Reforma ministerial: Padilha é favorito para substituir Nísia na Saúde

Cientista e pesquisadora Nísia Trindade, ministra da Saúde – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Lula (PT) avisou a aliados que vai substituir a ministra da Saúde, Nísia Trindade, na reforma ministerial em discussão no governo.

A gestão da ministra tem sido alvo de queixas de integrantes do Congresso, de membros do Palácio do Planalto e do próprio Lula, que tem feito cobranças pela falta de uma marca forte na área.

Segundo a Folha apurou, Lula afirmou a interlocutores do meio político e da área da saúde que pretende trocar a ministra. O nome mais forte para substituí-la é o do ministro Alexandre Padilha (Secretaria de Relações Institucionais), que foi titular da pasta na gestão de Dilma Rousseff (PT).

Aliados relatam que o presidente já não esconde sua frustração com o desempenho de Nísia. Em 2024, a gestão da ministra ficou marcada por críticas, crises sanitárias e a pressão do centrão para ampliar o controle sobre o orçamento da pasta.

Há uma avaliação no Palácio do Planalto de que, num momento de queda de popularidade do presidente, o Ministério da Saúde tem potencial para apresentar e implementar políticas públicas de maior visibilidade, entre eles o Mais Acesso a Especialistas.

O programa promete reduzir filas e ampliar o acesso da população a exames e consultas especializadas nas áreas de oncologia, cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia. Auxiliares de Lula apostam que, sob nova direção, essa iniciativa pode ser uma vitrine e virar uma marca da gestão petista.

Nas conversas em que discutiu nomes para substituir Nísia, Lula manifestou preferência pessoal pelo nome do também ex-ministro da Saúde Arthur Chioro. Mas, segundo esses relatos, o presidente admite que deverá escolher Padilha por questões políticas e pela relação do ministro com a equipe que já está na pasta.

Esses interlocutores do presidente citam a importância de um nome que tenha perfil político para estar à frente da pasta, o que contaria a favor do atual ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais). Chioro, por sua vez, tem o apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e tem atuado nos bastidores para integrar o governo.

Um argumento adicional a favor de Padilha é o fato de que, atualmente, Chioro faz uma gestão bem avaliada pelo governo à frente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, e mantê-lo nesse posto seria uma decisão segura.

Caso a opção por Padilha se confirme, a reforma ministerial deverá contemplar uma mudança importante na chamada cozinha do Palácio do Planalto. Nesse cenário, o mais cotado para comandar a articulação política de Lula passa a ser o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (BA).

Wagner foi sondado para a vaga na semana passada. O senador baiano ponderou, segundo relatos que ele fez a aliados, que a maior fonte de preocupação do governo não é o Senado, mas a Câmara. Dessa forma, seria mais eficaz a nomeação de um deputado para a Secretaria de Relações Institucionais.

Um defensor do nome de Wagner diz, por sua vez, que sua escolha pode beneficiar o governo porque ele é um político “que põe a bola no chão”, tido como conciliador e de bom trânsito em diferentes segmentos. Além disso, é das poucas pessoas que têm liberdade para aconselhar o presidente da República com franqueza.

Nas conversas, Lula cogitou a hipótese de nomear a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), para a Secretaria de Relações Institucionais. Lula foi, porém, alertado para as dificuldades da relação dela com os congressistas.

Nesse cenário, surgiu a alternativa do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Ele tem a simpatia de dirigentes do centrão, sendo um dos petistas mais próximos de integrantes do grupo, inclusive do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).

O centrão se queixa de que a maior parte dos ministros do Palácio do Planalto é do PT, e trabalha para emplacar um aliado na SRI –posto considerado estratégico na liberação das emendas parlamentares.

O grupo tem preferência pelo nome do líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões Jr. (AL), parlamentar governista que é braço-direito do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e aliado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Apesar disso, interlocutores de Lula dizem que o trabalho na SRI exige uma relação próxima e de confiança com o presidente da República, com agendas diárias. Por isso, defendem que um parlamentar do PT seja alçado ao posto.

Guimarães se aproximou do núcleo duro de aliados de Motta no ano passado, assumindo a defesa, desde o início, do apoio do PT ao deputado paraibano na disputa. Além desse fator, pesa a favor do parlamentar petista o fato de que Lula reconhece o esforço que ele fez para aprovar matérias de interesse do Executivo nos últimos dois anos.

Auxiliares de Lula dizem que ele ainda tem dúvidas sobre a dimensão exata das mudanças que fará na Esplanada. Em fala à imprensa, na quarta-feira (19), o presidente despistou sobre quando começará a reforma ministerial e disse que, da mesma forma que convidou quem quis para integrar o governo, pode tirar quem quiser na hora que quiser.

Ainda assim, há uma expectativa entre aliados de Lula de possíveis anúncios a partir deste fim de semana, quando ocorre a festa de aniversário de 45 anos do PT, no Rio de Janeiro. A ideia é começar o remanejamento pelos petistas e nomes da cota pessoal de Lula.

Em meio à celebração do partido, é citada a possibilidade formalização do nome da presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PR), como ministra da Secretaria-Geral da Presidência. A festa marcaria a despedida dela da presidência do partido.

Com informações da Folha de São Paulo




Ministério da Saúde autoriza construção de policlínicas em João Pessoa e Campina

O Ministério da Saúde anunciou, nessa terça-feira (25), a construção de duas novas policlínicas na Paraíba. As unidades de saúde vão funcionar em João Pessoa e em Campina Grande. Os locais onde os equipamentos vão ser instalados ainda não foram divulgados. Cada uma terá o custo de R$ 30 milhões em obras, equipamentos e mobiliário. Em todo Brasil, serão 55 unidades com investimento é de R$ 1,65 bilhão.

As policlínicas se tornarão um centro integrado de cuidado e resolução que contemplará núcleos de atenção integral ao homem, mulher, crianças e outros públicos que requerem acompanhamento especial.  Espaços de reabilitação para pacientes com sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e doenças respiratórias também estão no projeto.

Segundo Mirela Pessatti, arquiteta responsável pela planta, a proposta é que os espaços sejam um centro de integração que concentre todos os procedimentos em um único local, possibilitando que o paciente otimize seu tempo e alcance melhores resultados no tratamento. “Com isso, desafogamos outros pontos de atenção como os hospitais, otimizamos tempo e salvamos mais vidas, agindo em tempo oportuno”, explica Mirela.

As policlínicas fazem parte do Programa Mais Acesso a Especialistas, que tem como ponto de partida a necessidade de tornar o acesso do paciente, aos exames especializados e às consultas, o mais rápido possível e com menos burocracia, a partir do encaminhamento realizado pela Equipe de Saúde da Família (ESF).

Serão oferecidos ainda nas novas unidades a realização de exames gráficos e de imagem como ressonância magnética, tomografia e eletrocardiograma; consulta clínica de apoio ao diagnóstico com médicos de diversas especialidades como angiologia, cardiologia, oftalmologia e neurologia; e pequenos procedimentos como vasectomia, cauterização e biópsias em centro cirúrgico de baixa complexidade.

Junto aos serviços baseados em núcleos de atenção integral à saúde, as unidades serão espaços de formação, qualificação e fixação dos profissionais de saúde. Também, a partir da tecnologia da informação e da regulação interna, serão pontos de apoio à inteligência sanitária nos territórios.

Sustentabilidade e tecnologia

Grandes aliadas do meio ambiente, as policlínicas foram projetadas seguindo parâmetros de sustentabilidade como ventilação e iluminação natural no máximo de ambientes possíveis, método de uso e reuso de água, captação de energia solar, além de priorizar o uso de materiais com pouca necessidade de manutenção, reparos e substituições

Todos os consultórios e espaços de exames possuem instalações de dados e lógica para implementação da telessaúde. Assim como as “ilhas” multiprofissionais localizadas nos núcleos de cuidado. Terão ainda espaço específico para a tecnologia da informação, com a instalação dos racks de informática e sala dedicada a equipe da saúde digital.




Ministério da Saúde suspende contrato para compra da Covaxin

Medida teria sido orientada pela CGU. Vacina se tornou um dos alvos da CPI da Covid

Ministério da Saúde suspende contrato para compra da Covaxin

Reprodução

Ministério da Saúde suspende contrato para compra da Covaxin

O Ministério da Saúde decidiu suspender nesta terça-feira o contrato para aquisição de 20 milhões de doses da vacina  Covaxin. A medida teria sido uma recomendação da Controladoria Geral da União (CGU).

O contrato com a Precisa virou alvo de suspeitas de irregularidades após denúncia de um servidor da pasta, que diz ter sido pressionado para dar celeridade ao processo. A pasta alega, no entanto, que buscas internas da CGU não teriam encontrado irregularidades.

Os argumentos discutidos internamente para cancelar o contrato eram que a empresa não havia cumprido o cronograma de entrega das doses e tampouco obtido autorização da Anvisa. O valor total do contrato é de R$ 1,6 bilhão. O montante foi empenhado, isto é, reservado pela Saúde, mas ainda não foi pago.

Na semana passada, O GLOBO mostrou que a decisão estava nas mãos do ministro, Marcelo Queiroga. A estratégia era de afastar o presidente do caso para evitar desgastes.

A Covaxin possui apenas uma autorização para importação excepcional com diversas restrições.

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João Pessoa dará prioridade à 2ª dose contra a Covid-19, e 1ª só será aplicada com vacina Oxford/Astrazeneca

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A Prefeitura de João Pessoa, acatando sugestão do Ministério Público, vai passar a exigir o título de eleitor como certificação de residência para quem for tomar a primeira dose, podendo ser complementado com outros documentos, como comprovante de residência. A decisão foi acordada durante audiência promovida pelos três ramos do Ministério Público na Paraíba (Estadual, Federal e do Trabalho) nesta quarta-feira (14) com representantes da PMJP.

Os membros do Ministério Público ressaltaram que a suspensão da vacinação bem como as cenas de aglomeração de idosos vistas esta semana evidenciam a falta de planejamento do município. Eles destacaram ainda que houve a priorização de quem estava tomando a primeira dose da Coronavac em detrimento de quem precisava da segunda.

Os representantes da PMJP reconheceram que houve falhas e explicaram que ocorreu uma demanda maior que o previsto pela segunda dose da Coronavac. Eles informaram ainda que houve atraso do suprimento do insumo farmacêutico ativo (IFA), o que paralisou a produção da Coronavac pelo Instituto Butantan e que mais de 21 mil pessoas de outros municípios tomaram a primeira dose em João Pessoa. De acordo com os representantes, o município não possui Coronavac em estoque, mas utilizará 100% dos próximos lotes para a segunda dose até zerar a fila de espera.

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Pazuello está “atrapalhando” e limitando ações de Queiroga, dizem aliados

Parlamentares e assessores presidenciais veem Pazuello restringindo ações de Marcelo Queiroga

Marcelo Queiroga, novo ministro da Saúde; cardiologista tem seguido cartilha semelhante à de Pazuello e alinhada ao discurso de Jair Bolsonaro
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Marcelo Queiroga, novo ministro da Saúde; cardiologista tem seguido cartilha semelhante à de Pazuello e alinhada ao discurso de Jair Bolsonaro

Assessores presidenciais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) avaliam que o ex-ministro da saúde, General Eduardo Pazuello, estaria atrapalhando o novo comandande da pasta , Marcelo Queiroga . O militar estaria “vigiando” Queiroga para que ele siga a mesma que estava sendo utilizada pela pasta. As informações são do colunista Valdo Gruz, da GloboNews .

A proximidade de Pazuello estaria tirando a liberdade do cardiologista Marcelo Queiroga de delinear seu próprio plano de combate à pandemia.

Congresso também não tem visto o início de gestão de Queiroga com bons olhos. Segundo apuração do colunista, paralmentares veem o novo ministro da Saúde com o “freio de mão puxado” em um momento em que medidas devem ser tomadas com rapidez em meio ao avanço alarmante da Covid-19.

Os parlamentares também estariam preocupados com a queda do apoio popular de Bolsonaro. Com a última pesquisa realizada pelo Datafolha que revelando que 54% dos brasileiros reprovam a atuação do presidente , congressistas acreditam que não adianta mudar o comandante da pasta, como também é preciso mudar as ações de combate à pandemia com rapidez

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Ministério da Saúde e Butantan fecham acordo para distribuição de vacina no SUS

 

De acordo com comunicado, processo de vacinação deve começar após aprovação da Coronavac pela Anvisa

Divulgação/Instituto Butantan

Pedido para uso emergencial da Coronavac deve ser analisada pela Anvisa em até 10 dias

Ministério da Saúde informou na tarde deste sábado (09) que assinou um acordo com o Instituto Butantan para distribuir doses da Coronavac para todos os estados. O imunizante, de acordo com a pasta, vai fazer parte do Programa Nacional de Imunização e deve ser distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) .

Em comunicado, o ministério disse que a vacinação deve começar “tão logo os imunizantes receberem a autorização da Anvisa”. O Butantan  enviou a documentação para a agência reguladora na última sexta-feira (08) e deve receber a sinalização para o uso emergencial da vacina em até 10 dias.

O acordo entre o Ministério da Saúde e o instituto foi firmado após uma reunião realizada na sexta-feira, em que técnicos e membros do Butantan discutiram a eficácia da vacina, fabricada em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Na quinta-feira (07), o Governo do Estado anunciou que a Coronavac tem 78% de eficácia .

“Assim, brasileiros de todo o país receberão a vacina simultaneamente, dentro da logística integrada e tripartite, feita pelo Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde”, afirmou a pasta comandada por Eduardo Pazuello .

Em coletiva para informar a negociação com farmacêuticas para a aquisição de imunizantes, Pazuello afirmou que o Governo Federal requisitou a compra de 46 milhões de doses da vacina do Butantan . O instituto, horas depois do anúncio, confirmou o pedido.

No comunicado emitido neste sábado, o Ministério da Saúde informa que as doses da Coronavac serão distribuídas conforme a população de cada estado. Entretanto, ainda não há uma data prevista para o repasse dos imunizantes.

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Azevêdo se reúne com Pazuello e cobra plano nacional de vacinação contra Covid

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Governadores participam nesta terça-feira (8) de reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para tratar da compra de vacinas contra a Covid-19. Eles criticam a falta de coordenação do governo e cobram a compra de vacinas e um plano nacional de imunização para o país. O governador João Azevêdo está participando do encontro, que já está ocorrendo.

Na chegada, Wellington Dias, governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, disse que a posição dos governadores é “colocar a vida em primeiro lugar” e é obrigação “a união de todos” para um plano nacional . Ele defendeu que o Congresso aprove a liberação de recursos para vacina e também um plano estratégico.

– Não temos restrição a nenhuma vacina. A vacina está autorizada, segura, tem eficiência , essa é a vacina boa para os brasileiros. Segundo, um plano nacional de imunização, comprada com dinheiro do povo brasileiro para todo o Brasil. Terceiro, garantir um cronograma. O que entrega em dezembro, em janeiro, em fevereiro, em março? O ideal é se a gente tiver todos os laboratórios produzindo vacina para o Brasil para que a possamos o mais rapidamente sair da crise – afirmou, completando:

– Se um estado começar isoladamente a fazer vacinação, o Brasil inteiro vai correr para lá. Vai ter uma situação gravíssima. Ou seja, tem que pensar em um plano nacional. O Butantan é de São Paulo, mas o Butantan é do Brasil. Há necessidade de que a gente garanta as condições de ter um calendário de vacinação único no Brasil.

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, destacou a importância de que o governo federal estabeleça um cronograma claro para a vacinação. Ela informou que já entrou em contato com o governo de São Paulo para a aquisição da vacina Coronavac.

– Cabe ao governo federal coordenar essa estratégia nacional do plano nacional de vacinação. É disso que se trata nossa audiência aqui hoje, sem prejuízo de outras iniciativas como a do governo de São Paulo, do Instituto Butantan, todas as iniciativas são válidas, são bem-vindas. Mas o que o Brasil espera é uma posição clara do governo federal tendo em vista que cabe a ele coordenar toda essa estratégia a nível nacional. Precisamos de calendário, de data, precisamos desse programa definido – disse.

Cinco governadores estão presentes no encontro que está sendo realizado no Palácio do Planalto, mas a maioria participa por videoconferência.

 




Secretário executivo do Ministério da Saúde expulsa garçom em live

“Sai daí. Eu falei não! O que você não entendeu?!”, afirmou Elcio Franco.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, expulsou, nesta sexta-feira, 10, um garçom que trabalhava durante uma reunião do Conselho Nacional de Saúde (NS), transmitida em live, que falava sobre as estratégias de combate ao novo coronavíus. O vídeo viralizou nas redes sociais.

secretário ministério saúde garçom live

Crédito: Agência BrasilSecretário executivo do Ministério da Saúde expulsa garçom em live

Elcio Franco é o número 2 do Ministério da Saúde. Nas imagens é possível ver que enquanto ele faz suas considerações finais, o garçom aparece porque está servindo água e café aos servidores da pasta que participam da live.

Primeiro, o secretário faz um sinal negativo para o garçom. Em seguida, uma mulher ao lado de Elcio ergue o braço. O atendente, então, passa por trás para chegar até ela, mas quando perto, a mulher faz sinal de não.

Quando o secretário executivo do Ministério da Saúde vê que o garçom apareceu na tela, ele dispara: “É importante que com segurança e responsabilidade…sai daí. Eu falei não! O que você não entendeu?!”, afirmou.

Elcio Franco é Coronel de Forças Especiais do Exército, na  reserva após 39 anos de serviços e já foi visto usando uma caveira com uma faca cravada no crânio durante as coletivas de imprensa do Ministério da saúde.

Pela grosseria, o vídeo viralizou. Veja:

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Coronavírus: Alexandre de Moraes manda governo retomar divulgação dos dados acumulados

Por Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

 

STF determina que Ministério da Saúde mantenha divulgação integral sobre coronavírus

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (8) que o Ministério da Saúde retome a divulgação dos dados acumulados do coronavírus.

Alexandre de Moraes tomou a decisão ao analisar uma ação apresentada pelos partidos Rede Sustentabilidade, PSOL e PCdoB. O ministro determinou que a Advocacia Geral da União (AGU) preste as informações “que entender necessárias” no prazo de 48 horas.

Antes, o Ministério da Saúde divulgava os dados totais de pessoas infectadas, mortes e curvas de infecção por região, por exemplo. Na semana passada, o governo mudou a forma. Decidiu excluir os dados totais e divulgar somente os dados referentes às últimas 24 horas.

A decisão do governo gerou críticas de entidades de diversos setores da sociedade no Brasil e em outros países e também em diversos setores políticos e de especialistas em áreas da saúde.

“[Decido] determinar ao ministro da Saúde que mantenha, em sua integralidade, a divulgação diária dos dados epidemiológicos relativos à pandemia (Covid-19), inclusive no sítio do Ministério da Saúde e com os números acumulados de ocorrências, exatamente conforme realizado até o último dia 4 de junho”, escreveu Moraes na decisão.

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal — Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal — Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A decisão

Ao analisar a ação dos partidos, Alexandre de Moraes afirmou que a “gravidade” da pandemia exige que autoridades tomem todas as medidas possíveis de apoio e manutenção de atividades do SUS.

O consórcio de veículos de imprensa, formado por jornalistas de G1, “O Globo”, “Extra”, “O Estado de S. Paulo”, “Folha de S.Paulo” e UOL, revelou na noite desta segunda-feira que o Brasil teve 849 novas mortes registradas em razão do novo coronavírus nas últimas 24 horas.

Ainda conforme o consórcio, o país registrou até esta segunda-feira 37.312 mortes por coronavírus.

“A gravidade da emergência causada pela pandemia do Covid-19 exige das autoridades brasileiras, em todos os níveis de governo, a efetivação concreta da proteção à saúde pública, com a adoção de todas as medidas possíveis para o apoio e manutenção das atividades do Sistema Único de Saúde”, escreveu Moraes na decisão.

“Caso não sejam adotadas medidas de efetividade internacionalmente reconhecidas, dentre elas, a colheita, análise, armazenamento e divulgação de relevantes dados epidemiológicos necessários, tanto ao planejamento do poder público para tomada de decisões e encaminhamento de políticas públicas, quanto do pleno acesso da população para efetivo conhecimento da situação vivenciada no país”, acrescentou o ministro.

Alexandre de Morares também ressaltou que a publicidade é a regra na administração pública, além de ser um dos “vetores imprescindíveis”.

“A Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988, consagrou expressamente o princípio da publicidade como um dos vetores imprescindíveis à administração pública, conferindo-lhe absoluta prioridade na gestão administrativa e garantindo pleno acesso às informações a toda a sociedade”, escreveu.

O ministro afirmou ainda que decidiu conceder a decisão “pelo grave risco de interrupção abrupta da coleta e divulgação” do dados.

Ministério da Saúde quer divulgar apenas mortes por coronavírus ocorridas em 24 horas

Argumentos dos partidos

Na ação apresentada ao STF, os partidos pediram que o governo federal fosse obrigado a divulgar os dados até as 19h30. Também pediram que o Ministério da Saúde fosse obrigado a informar os seguintes dados:

  • número de casos confirmados nas últimas 24 horas;
  • números de óbitos em decorrência da Covid-19 nas últimas 24 horas;
  • número de recuperados nas últimas 24 horas;
  • número total de casos confirmados;
  • número total de óbitos em decorrência da Covid-19;
  • número total de recuperados;
  • número de casos por dia de ocorrência;
  • número de óbitos por dia de ocorrência;
  • número total de recuperados por dia de ocorrência;
  • número de hospitalizados com confirmação de Covid-19 e com SARS (síndrome respiratória aguda) em enfermaria e UTI por unidade de saúde, município e estado.

Os partidos consideraram também que as medidas tomadas pelo governo em relação aos dados da pandemia violaram o direito à saúde e ao acesso à informação.

“Na esfera do Estado, a informação é, verdadeiramente, um dever da administração pública e um direito consagrado do cidadão. De fato, no Estado Democrático de Direito, toda e qualquer atividade da administração deve se submeter ao processo amplo de justificação e fundamentação perante a sociedade”, argumentaram os partidos.

GOVERNO OMITE DADOS SOBRE CORONAVÍRUS

  • Governo incomoda outros poderes ao divulgar dados cada vez mais tarde

  • ‘Acabou matéria do Jornal Nacional’, diz Bolsonaro sobre atrasos na divulgação de mortos por coronavírus

  • Bolsonaro confirma mudanças em divulgação de boletim diário com números do coronavírus

  • Cotado para cargo no Ministério da Saúde diz que estados inflam dados da covid para elevar orçamento; secretários de Saúde chamam fala de ‘leviana’

  • Proposta do governo Bolsonaro de revisar mortes por Covid-19 é ‘autoritária, insensível, desumana e antiética’, dizem secretários

  • ‘Do ponto de vista de saúde, é uma tragédia o desmanche da informação’, diz ex-ministro Mandetta

  • Universidade Johns Hopkins exclui Brasil do balanço global sobre coronavírus após governo mudar divulgação do boletim diário

  • Após reduzir boletim diário, governo Bolsonaro retira dados acumulados da Covid-19 do site

  • Maia critica atraso na divulgação dos dados da Covid-19: ‘Muito ruim que a gente precise estar pedindo’

  • www.reporteriedoferreira.com.br Por G1




O Brasil confirmou novas mortes 35.040 por Covid-19,Ao todo, são 645.826 casos confirmados nas últimas 24 horas.