Joias sauditas recebidas por Bolsonaro foram a leilão em site dos EUA

Kit da marca de luxo Chopard, contudo, não foi arrematado

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iG Último Segundo

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Joias sauditas da marca Chopard foram colocadas em leilão
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Joias sauditas da marca Chopard foram colocadas em leilão

O kit de joias da marca Chopard que foi enviada a Jair Bolsonaro (PL ) por autoridades sauditas esteve à venda em um site norte-americano de leilões em fevereiro deste ano. Entretanto, os itens não foram comprados.

De acordo com o site “Live Auctioneers”, o lance inicial para adquqirir os itens de luxo era de US$ 50 mil (cerca de R$ 245 mil) na cotação atual, e o valor estimado para vender as joias era entre US$ 120 mil e US$ 140 mil (entre R$ 588 mil e R$ R$ 686 mil).

O kit enviado por autoridades da Arábia Saudita e recebido por Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia, só foi posteriormente devolvido ao Estado Brasileiro porque não ter sido arrematado pelo site dos Estados Unidos.

Na manhã desta sexta-feira (11), a Polícia Federal deflagrou a Operação Lucas 12:2 para investigar a suposta tentativa de vender bens de alto valor patrimonial entregues ao governo por autoridades estrangeiras em viagens oficiais.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão: dois em Brasília (DF), um em São Paulo (SP) e um em Niterói (RJ).

Entre os alvos estiveram o tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ; o pai dele, general Mauro César Lourena Cid; Osmar Crivelatti, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e tenente do Exército; e o advogado Frederick Wassef, que já defendeu o ex-mandatário e a família dele em processos na Justiça.

Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no inquérito que apura as ações das chamadas  “milícias digitais”.

A operação foi batizada de Lucas 12:2 em referência ao versícula da Bíblia, que diz: “Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido”.




Barrado na ALPB projeto do “kit do capitão” que distribuiria hidroxicloroquina aos profissionais da saúde da PB

Em meio a tantos deslizes por parte do Ministério da Saúde, na condução da pandemia do novo coronavírus, a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) derrubou por 14 votos a 12 (além de duas abstenções), o projeto de lei do líder da bancada de oposição, deputado estadual Cabo Gilberto (PSL), que queria obrigar o governo do estado a distribuir para os profissionais de saúde que estão na linha de frente no combate à covid-19 um kit de medicamentos composto pela Ivermectina, Vitamina D e Zinco, Azitromicina e Hidroxicloroquina, que foi apelidado de ‘kit Capitão’.

O deputado estadual Anísio Maia (PT) foi um dos que se colocou contra o projeto. Segundo ele, a proposta não tinha base cientifica para se mostrar eficaz.

“Os medicamentos de prevenção são válidos, mas eles devem ser indicados pelos médicos e não por nós deputados”, disse Maia, destacando que A iniciativa, remanescente de agosto do ano passado e denominado de “kit do capitão”, chegou a obter parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e estava acompanhado de uma emenda do deputado Taciano Diniz (Avante).

A emenda obrigava prévia receita médica, mas, mesmo assim, do mesmo jeito que aconteceu na Comissão de Saúde da Casa, a matéria terminou barrada pelo plenário depois de intensa discussão.

Mesmo ponderando suas posições depois de conhecer a emenda do deputado-médico Taciano Diniz, o primeiro a contestar o projeto foi o deputado Anízio Maia (PT), para quem a matéria contrariava as orientações científicas desde o começo da pandemia.

O deputado Cabo Gilberto autor do projeto lembrou que o projeto não é recente e que ganhando a emenda do deputado Taciano Diniz só teria a contribuir no combate à covid-19, especialmente no que se refere a oferecer mais um apoio dos poderes públicos àqueles profissionais que atuam na linha de frente nos hospitais e postos de saúde do estado.

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