Maioria não quer Lula nem Bolsonaro no Planalto, diz Idea Big Data

Pesquisa do apontou que 57% dos entrevistados disseram que Jair Bolsonaro não merece ser reeleito e 52% responderam que Lula também não merece

 Candidatos à presidência
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Candidatos à presidência

Os elementos presentes na sociedade brasileira em 2022 fazem com que o País entre na campanha eleitoral mais dividido, menos confiante no processo que escolherá o novo presidente Maurício Moura, fundador e presidente do Idea Big Data e pesquisador da George Washington University. E mais propício a viver episódios de violência. A tese é de Maurício Moura, presidente do instituto Idea Big Data e pesquisador da Universidade George Washington. “Não é uma eleição normal. Se encararmos como uma eleição normal, vamos ter problemas.”

Em pesquisa do início de abril do Idea Big Data, 57% dos entrevistados disseram que Jair Bolsonaro não merece ser reeleito e 52% responderam que Luiz Inácio Lula da Silva não merece voltar à Presidência. “Há uma polarização, uma descrença no processo, um sentimento raivoso evidente”, disse o pesquisador ao Estadão.

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Maurício falou também sobre variáveis que tornam a eleição presidencial deste ano mais acirrada e polarizada do que as anteriores.

“Esta não será uma eleição padrão. Existe uma polarização entre duas forças muito fortes na opinião pública. A primeira é o antipetismo, que ocupa as eleições presidenciais desde 1989. Na reta final do primeiro turno, algum candidato acaba sendo o depositário desse antipetismo. Dependendo da maneira que você pergunta e da pesquisa que acessa, estamos falando de 40% a 45% do eleitorado com rejeição ao PT. E existe a força antibolsonarista, que é principalmente antigoverno”, destacou o pesquisador.

“Hoje, o Brasil tem um governo com grau de reprovação maior do que aprovação. É um evento raro na reeleição. Essas duas forças, a anti- PT e a antigoverno, tornam a eleição amplamente polarizada e bastante apertada. Há outro indicador fora do padrão: somados os que falam espontaneamente o nome de um candidato nas pesquisas, temos 60% do eleitorado. Em agosto, isso poderá representar mais de 75% do eleitorado. Significa ter 75% dos eleitores que entram na campanha com um nome já na cabeça. Em abril de 2018, tínhamos 35% do eleitorado com resposta para a pesquisa espontânea de intenção de voto. Desta vez, vamos para a campanha com pouco espaço de convencimento”, completou.

O pesquisador lembrou ainda do tensionamento entre os Poderes, como no caso do Executivo e do Judiciário na condenação de Daniel Silveira, e como isso afeta o cenário eleitoral.

“Obviamente, esse episódio afeta negativamente o cenário eleitoral. Fazendo o paralelo com os EUA, um dos grandes problemas durante a apuração da eleição e no pós-eleição foi o embate entre o representante do Executivo, Donald Trump, as autoridades eleitorais locais e a pressão que juízes no país sofreram em processos sobre fraude eleitoral. Esse embate entre os Poderes só tensiona mais um processo que já está bastante tenso” disse.

De acordo com Maurício, as pesquisas mostram sobre a desconfiança do processo eleitoral.

“Somando quem não confia na urna (31%) e quem confia pouco (36%), temos mais da metade dos brasileiros (67%). Isso é algo inédito nas eleições presidenciais brasileiras. Quem não acredita na urna não acredita que o processo é legítimo e, portanto, não vê legitimidade em quem reporta o resultado e, consequentemente, no vencedor. Isso tira a legitimidade de toda a cadeia. Nós não tivemos nenhum evento traumático nos últimos q

Ainda segundo o pesquisador, há risco de haver, no Brasil, episódios como o ataque ao Capitólio, tendo em vista que a polarização e a descrença que vem sendo depositada no processo eleitoral.

“Vemos 15% do eleitorado que está disposto a ir a manifestações se não concordar com o resultado das eleições. É um número significativo. Vemos nas pesquisas e nas análises um sentimento bastante raivoso, semelhante ao que vimos nos EUA. Há um sentimento bélico que não observamos em 2018. Todos os indícios estão diante de nós. Há uma polarização, uma descrença no processo, um sentimento raivoso evidente. O Brasil não convive com a violência eleitoral como outros países, mas vejo probabilidade alta de ter eventos de violência neste ano. Não é uma eleição normal. Se encararmos como uma eleição normal, vamos ter problemas”, completou.

www.reporteriedoferreira.com.br    *Com informações do Estadão Conteúdo




PT pretende reverter reforma trabalhista, privatizações e teto de gastos aprovados por Temer e Bolsonaro

 

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Após o encontro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, em novembro de 2021, a indicação é de que o Partido dos Trabalhadores pode imitar o país e desfazer a reforma trabalhista no Brasil. Para o PT, esta não é a única revisão de medida econômica que a sigla discute adotar caso volte ao poder. Importantes integrantes da legenda também avaliam atuar para reverter outras propostas aprovadas nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, como o programa de privatizações de estatais – que pouco avançou – e o teto de gastos, principal âncora fiscal da economia.

Segundo reportagem do Estadão, Uma ala do partido defende incluir na lista do “revogaço petista” a autonomia do Banco Central, aprovado no ano passado pelo Congresso, mas essa discussão ainda está num estágio menos amadurecido.

Líder nas pesquisas de intenção de votos, Lula já tem dado sinais claros de que pretende mudar a orientação liberal que foi dada pelos governos Temer e Bolsonaro. O primeiro movimento claro foi feito em relação a uma revisão da reforma trabalhista, aproveitando o que vem sendo feito nesse sentido pelo governo da Espanha.

“É importante que os brasileiros acompanhem de perto o que está acontecendo na reforma trabalhista da Espanha, onde o presidente Pedro Sanchez está trabalhando para recuperar direitos dos trabalhadores”, escreveu Lula nas suas redes sociais, colocando na rua o debate em torno da revisão de medidas liberais.

É importante que os brasileiros acompanhem de perto o que está acontecendo na Reforma Trabalhista da Espanha, onde o presidente Pedro Sanchez está trabalhando para recuperar direitos dos trabalhadores.https://t.co/c4vH9SNXxH

— Lula (@LulaOficial) January 4, 2022

O presidente da Espanha, Pedro Sánchez, agradeceu Lula pela sua postagem nesta quinta-feira, 6. “Obrigado, Lula, por reconhecer este novo modelo de legislação trabalhista que vai garantir os direitos de todos”, declarou Sánchez no Twitter.

Este es un logro colectivo de España, un compromiso del Gobierno y ejemplo de que, con diálogo y acuerdos, podemos construir un país más justo y solidario.
Gracias, @LulaOficial, por reconocer este nuevo modelo de legislación laboral que garantizará los derechos de todos y todas. https://t.co/nw7oxAQ59K

— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) January 6, 2022

A discussão é polêmica e provocou reações contrárias. O deputado licenciado Rodrigo Maia (sem partido-RJ), que presidiu a Câmara durante a votação da reforma trabalhista, avaliou que o ponto que gera esse interesse de rever a medida está na discussão sobre a volta de financiamento dos sindicatos, que historicamente formam a base de apoio do PT.

“Ao mesmo tempo que defendem revogar a reforma trabalhista daqui, defendem o modelo econômico da China, que não dá direito nenhum aos trabalhadores”, afirmou Maia. “Grande parte da legislação trabalhista antiga gerava uma massa de advogados na Justiça do Trabalho. Isso não resolvia para ninguém”, completou o parlamentar, que atualmente ocupa uma secretaria no governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), pré-candidato ao Planalto.

Dentro da campanha do ex-presidente, a dúvida, agora, é a forma e o “timing” como essas discussões sobre a revisão liberal devem ser conduzidas e o quanto poderá ser ampliada sem afastar possíveis apoiadores com visão mais liberal. Ao mesmo tempo em que acena com o cavalo de pau na atual política econômica, o partido negocia a vaga de vice de Lula com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que defendeu essas pautas enquanto esteve nas fileiras do PSDB.

Na discussão sobre a autonomia do Banco Central, a bancada do PT na Câmara defende a revisão da medida. Mas setores importantes do partido avaliam que a discussão pode ser sensível demais. Para o deputado Carlos Zarattini (SP), a aprovação da autonomia do BC foi um erro porque pode deixar o presidente “de mãos amarradas”.

“Sou a favor da revisão. A gente não pode ter o presidente da República de mãos atadas. O Lula nunca interferiu na política do Banco Central nos oito anos que ficou lá, mas o Henrique Meirelles também nunca fez uma política antagônica à política de crescimento econômico. Só que pela forma que o atual presidente do BC atua, vai ser difícil. Porque ele não leva em conta a conjuntura do País e vai ficar no cargo mais dois anos”, disse o parlamentar. Conselheiros econômicos do ex-presidente, como o ex-prefeito Fernando Haddad, também já deram declarações no mesmo sentido.

Na prática, será o próprio Lula que definirá o rumo do discurso econômico da campanha. Até porque o ex-presidente não definiu nenhum nome para liderar a discussão sobre suas propostas na área – e não é certo nem que o faça. Hoje, segundo aliados, a ideia de Lula é ouvir avaliações e receber informações de economistas do PT, como Guido Mantega, Nelson Barbosa e Aloizio Mercadante, mas será ele quem dará a palavra final.

Lula já se manifestou publicamente em março do ano passado contra a autonomia do BC, antes da sua aprovação, mas sem mencionar que poderia rever a medida. “A quem interessa essa autonomia? Não interessa ao trabalhador que foi mandado embora da Ford, o presidente da CUT. Interessa ao sistema financeiro”, disse Lula em discurso no Sindicato dos Metalúrgicos.

O atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, foi nomeado segundo as novas regras em abril, e tem mandato até 31 de dezembro de 2024.

Enquanto isso, frear o programa de desestatizações e o fim do teto de gastos são temas consensuais dentro da campanha. Lula já se queixou publicamente da venda da BR Distribuidora e afirmou que pretende fortalecer a Petrobras, por exemplo.

Na revisão do teto de gastos, a discussão também está bastante avançada. Até porque o atual governo já avançou nessa regra no ano passado ao mudar a forma de cálculo, abrindo margem para poder gastar mais neste ano. “O governo deve coordenar um ambicioso plano de investimentos públicos e privados, gerando muitos empregos! Tchau teto dos gastos, totalmente desmoralizado por Bolsonaro. A política fiscal tem de servir aos interesses do país e do povo”, afirmou a presidente do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PR), em postagem no Twitter.

Em outra publicação, ela acusa o presidente e o Ministro da Economia Paulo Guedes de beneficiar instituições financeiras em detrimento da população, através da redução da Contribuição Social, que deve ser revertida em lucro líquido neste ano.

Enquanto o povo segue pagando altos impostos, bancos, seguradoras e financeiras foram beneficiadas por Bolsonaro e Guedes e terão redução da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido a partir desse ano. É o governo mais desumano da história, um Robin Hood às avessas.

— Gleisi Hoffmann (@gleisi) January 5, 2022

Nova regra aprovada na Espanha restringe trabalho temporário

Em dezembro passado, presidente da Espanha, Pedro Sánchez, eleito por uma coalizão de esquerda, obteve sucesso em uma articulação para extinguir a legislação que regulamentava o mercado de trabalho no país.

As novas regras trabalhistas aprovadas pelo país desfazem medidas adotadas na reforma de 2012 e que foram apontadas como sem eficácia e responsáveis pela precarização do trabalho. O antigo modelo espanhol foi considerado uma espécie de base para a proposta de reforma trabalhista votada no Brasil em 2017, no governo de Michel Temer.

A principal alteração trata do fim do chamado sistema de modalidade de contrato por obra e serviço. Esse tipo de contrato foi criticado por manter boa parte dos trabalhadores no esquema de temporalidade. Ainda é possível fazer contratos por um tempo específico na Espanha, mas foram definidas várias restrições, como a garantia de aproveitar o trabalhador em outro serviço depois do fim do primeiro. Se isso não for feito, o trabalhador tem direito a uma compensação financeira.

Câmara

Em abril de 2017, após sessão que durou mais de dez horas, deputados aprovaram o texto-base da reforma trabalhista. Foram 296 votos a favor e 177 contra. No PT, a orientação da bancada foi votar contra a proposta.

Senado

Em julho daquele ano, o Senado aprovou reforma trabalhista proposta pelo governo de Michel Temer – foram 50 votos favoráveis, 26 contrários e uma abstenção.

Sanção

A reforma trabalhista foi sancionada em julho de 2017, pelo então presidente Michel Temer, sem vetos, em cerimônia no Palácio do Planalto. Na ocasião, Temer afirmou que, até então, “ninguém tinha a ousadia” de fazer a reforma.

Mudanças

A nova legislação alterou regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e passou a prever pontos que poderiam ser negociados entre empregadores e empregados e, em caso de acordo coletivo, passariam a ter força de lei.

 

Estadão 




Alckmin pode se filiar ao Solidariedade para ser vice na chapa de Lula em 2022

De saída do PSDB, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin disse a aliados que não quer ser um “peso” para nenhum partido e estuda, agora, a possibilidade de migrar para o Solidariedade, a fim de fazer dobradinha com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. Alckmin ainda negocia com o PSB, mas as exigências feitas pela legenda para aceitá-lo como vice na chapa de Lula ao Palácio do Planalto têm provocado mal-estar antes mesmo do casamento de papel passado.

A filiação ao Solidariedade surgiu como alternativa e vem sendo tratada com sigilo. Após participar nesta quarta-feira do 9º Congresso da Força Sindical – braço do Solidariedade -, Lula foi questionado por antigos companheiros de sindicalismo, a portas fechadas, se a aliança com Alckmin para 2022 era mesmo um desejo a ser perseguido.

“Ele foi bom governador em São Paulo e compor chapa com ele será bom para o Brasil. Continuem articulando. Eu quero”, respondeu o ex-presidente, de acordo com relatos de três participantes do encontro.

Cinco dias antes, na sexta-feira, Lula havia se reunido com Alckmin na casa do ex-secretário Gabriel Chalita, em São Paulo, com a presença do ex-prefeito Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao governo paulista. A conversa, como não poderia deixar de ser, passou por ácidas críticas ao governo de Jair Bolsonaro. Nessas ocasiões, Lula só poupa o presidente do Banco Central, Roberto Campos Netto, por quem tem simpatia.

O PT já começou a montar a coordenação da campanha. O publicitário baiano Raul Rabelo, que em 2018 assinou o programa de TV de Haddad, ao lado de Otávio Antunes, é agora o nome mais cotado para ser o marqueteiro de Lula.

Interessado em ser vice na chapa, Alckmin tem dito que o PSB jogou à mesa exigências muito difíceis para fechar o acordo. O partido quer, por exemplo, que o PT apoie seus candidatos aos governos de São Paulo, Rio, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Acre. A cúpula petista já avisou o PSB que não aceita abrir mão de Haddad em São Paulo.

Diante dos obstáculos, amigos de Alckmin começaram a pressioná-lo para desistir da dobradinha com Lula e disputar o Palácio dos Bandeirantes pelo PSD de Gilberto Kassab. Ele ainda resiste.

Impasse

Foi nesse cenário de impasse que o deputado Alexandre Padilha (PT-SP) deu ao colega Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, a ideia de convidar Alckmin para se filiar. Lula incentivou o movimento. “Eu já tinha chamado o Alckmin lá atrás. Reafirmei agora o convite para ele entrar no Solidariedade, com o objetivo de ser candidato a vice do Lula. Se ele quiser, vou trabalhar para isso”, disse Paulinho ao Estadão/Broadcast.

A entrada de Alckmin como candidato a vice, porém, está longe de ser unanimidade no PT. “Para uma campanha aguerrida como a que será a de 2022, vamos ter um anestesista como vice?”, ironizou o deputado Rui Falcão (SP), ex-presidente do PT, numa referência à profissão do ex-governador. “O que Alckmin vai representar nessa malsinada aliança? Por acaso agora ele vai ser contra as privatizações?”, emendou Falcão, que integra a coordenação da campanha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

www.reporteriedoferreira.com.br    Autor: Vera Rosa  2021 Estadão




Alckmin estuda suspender filiação ao PSB para facilitar aliança com Lula

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O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin pode se desfiliar do PSDB e ficar sem partido —adiando a decisão de entrar no PSB.

Alckmin está sendo aconselhado a seguir esse caminho para que sua candidatura a vice na chapa de Lula não fique atrelada a disputas regionais da legenda com o PT.

Mesmo com Alckmin fora do PSDB, Lula sinalizaria de forma ainda mais clara que deseja ter o ex-governador como vice em sua chapa, independentemente da legenda à qual ele vai se filiar.

Definido que o ex-governador será o candidato a vice-presidente, no PSB ou fora dele, as negociações do PT com os socialistas não envolveriam mais o nome dele em tentativas de acertos regionais. A aliança entre os dois seria facilitada.

Uma eventual filiação de Geraldo Alckmin à legenda não poderia mais, portanto, ser usada como trunfo por integrantes do PSB, ficando desvinculada das ambições de suas lideranças regionais. A aliança entre os dois seria facilitada.

Parte dos socialistas —entre eles o próprio presidente da legenda, Carlos Siqueira— tenta condicionar a filiação de Alckmin ao compromisso do PT de, em troca, apoiar candidatos do PSB aos governos estaduais de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Acre, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

O estado de São Paulo é o mais difícil de equacionar, já que o PT não pretende abrir mão da candidatura de Fernando Haddad ao Palácio dos Bandeirantes para apoiar o ex-vice-governador Mário França, do PSB, que também pretende se candidatar ao governo.

Em outros estados, a aliança é mais provável —e vital. Em Pernambuco, por exemplo, o partido necessitaria do apoio do PT para garantir a permanência no poder. No Rio de Janeiro, o candidato ao governo Marcelo Freixo conta com um acordo com os petistas e Lula em seu palanque para ficar mais perto da vitória.

 

Mônica Bergamo/Folho de S. Paulo




STF decide desbloquear bens de Lula após decisão arbitrária de juiz de Curitiba

Ministros do Supremo decidiram que a Justiça Federal de Curitiba não poderia ter mantido o bloqueio após a Corte julgar a Justiça de Curtiba incompetente para julgar o ex-presidente Lula (PT) no caso do tríplex de Guarujá

Por maioria de três votos a um, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta sexta-feira, 26, desbloquear os bens do ex-presidente Lula (PT) após recurso da defesa do petista. Os ministros concordaram que a Justiça Federal de Curitiba não poderia ter mantido o bloqueio após o Supremo, no início do ano, declarar o juízo incompetente para julgar e processar as ações relacionadas ao Tríplex de Guarujá (SP).

À época, foram anuladas as condenações contra Lula, mas a 13ª Vara Federal de Curitiba, com decisão do juiz Luiz Antonio Bonat, decidiu manter os bens do ex-presidente bloqueados. De acordo com os advogados do ex-presidente, o juiz estava descumprindo decisão do Supremo, que determinou que os autos dos processos fossem enviados para o Distrito Federal.

Apenas o lavajatista Edson Fachin, que contraditoriamente deferiu a liminar tornando a Justiça de Curitiba incompetente para julgar Lula no caso do tríplex, votou a favor de Bonat. Os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Kássio Nunes Marques votaram contra o bloqueio dos bens. A Segunda Turma do STF está sem um ministro desde que Cármen Lúcia foi para a Primeira Turma.

www.reporteriedoferreira.com.br     Portal Brasil247




Apesar de articulações, Jackson reforça que meta do PT na PB visa eleição de Lula: “É a prioridade”

A corrida pelos melhores nomes para fortalecer os partidos nas eleições de 2022 já foi iniciada. Em entrevista a imprensa, o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Jackson Macêdo, revelou detalhes da expectativa do partido para as eleições 2022, onde destacou a prioridade da sigla está na eleição para presidente da República, do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

“O que vale é a eleição de Lula. Essa é a nossa prioridade”, destacando que todos que quiserem o apoio de Lula na Paraíba serão bem vindos, desde que também anunciem apoio ao petista na corrida presidencial. Questionado sobre o fato de que uma corrente ligada a Frei Anastácio é contrária à filiação de Ricardo Coutinho ao partido, enquanto outra, ligada a Luiz Couto, é favorável, Jackson destacou “Nada no PT é unanimidade”.

Sobre as especulações de que o ex-governador Ricardo Coutinho já planeja entrar no partido, Jackson reforçou que o líder socialista será bem-vindo. “Eu acho que no caso de Ricardo se filiar ao PT ele será muito bem-vindo, pois todos sabem do histórico dele na esquerda como uma referência de luta. Isso não é só palavra minha, assim também acha o presidente Lula”, destacou.




Deputado Aguinaldo Ribeiro já busca aproximação com Lula

Ex-ministro do governo Dilma, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro já procurou o PT nacional para costurar uma aliança na Paraíba. Macaco velho na política e bom de estratégia, Aguinaldo quer ser o senador de Lula na Paraíba, consolidando assim sua participação na chapa de João Azevedo, que não quer bolsonarista no palanque.

www.reporteriedoferreira.com.br  / Politika




Temer vê risco de golpe de Bolsonaro em 2022, diz jornalista

Ex-presidente vê possibilidade de Bolsonaro reagir de maneira semelhante a Trump em caso de derrota nas eleições do ano que vem

Ex-presidente Michel Temer
Marcos Corrêa/PR

Ex-presidente Michel Temer

O ex-presidente Michel Temer (PMDB) teme que Jair Bolsonaro não aceite o resultado de uma eventual derruta nas eleições de 2022 e avançe para um golpe. Temer vê a possibilidade de um cenário parecido com o do ex-presidente Donald Trump nos EUA após a derrota para Biden — que culminou na invasão do Congresso por radicais de direita . As informações são do jornalista Kennedy Alencar.

Lula (PT) e FHC (PSDB) também estariam se movimentando para fortalecer os laços com militares legalistas e ex-bolsonaristas arrependidos, como Santos Cruz, que classificou a decisão do Exército como uma “vergonha”. Segundo o jornalista, Temer também tenta prestigiar os militares da ativa e da reserva que resistem a tentações golpistas.

No mês passado, Lula e FHC fizeram um gesto de aproximação pelo fortalecimento da democracia.  Eles almoçaram juntos e publicaram foto nas redes sociais. O tucano chegou a afirmar que, em eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, votaria em Lula.




Jackson diz que vai incluir MDB em conversas com Lula; ex-presidente visita a PB em junho

Jackson Macedo, presidente estadual do PT na Paraíba – (Foto: Reprodução)

O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) na Paraíba, Jackson Macêdo, afirmou que vai incluir o presidente estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na Paraíba, o senador e vice-presidente do Senado Federal, Veneziano Vital do Rêgo, entre as conversas prioritárias que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PTV) deverá ter, em sua próxima visita ao estado, no próximo mês

A vinda do petista e pré-candidato à presidência da República deve ocorrer, segundo Jackson Macêdo, até o final do mês de junho. De acordo com o que o presidente do PT-PB afirmou ao portal da Revista Nordeste, o momento é de assegurar o fortalecimento da democracia no Brasil, “que corre riscos diante de um presidente negacionista”.

Veneziano e o Partido dos Trabalhadores tem um histórico de entendimentos e alianças políticas. Veneziano votou em Lula para presidente em todas as vezes que o petista foi candidato, além de ter votado, também, na ex-presidente Dilma, tanto na sua eleição quanto na reeleição. Em 2018, Veneziano também votou em Fernando Haddad (PT) para presidente, no primeiro e no segundo turnos.

Já na época em que Veneziano exerceu o cargo de prefeito de Campina Grande, por dois mandatos consecutivos, o Partido dos Trabalhadores participou ativamente da sua administração, de 2005 a 2012.

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João descarta apoio a Bolsonaro, mas deixa porta aberta para Lula: “Não tenho a menor dificuldade de votar no petista”

 

“Só tenho uma única certeza. Eu não estarei na extrema direita”. A declaração foi dada na tarde desta terça-feira (25), pelo governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), ao descartar qualquer possibilidade de apoiar a reeleição do presidente Jair Bolsonaro, em 2022. De acordo com João, a prioridade é apoiar um nome do Cidadania, partido do qual ele é filiado, todavia, caso não exista esse nome, ou caso esse nome dispute e não tenha êxito em um segundo turno, ele não terá  a menor dificuldade de marchar em prol da eleição do ex-presidente Lula (PT).

“Sou do Cidadania, e claro, se o partido tiver um candidato, evidentemente acompanharei o partido. Agora, não tendo, o partido apoiando um outro candidato, eu vou analisar que candidato é esse, se há uma identificação real de minha parte, se não houver, eu vou pedir ao partido a devida licença para seguir o caminho que eu achar que seja correto, necessário e que represente aquilo que eu penso do fazer política. Só tenho uma única certeza. Eu não estarei na extrema direita”, disse.

E prosseguiu:  “Não darei apoio ao atual presidente. E também não tenho a menor dificuldade para votar no presidente Lula, de forma nenhuma, até porque em 2018 votei em Haddad, então eu não tenho dificuldade para isso. O que estou dizendo é que sou do Cidadania e que se o Cidadania tiver um candidato, evidente que no primeiro turno nós estaremos apoiando o candidato do partido. Se ele não for para o segundo turno e tiver uma disputa que o ex-presidente estiver, logicamente nós estaremos sem nenhuma dificuldade o apoiando”.

Até agora, no entanto, no cenário nacional, o Cidadania não lançou nenhum nome de expressão para encabeçar a disputa.

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