PT formaliza apoio a Boulos e não terá candidato para a Prefeitura de São Paulo pela 1ª vez
O Partido dos Trabalhadores (PT) formalizou, neste sábado (5), seu apoio à pré-candidatura do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) para a Prefeitura de São Paulo na eleição municipal do ano que vem.
Esta vai ser a primeira vez que o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficará de fora da disputa pelo comando da cidade.
Durante conversa com a imprensa após o evento, Boulos informou que o vice ou a vice da chapa será do Partido dos Trabalhadores.
“Isso está pactuado, mas não temos pressa para tomar essa decisão. Teremos essa definição mais pra frente. Agora o momento é de construir um grande movimento por São Paulo”, disse Guilherme Boulos.
O anúncio foi feito no fim da tarde durante congresso do diretório paulistano do PT que acontece neste fim de semana na capital.
Entre os presentes, ao lado de Boulos, estavam:
Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT e deputada federal
Fernando Haddad, ministro da Fazenda e ex-prefeito de São Paulo
e o deputado estadual Eduardo Suplicy
Compromisso
Gleisi Hoffman agradeceu a força da militância de São Paulo e disse que o partido fez um compromisso com Boulos em 2022. Disse que entende as divergências e que elas fazem parte do processo.
Mesmo enfrentando resistências de uma ala do partido, a candidatura de Boulos contou com a apoio da legenda e também do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Agradeço a toda a militância do PT e ao Presidente Lula pelo voto de confiança. Vamos juntos devolver São Paulo ao povo!”, escreveu Boulos em sua conta no Twitter, poucos minutos depois do término do evento em que o anúncio foi formalizado.
Boulos é atualmente deputado federal pelo PSOL, e, além de ter apoiado a campanha de Lula no ano passado, participou também de sua equipe de transição após as eleições.
Na eleição de 2022, ele desistiu de disputar o governo de São Paulo para concorrer como deputado e “ajudar a construir uma grande bancada de esquerda no Congresso”, declarou à época.
Em 2020, Boulos foi candidato à prefeitura de São Paulo, disputada pelo PT por Jilmar Tatto. Boulos foi para o segundo turno, mas perdeu para o prefeito reeleito Bruno Covas (PSDB).
Por CNN Brasil
Foto: Reprodução/Redes sociais
Lula inicia 2º semestre de olho em articulações e ‘calmaria’ na Câmara
Petista quer tranquilidade em aprovação de pautas e já prepara minirreforma ministerial para abarcar Centrão no Planalto
Por
João Vitor Revedilho
Leticia Martins
Canal Gov – 25/07/2023
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retoma negociações para formar base sólida na Câmara dos Deputados
A retomada dos trabalhos do Congresso Nacional nesta terça-feira (1º) deve agitar os corredores de Brasília, com foco no Centrão, que entrou na mira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para melhorar a articulação na Câmara dos Deputados. O petista disse a interlocutores que quer iniciar o segundo semestre com o ‘pé direito’ e com mais tranquilidade para aprovar pautas de interesse do Palácio do Planalto.
Os primeiros seis meses de mandato de Lula foram de sustos e crises contidas com a interferência do presidente nas articulações. Com um Congresso mais à direita, a cúpula petista encontrou dificuldade em formar uma coalizão, teve derrotas em decretos e quase viu seus ministérios se desfazerem em claro sinal de desgaste.
Sinalizações sobre a falta de articulação foram feitas pelos parlamentares e o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), precisou intervir para mandar indiretas públicas contra os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil), ambos responsáveis pela relação entre Planalto e Congresso. A pressão sobre Lula era forte e o Congresso passou a cobrar uma reforma ministerial.
“O Executivo percebeu a sua dificuldade no parlamento, dificuldade alertada por diversas vezes pelo presidente da Câmara, Arthur Lira e foi atrás de fazer essas conexões para aumentar essa base”, afirma o cientista político Magno Karl.
“O governo termina o primeiro semestre com uma entrega significativa, foi um teste entre o Executivo e o Parlamento. O que a gente pode ver a partir de agora é uma organização mais orgânica dentro do parlamento, porque apesar de conseguir aprovar pautas importantes, pautas de seu interesse na Câmara e no Senado, o custo em emendas dessas aprovações foi muito alto para o Executivo”, completa.
Para reverter o quadro, Lula mira no Progressistas e no Republicanos, que devem embarcar em ao menos dois ministérios do Palácio do Planalto. Enquanto o partido de Lira quer o Desenvolvimento Social para André Fufuca, o Republicanos está de olho na pasta do Esporte para Silvio Costa Filho.
As negociações devem ser retomadas ainda nesta semana, já que Lula está resistente em liberar as duas pastas. O petista tenta oferecer Portos e Aeroportos e Ciência e Tecnologia para os partidos, mas não descarta uma reorganização ministerial para abarcar as duas legendas.
“Uma vez que o Centrão passe a fazer parte do governo, e essa expectativa aumenta a cada dia com as notícias de reaproximação entre Republicanos e PP, a expectativa é que as coisas fiquem mais fáceis para o governo e que o Centrão colabore com as pautas do governo”, explica Karl.
Para o cientista político Antônio Lavareda, a iminente entrada de novos partidos na base do governo marca a formação de uma “quarta coalizão” desde a posse de Lula e deve trazer boas perspectivas ao governo.
“A primeira foi a formação da chapa com o Alckmin, a segunda a inclusão do MDB e União Brasil no projeto e a terceira o governo de transição. A entrada do Republicanos e Progressistas não deve alterar muita coisa para o governo, já que ambos votaram favoráveis em projetos de interesse. A entrada dos dois dará maior estabilização e talvez até ampliação dentro da bancada”, completa o cientista político Antônio Lavareda.
Se confirmada a entrada de Progressistas e Republicanos, o governo terá uma base de 350 deputados para aprovar pautas de interesse do Planalto. Com a base sólida, Lula conseguirá aprovar Propostas de Emenda à Constituição (PEC) sem enfrentar resistências e poderá aumentar sua tropa de choque em Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI).
“Uma vez que o Centrão passe a fazer parte do governo, e essa expectativa aumenta a cada dia com as notícias de reaproximação entre Republicanos e PP, a expectativa é que as coisas fiquem mais fáceis para o governo e que o Centrão colabore com as pautas do governo”, afirma Magno Karl.
“O Centrão é um campo que se caracteriza por ter ideias específicas e costumam fazer com que os interesses fiquem bastante claros para os governos os quais servem, então eles dizem qual o ministério, agência, estatal que os interessa. Uma vez que esse interesse seja atendido, eles não costumam causar dificuldades para o governo”, completa.
Embora o governo consiga formar maioria na Câmara e no Senado, a cúpula petista nos bastidores admite preocupação da influência bolsonarista nos partidos. Progressistas e Republicanos fizeram parte da linha de frente no governo Jair Bolsonaro (PL) e tem aliados de primeira ordem do ex-presidente em seus quadros.
Enquanto o Progressistas conta com a senadora Tereza Cristina (MS) e os deputados Evair Vieira de Melo (ES), Clarissa Tércio (PE) e Coronel Telhada (SP) como filiados, o Republicanos tem a senadora Damares Alves (DF) e o presidente da CPI do MST na Câmara, Tenente-Coronel Zucco (RS) em sua base. Nos bastidores, há o receio de que a entrada das legendas no Planalto acabe por aumentar a temperatura bolsonarista e que se tenha uma articulação para manchar a imagem do governo na CPI.
“Essa quarta coalizão, se a gente prestar atenção, traz todo o universo partidário, salvo os segmentos mais bolsonaristas. Ou seja, é uma coalizão que faz todo sentido sobretudo depois do 8 de janeiro com todos esses partidos de direita, mas com perfil mais digamos democrático se solidarizar com o governo, com executivo e com os outros dois poderes, o próprio legislativo, judiciário e repudiando o que ocorreu no oito de janeiro”, afirma Lavareda.
“É uma coalizão que, na verdade, constitui uma frente democrática. Não há como não ser positiva para o governo. Para encarar essa agenda desse segundo semestre, onde você precisa ainda consolidar a questão do arcabouço fiscal, fechar a rotação da reforma tributária. E fazer avançar a agenda Legislativa”, completa.
Deputados veem Lula fortalecido
Desde o início do recesso parlamentar, Lula tem conversado com deputados e senadores para chegar a um consenso sobre as pautas prioritárias do governo neste segundo semestre. O petista está de olho em pautas econômicas, como a Reforma Tributária e o arcabouço fiscal.
Ambos os projetos foram aprovados na Câmara, mas devem voltar à Casa após a tramitação no Senado. A ideia do governo é ter as duas propostas aprovadas até o começo de setembro.
Deputados relataram ao iG que veem Lula mais fortalecido neste segundo semestre e que tem conseguido controlar a tentativa de Arthur Lira de interferir no governo. Na visão dos parlamentares,
“A minha postura é de independência, alisando projeto a projeto, mas não vejo grandes dificuldades para o governo. Temos pautas importantes para ser votados, como o arcabouço e a Reforma Tributária. É importante ressaltar que nos últimos meses houve uma mudança na relação entre Congresso e governo, em que a Câmara e o Senado ganharam maior protagonismo”, afirma Ricardo Silva (PSD-SP).
“A nossa expectativa é que realmente o segundo semestre, no legislativo, possa avançar mais, até por conta de que próprio Lula está cuidando das articulações com os partidos de Centro. Devemos aprovar matérias importantes e queremos agilizar a tramitação da LDO e LOA de 2024. Com a abertura de diálogo por parte do presidente Lula, acho que nós teremos um segundo semestre mais favorável ao Governo”, completa André Figueiredo (PDT-CE), líder do maior bloco de partidos na Câmara.
Entretanto, há aliados de Lula e deputados do Centrão resistentes com Alexandre Padilha e acreditam que o ministro de Relações Institucionais não deve durar tanto tempo no cargo. Mesmo que o Lula o defenda, a avaliação dos deputados é que o sucesso por trás da articulação política se deve ao próprio presidente da República e que o atraso na saída de Padilha poderá afetar pautas governistas.
Lula paz e amor
Se no primeiro semestre Lula tem sido mais combativo ao bolsonarismo, no segundo é esperado um presidente mais calmo contra adversários. Pelo menos é o que aliados esperam do petista.
Lula tem sido orientado a segurar as críticas e focar nas pautas econômicas no Congresso Nacional. Pessoas próximas ainda têm alertado que o “combate” vai contra a promessa dele de campanha em pacificar as relações.
O cientista político Magno Karl concorda com aliados de Lula e vê a necessidade de segurar a sinalização aos eleitores mais de esquerda para agradar aqueles mais ao centro, que deram votos ao petista no segundo turno.
“O terceiro mandato de Lula começou de uma forma diferente do que se imaginava. Durante a campanha, nós vimos o candidato Lula paz e amor, que buscava compor com diferentes campos políticos, que buscava sinalizar que o seu mandato seria de pacificação do país, de reconstrução do país, de acabarmos com as brigas políticas, certamente se referindo a divisão que aconteceu no país durante as eleições. Não é isso que nós temos visto”.
“Apesar da atuação do ministro da Economia, Fernando Haddad, tentando ser uma ponte entre o governo e o setor financeiro, nós vemos Lula bastante combativo, sinalizando bastante para a sua base na esquerda e um pouco menos para os grupos de Centro que acabaram o apoiando no segundo turno. Ou seja, havia uma promessa de pacificação que não me parece ser a tônica desse início de mandato. Me parece que Lula faz muito mais gestos a sua base na esquerda do que para outros campos políticos”, completa.
Zanin assume cadeira no STF na próxima quinta; veja o que esperar
Ex-advogado de Lula assume o posto de Ricardo Lewandowski
Por
iG Último Segundo
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redacao@odia.com.br (Agência Brasil)
Cristiano Zanin
O advogado Cristiano Zanin assume como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima quinta-feira (3), no lugar do ministro Ricardo Lewandowski.
A sessão está marcada para às 16h e deve durar cerca de 15 minutos. O ritual é ministrado pela presidente do Supremo, ministra Rosa Weber, que abre a solenidade. Em seguida, haverá execução do Hino Nacional brasileiro.
A solenidade prevê que o ministro mais antigo da Corte, Gilmar Mendes, e o mais novo, André Mendonça, devem conduzir o ministro ao plenário, onde acontece o juramento de cumprir a Constituição.
Em seguida, haverá leitura do Termo de Posse. Depois que a presidente do STF e Zanin assinarem o termo de posse é que ele será efetivamente declarado ministro por Rosa Weber.
Advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Cristiano Zanin Martins ganhou notoriedade por ter participado da defesa do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a Operação Lava Jato .
Aos 47 anos, o piracicabano, hoje, atua em seu escritório, que defende grandes nomes do mercado como a Americanas, por exemplo.
Formado em 1999, Zanin é especialista em direito processual civil e chegou a lecionar na Faculdade Autônoma de Direito (FADISP), em São Paulo.
Advogado da família de Lula desde 2013, o paulista atuou durante as investigações da Lava Jato de forma conjunta com os advogados criminalistas José Roberto Batochio e Luiz Felipe Mallmann de Magalhães na defesa do petista.
Com Centrão, governo Lula pode ter base de 374 deputados e 59 senadores
Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Por Pedro Jordão
Com apoio dos parlamentares do Centrão após realizar possíveis trocas nos comandos dos ministérios, o governo Lula poderia passar a ter uma base de 374 deputados federais.
Ao todo, a Câmara tem 513. Já no Senado Federal, o governo poderia passar a ter apoio de 59 entre os 81 membros da Casa.
A projeção foi apontada pela consultoria Arko Advice a partir dos planos do governo para uma reforma ministerial.
Atualmente, a estimativa do governo sobre a “base ampliada” é de 284 deputados e 49 senadores. Considerando a bancada eleita, que são os partidos que integram a chapa de Lula diretamente, há, atualmente, aproximadamente 121 deputados e 12 senadores.
Consultoria aponta provável aumento da base governista a partir do apoio de partidos do chamado Centrão / Reprodução
A Arko Advice também estimou o apoio ao governo na Câmara dos Deputados durante o primeiro semestre dos últimos governos. Em 2003, Lula teve 63,74% de apoio. No segundo mandato dele, em 2007, 54,20%.
Já o primeiro governo Dilma, em 2011, teve apoio de 54,10%. No segundo mandato de Dilma, que começou em 2015, o apoio caiu para 46,13% na Câmara. Ela sofreria o impeachment um ano depois.
No primeiro semestre de Bolsonaro, o apoio foi de 58,29%. E, agora, no primeiro semestre do terceiro mandato de Lula, o apoio dele na casa legislativa foi de 57,06%.
Consultoria apontou a porcentagem de apoio na Câmara nos últimos governos / Reprodução
Lula assina novo decreto que restringe acesso de armas a CACs
Mudanças afetam principalmente os CACs e são promessas de campanha de Lula
Por
iG Último Segundo
|–
Valter Campanato/Agência Brasil – 20/07/2023
residente Luiz Inácio Lula da Silva, Sanciona o Projeto de Lei n° 2.920/2023, que institui o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Cozinha Solidária
Nesta sexta-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assina o decreto que prevê novas regras para as pessoas que quiserem adquirir e ter porte de armas e munições no Brasil. As principais mudanças no Programa de Ação na Segurança (PAS) são focadas nos CACs (caçadores, atiradores e colecionadores).
As alterações são uma promessa de campanha de Lula quando ainda disputava o Planalto com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O novo decreto tem como objetivo reverter as flexibilizações propostas pelo governo Bolsonaro.
Conforme as novas regras, o governo federal decidiu diminuir o número de armas, munições e calibres restritos autorizados que podem ser usados pelos CACs, passando de 30 — sendo 15 de uso restrito — para 6 por pessoa, de acordo com a agência de notícias Reuters .
Além disso, clubes de tiro terão nova regulação de horário e não poderão funcionar 24 horas, com limite sendo até as 22 horas. Essas unidades também não poderão operar perto de escolas.
Na prática, o que muda para os CACs é que:
Caçadores só poderão ter seis armas e até 500 munições por arma e por ano. A autorização do Ibama é obrigatória e, em caráter excepcional, a Polícia Federal e o Comando do Exército podem autorizar a aquisição de até duas armas com calibre restrito.
Colecionadores só podem ter uma arma de cada modelo e estão proibidas armas automáticas e as longas semiautomáticas de calibre de uso restrito com 1º lote de fabricação com menos de 70 anos.
Em relação aos atiradores , o governo estabeleceu uma divisão de níveis 1, 2 e 3 para cada um. Eles terão uma padronização de regras que devem ser seguidas para aquisição de armas. Em geral, os atiradores desportivos só podem ter 60 armas de fogo, até 30 de calibre restrito, mil munições por armas de uso restrito por ano, além de 5 mil munições de arma de uso permitido.
Lula e líderes estrangeiros pedem que Venezuela garanta eleições justas para que, em troca, retirem sanções
Presidente Lula (Foto: Reprodução)
Por CNN Brasil
Os presidentes do Brasil, França, Colômbia, Argentina, e um representante da União Europeia divulgaram uma nota conjunta nesta terça-feira (18), em defesa de eleições justas e transparentes na Venezuela.
No documento, Emmanuel Macron, Luiz Inácio Lula da Silva, Gustavo Petro, Alberto Fernandez e Josep Borrell, fizeram um “apelo em prol de uma negociação política que leve à organização de eleições justas para todos, transparentes e inclusivas, que permitam a participação de todos que desejem, de acordo com a lei e os tratados internacionais em vigor, com acompanhamento internacional”.
Ainda segundo a nota, a realização de um processo eleitoral transparente estaria acompanhado de uma “suspensão das sanções, de todos os tipos” contra a Venezuela.
A divulgação do documento conjunto ocorre após uma reunião na segunda-feira (17) durante a cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia. No encontro estavam presentes Lula, Emmanuel Macron, Alberto Fernández, Gustavo Petro, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, e um dos principais líderes da oposição no país, Gerardo Blyde.
A CNN apurou que o Brasil encarou a presença de Delcy e de Blyde, no encontro, como sinal de que um entendimento governo-oposição ainda é plenamente factível.
Fontes do governo brasileiro afirmam que a reunião proposta pelo governo francês sobre a Venezuela deixou os venezuelanos satisfeitos e pode representar uma mudança de paradigma na visão dos europeus sobre o país sul-americano.
Veja a nota na íntegra
“Paralelamente à Terceira Cúpula de Líderes da União Europeia e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), o Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o Presidente da República da Colômbia, Gustavo Petro, o Presidente da República Argentina, Alberto Fernandez, e o Alto Representante da União Europeia para Relações Exteriores e Política de Segurança, Josep Borrell, reuniram-se com Delcy Rodriguez, Vice-Presidenta do Governo da República Bolivariana da Venezuela, e Gerardo Blyde, negociador-chefe da Plataforma Unitária da oposição venezuelana. Essa iniciativa dá seguimento ao debate sobre a situação na Venezuela, organizado pelo Presidente da República Francesa no Fórum pela Paz de Paris, em novembro de 2022.
Os presidentes da Argentina, Brasil, Colômbia e França, assim como o Alto Representante, expressaram sua solidariedade com os países que acolhem cidadãos venezuelanos que deixaram seu país. Eles saudaram a assinatura na Cidade do México de um acordo social inter-venezuelano, em 26 de novembro de 2022, e solicitaram sua implementação efetiva o mais rapidamente possível, em prol do povo venezuelano.
Os Chefes de Estado e o Alto Representante instaram o governo venezuelano e a plataforma unitária da oposição venezuelana a retomar o diálogo e a negociação no âmbito do processo do México, com o objetivo de chegarem a um acordo, entre outros pontos da agenda, sobre as condições para as próximas eleições. Eles fizeram um apelo em prol de uma negociação política que leve à organização de eleições justas para todos, transparentes e inclusivas, que permitam a participação de todos que desejem, de acordo com a lei e os tratados internacionais em vigor, com acompanhamento internacional. Esse processo deve ser acompanhado de uma suspensão das sanções, de todos os tipos, com vistas à sua suspensão completa.
Os Chefes de Estado e o Alto Representante concordaram que o relançamento das relações entre a UE e a CELAC representa uma oportunidade de trabalhar em conjunto em prol da resolução da situação venezuelana. Eles propuseram que os participantes da reunião continuem a dialogar, no marco das iniciativas estabelecidas, de forma a fazer um novo balanço no Fórum de Paz de Paris em 11 de novembro de 2023.”
Lula embarca para a Bélgica para cúpula e encontros bilaterais
Cúpula Celac-União Europeia terá início na segunda-feira (17)
Por
Agência Brasil
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Reprodução / Rádio Gaúcha – 29.06.2023
Cúpula Celac-União Europeia terá início na segunda-feira (17)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca na noite deste sábado (15) com destino a Bruxelas, na Bélgica, onde participará da Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia. O embarque está previsto para as 22h, na Base Aérea de Brasília. Haverá uma parada técnica para abastecimento, no Aeroporto Internacional do Recife. Pela agenda oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, a previsão de chegada na capital belga é 16h10, horário local (11h10 pelo horário de Brasília).
Ao todo, cerca de 60 líderes estrangeiros dos países componentes dos blocos são esperados para o encontro, que ocorrerá oficialmente nos dias 17 e 18. A delegação brasileira levará à cúpula propostas de estímulo à cooperação mútua nas áreas ambiental, energética e de defesa, além do combate à fome e aos crimes transnacionais.
Embora não figure entre os principais temas da 3ª Cúpula Celac-União Europeia, as negociações para conclusão do acordo de livre-comércio entre os países do bloco europeu e do Mercosul podem ser objeto das conversas. Compõem o Mercosul a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai.
Segundo o Itamaraty, Lula levará ao evento o posicionamento brasileiro em relação às últimas exigências do bloco europeu para aprovar a assinatura do tratado – que incluem, entre outras coisas, a previsão de multas em caso de descumprimento de obrigações ambientais.
Agenda
Embora ainda não esteja totalmente fechada, a agenda do presidente Lula prevê reuniões e encontros com líderes políticos e empresariais europeus.
O chefe do governo brasileiro terá encontros com o rei da Bélgica, Philippe Léopold Louis Marie, e com o primeiro-ministro do país anfitrião, Alexandre De Croo. Também já foram confirmados compromissos com os representantes da Áustria e da Suécia.
Na segunda-feira (17), Lula participa do Fórum empresarial União Europeia – América Latina, pela manhã. À tarde, ocorre a sessão de abertura da Celac. No dia seguinte, ocorre a Cúpula da Celac-União Europeia. O retorno a Brasília está previsto para quarta-feira (19).
Por que o Centrão e Lula conversam por uma aliança
Presidente Lula tenta aprovar as pautas do governo com mais facilidade e o Centrão quer ter mais recursos
Por
Naian Lucas Lopes
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Reprodução
Lula ao lado de Arthur Lira
Nos corredores de Brasília, uma das principais discussões tem sido a respeito das negociações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e lideranças Centrão. As conversas têm despertado interesses e dividido opiniões, pois envolvem a possibilidade de uma aliança entre Lula e partidos como PP, PL e Republicanos. A expectativa é que ocorra uma reforma ministerial ainda neste segundo semestre.
Apesar de ter sido muito criticado ao longo do governo Bosonaro, o Centrão se manteve com grande poder no Congresso Nacional e agora busca ter maior espaço no Palácio do Planalto, já que as siglas que compõe o bloco possuem diferentes interesses e preferem ter alianças estratégicas.
Diferente do seu antecessor, Lula sempre deixou claro que senta para negociar com qualquer político eleito. Porém, ao longo das negociações, avisou que não aceitará chantagem. Qualquer mudança no governo precisará ter o seu aval, mesmo o petista querendo ampliar seu leque de alianças.
Arthur Lira (PP-AL) e seus aliados enxergam na união com Lula uma oportunidade de aumentar a influência política, ocupando espaços estratégicos no governo e obtendo recursos para suas bases eleitorais.
Porém, líderes do Centrão sabem que precisarão explicar a aliança com o governo federal, já que estiveram muito conectados com Bolsonaro. Lira é um dos que entrará na mira dos bolsonaristas, caso confirme sua entrada e de aliados na gestão petista.
Lula também deverá ser cobrado e acusado por figuras de uma esquerda mais radical de incoerência ideológica. Porém, o presidente falou publicamente que seu objetivo é ter um governo que dialogue com todos os setores da sociedade.
O entorno de Lula também usa como argumento que a política brasileira é complexa, o que leva governantes a realizarem alianças pragmáticas ao invés de estar apenas com representantes que possuem a mesma afinidade ideológica.:
As negociações entre Lula e o Centrão representam a dinâmica da política nacional. Alianças e negociações fazem parte do jogo, gerando críticas, mas também apresentando soluções, como a aprovação de projetos importantes para o Palácio do Planalto.
Diferentemente do que ocorreu com a votação da reestruturação dos ministérios, o atual presidente não quer mais passar sufoco no Congresso Nacional.
Ministérios de Lula chefiados por mulheres são os mais cobiçados por aliados
Daniela do Waguinho. Foto: Reprodução/YouTube TVT
Por Leonardo Ribbeiro e Thayana Araújo
Os ministérios chefiados por mulheres têm sido os alvos mais frequentes da pressão de parlamentares que buscam mais espaço no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Recentemente, o presidente precisou fazer uma defesa pública da ministra da Saúde, Nísia Trindade, diante das insinuações de neoaliados de que a pasta estaria em jogo.
“Tenho a certeza de que poucas vezes tivemos a chance que temos hoje, de ter uma mulher com a qualidade da Nísia Trindade para cuidar do povo”, disse Lula em discurso na Conferência Nacional de Saúde.
Ex-presidente da Fiocruz, Nísia Trindade foi alçada a ministra por ser técnica. Não é filiada à partido político.
Em condição semelhante, a ministra Ana Moser também tem visto sua pasta ser cobiçada, sobretudo, por deputados do chamado centrão.
O ministério do Esporte tem orçamento baixo se comparado a outras áreas do governo. Para 2023 a previsão é de R$ 1,9 bilhão.
No entanto, esse valor pode ser turbinado com emendas parlamentares e com a renda que poderá ser obtida com a regulamentação das apostas esportivas no país. A proposta está prestes a ser encaminhada ao Congresso Nacional.
Ao contrário das duas colegas que estão se mantendo no cargo, com a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, não deu certo.
Depois de integrantes do governo confirmarem que ela seria substituída, a aliada do presidente colocou o cargo à disposição. A troca deve ocorrer nesta semana.
Com as ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e a dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, não houve pressão pública para “entrega dos ministérios” em troca de apoio.
No entanto, as duas pastas foram esvaziadas quando os deputados e senadores votaram a medida provisória que reestruturou o governo.
Questões importantes, como Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a demarcação de terras indígenas, passaram a ser tratadas por outros ministérios.
Caixa na mira
A busca por espaço por parte dos novos aliados não está restrita à administração direta. E assim como a “coincidência” em relação aos ministérios, o alvo é ocupado por mulher: a presidência da Caixa Econômica.
Atualmente, o cargo é ocupado pela funcionária de carreira do banco Rita Serrano.
Segundo apurou a reportagem, o posto passou a ser desejado por integrantes do centrão tão logo a Câmara dos Deputados aprovou a reforma tributária.
Orçamento ‘tem o dedo do povo’, diz Lula em vídeo para evento em Porto Alegre
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: 20/03/2023REUTERS/Adriano Machado
Por Bruno Luiz, do Estadão Conteúdo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Congresso Nacional “tem que saber que o orçamento não é só do governo, o orçamento tem o dedo do povo”.
A fala consta do trecho de um discurso em evento público, exibido durante plenária do Plano Plurianual Participativo (PPA), realizado no sábado (8), em Porto Alegre (RS).
“O Congresso tem que saber que o orçamento não é só do governo, o orçamento tem o dedo do povo. Quando tem o dedo do povo, o Congresso tem que respeitar as mudanças que se quer fazer”, disse o presidente.
Lula não compareceu à plenária porque estava na Colômbia, onde participa de uma reunião com o presidente do país, Gustavo Petro, para discutir medidas de preservação e combate ao desmatamento na Amazônia. Com isso, a participação do petista foi substituída pela exibição do vídeo.
No trecho, o presidente também conclama as pessoas a participarem do PPA.
“É importante vocês participarem, deixarem suas conclusões. Porque, se vocês não participaram, amanhã vocês vão me criticar, e eu vou dizer: “Não companheiro, não me critique, você teve a chance de participar e não participou”, advertiu.