Putin compra briga com os EUA e agradece apoio da Coreia do Norte
Presidente da Rússia e Kim Jong-un se reuniram nesta quarta-feira (19) em Pyongyang
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José Coutinho
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Mikhail METZEL
Putin e Kim Jong-un durante encontro em Pyongyang
Nesta quarta-feira (19), Vladimir Putin, presidente da Rússia, e Kim Jong-un, líder supremo da Coreia do Norte, se reuniram em Pyongyang. O russo comprou briga com os EUA ao afirmar que está lutando contra a hegemonia do país norte-americano e de países aliados.
Esta é a primeira viagem de Putin à Coreia do Norte em 24 anos. Antes da reunião, Putin participou de uma cerimônia de boas-vindas com a presença de militares e civis.
Após a cerimônia, Kim e Putin conversaram em tom amigável e de aliança. O presidente da Rússia agradeceu o apoio que ele destacou como “inabalável” do país asiático à política russa, inclusive no que diz respeito à Ucrânia.
Do lado dos EUA, os americanos deixam claro que temem a aproximação entre Rússia e Coreia do Norte, já que a “nova relação” poderia influenciar na possível contribuição dos russos para o programa nuclear e armamentista dos asiáticos.
O líder norte-coreano, por sua vez, avaliou que as relações entre Rússia e Coreia do Norte estão entrando em um período de mudanças positivas. Ainda durante a reunião, Putin fez questão de convidar Kim Jong-un para uma reunião em Moscou.
Coreia do Norte transmite misteriosa mensagem codificada no Youtube
Na conta do Youtube da rádio estatal de Pyongyang foi publicado um vídeo em que uma locutora lê uma estranha mensagem com um conjunto de códigos digitais. No vídeo, a locutora descreveu seu texto como “uma missão de revisão de tecnologias de informação da universidade de educação à distância para os agentes da expedição nº 719”
Líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un (Foto: KCNA/via REUTERS)
Agência Sputnik – Na conta do Youtube da rádio estatal de Pyongyang foi publicado um vídeo em que uma locutora lê uma estranha mensagem com um conjunto de códigos digitais. Pouco depois, o vídeo foi deletado.
O vídeo, intitulado 0100011001-001, tinha um minuto de duração, e nele a locutora descreveu seu texto como “uma missão de revisão de tecnologias de informação da universidade de educação à distância para os agentes da expedição nº 719”.
Ela também repetiu frases como “número 23 na página 564, número 19 na página 479, número 20 na página 694”. O vídeo foi visualizado mais de cinco mil vezes antes de ser eliminado do canal.
Os jornalistas sul-coreanos consideram-no uma “mensagem codificada” para os agentes secretos do país no exterior. É a primeira vez que a Coreia do Norte utiliza o canal do Youtube para enviar mensagens a seus agentes, embora a rádio tenha realizado regularmente transmissões similares desde a Guerra Fria, segundo a agência Yonhap.
Ao mesmo tempo, na descrição no canal do Youtube da emissora de Pyongyang foi publicada uma mensagem com um conteúdo semelhante, porém com números diferentes.
Coreia do Norte explode e destrói escritório de relações com a Coreia do Sul
Prédio foi erguido na cidade fronteiriça de Kaesong em 2018 como parte de uma série de projetos que visavam reduzir as tensões entre as duas Coreias.
Por G1
Fumaça do Complexo Industrial Kaesong, em imagem feita do lado sul em Paju, na Coreia do Sul — Foto: Reuters
A Coreia do Norte explodiu nesta terça-feira (16) o escritório conjunto de coordenação de relações com a Coreia do Sul, na cidade fronteiriça de Kaesong, informou o ministério da Unificação. Ação de Pyongyang, que é muito simbólica, eleva a tensão na península em um momento em que as negociações sobre o programa nuclear estão paralisadas.
O ministério da Unificação, que trata das relações entre as duas Coreias, informou que a explosão do escritório de Kaesong ocorreu às 14h49 no horário local (2h49 em Brasília). Pouco antes, a agência de imprensa sul-coreana Yonhap tinha relatado uma explosão no complexo industrial onde o escritório está localizado.
O escritório de ligação inter-coreano foi inaugurado em 2018 como parte de uma série de projetos que visam reduzir as tensões entre as duas Coreias. O imóvel dispunha de escritórios separados para o Norte e o Sul, assim como uma sala de conferências comum.
O complexo, onde trabalhariam ao menos 20 representantes de cada país, permanecia aberto as 24 horas do dia, durante todo o ano. Porém, estava fechado desde janeiro por causa da pandemia de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.
O escritório, que teria sido construído com dinheiro sul-coreano, foi a primeira estrutura desse tipo desde a divisão das duas Coreias em 1945. A iniciativa é considerada um símbolo da política de envolvimento do presidente sul-coreano, Moon Jae-in.
Oficiais das Coreias inauguram escritório conjunto em Kaesong em setembro de 2018 — Foto: Korea Pool / AFP Photo
Aumento na tensão
A agência oficial de notícias da Coreia do Norte afirmou que o país destruiu o escritório em uma “explosão terrível”, porque seu “povo enfurecido” estava determinado a forçar aqueles que abrigaram a “escória humana” a pagar caro por seus crimes. Aparentemente, a mensagem faz referência a desertores norte-coreanos que, durante anos, lançaram panfletos fazendo críticas contra Pyongyang.
Os panfletos, lançados com balões na direção do território norte-coreano ou dentro de garrafas enviadas pelo rio que estabelece a fronteira, contêm críticas a Kim Jong-un na área dos direitos humanos ou por seu programa nuclear.
Desde o início do mês, Pyongyang intensifica os ataques verbais contra Seul, sobretudo contra os desertores norte-coreanos, ameaçando tomar medidas de retaliação sobre os folhetos. Na semana passada, o regime norte-coreano anunciou o fechamento dos canais de comunicação polícia e militar com o “inimigo” sul-coreano.
No sábado (13), a mídia estatal norte-coreana informou que Kim Yo Jong, irmã de Kim, que é a principal autoridade do Partido dos Trabalhadores no poder, havia ordenado que o departamento encarregado dos assuntos inter-coreanos “realizasse de maneira decisiva a próxima ação”, e que “em pouco tempo, seria vista uma cena trágica do inútil escritório de ligação conjunta norte-sul”.
O presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder da Coreia do Norte Kim Jong-un dão um aperto de mão durante encontro em Panmunjom, dentro zona desmilitarizada que separa os dois países — Foto: Korea Summit Press Pool/via Reuters
O Norte ameaçou abandonar um acordo bilateral de redução de tensão de 2018, que, segundo observadores, poderia permitir que o Norte desencadeasse confrontos nas fronteiras terrestres e marítimas, segundo a Associated Press.
Na segunda-feira, Moon fez um apelo à Coreia do Norte para que parasse com as animosidades e retornasse às negociações, dizendo que as duas Coreias não devem reverter os acordos de paz que Kim Jong-un e ele chegaram durante as cúpulas de 2018.
Negociações de paz
Em 12 de junho de 2018, Kim Jong-un encontrou-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Singapura, e se comprometeu em desmontar o seu programa nuclear. O documento final em que a Kim se engajava com o fim da produção de armas nucleares e a desnuclearização completa da península coreana, porém, não contava com metas ou cronograma para que isso acontecesse.
O compromisso com o desmonte do programa nuclear já consta na Declaração de Panmunjon, assinada após o encontro de líderes das duas Coreias, em abril de 2018.
As negociações sobre o programa nuclear estagnaram com o fracasso de uma segunda reunião Trump-Kim, realizada em Hanói, no Vietnã, em fevereiro de 2019.
Pyongyang tenta condicionar o desmantelamento do seu programa nuclear em troca do relaxamento das sanções econômicas impostas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que atingem duramente a economia local. Já Estados Unidos exigem o desmantelamento completo do Complexo de Yongbyon – parque nuclear considerado chave para a Coreia do Norte — para suspender as sanções.
www.reporteriedoferreira.com.br Por G1
Kim Jong Un estaria morto, segundo site internacional
De acordo com uma rede de transmissão de Hong Kong, Kim Jong Un pode estar morto. Uma revista japonesa informa que o homem-foguete da Coréia do Norte está em um “estado vegetativo” depois de ser submetido a uma cirurgia cardíaca no início deste mês.
Um vice-diretor da HKSTV Hong Kong Satellite Television, uma rede de transmissão apoiada por Pequim em Hong Kong, afirmou que Kim estava morto, citando uma “fonte muito sólida”. Seu post no aplicativo de mensagens chinês Weibo foi amplamente compartilhado nas mídias sociais, de acordo com um relatório do International Business Times.
Já outros relatórios não confirmados, atribuídos a fontes do partido em Pequim, disseram que uma operação para inserir um stent deu errado porque as mãos do cirurgião estavam tremendo muito.