas e seus contatos. Estamos falando aqui do uso de testes em massa para covid-19 e de estratégias de rastreamento e monitorização, algo que poderia ser rapidamente feito com o auxilio das operadoras de telefonia celular. Esse monitoramento provavelmente teria uma grande resistência da sociedade e demandaria definição e aceitação de regras claras de proteção de dados pessoais.”

www.reporteriedoferreira.com.br  Por  R7