Caso da mulher na mala em Manaíra;  vítima era médica francesa e namorado é encontrado morto

 


A mulher encontrada morta dentro de uma mala e com o corpo carbonizado no bairro de Manaíra, em João Pessoa, na última quarta-feira (11), foi identificada como Chantal Etiennette Dechaume, médica francesa aposentada de 73 anos.

De acordo com a Polícia Civil da Paraíba, o principal suspeito do crime é o namorado da vítima, Altamiro Rocha dos Santos, de 59 anos, natural de Canoas (RS), que foi encontrado morto no dia seguinte ao crime, na quinta-feira (12), no bairro João Agripino, também na capital paraibana.

As investigações apontam que o caso é tratado como feminicídio.

Segundo a apuração policial, Chantal veio morar em João Pessoa antes da pandemia e mantinha um relacionamento com Altamiro desde aquele período.

Conforme as investigações, a médica francesa ajudava financeiramente o companheiro, que vivia com recursos provenientes da aposentadoria dela, recebida em euros.

Ainda de acordo com a polícia, a vítima pretendia encerrar o relacionamento, possivelmente devido ao envolvimento do homem com drogas,  circunstância que pode ter motivado o crime.

O corpo de Chantal foi encontrado dentro de uma mala e parcialmente carbonizado em Manaíra.

A Polícia Civil aponta que Altamiro teria cometido o assassinato, mas não foi ele quem ateou fogo no corpo da vítima.

Imagens de câmeras de segurança mostram um homem em situação de rua, que teria aceitado incendiar o corpo em troca de drogas, após acordo com o suspeito do feminicídio. Esse homem ainda não foi localizado pelas autoridades.


Suspeito foi encontrado morto no dia seguinte

Na manhã da quinta-feira (12), moradores encontraram o corpo de um homem com mãos e pés amarrados no bairro João Agripino.

A vítima foi posteriormente identificada como Altamiro Rocha dos Santos, principal suspeito do assassinato da médica.

De acordo com a delegada Maria das Dores, o corpo apresentava uma lesão profunda no pescoço, caracterizada como esgorjamento.

“Ele apresentava uma lesão profunda no pescoço. Estava com as mãos e os pés amarrados e não apresentava outras lesões”, informou a delegada.

Possível envolvimento de facção criminosa

A polícia acredita que a morte de Altamiro pode ter relação com integrantes de uma facção criminosa, que não teriam gostado da repercussão do crime na região.

A suspeita é de que o grupo teria reagido ao crime por ele ter atraído forte presença policial para a região de Manaíra

O caso é tratado como feminicídio e, apesar de a autoria da morte da mulher ser considerada esclarecida, as investigações continuam para identificar o responsável por incendiar o corpo e esclarecer a morte do suspeito.