PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Na Lagoa, uma tragédia sem culpados nem memorial Sérgio Botelho
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Na Lagoa, uma tragédia sem culpados nem memorial
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Na Lagoa, uma tragédia sem culpados nem memorial


Neste domingo, muitas famílias paraibanas vão chorar os 50 anos tristemente célebres da Tragédia da Lagoa, quando 35 pessoas – nelas incluídas 27 crianças -, morreram afogadas na Lagoa do Parque Solon de Lucena, vítimas de um acidente provocado por uma Portada(*) do Exército Brasileiro.

O Exército comemorava o Dia do Soldado.

A portada, que é usada por experientes soldados de infantaria, para a travessia de tropas em marcha, tinha a bordo passageiros inexperientes.

Foi uma tragédia.
O domingo de 24 de agosto de 1975, lembrado como um dia fatídico, transformou a pérgula e o gramado da lagoa num desfile sinistro de pais e mães a procura de filhos e parentes tragados pela lama.

Fomos recebidos pelo Major Neto e o Tenente Jari, e levamos uma maçada boa para sermos liberados.

Balanço geral.
O taxista Hermes Silva, que perdeu mulher e 5 filhos na tragédia, nunca recebeu a indenização que solicitou.

(*) Portada, erroneamente chamada de balsa é transporte exclusivamente militar, utilizado por infantaria do Exército e da Marinha.
A portada é uma ponte desmontável, só instalada quando no caminho da infantaria surgem rios, lagoas e similares.
Nada disso foi distribuído com adultos e crianças, a quem o governo militar quis obsequiar com um passeio turístico sobre as águas da lagoa, que resultou em mortes.

Em tempo (1): O major Neto, citado na matéria, foi por mim – Hilton Gouveia – descoberto como infiltrado no cursinho pré-vestibular Águia, de Amâncio Amadeus, que na década de 70 lecionava no Colégio Marista Pio X.
Em tempo (2): O advogado Cleanto Gomes é neto de Osias Gomes. Ele tem mais informações sobre as indenizações.


NOTA DO REDATOR DO BLOGdoGM – Cinco décadas depois dessa tragédia narrada por Hilton Gouveia, o preparo operacional das Forças Armadas está muito mais refinado, em termos de técnica e equipamentos modernos.

7º BATALHÃO DE ENGENHARIA DE COMBATE REALIZA INSTRUÇÃO DE PORTADA TÁTICA LEVE AOS SOLDADOS DO EFETIVO VARIÁVEL
Natal (RN) – No dia 13 de agosto de 2025, o 7º Batalhão de Engenharia de Combate – “Batalhão Visconde de Taunay” – realizou, na praia do “Y”, localizada nas instalações do 17º Grupo de Artilharia de Campanha, mais uma importante etapa da Instrução Individual de Qualificação (IIQ).

Durante a atividade, os militares aprenderam a identificar, transportar, manter e montar o material.
A instrução faz parte das matérias de Equipagens e Pontes, essenciais na formação do combatente de Engenharia.


O jovem Paulo Borges da Silva, de 23 anos, segue internado em estado grave no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, após ter sido, de acordo com a apuração da Polícia Civil, torturado e queimado na noite do dia 28 de agosto. Paulo, que estava em situação de rua e é viciado em drogas, foi espancado, amarrado e incendiado por criminosos ainda não identificados.
De acordo com a irmã da vítima, que foi ouvida pela Polícia Civil nesta semana, Paulo praticava pequenos furtos para sustentar o vício, mas a família reforça que, independentemente de seus atos, “nada justifica tamanha crueldade”. A irmã contou que Paulo viveu grande parte de sua vida nas ruas, especialmente após a morte de sua mãe, que também foi usuária de drogas.
A família só tomou conhecimento do caso após a repercussão na imprensa, que levou a Defensoria Pública a localizá-los. Desde então, Paulo tem recebido visitas e assistência no hospital, onde permanece em tratamento intensivo. “Ele está num quadro mais confortável hoje, mas ainda inspira muitos cuidados”, informou um representante da Defensoria.
A Polícia Civil segue investigando o crime, classificado como uma tentativa de homicídio. As autoridades enfrentam dificuldades nas investigações devido à falta de câmeras de segurança na área onde o ataque aconteceu, apesar de ser uma região comercial movimentada. As diligências continuam para identificar os autores do crime.

Na noite desta quarta-feira (28), um homem foi levado em estado grave ao Hospital de Trauma de João Pessoa após ter sido amarrado e atingido por fogo no Parque da Lagoa, localizado no centro da cidade. De acordo com informações fornecidas por testemunhas, o homem foi amarrado por desconhecidos, que em seguida atearam fogo em seu corpo.
A Polícia Militar foi acionada e realizou procedimentos necessários para identificar e capturar os responsáveis pelo crime. O caso causou grande comoção entre os frequentadores do local e moradores das proximidades.
O estado de saúde da vítima, até o momento da publicação desta reportagem, não foi divulgado pelos socorristas e pelo hospital. A polícia continua com as investigações para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e encontrar os autores do ato de violência.
T5

Neste domingo, dia 5, uma árvore desabou no Parque da Lagoa, na cidade de João Pessoa. Apesar do susto, não houve feridos, pois a área costuma ter pouca movimentação de pedestres nesse dia.
A queda da árvore ocorreu próximo às paradas de ônibus do local, bloqueando duas faixas de trânsito importantes para o fluxo dos veículos.
Essas faixas são utilizadas regularmente pelos ônibus que circulam na área.
No mês de fevereiro, uma ventania com velocidades de até 74km/h derrubou mais de 80 árvores na cidade. De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam), mais da metade dessas árvores eram de grande porte, representando um risco significativo para a população e para o tráfego local.

Um corpo foi encontrado boiando no Parque da Lagoa, no Centro de João Pessoa. O caso foi registrado na tarde deste domingo (18).
Segundo0 a polícia são de que um homem foi encontrado morto com três tiros, duas lesões na cabeça, e marcas de pedradas. Ele estava com mãos e pernas amarrados
A identidade não foi revelada, mas o corpo é de um homem com barba e com aparência de menos de 30 anos. Até as 14h deste domingo, não havia informações da identidade do homem e a motivação do crime.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para o local e fez a remoção do cadáver da Lagoa do Parque Solon de Lucena.
Um Homem com aproximadamente 37 anos de idade, apresentando sinais de embriagues se jogou na Lagoa do Parque Solon de Lucena no Centro de João Pessoa, na tarde desta segunda-feira,20, o que chamou a atenção de várias pessoas que por alí transitavam. O corpo de bombeiros foi solicitado e de logo socorreu a vítima, a retirando das águas, mas, lamentavelmente o homem veio a óbito.
Há informações de que a víitima chama-se Mateus e reside no Alto do Mateus em João Pessoa. O corpo do homem já está no DML.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o homem é morador do bairro Renascer, em Cabedelo, e teria entrado na lagoa para pescar alguns peixes, no entanto, ao mergulhar, não retornou à superfície.
A vítima foi encontrada desacordada na Lagoa e logo foi conduzida pela equipe dos bombeiros para a tentativa do processo de respiração artificial e reanimação cardiopulmonar (RCP).
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Disparos de revólver na tarde de hoje nas imediações do monumento A Pedra do Reino, no Parque da Lagoa, geraram pânico e muita correria. Com o barulho dos tiros e a presença de policiais militares, muitos pedestres correram para se abrigar nas lojas. Algumas chegaram a fechar as portas por cautela. Os curiosos, contudo, se aglomeraram para ver o que estava acontecendo.
Um jornalista que estava no local no momento dos tiros contou a reportagem que se tratava de uma perseguição da polícia a bandidos, aparentemente sem vítimas. “Os policiais dispararam por advertência, mas como tinha muita gente por perto, isso gerou uma confusão generalizada”, explicou ele.
A Polícia Militar informou que o tumulto começou quando um homem teve o carro roubado por dois individuos quando saía do estacionamento do Banco do Brasil perto do Shopping Tambiá. Os assaltantes saíram com o veículo na contramão e desceram no sentido da Lagoa. Um outro carro seguiu e conseguiu interceptar o automóvel roubado
. Os bandidos foram imobilizados pela população e a imagem que as redes sociais mostraram é do momento em que a PM conduz a dupla de assaltantes para a Central de Polícia.
A TRAGÉDIA DA LAGOA :
Escrito Por Gilvan de Brito
Fui testemunha, no dia 24 de agosto de 1975, de uma das maiores tragédias que se abateram sobre a cidade de João Pessoa. Presenciei o naufrágio de um barco colocado pelo Exército, sem a segurança necessária do equipamento de salva-vidas, para circular nas águas da Lagoa do parque Solon de Lucena, durante uma semana. O barco – uma chata de transporte de material do Exército, nos rios – conduzia algo em torno de 60 pessoas de cada vez, num passeio para alegrar as crianças, com duração de 10 minutos, em comemoração da Semana do Soldado. Na última volta, num domingo às 17:10, grande número de crianças correu para ocupar uma vaga, provocando uma superlotação de aproximadamente 200 pessoas. O comandante da chata, um soldado do Exército, relutou durante alguns minutos para dar partida, mas terminou cedendo aos apelos das crianças e de alguns de seus pais, e tomou o caminho, no sentido horário. Partiu da localidade onde se inicia a avenida Getúlio Vargas (que por ironia do destino suicidara-se num dia 24 de agosto de 1954, como aquele, no Rio de Janeiro).
O barco saiu remoendo com o excessivo peso, passou perto do Cassino da Lagoa e seguiu, a uma distância de dez metros da orla. Quando se aproximava da rua Padre Meira, justamente onde se localizava o escoadouro subterrâneo de águas, destinadas ao Sanhauá (local mais profundo), começou a afundar,
lentamente. Corri e peguei meu carro, dirigi-me com urgência à rádio Tabajara, que funcionava onde hoje é o Forum, à rua da Palmeira, subi os degraus pulando de dois em dois, entrei na cabine e constatei que a emissora estava transmitindo o jogo de Campinense e C.S.A de Alagoas, diretamente de Campina Grande. Pedi a Geraldo Cavalcante para passar o som e dirigi-me diretamente ao Corpo de Bombeiros solicitando sua presença na Lagoa para salvar dezenas de pessoas que se afogavam após o naufrágio do barco, Os soldados, que ouviam o jogo (não existia celular) correram para uma camionete onde colocaram pequenos barcos movidos à motor e rumaram para a Lagoa.
Chegaram em 4 minutos (Bombeiros tinham a sede à rua Maciel Pinheiro, a 3 k do local do sinistro). Resultado, salvaram entre 80 a cem pessoas, retiradas das águas turvas da Lagoa. Ainda assim, morreram 35 antes de sua chegada (28 crianças e 6 adultos). Anos após resolvi contar a história num livro intitulado “Opus Diaboli” (depois de 33 anos), que foi premiado e publicado pela Funjope. Sobre este livro, o poeta e escritor Lau Siqueira, produziu um belíssimo comentário, destacando com a sua conhecida verve, aspectos da tragédia contadas na publicação:
“GILVAN DE BRITO E SUA OPUS DIABOLI”
Texto publicado no Jornal da Paraíba em 21.10.12
Por Lau Siqueira
“As tragédias cumprem um papel determinante no destino dos povos. Na Paraíba nunca foi diferente. Afinal, foi uma tragédia que determinou o nome atual da capital João Pessoa. Alguns acontecimentos vão se distanciando, caminhando para o esquecimento, mas, jamais ficarão impunes diante da história. Os fatos ocorridos do dia 24 de agosto de 1975 (em comemoração ao Dia do Soldado) na Lagoa do Parque Solon de Lucena exigiam um relato de fôlego há 36 anos. Foram trinta e cinco mortos. Entre os quais vinte e nove crianças. No triste cenário, uma embarcação do Exército Brasileiro que afundou nas águas da nossa Lagoa. O livro “Opus Diaboli – A Lagoa e outras tragédias”, do jornalista e escritor paraibano Gilvan de Brito busca mover o moinho do tempo com esta e outras águas passadas.
Os militares que governavam o país com mão de ferro foram os protagonistas desta tragédia anunciada. A irresponsabilidade esteve no comando do triste espetáculo. Mais de cento e cinquenta pessoas equilibravam-se numa embarcação com capacidade para pouco mais de sessenta pessoas sentadas. Gilvan de Brito estava lá quando tudo aconteceu e até fez a cobertura jornalística. Com sua larga experiência de redação e reconhecido talento de escritor e dramaturgo, soube como ninguém registrar neste livro um fato que se tornou inesquecível para os pessoenses.
Em “Opus Diaboli – A Lagoa e outras tragédias” Gilvan estabeleceu um marco simbólico. Apenas este resgate já teria um imenso valor histórico e literário. Todavia, o espírito inquieto e investigativo do autor foi buscar a demarcação de outras tristezas. O primeiro registro foi em 1501, quando Américo Vespúcio narrou a antropofagia cometida pelos índios de Baía da Traição contra três marinheiros. A chacina dos 600 habitantes de Tracunhaém pelos índios potiguaras também faz parte de uma coletânea de fatos que sangraram a história desta Paraíba velha de guerra.
Publicado com recursos do Fundo Municipal de Cultura – FMC, o livro de Gilvan é marcado por um diálogo denso entre a percepção aguda do repórter e a magia criadora do escritor. É desta forma que o pulsar da história nos arrasta página por página. Como bem diz o jornalista Jackson Bandeira no posfácio da obra, “sem este livro estaria faltando alguma coisa na historiografia paraibana”. Essa capacidade de conjugar o melhor jornalismo com o talento literário reafirma o escritor de Opus Diaboli na galeria dos autores paraibanos imprescindíveis. Aqueles que traduzem a pulsação das ruas e as razões do que nem sempre interessa como notícia. Até mesmo a agonia dos que perderam entes queridos naquela tarde sorumbática foi lembrada neste relâmpago da memória. Enfim, um livro que vale a pena ser lido.”
www.reporteriedoferreira.com.br Por Gilvan de Brito, Jornalista, Advogado e Escritor.