EUA: Donald Trump e Kamala Harris aparecem empatados em nova pesquisa eleitoral

De acordo com a sondagem, o republicano Trump tem 48% dos votos, enquanto a democrata Harris possui 47%

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Fotomontagem de Kamala Harris e Donald Trump criada em 22 de julho de 2024
Brendan Smialowski

Fotomontagem de Kamala Harris e Donald Trump criada em 22 de julho de 2024

Uma pesquisa publicada neste domingo (8) pelo New York Times/Siena College mostra que os candidatos Donald Trump e Kamala Harris continuam empatados em uma semana crucial para as eleições americanas de novembro. De acordo com a sondagem, o republicano Trump tem 48% dos votos, enquanto a democrata Harris possui 47%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro de três pontos percentuais. Este resultado é praticamente idêntico ao encontrado em uma pesquisa realizada no fim de julho, após a desistência do presidente Joe Biden de buscar a reeleição.

Os resultados da pesquisa estão alinhados com as sondagens nos sete estados-pêndulo que determinarão o resultado das eleições presidenciais. Nessas regiões, Kamala Harris aparece empatada com Donald Trump ou mantém uma pequena vantagem, conforme as médias de pesquisa do New York Times. Essas sondagens refletem uma disputa extremamente acirrada.

Os dois candidatos participarão na próxima terça-feira do primeiro — e possivelmente único — debate da eleição, que ocorrerá em Filadélfia, Pensilvânia, um dos sete estados decisivos. Kamala Harris chegou a Pittsburgh, na Pensilvânia, na quinta-feira para se preparar para o debate, enquanto Donald Trump intensificou suas aparições públicas recentemente. O debate de 90 minutos será transmitido pelo canal ABC a partir das 21h (22h de Brasília). Até o momento, não há outros debates agendados até as eleições de 5 de novembro.

A pesquisa revela que 28% dos prováveis eleitores afirmam precisar saber mais sobre Kamala Harris, enquanto apenas 9% disseram que ainda precisam conhecer as propostas de Donald Trump. Comparados aos 5% dos eleitores que estão indecisos ou não inclinados para nenhum dos candidatos, os dados sugerem um eleitorado que pode ser mais fluido do que aparenta.

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Alguns eleitores que consideram votar em Kamala Harris indicaram que esperam mais informações sobre suas políticas antes de tomar uma decisão final. Dawn Conley, uma empresária de 48 anos de Knoxville, Tennessee, expressou dúvidas sobre os planos de Harris, o que está influenciando sua decisão de votar em Trump.

“Não sei quais são os planos de Kamala” disse ao New York Times. “É meio difícil tomar uma decisão quando você não sabe qual será a plataforma do outro partido.”

A vice-presidente Kamala Harris, a primeira mulher, negra e de origem asiática a ocupar o cargo, enfrentará o desafio de combater a percepção sexista que pode rotulá-la como “estridente” se se afirmar demais, segundo a professora Rebecca Gill.

Mark Feldstein, analista de mídia da Universidade de Maryland, observou que os riscos são maiores para Kamala Harris em comparação com Donald Trump, já que o ex-presidente é amplamente conhecido, enquanto Harris ainda precisa se apresentar para a maioria dos eleitores. Ela pode se beneficiar de sua experiência como ex-promotora, especialmente ao enfrentar um ex-presidente condenado por acusações criminais, aplicando uma abordagem que combine firmeza com imparcialidade.

“Os riscos são maiores para Kamala do que para Trump porque ele já é muito conhecido, enquanto ela ainda precisa explicar quem é para a maioria das pessoas”, afirmou à AFP Mark Feldstein, analista de mídia da Universidade de Maryland.




Biden se despede em discurso emotivo e passa o bastão eleitoral para Kamala Harris

Kamala Harris disputará a Casa Branca com o republicano Donald Trump

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AFP

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a vice-presidente, Kamala Harris, na Convenção Democrata de Chicago, em 19 de agosto de 2024
ROBYN BECK

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a vice-presidente, Kamala Harris, na Convenção Democrata de Chicago, em 19 de agosto de 2024

O presidente dos Estados Unido, Joe Biden , se despediu na segunda-feira (19) à noite com um discurso emocionado e após uma grande ovação na Convenção Nacional Democrata, em Chicago, onde passou o bastão eleitoral para a vice-presidente Kamala Harris, que disputará a Casa Branca com o republicano Donald Trump.

“América, eu dei o meu melhor a você”, disse Biden, de 81 anos, citando o trecho da canção “American Anthem”, de Gene Scheer, que foi gravada por Norah Jones e que ele também mencionou em seu discurso de posse em 2021.

“Eu cometi muitos erros na minha carreira, mas dei meu melhor a vocês”, insistiu.

Biden, que desistiu de disputar a reeleição em julho, depois das críticas por sua idade avançada, não desperdiçou a oportunidade de falar sobre o tema. “Disseram que era muito jovem para ser senador por não ter 30 anos e muito velho para seguir como presidente”, disse, arrancando risadas da plateia.

“Mas espero que saibam o quanto sou grato a todos vocês”, completou.

O presidente foi recebido com gritos de “Nós amamos Joe!” e “Obrigado, Joe!” por milhares de democratas, que o aplaudiram de pé.

Apesar dos momentos nostálgicos em que resumiu meio século de vida política, o discurso de uma hora de Biden foi veemente, concentrado na luta que Harris e o partido têm pela frente contra o ex-presidente republicano Donald Trump nas eleições de novembro.

O presidente criticou diretamente Trump e pediu aos eleitores que escolham para comandar Casa Branca “uma promotora, ao invés de um criminoso condenado”, uma referência ao antigo cargo de Harris e ao veredicto emitido contra o magnata em Nova York em um dos processos judiciais contra ele.

“A democracia prevaleceu e agora a democracia precisa ser preservada”, disse Biden, depois de acusar Trump de promover o ódio.

“Não há espaço nos Estados Unidos para a violência política”, disse o presidente, que pediu aos democratas que continuem “avançando, e não retrocedendo”.

Emoção

Apresentado por sua filha Ashley, Biden enxugou as lágrimas por alguns segundos, assim como Harris, que alguns minutos antes subiu ao palco para iniciar o evento e agradecer ao presidente, a quem descreveu como “incrível”.

Muitas pessoas choraram durante a noite agridoce de Biden.

“O discurso foi incrível”, disse Alexis Rossum, da Louisiana. “Acho que ele fez um grande trabalho emocionando a todos, repassando as suas conquistas e as de Kamala, nos encorajou a votar e garantiu que estamos no caminho correto”, acrescentou.

“Ele passou o controle para uma promotora jovem e vibrante que está pronta para agir”, afirmou Azziem Underwood, de Seattle. “Ele parecia bem, pensei ‘por que ele se aposentou? Estava excelente hoje'”, completou.

Algumas horas antes, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton emocionou os participantes da convenção com um discurso otimista. “Algo está acontecendo nos Estados Unidos (…) Algo pelo qual trabalhamos e sonhamos há muito tempo”, disse.

Mas a política, que perdeu as eleições presidenciais para Trump em 2016, alertou para o desafio das próximas semanas e pediu que todos “trabalhem mais duro do que nunca”.

Hillary afirmou que é necessário impedir “os perigos que Trump e seus aliados representam” e disse que o republicano fez “seu próprio tipo de história: o primeiro candidato à presidência condenado por 34 acusações”.

A plateia respondeu ao discurso aos gritos de “prendam ele”.

Além dos elogios políticos, a convenção democrata abriu espaço para vozes a favor do acesso ao aborto, principal questão da plataforma de Kamala Harris, e uma pedra no sapato dos republicanos.

Gaza

Apesar da imagem de unidade e emoção que os democratas querem apresentar na convenção, o sentimento não é unânime.

Quase 30 delegados que integram o movimento “Não Comprometidos” chegaram ao evento incomodados com a posição do governo Biden-Harris a respeito da guerra em Gaza.

Asma Mohammed, delegada de Minnesota, disse que está decepcionada com a ausência de uma voz pró-palestina na convenção e teve uma opinião dissonante na despedida simbólica de Biden.

“Acho que o partido precisava de uma mudança. Não fico triste com a saída de alguém que apoiou descaradamente um regime genocida em Israel”, disse.

O grupo é uma pequena minoria, considerando que o evento conta com quase 5.000 delegados, mas a causa faz barulho: quase mil pessoas protestaram na segunda-feira no centro de Chicago contra a represália de Israel contra o Hamas em Gaza, que deixou mais de 40.000 mortos.

Biden, surpreendentemente, reconheceu o descontentamento em seu discurso.

“Os manifestantes nas ruas têm um ponto. Muitas pessoas inocentes estão morrendo nos dois lados”, disse.

“Vamos continuar trabalhando para trazer os reféns para casa e acabar com a guerra em Gaza” entre Israel e o




Kamala aparece à frente de Trump em nova pesquisa eleitoral dos EUA; veja

Eleições nos EUA ocorrem dia 5 de novembro

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Kamala Harris e Donald Trump são candidatos à Casa Branca
Brendan Smialowski/ AFP

Kamala Harris e Donald Trump são candidatos à Casa Branca

Na pesquisa eleitoral divulgada neste domingo (18) pelo The Washington Post-ABC News-Ipsos , a democrata  Kamala Harris aparece à frente do republicano  Donald Trump na corrida pela presidência norte-americana. A margem de erro é de 2,5%.

As  eleições dos Estados Unidos ocorrem dia 5 de novembro deste ano. A atual vice-presidente, que assumiu o posto de candidata do Partido Democrata após a desistência de Biden , aparece com 49% das intenções de voto no cenário de disputa direta. Enquanto isso, Trump tem 45%.

Cenário com três candidatos

Segundo o levantamento, em um cenário simulado com um terceiro candidato mostra que Kamala apareceria 3 pontos percentuais a frente de Trump.

No cenário em que Robert F. Kennedy Jr. é o terceiro candidato, Kamala Harris lidera com 47%, enquanto Donald Trump tem 44% e Kennedy Jr., 5%. No início de julho, com Joe Biden no lugar de Harris, a situação era diferente: Trump tinha 43%, Biden 42% e Kennedy 9%.

A vantagem de três pontos percentuais de Harris, em uma disputa que conta com outros candidatos, é um pouco menor do que a margem de 4,5 pontos percentuais de Biden nas eleições de 2020, que garantiu a ele a vitória na corrida eleitoral.

De acordo com a pesquisa mais recente do The New York Times, Harris continua à frente, com uma vantagem de 3 pontos percentuais sobre Trump, obtendo 49% contra 47% para o ex-presidente.

Segundo os jornais norte-americanos, a eleição será acirrada, e a decisão pode ficar com os estados de Michigan, Pensilvânia, Wisconsin, Carolina do Norte, Geórgia, Arizona e Nevada.




Em meio a tosses, Biden volta a dizer que não vai desistir: “Estou em boa forma”

Ao longo do evento, Biden precisou interromper sua fala inúmeras vezes para recuperar a voz

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Joe Biden voltou a dizer, nesta quinta-feira (11), que não vai desistir de concorrer à presidência dos EUA
Reprodução / Youtube Casa Branca

Joe Biden voltou a dizer, nesta quinta-feira (11), que não vai desistir de concorrer à presidência dos EUA

Nesta quinta-feira (11), o  presidente Joe Biden afirmou novamente que não vai desistir de concorrer à reeleição para a presidência dos Estados Unidos.  Em entrevista coletiva, o líder norte-americano demonstrou fragilidade ao tossir várias vezes, mas garantiu que é a melhor escolha para representar o Partido Democrata.

Ao longo do evento, Biden precisou interromper sua fala inúmeras vezes para tossir e também recuperar a voz. Porém, mesmo demonstrando dificuldades, ele garantiu que continuará como candidato para enfrentar o ex-presidente Donald Trump.

“Acho que sou a pessoa mais qualificada para concorrer à presidência. Eu o venci uma vez e o vencerei novamente”, declarou. Ele também pontuou que quer “concluir o trabalho” que começou e que não está na disputa apenas pelo seu “legado”, citando inúmeras vezes dados da economia dos Estados Unidos.

Porém, mesmo tentando demonstrar força, Biden foi questionado pelos jornalistas sobre sua saúde. Uma das repórteres relatou que o presidente precisa dormir às 20h e perguntou como ele continuaria o trabalho à frente da Casa Branca “nessas condições” caso vença as eleições, mas ele negou a informação. “Em vez de começar todos os meus dias às 7h e ir para a cama à meia-noite, seria mais inteligente eu me controlar um pouco mais”, ironizou.

O líder estadunidense ainda falou que seus exames estão em dia. “Fiz três exames neurológicos significativos e intensos com um neurologista”, disse Biden, sendo o mais recente em fevereiro, segundo ele. “E eles dizem que estou em boa forma.”

Joe Biden volta a trocar nomes

O presidente dos Estados Unidos voltou a cometer uma gafe. Durante o discurso, ele trocou os nomes da vice-presidente Kamala Harris com o de Donald Trump. “Veja, eu não teria escolhido o vice-presidente Trump para ser vice-presidente se ela não fosse qualificada para ser presidente”, afirmou.

 




Democrata é eleito senador na Geórgia e amplia vantagem de Biden no Congresso

Estado tem papel decisivo para definir se Joe Biden vai começar o mandato com maioria nas 2 casas do Congresso

Joe Biden
Reprodução/Twitter

Joe Biden

Partido Democrata conquistou uma das duas vagas do Senado em disputa no estado da Geórgia e está na frente na outra disputa, o que deve levar o presidente eleito dos Estados Unidos,  Joe Biden, a ter o controle do Congresso.

Com 98% das urnas apuradas, veículos de imprensa americanos confirmaram a vitória do democrata Raphael Warnock contra a republicana Kelly Loeffler. Já a disputa entre o democrata Jon Ossoff e o republicano David Perdue segue em aberto, mas com uma vantagem para o democrata.

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Os democratas têm atualmente 46 cadeiras no Senado, além de dois senadores independentes que geralmente votam com o partido. Já o Partido Republicano tem 50 cadeiras. Se os republicanos vencerem apenas uma das disputas, o presidente eleito terá minoria. Caso os democratas vençam as duas vagas em jogo, haverá um empate no número de assentos do Senado.

Caso aconteça o empate, o voto de minerva é do vice-presidente dos EUA, que exerce o cargo de presidente do Senado. O posto será ocupado pela democrata Kamala Harris.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por Ig