Líder do PT diz que oposição articula votação de urgência para anistia para próximos dias

 

BRASÍLIA – O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), afirmou estar preocupado com a possibilidade de que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), inclua na pauta do plenário da semana que vem o requerimento de urgência para o projeto que concede anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. As declarações ocorreram em entrevista à GloboNews na tarde desta quarta-feira, 3.

“Tem gente ameaçando que eles podem votar a urgência na próxima semana. Eles vão ter que colocar 257 votos. A gente vai se mobilizar. Um assunto como esse, o governo tem que se mexer, porque é um ataque frontal ao Supremo”, declarou. “Eu acho que hoje não é certo que eles tenham os 257 votos. A gente vai conversar com cada deputado de cada partido.”

Lindbergh disse ainda que a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a contar os votos para evitar a aprovação da urgência. Além disso, segundo o petista, há a possibilidade de que os deputados misturem a anistia ao projeto que aumenta a proteção a parlamentares contra processos judiciais.

“Cresceu o tensionamento com o Supremo. Eu não sei se são investigações no Supremo para fazer essa PEC da Blindagem, que eu considerava morta, mas não considero mais. Porque o assunto voltou a ser tratado”, disse. “Acho que estão querendo misturar a PEC da Blindagem, que é impunidade, com a anistia, que também é impunidade”, acrescentou.

Na ocasião, Lindbergh disse que o avanço da anistia é “inacreditável” e uma “provocação infantil” contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, Lula vetará o projeto de anistia, se aprovado pelo Congresso Nacional. “Querem aprovar isso, o Lula vai vetar, o Supremo vai dizer que é inconstitucional, mas eles criam uma confusão. É como se o Parlamento tivesse entrado na chantagem do Eduardo Bolsonaro”, declarou.

Estadão




Representante dos Estados Unidos procura líder do governo Lula no Congresso após tarifaço

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Randolfe Rodrigues. Foto: Reprodução

O chefe da embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, se reuniu na quarta-feira (16/7) com o líder do governo Lula (PT) no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), diante da decisão do presidente americano, Donald Trump, de sobretaxar em 50% os produtos brasileiros.

Randolfe disse que o encarregado americano mencionou a atuação de um deputado brasileiro nos Estados Unidos, sem citar nominalmente o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Ele reportou a atuação de um deputado brasileiro lá [nos Estados Unidos]. Obviamente me parece que, diante da atuação de um deputado brasileiro, ele queria ouvir a opinião do Parlamento brasileiro”, afirmou o senador a jornalistas após a reunião.

O líder do governo Lula disse que a posição de Eduardo Bolsonaro não reflete a do Congresso e se propôs a mediar um encontro entre ele e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) —o que será feito.

Escobar deixou o Congresso Nacional sem responder a perguntas. Randolfe, por sua vez, disse que foi procurado pelo estadunidense na terça (15/7) e consultou o Itamaraty sobre a agenda.

Escobar esteve ao menos duas vezes com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desde o anúncio de Trump: primeiro no dia 11 de julho e depois na terça-feira (15/7), em encontro fechado com empresários, na capital paulista.

O representante dos Estados Unidos no Brasil foi convocado pelo Ministério das Relações Exteriores no dia 9 de julho para, inicialmente, explicar declarações de Trump sobre o Brasil e, depois, a carta sobre o tarifaço.

Randolfe acrescentou que o governo brasileiro repudia qualquer interferência em assuntos internos, foi vítima de uma tentativa de golpe de Estado e está disposto a dialogar sobre a relação comercial com os Estados Unidos. Segundo ele, Escobar afirmou que também vai buscar canais de diálogo.

 

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Senado Federal aprova recriação do seguro DPVAT; veja votos da bancada paraibana

O Senado aprovou nesta quarta-feira (8), por 41 votos a 28, um projeto de lei que recria o seguro obrigatório para acidentes de trânsito, o DPVAT, que será administrado pela Caixa Econômica Federal. Com isso, o Governo Federal deverá receber algo em torno de R$ 15 bilhões.

Com a nova regulamentação, será possível voltar a cobrar o seguro obrigatório de todos os proprietários de veículos automotores e os prêmios serão administrados pela Caixa em um novo fundo do agora denominado Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT).

O líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA),  relator do texto,  garantiu que o  valor do seguro ficará em torno de R$ 50,00. A quantia ainda será definida pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).

Da bancada paraibana, Efraim Morais (União Brasil)  e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) votaram favoráveis a volta do seguro obrigatório. Já a senadora Daniella Ribeiro (PSD) não compareceu a votação.

Antes da votação, o senador Jaques Wagner, líder do governo na Casa, fez uma visita ao gabinete de Efraim Filho no sentido de conseguir o voto favorável do paraibano à proposta governista.

A cobrança do seguro obrigatório cuja finalidade era indenizar as vítimas de acidentes de trânsito havia sido suspensa  durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na época, o ex-gestor alegou que tinha reservas suficientes para isentar os proprietários de veículos do pagamento.

www.reporteriedoferreira.com.br/MaisPB




Nacional de Patos bate o Iguatu, vira líder e garante vaga no mata-mata

Foto: Reprodução

No estádio José Cavalcanti, na tarde de domingo (16), o Nacional de Patos recebeu o Iguatu pela décima terceira rodada do Grupo A3 da Série D do Campeonato Brasileiro. A vitória por 3 a 1 não só recolocou o Canário de volta na ponta da tabela, mas também garantiu a classificação antecipada para o mata-mata da competição.

Mantendo o rodízio no elenco, o técnico Rodrigo Fonseca escalou o Naça com Rodrigo Carvalho, Talles, Caio Capixaba, Hitalo, Arturzinho; Moreilândia, Bruno Menezes, Esquerdinha; Kel Baiano, Pedrinho e Herbert.

A tarde foi do atacante Herbert, que marcou duas vezes. Aos 47 do primeiro tempo e aos 14 da segunda etapa o artilheiro do jogo balançou as redes e colocou o Nacional em vantagem.

O Azulão chegou a descontar aos 25 do segundo tempo em uma cabeçada de Otacílio Marcos.

Mas aos 32, Léo Cereja encontrou Wesley Pratti, que bateu de primeira para dar números finai à vitória.

Com o triunfo por 3 a 1, o Naça chegou aos 23 pontos, assumiu a liderança da chave, com a mesma pontuação do Sousa, e garantiu a vaga no mata-mata junto com o Dinossauro do Sertão. Com 13 pontos, o Azulão é o vice-lanterna. Na última rodada, às 18h do próximo domingo (23), o Canário visita o Potiguar, que ainda luta pela vaga, enquanto o Iguatu recebe o desesperado Santa Cruz.

www.reporteriedoferreira.com.br/Equipe @Vozdatorcida




Botafogo vence Palmeiras e dispara na liderança do Brasileirão

Felipe Leite – São Paulo,SP

Publicação 25/06/23 | 18:01

O jogo deste domingo (25) no Allianz Parque era decisivo para o Palmeiras: ao enfrentar o líder do Brasileirão Botafogo, ou vencia e cortava a vantagem rival para somente dois pontos, ou perdia e via o Fogão disparar na dianteira da competição. Na partida válida pela 12ª rodada da competição nacional, aconteceu o segundo cenário: vitória do time carioca pelo placar de 1 a 0.

Tiquinho Soares marcou o único tento do embate, aos 27 minutos da etapa inicial. Já no fim do segundo tempo, Raphael Veiga perdeu pênalti e desperdiçou ótima chance do Verdão deixar tudo igual no placar.

Com o resultado, a Estrela Solitária agora soma 30 pontos na tabela de classificação: são 10 vitórias em 12 jogos. O Alviverde, por sua vez, deixou a vice-liderança por conta dos resultados da rodada e estaciona na marca de 22 pontos, acumulando sua segunda derrota consecutiva na disputa.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras visita o Athletico-PR às 16h (de Brasília) do domingo, na Ligga Arena, em Curitiba — o Furacão terá os desfalques dos suspensos Bento e Fernandinho. O Botafogo, por sua vez, tem clássico pela frente: recebe o Vasco, no mesmo dia e horário, no Estádio Nilton Santos, o Engenhão.

Paulistas e cariocas, entretanto, voltam suas atenções para suas respectivas competições internacionais no meio de semana. O Alviverde, já classificado, recebe o Bolívar no Allianz Parque na quinta-feira, às 21h, em duelo direto pela liderança do Grupo C. Já o Fogão encara o Magallanes, também no mesmo dia e horário, pela última rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana.

(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

O jogo — Nos primeiros momentos de partida, o Botafogo foi a equipe mais propositiva, controlando as ações no primeiro terço defensivo do Verdão. Ao longo da etapa inicial, entretanto, o panorama aos poucos foi mudando e a equipe da casa passou a mandar na partida.

O time de Abel Ferreira ameaçou em boas chegadas de Rony, duas vezes — em chute cruzado e cabeceio —, além de Gustavo Gómez. Mas foi a equipe carioca que, mesmo passando a ter contexto adverso na partida, abriu o placar.

Aos 27 minutos, Tiquinho Soares demonstrou por que precisa de somente uma chance para impactar o jogo. O atacante do Botafogo aproveitou vacilo de Zé Rafael dentro da área, dominou com calma, limpou a marcação e bateu cruzado, firme. Weverton chegou a tocar na bola, mas não teve jeito: 1 a 0.

O gol não era sintoma de um Palmeiras mal no duelo, muito pelo contrário. Mesmo atrás, o Alviverde permaneceu no comando das ações e chegou a marcar com Gustavo Gómez, aos 39, de cabeça. O tento do paraguaio, entretanto, foi anulado pelo VAR após impedimento.

2º tempo

A etapa final de confronto começou como a primeira chegou ao fim: de maneira agitada. Lá e cá, o Verdão voltava a ditar o ritmo, enquanto o Botafogo — que voltou com Danilo Barbosa e Matías Segovia — passou a trocar mais passes na intermediária e ameaçar em contra-ataques.

Quando Abel Ferreira tirou o volante Richard Ríos e colocou o atacante Flaco López em campo, a estratégia alviverde ficou clara: ofensiva total, como aconteceu contra o Barcelona-EQU. Isso, claro, abriu espaços no campo defensivo do time da casa. O Botafogo aproveitou: teve boa chegada com Danilo Barbosa, que chutou por cima, e perdeu gol feito com Victor Sá, sozinho na frente de Weverton.

Ao longo dos últimos 45 minutos de jogo, ao contrário do que se esperava, o Verdão caiu de produção. O Botafogo fortificou ainda mais seu sistema defensivo, e a partida ficou mais truncada.

Aos 34, entretanto, surgiu a grande esperança do time da casa. Di Placido, que tinha acabado de entrar, empurrou López dentro da área com as duas mãos — o atacante tentava cabecear bola cruzada por Luan. Pênalti marcado por Anderson Daronco. Na cobrança da penalidade, entretanto, Raphael Veiga encheu o pé e bateu para fora, desperdiçando a ótima oportunidade de deixar tudo igual no marcador.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 X 1 BOTAFOGO

Local: Allianz Parque, em São Paulo-SP
Data: 25 de junho de 2023, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (Fifa-RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (Fifa-RS) e Kléber Lúcio Gil (Fifa-SC)
VAR: Rafael Traci (Fifa-SC)
Cartões amarelos: Marco Aurélio Schiavo (preparador físico) e João Martins (auxiliar técnico) (Palmeiras); Tchê Tchê, Danilo Barbosa e Matheus Nascimento (Botafogo)

Público: 38.877 pessoas
Renda: R$ 4.160.197,59




Líder mercenário russo ordena que combatentes recuem para evitar derramamento de sangue

O chefe da milícia Wagner, C concordou em aliviar a situação

Chefe da milícia Wagner, Yevgeny Prigozhin
Chefe da milícia Wagner, C

Foto: Reuters

O líder do grupo mercenário russo amotinado, Yevgeny Prigozhin, disse neste sábado, 24, que ordenou que seus combatentes, que avançavam em direção a Moscou, dessem meia volta e recuassem às suas bases para evitar derramamento de sangue.

Prigozhin havia dito mais cedo que queria depor o alto escalão do Exército e “restaurar a justiça”. O presidente russo, , disse que o motim tinha que ser decisivamente reprimido.

O gabinete do presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, disse que conversou com Prigozhin, com aprovação de Putin, e que o chefe da milícia Wagner concordou em aliviar a situação.

Em uma mensagem de áudio divulgada pelo seu serviço de imprensa, Prigozhin disse:

“Eles queriam desmembrar a milícia Wagner. Embarcamos em uma marcha de justiça em 23 de junho. Em 24 horas, chegamos a 200 kms de Moscou. Até agora, não derramamos uma gota de sangue dos nossos combatentes.”

“Agora, chegou o momento em que sangue pode ser derramado. Entendendo a responsabilidade (pela chance) de que sangue russo seja derramado em um lado, estamos dando meia volta em nossas colunas e voltando aos campos como planejado”.

A revolta de Prigozhin

Prigozhin, um ex-condenado e aliado de longa data de Putin, lidera um exército privado que inclui milhares de combatentes recrutados nas prisões russas.

Seus homens enfrentaram os combates mais ferozes da guerra de 16 meses na Ucrânia, incluindo a batalha prolongada pela cidade oriental de Bakhmut.

Ele protestou durante meses contra os altos escalões do Exército regular, acusando os generais de incompetência e de reter munição de seus combatentes. Neste mês, ele desafiou ordens para assinar um contrato que colocava suas tropas sob o comando do Ministério da Defesa.

Ele lançou o aparente motim na sexta-feira, 23, depois de alegar que os militares mataram muitos de seus combatentes em um ataque aéreo. O Ministério da Defesa negou.

“Somos 25.000 e vamos descobrir por que o caos está acontecendo no país”, disse ele, prometendo destruir quaisquer postos de controle ou forças aéreas que estivessem no caminho do Wagner. Mais tarde, ele disse que seus homens se envolveram em confrontos com soldados regulares e derrubaram um helicóptero.

Terra.com




Líder de milícia rompe com Putin e cria tensão na Rússia

Vladimir Putin reforçou a segurança em Moscou

Por

|

 

Presidente da Rússia, Vladimir Putin
Kremlin – 18.05.2023

Presidente da Rússia, Vladimir Putin

Yevgeny Prigozhin, chefe do grupo mercenário Wagner, que integra o grupo de apoio a Rússia na guerra, rompeu com o governo Putin e expõe nesta sexta-feira (23) sua insatisfação. O posicionamento do líder fez com que os combatentes da organização se mobilizassem contra o presidente russo.

Na manhã de hoje, Prigozhin afirmou que o Ministério de Defesa da Rússia foi responsável pelos ataques contra acampamentos do grupo mercenário e garantiu que iria contra-atacar.

“Aqueles que destruíram nossos rapazes serão punidos. Peço que ninguém ofereça resistência. Somos 25 mil e vamos descobrir por que o caos está acontecendo no país”, disse. “Este não é um golpe militar. É uma marcha por justiça. Nossas ações não interferem de forma alguma nas tropas”.

O posicionamento repercutiu na Rússia e o Ministério da Defesa soltou uma nota para dizer que as acusações do ex-aliado de Putin eram mentirosas e “uma provocação informativa”. O órgão também relatou que o presidente do país tinha conhecimento do caso e estava tomando medidas.

Um dos serviços de segurança da Rússia abriu um processo criminal contra Prigozhin. Ele é acusado de incentivar um levante contra o governo russo. Caso seja condenado, pode pegar 20 anos de prisão.

Mercenários avançam contra governo russo

Mercenários começaram a se mobilizar nas ruas da Rússia e Moscou determinou reforço de segurança.

O vice-comandante da campanha russa na Ucrânia, general Sergei Surovikin, determinou que os milicianos voltassem para as suas bases e seguissem fiéis ao presidente Vladimir Putin. “O inimigo está apenas esperando que a situação política interna piore em nosso país”, afirmou.

“Pedimos aos combatentes do grupo Wagner para que não cometam um erro irreparável, parem quaisquer ações enérgicas contra o povo russo, não cumpram as ordens criminosas e traiçoeiras de Prigozhin e tomem medidas para detê-lo”, reforçou um dos serviços de segurança da Rússia.

Por Ig

 




Escolha de Chico Mendes para líder é recado e prevenção do governador

Embora estivesse em praticamente todas as bolsas de cotações, a escolha do deputado Chico Mendes para o exercício da liderança do governo na Assembleia acabou sendo uma surpresa.

Inicialmente, porque não é comum que um deputado de primeiro mandato seja imediatamente eleito líder, já que os pressupostos básicos da liderança são o amplo conhecimento e relacionamento com os liderados, além da experiência acumulada no serviço. A relação de Chico Mendes com muitos dos parlamentares é recente, estabelecida na campanha, e nem deu tempo ainda de começar a desempenhar seu mandato.

Depois, porque tinha muitos deputados com vários anos de mandatos que, certamente, babavam pela oportunidade de ser líder do governador João Azevedo.

Méritos, então, para o deputado Chico Mendes, que alcança posição de relevo logo no início de seu mandato parlamentar. Talvez fruto de uma mistura de estrela e muita capacidade de trabalho, notada no sucesso de sua vida empresarial, no exercício do cargo de prefeito em São José de Piranhas e em sua ativa participação na campanha eleitoral. Chico demonstrou muita resiliência e capacidade de articulação, atributos essenciais a um líder.

Com certeza, porém, não foram apenas esses atributos que levaram o governador João Azevedo a selecionar o deputado Chico Mendes para ser seu líder na Assembleia.

Há quem acredite que pesou na escolha de um sertanejo para o posto de líder o fato de o governador ter garantido a vitória nas eleições graças à votação no interior do Estado. Pode ser. Mas isso ainda não explica tudo.

Existem duas razões políticas de fundo, somadas às expostas até aqui, que talvez tenham impulsionado o governador João Azevedo a elevar o deputado Chico Mendes à condição de líder: prevenção e necessidade de transmitir um recado às muitas forças políticas que começam a se empurrar na busca de espaços para a disputa das eleições de 2024 e 2026.

O recado é o de que ele, o governador, não vai se deixar atropelar e abrir mão do controle do processo eleitoral. Por isso, a prevenção, ou seja, não escolher para a liderança deputados ligados aos tradicionais grupos políticos que já trabalham para ocupar espaços de qualquer jeito visando as próximas disputas eleitorais. Nesta terça-feira, por exemplo, o deputado Hervázio Bezerra se apressou em confrontar um discurso do colega Cartaxo por causa da eleição em João Pessoa, o que seria um complicador se ele tivesse na liderança do governo.

O deputado Chico Mendes parece totalmente blindado das armadilhas políticas que começam a ser armadas de 2024 e 2026. Observe-se que ele é do partido do governador, o PSB; foi o mais votado da legenda; só se reporta ao governador, por não ser ligado a qualquer grupo político, e já demonstrou lealdade durante a campanha.

Outros nomes, talvez até mais experientes, apresentavam o inconveniente de serem ligados aos grupos políticos diretamente interessados nas eleições municipais de 2024 e já de olho nas eleições de 2026. Poderiam gerar, internamente, áreas de atrito ou trabalhar para dois senhores.

Pelo visto, o governador João Azevedo aprendeu a cartilha direitinho e tem pleno domínio dos descambos da velha sinuca política da Paraíba.

 

www.reporteriedoferreira.com.br/Portal T5




Líder afirma que João tem sorte com a oposição e que adversário será apenas “sparring”

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Líder do Governo na Assembleia Legislativa da Paraíba, o deputado Lindolfo Pires disse hoje que João Azevêdo tem sorte com a oposição e que isso torna mais fácil sua atuação: “Ele tem tido sorte porque a oposição está desorganizada. Ela não apresenta alternativas a nada. Está presa a fake news e temas requentados, irreais. O trabalho do líder é facilitado por isso”.

Em entrevista ao programa Muito Mais, da TV Band Manaíra, Lindolfo acrescentou que a oposição sequer escolheu ainda um candidato e quando isso acontecer, esse adversário será um “sparring” para João Azevêdo. O termo é um jargão do boxe e vem de uma palavra derivada do verbo inglês “to spar” que significa “praticar boxe”, “disputar” ou “lutar a soco”. Na visão do deputado, o opositor na campanha será apenas um “figurante” diante do chefe do executivo estadual.

“Vemos a aceitação da atual gestão em todas as regiões. João terá apenas um sparring. Se o governador não estivesse bem nas pesquisas, ninguém queria estar ao lado dele. Acontece o contrário. João tem um problema ‘bom’. É semelhante a um técnico que tem 30 jogadores para escolher a melhor seleção”, resumiu.

Lindolfo acrescentou que pretende disputar um novo mandato estadual em 2022 e que conta com o apoio do prefeito de Sousa, Fábio Tayrone. Segundo ele, o episódio de distanciamento com João Estrela também já foi superado.




Depoimento de Ricardo Barros tem bate boca, acusações e sessão é suspensa

O depoimento do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), à CPI da Covid causou bate-boca entre os senadores, o que levou a sessão ser suspensa por 15 minutos para acalmar os ânimos. Ex-ministro da Saúde e um principais nomes do Centrão, o deputado federal foi convocado para prestar esclarecimentos sobre suspeitas de ilegalidades no processo de compra da vacina Covaxin. Ele responde a um processo de improbidade administrativa, herança da época que comandava o ministério.

O atrito entre senadores governistas e da oposição começou após Barros rebater a acusação de que ele teria sido citado pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) em seu depoimento à comissão. Segundo o parlmantar, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), indicou que Barros poderia estar envolvido nas irregularidades que envolvem a compra da vacina.

Barros entrou na mira da comissão após o Miranda e seu irmão, o servidor do servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, terem denunciado que houve pressão do alto escalão do Ministério da Saúde para a aquisição da Covaxin. Eles contaram que levaram o caso, pessoalmente, ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), numa reunião no Palácio Alvorada no dia 20 de março. Na ocasião, segundo os irmãos Miranda, o presidente lamentou o ocorrido e indicou que Ricardo Barros participava de um esquema na pasta.

O relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou um vídeo do depoimento de Miranda, em que o deputado afirma que foi Barros quem foi citado por Bolsonaro. Calheiros e o líder do governo, então, começam um princípio de desentendimento

— O deputado Luis Miranda não afirmou em nenhuma de suas entrevistas, nem no depoimento da Polícia Federal, que eu tivesse participação no caso Covaxin — disse Barros.

O deputado reclamou da “narrativa” que estava sendo criada. Omar Aziz reagiu:

— Por favor, Vossa Excelência responda as perguntas. Os seus comentários sobre a CPI, fale daquela porta para fora.

O atrito gerou um bate-boca generalizado entre Aziz, senadores da oposição e governistas, o que fez o presidente da CPI suspender a sessão por 15 minutos.

Barros e senadores governistas argumentaram que Bolsonaro citou o líder do governo em outro caso, que envolvia um contrato com a Global Serviços, quando era ministro da Saúde na gestão de Temer. E que o fez porque Luis Miranda havia levado uma foto e apresentado ao presidente. Omar Aziz, então, suspendeu a sessão e pediu que seja colocado o vídeo em que Miranda declara à CPI que Bolsonaro citou espontaneamente Barros no caso Covaxin.

Conflito de versões

A versão apresentada no depoimento de Luis Miranda à CPI em julho, contradiz a defesa apresentada por Ricardo Barros nesta quinta-feira:

— Eu levei para a pessoa certa, na minha opinião, que deveria dar o devido provimento ao assunto, que é o Presidente da República. Presidente esse que não nega, é impossível negar, que nós estivemos com ele. Ele nos recebeu num sábado, por conta de que eu aleguei que a urgência era urgente, urgentíssima, devido à gravidade das informações trazidas pelo meu irmão para a minha pessoa. O Presidente entendeu a gravidade. Olhando os meus olhos, ele falou: “Isso é grave!” Não me recordo do nome do Parlamentar, mas ele até citou um nome pra mim, dizendo: “Isso é coisa de fulano”. Não me recordo. E falou: “Vou acionar o DG da Polícia Federal, porque, de fato, Luis, isso é muito grave, isso que está ocorrendo”.

Na mesma sessão, em momento posterior, Luis Miranda afirmou que o deputado citado por Bolsonaro foi Ricardo Barros. O presidente nunca negou a acusação feita por Miranda.

Nesta quinta-feira, Barros disse que foi citado por Bolsonaro em outro contexto, não no caso Covaxin.

Renan Calheiros acusou Barros de manipular a verdade e reiterou a pergunta:

— O depoente [Barros] chegou ao cúmulo de agradecer Luis Miranda, porque nunca citou o nome. Não dá para manipular a verdade desta forma. Estamos aqui reunidos para esclarecer fatos. Nada mais. Então em função do que aqui se colocou: a que atribui a menção do presidente?

Barros então citou então o depoimento de Miranda à PF. O líder do governo disse que o contexto foram matérias de imprensa sobre o caso Global com foto dele. Mas disse que Miranda não foi até Bolsonaro acusá-lo de envolvimento em irregularidades no caso Covaxin.

Relação com dono da Precisa

Barros disse não ter relação pessoal com o empresário Francisco Maximiano, dono da Global e da Precisa:

— Não tenho relação pessoal com Maximiano, o o recebi no gabinete como ministro com a nossa equipe de compras. Está nos registros aqui que ele alegou, e eu também aleguei, que a última vez que nos encontramos foi quando eu era ministro. Portanto, nunca tratei de Covaxin.

Questionado por que não comprou da Sanofi diretamente, que tinha a patente, ele disse que a Global apresentou preço menor.

Barros alegou que havia um mercado selvagem, com laboratórios tentando impedir a atuação de algumas empresas. Seria o caso, por exemplo, da relação entre Sanofi e Global. Ele, como ministro, disse ter enfrentado esse problema.

Outras suspeitas

A CPI também enxerga suspeitas em outro episódio que envolve Barros, mais recente, já durante a pandemia. Ele é o autor de emenda a uma Medida Provisória para acrescentar a Central Drugs Standard Control Organization (CDSCO) — o equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na Índia — no rol de órgãos habilitados a autorizar vacinas que podem ser importadas pelo Brasil. A Covaxin não tem registro na Anvisa, mas, como tem na Índia, a emenda poderia autorizar sua importação. Barros e os governistas vêm apontando que outros parlamentares, entre eles Omar Aziz, também apresentaram emenda para incluir a agência indiana na medida.

Renan questionou porque Ricardo Barros apresentou uma emenda em medida provisória do governo para acrescentar a Central Drugs Standard Control Organization (CDSCO) — o equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na Índia — no rol de órgãos habilitados a autorizar vacinas que podem ser importadas pelo Brasil. A Covaxin não tem registro na Anvisa, mas, como tem na Índia, a emenda poderia autorizar sua importação.

— A Índia é o maior fabricante de vacinas no mundo. Então era absolutamente natural — responde Barros.

Ele negou saber naquele momento que isso poderia beneficiar a Precisa. Também disse que sua emenda não abrangeu agências de outros países porque isso já estava contemplado em outras emendas.

— Nem sabia que a Precisa representava a Covaxin no momento em que apresentei a emenda — afirmou o deputado.

Barros e os governistas vêm apontando que outros parlamentares, entre eles o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), também apresentaram emenda para incluir a agência indiana na medida. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) destacou na CPI que os otros parlamentares incluíram várias agências em suas emendas, enquanto Barros pôs apenas a indiana, o que beneficiaria a Precisa. O deputado reagiu:

— Eu não vou aceitar ilação.

Após críticas de Randolfe, Barros disse que o senador estava mentindo.

— O senhor fez a emenda para a Covaxin. Não fez nenhum tipo de posicionamento sobre a Pfzer, pela CoronaVac, pela AstraZeneca, sobre as outra vaicnas que temos. Fez apenas emenda para a Covaxin — disse Randolfe.

— Eu não fiz nenhuma emenda para Covaxin. É mentira — rebateu Barros.

Barros também negou que tenha atuado para aproximar a empresa Belcher, representante da vacina Cansino, do Ministério da Saúde. A empresa é de Maringá, cidade da qual Barros já foi prefeito.

Barros rebate acusação

Barros também disse que o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias, suspeito de receber propina, não é indicado seu, tendo chegado à pasta durante a gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. O deputado reclamou do dano à imagem provocado pela CPI.

— A missão de servir é o que me move. Vocês causaram um dano à minha imagem muito grande. Espero reparar isso. O senador Humberto Costa já foi vítima de linchamento moral. O senador Renan Calheiros também. Senador Omar Aziz também. Muitos aqui já foram vítimas de linchamento moral — disse Barros.

Antes do depoimento, o líder do governo disse que Bolsonaro nunca relacionou seu nome ao caso Covaxin. Ele também contou jamais ter participado dessa negociação e que seu interesse sempre foi de ter mais vacinas o mais rápido possível para os brasileiros. Em entrevista coletiva antes da sessão da CPI, Barros primeiramente colocou em dúvida a declaração de Luis Miranda:

— O presidente Jair Bolsonaro nunca afirmou que eu estava envolvido no caso Covaxin. Em todas as narrativas do Luis Miranda, ele repete a mesma coisa. Eles mostraram minha foto ao presidente no caso Global, e o presidente perguntou se eu estava envolvido no caso Covaxin. Em todos as narrativas do Luis Miranda, inclusive no depoimento na Polícia Federal. Portanto não houve afirmação do presidente, se é que ele falou do meu nome. Porque o irmão de Luis Miranda disse que não estava na sala quando meu nome foi citado.

Depois, porém, disse que as afirmações de Luis Miranda são corretas, mas foi criada uma “narrativa” a partir disso.

— Sou um terceiro citado numa conversa de outros em que uma parte não confirma a conversa. É apenas uma versão que Luis Miranda colocou. E tenho que admitir, ele sempre colocou corretamente, dizendo que o presidente perguntou sobre minha participação, mas criou-se uma versão, repetida muitas vezes pelos senadores da CPI, que até pediu para o presidente desmentir. O presidente não pode desmentir o que nunca disse.

Segundo ele, tudo será esclarecido:

— Era importante para a CPI ter alguma coisa para se apegar. Hoje vamos encerrar esse grande mal entendido.

Barros disse que defendeu a permanência do ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, no cargo. Ele saiu em março, após ser muito criticado pela forma como a pasta lidou com a pandemia. O senador Omar Aziz reagiu:

— Pelo amor de Deus, deputado!

Caso Global

Também em sua fala inicial, Barros defendeu sua atuação como ministro da Saúde, no governo de Michel Temer (MDB). Sobre o contrato da Global, ele disse que o atraso foi em parte culpa da empresa, mas também da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que teria atrasado a autorização para a importação. Segundo Barros, a Global também ganhou ações na justiça para manter o contrato.

Renan exibiu o vídeo de uma reportagem mostrando o atraso na entrega dos remédios que deveriam ser fornecidos pela Global, mostrando inclusive uma paciente com doença rara que morreu. Barros negou ter reponsabilidade sobre qualquer morte e disse que houve óbitos mesmo com a disponibilidade de medicamentos, porque alguns deles apenas melhoram a qualidade de vida, mas não curam.

— Quando a Global não conseguiu, entregou parte, mas não o todo, foi chamada a [empresa farmacêutica] Sanofi, que é detentora da patente, e também está no processo, a Sanofi também atrasou na entrega. Então não posso aceitar que venham relacionar a minha responsabilidade à morte de qualquer brasileiro — disse Barros.

Barros alegou que há acórdãos do Tribunal de Contas da União (TCU) permitindo a adoção do pagamento antecipado de medicamentos, como ocorreu no caso da Global. Disse ainda que a Pfizer recebeu de forma antecipada. Ele também afirmou haver outro acórdão do TCU dizendo que não havia impedimento para a contratação da Global ou da Precisa. Renan disse que não seria possível comparar Global e Pfizer. Já o senador governista Marcos Rogério (DEM-RO) lembrou que o Consórcio Nordeste pagou antecipadamente, mas não recebeu os respiradores comprados. Entre os integrantes do consórcio está o governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), que é filho do relator da CPI.

Presidente não desmentiu

Segundo o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), Bolsonaro poderia ter evitado a presença de Barros na CPI:

— As acusações foram feitas pelo deputado Luis Miranda, não desmentidas pelo presidente da República. O presidente poderia ter evitado esse constrangimento para seu líder. Não desmentiu. Por isso a presença aqui.

À PF, Luis Miranda falou do caso envolvendo a Global, empresa sócia da Precisa que em 2018 recebeu dinheiro para fornecer medicamentos para doenças raras, mas nunca os entregou.

— Porque o meu irmão focou em falar para o presidente do histórico da empresa, ele era testemunha desses problemas e conhecia muito profundamente o caso. E o presidente não olha para mais nada, olha para as matérias, bate o olho na matéria (do jornal “O Estado de S. Paulo”, que tem foto do Ricardo Barros em destaque) — disse Miranda, acrescentando: — O presidente bate o olho na matéria e diz assim: “Esse cara de novo? Vocês sabem me dizer se ele está envolvido nesse procedimento, nesse caso?”. As palavras do presidente nesse sentido, perguntando se a gente sabia alguma coisa do Ricardo Barros. E a gente fala assim, desculpa, presidente, a gente não tem nomes de pessoas para lhe dar.

Notificação judicial

O vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que Barros o notificou extrajudicialmente por declarações dadas ao programa “Profissão Repórter”, da TV Globo. “Notifica-se o senador Randolfe Rodrigues ainda nesta data quanto aos fatos falsamente veiculadas”, diz trecho da notificação lida pelo parlamentar. Randolfe lembrou então que os parlamentares têm garantida imunidade para poder fazer declarações sem medo de retaliação.

— O senador Randolfe foi notificado porque fez declarações que não são verdadeiras. E vou provar isso aqui — afirmou Barros.

Vítimas do tratamento precoce

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse ter recebido defensores públicos para tratarem de uma estratégia em defesa de pessoas que tiveram problemas em razão de remédios sem eficácia comprovada contra a Covid-19, ou das famílias de quem morreu após ingerir esses medicamentos. Na sessão de quarta-feira, ele, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e o relator Renan Calheiros (MDB-AL) defenderam ações judiciais para indenizar as vítimas e famílias.

Na sessão desta quinta-feira, a CPI também aprovou requerimento para tirar o sigilo do contrato da Covaxin. Ele era público e chegou a ser fornecido à CPI. Depois, o Ministério da Saúde impôs um sigilo de 100 anos.

Os senadores fizeram um minuto de silêncio pela morte do ator Tarcísio Meira, vítima da Covid-19.

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