Ministro da Saúde :Autotestes não serão distribuídos pelo SUS

Segundo o ministro, os autotestes vão facilitar o acesso ao teste de covid-19 e, com isso, será possível “um acompanhamento adicional do ritmo da pandemia”.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta quinta-feira (27) que os autotestes de covid-19 no país, caso aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não serão distribuídos gratuitamente para a população, mas ficarão disponíveis nas farmácias para “a sociedade que tiver interesse em adquirir”.

Segundo o ministro, os autotestes vão facilitar o acesso ao teste de covid-19 e, com isso, será possível “um acompanhamento adicional do ritmo da pandemia”.




Vídeo: Aziz chama Wagner do Rosário de ‘petulante para c…’ na CPI

Ministro da CGU presta depoimento nesta terça-feira para falar sobre possíveis irregularidades em contratos do governo federal

Rosário e Aziz durante sessão da CPI
Roque de Sá/Agência Senado

Rosário e Aziz durante sessão da CPI

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), chamou o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, de “petulante para c…” durante a sessão desta terça-feira. A fala foi ouvida por todos devido a um vazamento do áudio do microfone de Aziz. O ministro da CGU prestou depoimento para falar sobre possíveis irregularidades em contratos do governo federal.

A sessão foi encerrada após o depoente chamar a senadora Simone Tebet (MDB-MS) de “descontrolada” . Depois de muita confusão,  Rosário se desculpou com a parlamentar.

O senador ficou incomodado após a resposta de Rosário sobre o período em que a CGU soube do envolvimento da empresa Precisa Medicamentos, responsável na época por representar o laboratório produtor da vacina indiana Covaxin, em possíveis irregularidades nos contratos de aquisição do imunizante.

Questionado sobre o início das investigações ter sido em setembro de 2020, mas as informações terem chegado à CGU apenas em junho deste ano, Rosário deu uma resposta atravessada ao presidente da CPI:

“Não sei se o senhor já participou de alguma investigação, você não passa um scanner na hora da busca e apreensão e sai os dados, não. Tem que ter análise, tem que levar tempo”, disse Rosário.

Logo em seguida, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) aproveitou o comentário para criticar o depoente: “Se a petulância do depoente for do tamanho da competência, nós estamos muito bem servidos. Porque é muito petulante na forma de se dirigir”, ironizou.

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Agência O Globo



Marcelo Queiroga diz que Ministério da Saúde vai executar política de Bolsonaro

Marcelo Queiroga – (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta terça-feira (16) que a pasta vai executar a política definida pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi dada a imprensa ao chegar para uma reunião de transição com o atual ministro, Eduardo Pazuello.

“O governo está trabalhando. As políticas públicas estão sendo colocadas em prática. O ministro Pazuello anunciou todo o cronograma da vacinação. A política é do governo Bolsonaro. A política não é do ministro da Saúde. O ministro da Saúde executa a política do governo“, disse Marcelo Queiroga.

Ao chegar para o encontro com Pazuello, Queiroga ressaltou ainda que o país precisa de uma “união nacional contra o vírus” e que não existe uma “vara de condão” capaz de resolver sozinha o problema.

“O presidente está muito preocupado com essa situação. Ele tem pensado nisso diuturnamente. Vamos buscar as soluções. Não tem vara de condão”, completou o novo ministro.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por agências




Bolsonaro estuda demitir Pazuello e mudar sua hierarquia no Exército; entenda

Presidente estaria disposto a promover Pazuello a um cargo inexistente hoje no Exército; insistência na mudança causaria arranhão na relação com os militares

Bolsonaro estuda demitir Pazuello do comando da Saúde
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Bolsonaro estuda demitir Pazuello do comando da Saúde

O presidente Jair Bolsonaro estuda uma “saída honrosa” de  Eduardo Pazuello no  Ministério da Saúde. Segundo o jornalista Igor Gielow, da Folha de S. Paulo, o chefe do Executivo pretende promover o general a um grau hierárquico hoje inexistente.

A expectativa de troca no Ministério da Saúde é motivada pela má gestão do general na condução da pandemia de Covid-19. O ministro sofre pressão do Centrão, que quer emplacar Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo da Câmara, no comando da pasta. O deputado já foi ministro da Saúde durante o governo de Michel Temer (MDB).

Há, porém, forte resistência do Exército ao arranjo proposto por Bolsonaro. Pazuello é general-de-divisão da ativa, um militar que cuida da logística e, portanto, para quem as três estrelas sobre o ombro são o topo da carreira.

Na ideia formulada na Casa Civil a pedido de Bolsonaro, o decreto 3.998/2001, que regula a lei 5.8121/1972, Pazuello se tornaria general-de-exército, quatro estrelas e cume hierárquico na Força.

A manobra não é permitida pelo Exército. O regimento diz que só podem ser promovidos a oficiais-generais nomes indicados pelo Alto-Comando, um colegiado que reúne o comandante da Força e 15 chefes militares.

www.reporteiedoferreira.com.br  Por Ig




“Nunca indiquei medicamentos a ninguém”, diz Pazuello sobre cloroquina

A informação, porém, contradiz ações do governo que, desde o início da pandemia no Brasil, investiu na produção e distribuição do remédio

Pazuello
Carolina Antunes/PR

Ministro da Saúde participou de entrevista coletiva nesta segunda-feira (18)

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, disse nesta segunda-feira (18), nunca ter recomendado qualquer medicamento específico para tratamento preventivo da Covid-19. A informação, porém, contradiz ações do governo que, desde o início da pandemia no Brasil, investiu na produção e distribuição do remédio que não possui qualquer eficácia comprovada contra a infecção causada pelo coronavírus (Sars-CoV-2).

A afirmação do ministro da Saúde foi feita após ser questionado sobre a falta de menção à cloroquina ao faltar, em entrevista coletiva, sobre o suposto tratamento preventivo. “Você nunca me viu indicar este ou aquele medicamento contra à Covid-19. Eu nunca indiquei medicamentos a ninguém”, disse o ministro.

De acordo com reportagem publicada no sábado pela Folha de S. Paulo, o Ministério da Saúde conduziu uma força-tarefa para incentivar e distribuir comprimidos de cloroquina em Manaus. Segundo um ofício exposto pelo jornal, a orientação era de que os médicos envolvidos na ação realizassem rondas “para que seja difundido e adotado o tratamento precoce como forma de diminuir o número de internamentos e óbitos decorrentes da doença”.

Apesar das ações do governo federal e do Ministério, porém, Pazuello – que já chegou a afirmar ele próprio ter feito uso do tratamento com o remédio para tratar a própria infecção – reforça que o medicamento não está incluso nos protocolos de saúde contra a Covid-19.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Ig




OMS rebate críticas de Bolsonaro à origem da vacina: ‘escolhemos a ciência’

 

Porta-voz da entidade diz que debate não deve girar em torno de nacionalidade do imunizante, mas de sua eventual eficácia e segurança

Agência Brasil

Nos últimos dias, Jair Bolsonaro vêm criticando a CoronaVac por ser desenvolvida por um laboratório chinês.

decisão do presidente Jair Bolsonaro de vetar a aquisição de doses da vacina Coronavac , produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech e testada no Brasil contra a Covid-19 pelo Instituto Butantan, foi repercutida por uma representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (23).

Indagada sobre a posição do dirigente brasileiro, Margaret Harris afirmou, em Genebra, que a entidade se guia “pela ciência” ao indicar os imunizantes mais promissores na corrida global contra o novo coronavirus (Sars-CoV-2).

“Nós escolhemos a ciência . [O debate] não é a respeito da nacionalidade, e essa é a beleza de ser multilateral, esse é o ponto da ONU. Nós escolhemos a ciência e deveremos escolher a melhor vacina. E, como se sabe, não vamos apoiar nenhuma vacina até que seja provado que ela teve o mais alto padrão de segurança e o nível certo de eficácia”, disse Harris a jornalistas.

Na última quarta-feira (21), em entrevista à rádio Joven Pan, Bolsonaro criticou a vacina Coronavac e criticou sua origem chinesa da vacina .

O presidente afirmou que existe um “descrédito muito grande” em relação ao imunizante, sem detalhar suas ressalvas, e que por isso o governo federal não comprará doses do imunizante mesmo que ele seja aprovado pela Anvisa .

Mais cedo, no mesmo dia, o Ministério da Saúde havia anunciado que aguardaria a eventual aprovação da fórmula pela Anvisa para sinalizar qualquer intenção de acordo com o Butantan .

“A da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para a população [inaudível]. Esse é o pensamento nosso. Tenho certeza que outras vacinas que estão em estudo poderão ser comprovadas cientificamente, não sei quando, pode durar anos”, disse.

Jair Bolsonaro também afirmou que “a China, lamentavelmente, já existe um descrédito muito grande por parte da população, até porque, como muitos dizem, esse vírus teria nascido por lá”.

No mesmo dia, o presidente havia desautorizado o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello , que anunciara a governadores na última terça-feira (20) que a pasta assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da Coronavac do Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, comandado pelo desafeto João Doria (PSDB).

Na quinta-feira (22), o ministro sinalizou que seguira a orientação do presidente em uma transmissão ao vivo do lado de Bolsonaro. “É simples assim, um manda e outro obedece. Mas a gente tem carinho, dá para desenrolar”, comentou Pazuello .

www.reporteriedoferreira.com.br  /Agência Brasil




Covid-19: Mortes no Brasil chegam a 4,5 mil; casos confirmados são 66,5 mil

De acordo com os novos dados, número de contágios e mortes voltou a crescer. Atualização foi feita nesta segunda (27) pelo Ministério da SaúdeTeste positivo para o novo coronavírus

Agência Brasil

Grupos de risco da Covid-19 são idosos e pessoas com comorbidades

O Brasil registrou mais 338 mortes causadas pelo  novo coronavírus  (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, fazendo o total subir para 4.543, segundo balanço divulgado nesta segunda (27) pelo Ministério da Saúde. A alta corresponde a um crescimento de 8% e se torna o novo pico de óbitos registrados em um dia.

De acordo com a pasta, os novos casos confirmados de  Covid-19  são 4.613, totalizando 66.501. O aumento foi de 7,5%. Já a taxa de letalidade se manteve em 6,8%.

No levantamento do Ministério da Saúde de domingo, o número de óbitos era de 4.205, enquanto o de pessoas com a doença era de 61.888.

São Paulo continua sendo o estado que tem mais mortes, com 1.825 das 4.543 ocorrências. A letalidade é de 8,4% no estado. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 677 mortes e letalidade de 8,5%.

No quadro de casos confirmados, São Paulo também lidera a lista. O estado tem 21.696 pessoas infectadas pelo coronavírus. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 7.944 vítimas de contaminação, sendo seguido por Ceará (6.726), Pernambuco (5.358) e Amazonas (3.928).




Mandetta diz que fica na Saúde e que chegaram a limpar suas gavetas

O ministro Luiz Henrique Mandetta afirmou hoje que segue como titular da pasta após reunião que teve com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O anúncio foi feito hoje, em coletiva de imprensa marcada de última hora e que reuniu diversos secretários do Ministério, na qual afirmou novamente que “médico não abandona paciente” e que vai seguir trabalhando com “ciência, foco e planejamento”.

“Nós vamos continuar, porque continuando a gente vai enfrentar nosso inimigo. Nosso inimigo tem nome e sobrenome: é a covid-19. Temos uma sociedade para tentar proteger. Médico não abandona paciente, eu não vou abandonar”, afirmou o ministro.

Por outro lado, Mandetta afirmou que agora as “condições de trabalhos precisam ser para todos” e que, com os atritos recentes com o presidente e a possibilidade de ser demitido, chegaram a limpar seus armários hoje.

“Hoje foi um dia que o trabalho no Ministério rendeu pouco. Ficou todo mundo com a cabeça avoada se eu ia sair. Muitos vieram em solidariedade, e agradeço. [Tinha] Gente aqui dentro limpando gaveta, pegando as coisas. Até as minhas gavetas vocês ajudaram a fazer as limpezas”, disse o ministro.

Mandetta ainda deu detalhes de como foi a reunião que teve com Bolsonaro e outros ministros do governo.

“A única coisa que a gente está pedindo [é] para ter o melhor ambiente para trabalhar no Ministério da Saúde. Entendo que a reunião foi produtiva. Entendo que o governo se reposiciona para ter mais união, mais foco, de todos unidos em direção a esse problema”, afirmou.

Em sinal de apoio a sua permanência, Mandetta teve a companhia de diversos integrantes do Ministério durante a coletiva: Wanderson de Oliveira (Secretário de Vigilância em Saúde do MS); João Gabbardo (secretário-executivo do Ministério da Saúde); Denizar Vianna (secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde); Erno Harzheim (secretário de Atenção Primária à Saúde); Francisco de Assis Figueiredo (secretário de Atenção à Saúde).

Bolsonaro x Mandetta

Mandetta tem sido alvo de críticas públicas do presidente Bolsonaro, que discorda de posições defendidas pelo ministro na resposta ao vírus.

O ministro tem seguido as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), corroboradas pela maior parte da comunidade médica e científica, e estimulado medidas de distanciamento social adotadas por governadores, como a suspensão de aulas e o fechamento de parte do comércio.

Bolsonaro tem pedido a “volta à normalidade” do país e já afirmou ter o poder de determinar por decreto a reabertura de setores da economia. A demissão de Mandetta tem sido cogitada pelo presidente, segundo reportagem da Folha.

O Ministério da Saúde anunciou hoje que subiu para 553 o número de mortes pelo novo coronavírus no Brasil —aumento de 67 óbitos confirmados nas últimas 24 horas. Até ontem, eram 486 mortes. No total, são 12.056 casos oficiais no país até agora —aumento de 926 casos de ontem para hoje—, segundo o governo. Os dados anteriores indicavam 11.130 casos confirmados. A letalidade é de 4,6%, ou seja, entre cada 100 pessoas contaminadas, 4,6 morrem.

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