Policiais militares da Paraíba morrem em acidente na Praia de Pipa RN

Foto: Reprodução

Dois paraibanos que atuavam como policiais militares no Rio Grande do Norte morreram em um acidente de trânsito na noite dessa sexta-feira (13), na praia de Pipa. As vítimas foram identificadas como sendo o sargento Isau de Andrade Pereira, de 41 anos, e a soldado Jéssica Neri Ferreira Balbino, de 33 anos.

O acidente ocorreu na rodovia RN-003, próximo ao Santuário Ecológico de Pipa. Segundo a Polícia Militar, os policiais estavam fora de serviço quando o veículo em que estavam desviou de um carro e colidiu de frente com outro. O condutor do segundo carro, um turista do Rio de Janeiro, não ficou ferido.

Sargento Isau e soldado Jéssica não resistiram aos ferimentos e morreram no local.

Familiares dos policiais foram ao Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), em Natal, neste sábado (14), para reconhecer e liberar os corpos, que devem ser velados para João Pessoa. Os sepultamentos estão previstos para este domingo (15) na capital paraibana.

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte lamentou as mortes e publicou notas de pesar em homenagem aos dois militares. “O comandante geral, oficiais e praças externam os sentimentos de mais profundo pesar aos amigos e familiares”, escreveu a corporação.




Ministério Público pede suspensão do salário de militares indiciados pela PF

Na representação enviada ao TCU, o Ministério Público afirma que o custo dos salários dos militares é de R$ 8,8 milhões por ano.

militares Ministério Público

Ex-presidente Bolsonaro pode ser afetado com a medida do Ministério Público. (foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado, pediu nesta sexta-feira (22) ao tribunal a suspensão do pagamento dos salários de 25 militares ativos e da reserva do Exército que foram indiciados pela Polícia Federal (PF) por golpe de Estado.

Entre os militares citados, estão o ex-presidente Jair Bolsonaro (capitão reformado), cujo salário bruto é de R$ 12,3 mil, o general da reserva Augusto Heleno, que recebe R$ 36,5 mil brutos, além do tenente-coronel Mauro Cid (R$ 27 mil) e do general da reserva Braga Netto (R$ 35,2 mil).

Na representação enviada ao TCU, Lucas Furtado afirma que o custo dos salários dos militares é de R$ 8,8 milhões por ano.

“A se permitir essa situação – a continuidade do pagamento da remuneração a esses indivíduos – o Estado está despendendo recursos públicos com a remuneração de agentes que tramaram a destruição desse próprio Estado para instaurar uma ditadura”, afirmou o subprocurador.

No documento, Furtado também pediu o bloqueio de bens no montante de R$ 56 milhões de todos os 37 indiciados pela PF e o compartilhamento do inquérito, que está em segredo de justiça, com o TCU.

“Por haver esse evidente desdobramento causal entre a trama golpista engendrada pelos 37 indiciados e os prejuízos aos cofres públicos decorrentes dos atos de destruição do patrimônio público em 8 de janeiro de 2023, que montam em R$ 56 milhões, considero que a medida cautelar também deve abranger a indisponibilidade de bens”, completou.

De acordo com o TCU, o processo para avaliar a suspensão dos salários ainda não foi aberto.

fonteAgência Brasil




Militares deixam parlamento após rejeição de decreto de lei marcial na Coreia do Sul

A Constituição sul-coreana prevê que a declaração de lei marcial pode ser revogada por maioria parlamentar

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O decreto foi derrubado por unanimidade
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O decreto foi derrubado por unanimidade

Os militares e autoridades policiais que ocupavam o prédio da Assembleia Nacional da Coreia do Sul deixaram o local após os parlamentares rejeitarem o decreto de lei marcial proposto pelo presidente Yoon Suk Yeol. A saída ocorreu de forma pacífica, encerrando uma das tensões mais marcantes no parlamento do país em décadas.

O decreto foi derrubado por unanimidade, com 190 parlamentares presentes, de um total de 300 membros do parlamento. A Constituição sul-coreana prevê que a declaração de lei marcial pode ser revogada por maioria parlamentar.

Após a votação, Woo Won-sik, presidente da Assembleia Nacional, declarou:  “O presidente deve suspender imediatamente a lei marcial de emergência após a votação pela Assembleia Nacional. Agora, a declaração de lei marcial de emergência é inválida”.

A declaração de lei marcial pelo presidente Yoon Suk Yeol transferia os poderes civis para o comando militar, fechava o Parlamento, restringia atividades políticas e limitava a disseminação de informações na imprensa.

Segundo o presidente, a medida era necessária para “limpar elementos pró-Coreia do Norte” do país.

“Declaro lei marcial para proteger a livre República da Coreia da ameaça das forças comunistas norte-coreanas, para erradicar as desprezíveis forças anti-estado e pró-norte-coreanas que estão saqueando a liberdade e a felicidade do nosso povo, e para proteger a ordem constitucional livre”.

A oposição, no entanto, acusou o presidente de usar o decreto como represália contra o Parlamento, após rejeição de sua proposta orçamentária e a aprovação do impeachment de membros de seu gabinete.

A votação ocorreu sob forte tensão. Tropas militares tentaram barrar o acesso de parlamentares ao prédio, o que levou alguns congressistas a entrar pelas janelas para garantir a realização da sessão.

Após o resultado, as forças militares se retiraram do local, mas alguns permanecem na área externa para conter manifestações populares.

Reação da população

A declaração de lei marcial provocou protestos em frente ao Parlamento. Manifestantes entoavam gritos como “Abram a porta”, em oposição à medida presidencial, sendo dispersados pelas forças policiais.

Este foi o primeiro decreto de lei marcial na Coreia do Sul desde o fim da ditadura militar, no final da década de 1980.




Em áudio, militares fizeram pedido a Bolsonaro e clamaram por golpe como o de 1964

A trama golpista ocorreu após o segundo turno das eleições de 2022

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Bolsonaro recebeu pedido de militares em trama por golpe
Reprodução/X

Bolsonaro recebeu pedido de militares em trama por golpe

A investigação conduzida pela Polícia Federal revelou um plano golpista articulado por militares de alta patente após o segundo turno das eleições de 2022 . Mario Fernandes , general da reserva e ex-secretário-geral adjunto da Presidência, liderava o grupo que discutia ações extremas, incluindo um complô para assassinar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva , seu vice Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes

Em um dos áudios obtidos pela Polícia Federal e divulgado pelo ‘Fantástico’, da TV Globo, o general Fernandes deixa clara sua postura radical: “Qualquer solução, caveira, tu sabe que ela não vai acontecer sem quebrar ovos, sem quebrar cristais.” Em outra gravação, ele acusa fraude eleitoral sem apresentar provas: “Tá na cara que houve fraude. Tá na cara. Não dá mais pra gente aguardar essa p…”. O conteúdo desses áudios, que circularam em grupos restritos de militares, expõe a tentativa de mobilizar as Forças Armadas para desestabilizar a ordem democrática.

Além disso, o general afirmou que discutiu com o então presidente Jair Bolsonaro a possibilidade de impedir a diplomação da chapa eleita. “Qualquer ação nossa pode acontecer até 31 de dezembro. Tudo. Mas aí na hora: pô, presidente. A gente já perdeu tantas oportunidades”, teria dito Fernandes. O teor conspiratório se estendeu a outros integrantes do grupo. Um oficial, também não identificado, afirmou: “O senhor me desculpe a expressão, mas quatro linhas é o c… Nós estamos em guerra.”

A investigação concluiu que os acampamentos em frente a quartéis no fim de 2022 foram organizados como parte da estratégia golpista. Além disso, informações privilegiadas sobre a segurança de Lula teriam sido repassadas por Wladimir Matos, agente da Polícia Federal. Ao todo, 37 pessoas foram indiciadas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o general Walter Braga Netto e outros membros da alta cúpula do governo anterior.

Entidades como a OAB, AJUFE e AMB se manifestaram em defesa da democracia e das instituições. A OAB destacou a importância de lideranças políticas se distanciarem de atos violentos, enquanto a AJUFE e a AMB ressaltaram a necessidade de combater ações que atentem contra o estado democrático de direito com o rigor da lei.




MP do TCU quer avaliar impacto de pensões de filhas de militares nas contas públicas

Cerimônia no Quartel-General do Exército, em Brasília, em homenagem ao Dia da Bandeira, em 2023 – Divulgação Exército

O subprocurador-geral Lucas Furtado, do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), apresentou uma representação para que a corte avalie o sistema de proteção dos militares e o impacto nas contas públicas de pensões das filhas de membros das Forças Armadas.

Na representação, ele cita possível falta de isonomia com direitos civis e em descompasso com a necessidade de equilíbrio fiscal no Brasil.

O pedido foi feito após o TCU ter aprovado com ressalvas das contas do presidente Lula (PT) do ano passado. O subprocurador-geral cita manifestação do ministro Walton Alencar Rodrigues sobre o tema da Previdência Social, com destaque para o sistema de proteção dos militares, sua pequena capacidade de cobertura e “seu monumental déficit per capita”.

Em sua fala, Rodrigues citou a pensão vitalícia de filhas solteiras, “privilégio específico do sistema militar, intensamente criticado pelas distorções e situações fictícias que ainda hoje induz.” Ele lembra que o benefício foi extinto para os militares que ingressaram na carreira a partir de 2001, mas que projeções indicam que, até 2060, o governo e a sociedade continuarão a arcar com os custos dele.

Na avaliação de Furtado, mesmo com a extinção da pensão de filhas solteiras, ainda assim o encargo projetado para o futuro persiste por vários anos.

“Não estou aqui a ir de encontro ao direito adquirido. Tampouco causar insegurança jurídica em situações já decididas judicialmente. Se o direito existe, que o seja respeitado. Contudo, a meu ver situações como essa evidenciam o desrespeito ao princípio da isonomia que deveria reger a administração pública como um todo”, afirma.

Ele lembra que o princípio da isonomia é fundamental para garantir que não haja discriminação ou privilégios indevidos dentro da sociedade e na aplicação das leis.

“No momento em que classes são privilegiadas com direitos diferentes dos demais, há desrespeito a esse princípio tão importante para a justiça e a equidade na sociedade”, ressalta, complementando que os números demonstram que o sistema de proteção dos militares pode colocar em xeque o equilíbrio fiscal do país.




20 militares do exército são investigados por furto de armas em SP

Armas com potencial para derrubar aeronaves seriam negociadas com facções criminosas no Rio e em São Paulo

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iG Último Segundo

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Metralhadoras foram encontradas em São Roque, no interior de São Paulo
Divulgação/Polícia Civil de SP

Metralhadoras foram encontradas em São Roque, no interior de São Paulo

Vinte militares estão sendo investigados por participação no  furto de 21 metralhadoras do quartel de Barueri na Grande São Paulo. Sete militares teriam participação direta no caso.

O general Maurício Vieira Gama, chefe do Comando Militar do Sudeste, declarou em entrevista ao G1 que os militares estão respondendo inquérito disciplinar. A ausência das armas no Arsenal de Guerra foi percebida no dia 10 de outubro durante inspeção.

Segundo o general, os militares estão respondendo na esfera disciplinar pelo negligenciamento na conferência, na fiscalização e na gerência do controle do armamento. Porém, eles ainda podem responder na esfera criminal por participação direta ou indireta no furto do armamento.

A apuração do G1 afirma que do grupo de 20 militares , sete estão impedidos de sair do Arsenal de Guerra desde o dia em que o Exército detectou a ausência das armas. Três desses seriam os responsáveis diretos. Segundo o portal, um deles teria aberto o paiol, outro pegado as armas e o terceiro teria realizado o transporte para fora do quartel, em um caminhão militar.

pena para os militares com participação direta no ocorrido pode chegar até a expulsão , enquanto os envolvidos indiretamente podem receber penas administrativas como prisão temporária por 30 dias . A investigação já ouviu cerca de 50 militares , mas nem todos estão sendo investigados.

Polícia acha armas que foram furtadas
Foto: Divulgação/Polícia Civil – 21/10/2023

Polícia acha armas que foram furtadas

O Exército segue a linha de que 13 metralhadoras de calibre .50 e oito metralhadoras 7.62 tenham sido furtadas durante o feriado de 7 de Setembro. A investigação já obteve a gravação das câmeras de segurança do quartel.

Segundo o Instituto Sou da Paz, as 21 metralhadoras furtadas do quartel em Barueri representam o maior desvio de armas da história do Exército brasileiro desde 2009, quando sete fuzis foram roubados e depois recuperados pela polícia de um batalhão em Caçapava, interior de São Paulo. Suspeitos foram presos à época, entre eles um militar

Das 21 armas, 17 já foram recuperadas . As primeiras armas foram encontradas no Rio de Janeiro , possivelmente abandonadas por criminosos. Na madrugada deste sábado (21), na cidade de São Roque, a Polícia Civil de São Paulo encontrou mais cinco metralhadoras .50 e mais quatro de calibre 7.62 . Ao chegar no local onde estavam as armas, a viatura policial foi recebida com tiros, três deles acertaram o veículo, mas ninguém se feriu. Os criminosos conseguiram fugir.

Quatro metralhadoras de calibre .50, que possuem poder para derrubar aeronaves ainda estão desaparecida

As investigações apontam que as armas seriam repassadas para facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo e o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro




Governo finaliza proposta de PEC que proíbe militar em cargo político

Minuta do texto fala sobre despolitização de Exército, Marinha e Aeronáutica, e mira neutralidade das Forças

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Os comandantes das Forças Armadas e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia comemorativa do Dia do Exército, no Quartel-General do Exército, em Brasília
Ricardo Stuckert/PR – 19.04.2023

Os comandantes das Forças Armadas e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia comemorativa do Dia do Exército, no Quartel-General do Exército, em Brasília

O  governo Lula (PT) decidiu enviar ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria novas regras para vedar a participação de militares da ativa das Forças Armadas nas eleições ou em cargos do primeiro escalão do Executivo.

O conteúdo da PEC foi definido na segunda-feira (28), após articulação do ministro da Defesa,  José Múcio Monteiro (PTB), com os comandantes Tomás Paiva (Exército),  Marcos Olsen (Marinha) Marcelo Damasceno (Aeronáutica).

Um parlamentar da base governista no Senado deve apresentar o conteúdo do texto para avaliação no Congresso como relator; Jaques Wagner (PT), que já foi ministro da Defesa no governo de  Dilma Rousseff, é o mais cotado.

Trechos do texto foram divulgados pela Folha de S. Paulo, nos quais se entende o esforço em despolitizar as Forças. A ideia é que, com a proibição de militares da ativa nas disputas de eleições ou cargos no primeiro escalão do Poder Executivo, seja necessário a ida para a reserva, caso queiram concorrer.

“Com esse objetivo, propõe-se que o militar em serviço ativo, estável, que queira se candidatar a cargo eletivo, seja transferido para a reserva no ato do registro da candidatura”, afirmam os ministros Múcio e  Flávio Dino (PSB), que assinam o documento. A minuta ainda pede a “vedação” para que militares da ativa ocupem cargos estratégicos do Executivo, como ocorreu no governo de Jair Bolsonaro (PL).

“O texto constitucional veda aos militares, por exemplo, a sindicalização e a greve, bem como a filiação a partido político enquanto estiverem na ativa. Além disso, tendo em vista a relevância da atividade militar, o ordenamento jurídico lhes impõe restrições à cumulação de cargos, bem como ao exercício de cargo, emprego ou função pública civil temporária”, lê-se em um dos trechos.

 




Militares da ativa terão de se aposentar para disputar eleição

Lula em evento com militares. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Três meses depois dos atos radicais de 8 de janeiro, o governo tem pronta a minuta de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proíbe militares da ativa de assumir cargos no Executivo e de disputar eleições. A proposta será apresentada por um congressista aliado de centro e contraria a estratégia levada a cabo por uma ala do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pede o fim das operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

A minuta determina a transferência para a reserva, demissão ou licença ex officio do militar que registrar candidatura. Licença ex officio equivale a uma aposentadoria imediata (reforma, na linguagem da caserna), mesmo sem o tempo de serviço, com vencimento proporcional ao período trabalhado. Hoje, a Constituição permite que militares com mais de dez anos de serviço retornem às atividades se forem candidatos e perderem as eleições.

A proposta também cria uma regra de afastamento para quem ocupar cargo de ministro. O texto prevê mais um parágrafo no artigo 87 da Constituição, segundo o qual os titulares da Esplanada devem ser maiores de 21 anos e estar no exercício dos direitos políticos. O dispositivo incluído destaca que, “para tomar posse no cargo de ministro de Estado, o militar deve ser transferido para reserva”.

Após a invasão do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, Lula iniciou um processo que chamou de “despolitização” das Forças Armadas. Até o comandante do Exército foi trocado. Quando Lula assumiu o Planalto, havia 6.157 oficiais em cargos comissionados. Jair Bolsonaro foi o presidente que mais nomeou militares no primeiro escalão, mesmo na comparação com governos da ditadura.

Se tudo ocorrer como o roteiro previsto pelo Planalto, integrantes das Forças que quiserem disputar eleições serão obrigados a deixar a caserna.

– Para ser elegível, no ato do registro da candidatura, o militar das Forças Armadas deve efetivar a transferência para a reserva ou a demissão ou licença ex officio caso não preencha os requisitos para a reserva – diz trecho da minuta que altera o artigo 14 da Constituição (parágrafo 8-A).

O texto foi preparado pelo Ministério da Defesa, após consultas aos comandos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, e encaminhado à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência.

– Houve grande aceitação. Está tudo pacificado – disse ao Estadão o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

O presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Joseli Camelo, afirmou ser importante restringir a participação de militares na política. “Lugar de militar é no quartel”, argumentou.

Os fardados não aceitam, porém, mudar o artigo 142 da Constituição, como querem deputados do PT. O artigo trata do papel das Forças Armadas, mas é distorcido por alguns como justificativa para a defesa de intervenção militar.

– Somos contra o fim da Garantia da Lei e da Ordem porque seria uma medida muito drástica – declarou o presidente do STM.

– O que precisamos é investir em segurança. GLO não é para usar a torto e a direito e não está na Constituição que temos de manter os Poderes sob nossa tutela. As Forças Armadas não têm poder moderador.

*AE




Exército gastou R$ 376 mil para controlar golpistas em Brasília

Foram 70 dias de ato, que custaram mais de R$ 5 mil por dia aos cofres públicos

Manifestação golpista na Praça dos Três Poderes

MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Manifestação golpista na Praça dos Três Poderes

Antes mesmo dos  atos golpis tas  do dia 8 de janeiro em Brasília, o Exército precisou deixar 200 homens no QG de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para tentar controlar o ato. Essa decisão teve um custo aos cofres públicos de R$ 376 mil.

Logo após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), manifestantes se reuniram em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, e se organizaram para tentar pedir uma intervenção militar.

Foram 70 dias de ato, que custaram mais de R$ 5 mil por dia aos cofres públicos. Esses valores constam da segurança do Setor Militar Urbano (SMU), logística e operações no local, segundo o portal Metrópoles.

Atos Golpistas

A AGU (Advocacia-Geral da União) entrou no começo do mês com um pedido para que os financiadores dos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro deste ano sejam condenados a pagar R$ 100 milhões por dano moral coletivo.

O documento enviado pela AGU à Justiça Federal do Distrito Federal tem como alvo 54 pessoas físicas, três empresas, uma associação e um sindicato. Esses mesmos financiadores já tinham sido incluídos em outra ação relacionada às manifestações golpistas.

No outro processo, a cobrança era para que esses financiadores pagassem R$ 20,7 milhões em relação aos danos materiais usados na Praça dos Três Poderes. Essas pessoas e empresas teriam financiado ônibus para levar os golpistas para os atos.

Condenação definitiva de 42 pessoas

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu à Justiça Federal do Distrito Federal, no dia 1º, a condenação definitiva de mais 42 pessoas presas em flagrante por participarem da invasão e depredação dos prédios da Praça dos Três Poderes no dia 8 de janeiro.

Antes, outras 40 pessoas, que seguem presas preventivamente, também tiveram pedido de condenação formulado pela AGU. Os 42 suspeitos já tiveram os bens bloqueados anteriormente, a pedido da própria AGU, em uma ação cautelar.

STF concede liberdade a mais de 80 golpistas

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes concedeu, nesta sexta-feira  (10), liberdade provisória a 80 pessoas presas em decorrência dos atos golpistas que tiveram como alvo a Praça dos Três Poderes no dia 8 de janeiro deste ano.

Em contrapartida, foi determinada a aplicação de medidas cautelares contra os envolvidos nas ações antidemocráticas. Algumas das medidas são cancelamento dos passaportes emitidos pela Polícia Federal, recolhimento domiciliar no período noturno e nos finais de semana mediante tornozeleira eletrônica e proibição da utilização de redes sociais.

No dia 9 de janeiro a PF prendeu, em flagrante, 2.151 pessoas dos atos terroristas e estavam na frente de quartéis. Destas, 745 foram liberadas imediatamente após a identificação, e das 1.406 que seguiram presas, permanecem detidos 440 homens e 82 mulheres. As demais obtiveram liberdade provisória para responder ao processo mediante cautelares.

Por Ig




Central nuclear ucraniana é bombardeada neste sábado

Há risco de fuga de hidrogênio e pulverização radioativa, diz operador.

A União Europeia condenou o que considerou ser uma “violação irresponsável” das regras da segurança nuclear por parte da Rússia, face às ações militares no complexo da central ucraniana de Zaporizhzhia. (Foto: reprodução)

A maior central nuclear da Europa, localizada na cidade de Zaporizhzhia, na Ucrânia, voltou a ser atacada neste sábado (6). A empresa controlada pelo Estado ucraniano, que opera a central nuclear, alerta para o “risco de fuga de hidrogénio e pulverização radioativa”. Há um incêndio no local.

Os governos ucraniano e russo trocam acusações e culpas pelo incidente. A Rússia diz que terroristas ucranianos decidiram colocar toda a Europa à beira de uma catástrofe nuclear.
Por outro lado, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusa os russos de serem responsáveis por “um crime descarado e um ato de terrorismo”. Para Zelensky, há risco de uma tragédia maior do que o que aconteceu em Chernobyl, em 1986.

União Europeia
A União Europeia condenou o que considerou ser uma “violação irresponsável” das regras da segurança nuclear por parte da Rússia, face às ações militares no complexo da central ucraniana de Zaporizhzhia.

“A UE condena as atividades miliares da Rússia em torno da central nuclear de Zaporizhzhia. Trata-se de uma violação grave e irresponsável das regras de segurança nuclear e de um novo exemplo do desprezo da Rússia por normas internacionais”, reagiu no Twitter Josep Borrell, alto representante da União para os Assuntos Externos e a Política de Segurança.