Dia da Mentira: o que há por trás da data que atravessa gerações?

Apesar de não ser um feriado oficial, o Dia da Mentira é uma tradição popular que remonta a séculos atrás

Dia da Mentira: o que há por trás da data que atravessa gerações?

Dia da Mentira: o que há por trás da data que atravessa gerações? (Foto: Reprodução/ YouTube)

Todo dia 1º de abril é comemorado no Brasil e em diversos países ao redor do mundo o “Dia da Mentira”, também conhecido como “Dia dos Bobos”. A data é marcada por brincadeiras e pegadinhas, em que as pessoas pregam peças umas nas outras com o intuito de provocar risos e descontração.

Apesar de não ser um feriado oficial, o Dia da Mentira é uma tradição popular que remonta a séculos atrás. Existem diversas teorias sobre a origem da data, mas a mais difundida é que ela surgiu na França do século XVI, quando o calendário gregoriano foi adotado e o ano novo passou a ser comemorado no dia 1º de janeiro. Antes disso, a festa de ano novo durava uma semana, terminando em 1º de abril. Com a mudança do calendário, muitas pessoas continuaram a comemorar o ano novo na antiga data e foram chamadas de “bobos de abril” pelos que seguiam o novo calendário.

No Brasil, a tradição do Dia da Mentira foi introduzida pelos portugueses e ganhou popularidade ao longo dos anos. A data é marcada por brincadeiras de todos os tipos, desde as mais simples até as mais elaboradas, envolvendo amigos, familiares, colegas de trabalho e até mesmo veículos de comunicação.

No entanto, nem todos veem o Dia da Mentira com bons olhos. Alguns argumentam que as brincadeiras podem passar dos limites e causar constrangimento e até mesmo danos materiais e emocionais. Além disso, há quem considere a data como uma celebração da malandragem e da desonestidade, valores que não devem ser incentivados em uma sociedade.

Apesar das controvérsias, o Dia da Mentira continua sendo uma tradição popular no Brasil e em diversos outros países. Para os que gostam de brincadeiras e pegadinhas, é uma oportunidade de se divertir e compartilhar momentos de descontração com amigos e familiares. Já para os que preferem evitar as brincadeiras, a recomendação é ficar alerta e não acreditar em tudo o que se ouve ou vê neste dia.

Seja como for, o Dia da Mentira é uma data que não passa despercebida e que, de certa forma, faz parte da cultura popular brasileira. Resta saber como cada um irá lidar com essa tradição e se divertir ou não com as brincadeiras.

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Para Barroso, Bolsonaro tem ‘mentira pronta’ sobre sistema eleitoral

Presidente da República voltou a suscitar dúvidas sobre a confiabilidade do processo.

Ministro do STF Luis Roberto Barroso. (Foto: Reprodução)

 

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, refutou as recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL), de que o sistema eleitoral possui “vulnerabilidades” .

O chefe do Executivo disse isso em sua tradicional live de quinta-feira (10). No sábado (12), em entrevista à Rádio Tupi, ele repetiu que o processo ainda suscita desconfiança e declarou que o Ministério da Defesa identificou “algumas dezenas de dúvidas” e fez uma série de questionamentos até o momento não respondidos pelo TSE.

O iG procurou a pasta para questionar quais seriam as dúvidas, mas não obteve retorno. Barroso, em entrevista publicada no jornal O Globo deste domingo (13), esclareceu a versão da Justiça Eleitoral.

“O que há de minimamente verdadeiro: há um representante das Forças Armadas na Comissão de Transparência das Eleições. Em dezembro, ele apresentou uma série de perguntas para entender como funciona o sistema. Elas entraram às vésperas do recesso. Em janeiro, boa parte da área técnica do TSE faz uma pausa, e agora as informações solicitadas estão sendo prestadas e vão ser entregues na semana que vem. Só tem perguntas. Não há nenhum comentário. Não falam de vulnerabilidade”, defendeu o ministro.

Para Barroso, o que Bolsonaro faz com isso é adiantar a estratégia que ele pretende adotar na campanha presidencial. O presidente da República se posiciona contra o voto eletrônico e costuma incitar dúvidas sobre a confiabilidade desse modelo de votação.

“Ele antecipou a estratégia dele, que é: não importa quais sejam as respostas, eu vou dizer que o sistema eleitoral eletrônico tem vulnerabilidades. Ele não precisa de fatos, a mentira já está pronta”, acusou Barroso.

O ministro lembrou ainda que o presidente tinha dado sua palavra de que esse assunto estaria encerrado, chegando a até elogiar o sistema de votação eletrônico. “O filme é repetido, com um mau roteiro. Não há nenhuma razão para assistir à reprise. Antes, o presidente dizia que tinha provas de fraude. Intimado a apresentá-las, (ficou claro que) não havia coisa alguma. Essa é uma retórica repetida. É apenas um discurso vazio”, criticou.

Ao longo da entrevista, Barroso também reclamou do Telegram, aplicativo de mensagens instantâneas que se nega a negociar a Justiça Eleitoral para combater a desinformação, e sobre o vazamento de dados do inquérito sobre os ataques hackers sofridos pelo TSE. Quanto a isso, ele disse que Bolsonaro beneficiou milícias digitais.