Homem assassinado em shopping em João Pessoa, respondia por homicídios e roubos no Paraná e Santa Catarina

Bruno Gustavo Felisbino, de 37 anos, morto a tiros em João Pessoa, respondia por diversos processos na justiça.

Homem assassinado em shopping em João Pessoa, responde por homicídios e roubos no Paraná e Santa Catarina

Bruno Gustavo Felisbino, de 37 anos, morto a tiros em João Pessoa, responde por diversos processos na justiça. Ao todo, são cerca de 25 processos desde documentos falsos, a roubos e homicídios nos Tribunais de Justiça dos Estados de Santa Catarina e Paraná, como verificou o ClickPB, junto ao site Jusbrasil.

Bruno Gustavo Felisbino, 37 anos, foi assassinado a tiros no Shopping Pátio Altiplano, na tarde desta quinta-feira (28) localizado no bairro do Altiplano, em João Pessoa. A vítima foi alvejada por diversos disparos de arma de fogo. Equipe do Samu foi acionada, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Bruno Gustavo por tráfico de drogas no Paraná: confira reportagem

Conforme apurou o ClickPB, Bruno Gustavo Felisbino foi executado a tiros no estacionamento subterrâneo do Shopping Pátio Altiplano. A Polícia Militar foi acionada, mas o suspeito de efetuar os disparos fugiu da cena do crime após cometer o homicídio.

Bruno Gustavo Felisbino é natural de Curitiba, no Paraná. A vítima estava trajando roupa de academia. A motivação do crime ainda é desconhecida. O caso será investigado pelos agentes da Delegacia de Homicídios de João Pessoa.

Veja processos no TJPR e TJSC

 

www.reporteriedoferreira.com.br/Clickpb




Tribunal de Justiça lança História da Comarca de Patos, da desembargadora Maria das Graças




Centro Integrado da Justiça realiza mutirão de serviços na próxima terça-feira em João Pessoa

Os serviços oferecidos no mutirão vão desde saúde, como vacinação, teste rápido, aferição de pressão e ajuda com o cartão do SUS, a orientações jurídicas. 

Cijus; mutirão; TRT-13; serviços; gratuitos

O Cijus oferece serviços gratuitos para toda a população, mas principalmente para aqueles em situação de vulnerabilidade.

O Centro Integrado da Justiça (Cijus) vai oferecer um mutirão de serviços gratuitos de cidadania em comemoração ao dia mundial da Justiça Social, na próxima terça-feira (20), das 8h às 14h, no Cijus, ao lado do Shopping Tambiá. Os serviços oferecidos vão desde saúde, como vacinação, teste rápido, aferição de pressão e ajuda com o cartão do SUS, a orientações jurídicas.

Também serão oferecidos cuidados pessoais, com corte de cabelo, maquiagem e designer de sobrancelha; até serviços sociais, com cadastro no programa pão e leite, impressão de currículos, atendimento para as pessoas com deficiência e banho solidário para as pessoas em situação de rua.

O Centro Integrado da Justiça Social (Cijus) é uma ação pioneira do Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (13ª Região) para promover Direitos Humanos e Justiça Social. Na prática, é um espaço que reúne diversos serviços úteis e gratuitos à população, principalmente as que se encontram em vulnerabilidade social e econômica, promovidos por oito parceiros interinstitucionais.

Neste grupo, estão incluídas desde pessoas em situação de rua até as desempregadas ou as que buscam acesso a informações e orientações jurídicas.

O local também oferta capacitações e cursos profissionalizantes em um ambiente totalmente preparado para atender ao público: o Laboratório de Inovação Social.

Confira os serviços ofertados no Cijus

Núcleo de Protocolo e Atendimento ao Público – TRT-13

  • Autuação de Ações Trabalhistas a termo (sem contração dos serviços de advogado);
  • Informações sobre acesso à Justiça do Trabalho (cidadão);
  • Informações processuais (jurisdicionado);
  • Informações gerais sobre a Justiça do Trabalho na Paraíba.

Defensoria Pública

  • Assistência jurídica gratuita;
  • Solicitações de segunda via de certidão de nascimento, casamento e averbação de divórcio;
  • Consulta processual (Processos da Justiça);
  • Encaminhamentos: certidão de óbito tardia, inventário/partilha, divórcio consensual ou litigioso, pensão alimentícia, direitos humanos;
  • Direito do Consumidor, da Pessoa Idosa, da Mulher e de vítimas de violência.

Sebrae/PB

  • Parcerias para o desenvolvimento de pequenos negócios.
  • Orientação empresarial para MEI, ME, EPP e, também, Pessoa Física;
  • Diagnóstico empresarial;
  • Após diagnóstico empresarial, encaminhamento para consultorias de gestão e inovação (Sebraetec);
  • Encaminhamento para Capacitações;
  • Encaminhamento para Atendimento pelo SEBRAE NA SUA EMPRESA (consultoria gratuita);
  • Orientação para capacitação EAD (Plataforma SEBRAE – cursos gratuitos);

Secretaria Estadual do Desenvolvimento Humano

Promover programas, projetos, serviços e benefícios no combate das desigualdades sociais no Estado, visando à melhoria da qualidade de vida da população em situação de exclusão social.

SINE-JP

  • Oferta de vagas e postos de trabalho;
  • Capacitação profissional;
  • Habilitação no seguro-desemprego;
  • Seleção de mão de obra.

Ministério Público do Trabalho (MPT-PB)

  • Acolhimento de denúncias trabalhistas(coletiva e de empresas de grande porte);
  • Formalizar pedido de mediação;
  • Realizar cadastros de órgãos e entidades;
  • Realizar inscrições em processos seletivos;
  • Prestar orientações sobre atuação do MPT.

SENAC

Realizar matrículas em cursos profissionalizantes nas áreas do comércio de bens, serviços e turismo.

Secretaria Estadual da Mulher e da Diversidade Humana

Atendimento humanizado às mulheres, população negra, comunidades cigana, quilombolas, de religião de matriz africana e afro-indígenas; migrantes, povos originários, indígenas e população LGBTQIAPN+, orientando sobre seus direitos e serviços disponíveis no Governo Estadual.

SENAI

Informações e matrículas em cursos de aperfeiçoamento, profissionalizantes e técnicos.

SERVIÇO

Centro Integrado da Justiça Social – CIJUS

Endereço: Avenida Dom Pedro I, nº 247, Centro (vizinho ao Shopping Tambiá)

Funcionamento: de segunda à sexta-feira, das 8h às 14h

Telefones: 3533-6193, 3533-6194 e 3533-6195

E-mail: cijus@trt13.jus.br

Com assessoria




Justiça: Dino e Lewandowski começam a discutir transição nesta segunda

A posse do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) na Justiça está marcada para 1º de fevereiro

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iG Último Segundo

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Atualizada às Lula anuncia Lewandowski para o Ministério da Justiça, ao lado de Flávio Dino e Janja

Ricardo Stuckert/PR – 11.01.2024

Lula anuncia Lewandowski para o Ministério da Justiça, ao lado de Flávio Dino e Janja

Nesta segunda-feira (22), ocorre a primeira reunião entre o atual e o futuro ministro da Justiça, Flávio Dino e Ricardo Lewandowski, para discutir a transição da pasta.

Lewandowski sugeriu o encontro. A posse ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) na Justiça será no dia 1º de fevereiro.

O novo ministro foi anunciado no dia 11 e já começou a montar sua equipe. Até o momento, ele convidou o procurador-geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Mário Luiz Sarrubbo, para assumir a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) — área que garantiu ser sua prioridade. Sarrubbo é próximo do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Além disso, ele convidou Ana Maria Alvarenga Mamede Neves, com quem trabalha desde 2010, para ser sua chefe de gabinete. Ela ocupava a mesma posição na equipe do ex-ministro quando ele trabalhava no STF.




Justiça Argentina suspende reforma trabalhista de Milei

A decisão suspende parte do ‘decretaço’ do novo presidente argentino, que modificou mais de 350 normas do país

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O decreto de Milei causou protestos e judicialização
Reprodução / CNN Brasil – 10.12.2023

O decreto de Milei causou protestos e judicialização

A Justiça Trabalhista da Argentina suspendeu, nesta quarta-feira (3), parte do “decretaço” anunciado pelo presidente Javier Milei, mais especificamente as medidas que dizem respeito à reforma trabalhista proposta pelo mandatário recém-empossado.

As mudanças propostas pelo novo presidente são polêmicas e desencadearam não apenas judicialização como também protestos nas ruas de diversas cidades da Argentina, que terminaram com presos, feridos e ameaças de cortes de benefícios sociais dos manifestantes .

Entre as medidas suspensas, estão a possibilidade de usar a participação de trabalhadores em protestos de rua como justa causa para demissão; a estipulação de períodos de experiência de oito meses; e mudanças no sistema de indenizações devidas a profissionais que pedem demissão.

A decisão judicial é uma medida cautelar, proferida em resposta a uma ação protocolada por uma central sindical junto à Justiça do Trabalho. Como a definição do foro adequado para julgar a ação ainda está em discussão, as mudanças legais ficam suspensas até segunda ordem.

O Decreto de Necessidade e Urgência (nome oficial do “decretaço”) anunciado no final de dezembro modificou ou revogou mais de 350 normas vigentes no país, visando desregular a economia em diversos setores, como a prestação de serviços de internet via satélite, medicina privada, regras do mercado de trabalho e da conversão de estatais em sociedades anônimas, facilitando processos de privatização.




Aliados de Lula veem Lewandowski com favorito para Ministério da Justiça

Ricardo Lewandowski. Foto: Reprodução

Por Andréia Sadi

Aliados do presidente Lula (PT) veem o ex-ministro Ricardo Lewandowski como o favorito para a vaga do Ministério da Justiça.

Com a saída de Flavio Dino para o STF, Lewandowski passou a ser o nome de consenso na base de Lula para evitar disputas entre alas da esquerda que almejam a vaga.

Nas palavras de um interlocutor de Lula ouvido por esta reportagem, “sem dúvida é o nome mais provável. Mas há muitos detalhes a serem conversados entre eles (Dino e Lewandowski) lá. É cedo”. Entre outras decisões do presidente estão o comando das políticas e a segurança pública no Ministério.

Na semana passada, Lewandowski negou qualquer sondagem ou convite. Ele ainda disse que indicação de Dino ao Supremo Tribunal Federal ter ocorrido enquanto ele viajava à Arábia Saudita — a convite do governo — foi uma “coincidência”.

Quem conhece Lewandowski, no entanto, diz avaliar que um convite feito pelo presidente seria “praticamente irrecusável”.

O Ministério da Justiça, por ser um cargo relevante ao Executivo, seria importante na articulação com os demais poderes. Lula, no entanto, não só não bateu o martelo como pode deixar a decisão para janeiro.

Se Lewandowski assumir, aliados de Dino defendem que Ricardo Cappeli — atual secretário-executivo do Ministério da Justiça — assuma a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

O ex-ministro tem experiência em projetos na área do sistema prisional, audiência de custódia, saúde dos presos e sistema de execução unificada —dos tempos de quando presidiu o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Justiça mantém prisão de Pe. Egídio que é conduzido a presídio especial em João Pessoa

 

O Padre Egídio Carvalho, acusado de desviar cerca de R$ 140 milhões do Hospital e Fundação Padre Zé, teve sua prisão mantida após audiência de custódia realizada na tarde desta sexta-feira (17) no Fórum Criminal de João Pessoa. Ele foi encaminhado para o Presídio Especial, localizado na região do 5º Batalhão da Polícia Militar, no bairro Valentina Figueiredo, destinado a presos com curso superior e direito a cela especial.

Amanda Duarte e Jannyne Dantas, também investigadas pelos desvios no hospital, tiveram suas situações definidas pelo juiz. Duarte será mantida em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, enquanto Dantas será encaminhada ao Presídio Feminino Júlia Maranhão em João Pessoa. As investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB) apontam que o religioso liderava um esquema criminoso que ocorreu entre 2013 e setembro deste ano.




Juri Popular condena Johannes Dudeck a pena de 32 anos em regime fechado

O júri popular  começou na manhã dessa  quinta-feira (16) e terminou por volta das 16h desta quinta-feira (17).

Johannes Dudeck é acusado de assassinar a estudante Mariana Thomaz no dia 12 de março de 2022 (Foto: Reprodução)

 

Johannes Dudeck foi condenado a 32 anos em regime fechado pelo estupro e feminicídio da estudante de medicina Mariana Thomaz. A sentença foi determinada na tarde desta sexta-feira (17), após quase dois dias de julgamento realizado no 1º Tribunal do Júri, no Fórum Criminal, em João Pessoa.

O júri começou na manhã de quinta-feira (16) e terminou por volta das 16h desta sexta-feira (17). O julgamento ocorreu após dois adiamentos, a portas fechadas por conta do segredo de justiça e foi presidido pelo juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior. Johannes Dudeck foi condenado a 32 anos de reclusão em regime fechado, por ter estuprado e assassinado a estudante de medicina Mariana Thomaz, em março de 2022. Ele está preso desde o dia 12 de março no presídio do Roger, onde deve cumprir a pena.

O Caso 

O corpo de Mariana Thomaz foi encontrado no dia 12 de março de 2022, após a polícia receber uma ligação do réu Johannes Dudeck informando que a estudante estava tendo convulsões. A investigação observou sinais de esganaduras, então Johannes foi preso no local e encaminhado para um presídio especial de João Pessoa.

O relatório final do inquérito indicou os crimes de feminicídio e estupro, conforme informações obtidas do laudo tanatoscópico do Instituto de Polícia Científica (IPC), exame feito para comprovar a existência de violência sexual.




EXCLUSIVO: desembargador rejeita pedido de liminar feito pela defesa do Padre Egídio

A decisão foi divulgada no sistema do Tribunal de Justiça da Paraíba nesta segunda-feira (06). O caso tramita em segredo de justiça.

Em outubro, o padre Egídio de Carvalho foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão da Operação Indignus (Foto: Reprodução)

O desembargador Ricardo Vital negou nesta segunda-feira (06) o pedido de liminar feito pela defesa do Padre Egídio no âmbito da investigação da Operação Indignus. Na última sexta-feira (03) a defesa do Padre Egídio, representada por Rawlinson Ferraz e sua banca de advogados de Recife, entrou com um pedido de habeas corpus para anular as provas obtidas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba sobre a denúncia de desvios de recursos do Hospital Padre Zé, como acompanhou o ClickPB.

A decisão foi divulgada no sistema do Tribunal de Justiça da Paraíba nesta segunda-feira (06). O caso tramita na Câmara Criminal, mas em segredo de justiça.

O pedido da defesa é para a total anulação de provas sob alegação de que a investigação do Gaeco partiu de uma denúncia anônima. Os advogados de defesa, do escritório em Pernambuco, José Rawlinson Ferraz, José Gaia Torres Ferraz e José Rawlinson Ferraz Filho, entenderam que deveriam ter sido coletadas provas mais robustas para embasar o processo.

Relembre o caso

O escândalo no Hospital Padre Zé veio à tona no mês de setembro, após uma denúncia de furto de celulares no local. Os equipamentos haviam sido doados pela Receita Federal para o hospital e deveriam ter sido vendidos em um bazar beneficente para angariar recursos para o hospital.

Porém, os celulares foram furtados e vendidos e as investigações apontam para o envolvimento do Padre Egídio de Carvalho, que era diretor-presidente da unidade, e do ex-funcionário Samuel Segundo.

Em meio ao escândalo do furto dos celulares, o padre Egídio de Carvalho Neto, renunciou ao cargo de presidente do Hospital Padre Zé.  O pedido foi aceito pelo arcebispo Dom Manoel Delson. Padre Egídio estava há mais de cinco anos à frente do hospital, fundado há quase 90 anos. Além de estar na gerência da unidade, ele também atuava como pároco da Igreja Santo Antônio, cargo do qual também renunciou.

Operação do Gaeco

No dia 5 de outubro, o padre Egídio de Carvalho foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão da operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba (Gaeco). Conforme apurou o ClickPB com exclusividade, além do pároco outras pessoas da administração do hospital também foram alvos.

Entre estas pessoas está a diretora administrativa do hospital, Jannyne Dantas e a tesoureira da unidade hospitalar filantrópica, Amanda Duarte, na ocasião, a operação tem como objetivo apurar os fatos que indicam possíveis condutas criminosas ocorridas no âmbito do Instituto São José, do Hospital Padre Zé e da Ação Social Arquidiocesana (ASA).

Vinhos e imóveis de luxo

Durante a operação Indignus, do Gaeco, os agentes localizaram ao menos três caixas com vinhos internacionais. Segundo apurou a reportagem, cada caixa teria ao menos seis exemplares da bebida. O que chama atenção é que o vinho, ano 2015, é vendido em média por até R$ 1.660 na internet, com isso os valores de bens apreendidos, apenas em vinhos, pode chegar a quase R$ 30 mil (R$ 29.916).

Também na operação, se observou que imóveis em residenciais e condomínios de luxo eram mantidos com recursos de origem duvidosa pelo Padre Egídio de Carvalho.

De acordo com a força-tarefa, a investigação “aponta para uma absoluta e completa confusão patrimonial entre os bens e valores de propriedade das referidas pessoas jurídicas com um dos investigados, com uma considerável relação de imóveis atribuídos, aparentemente sem forma lícita de custeio, quase todos de elevado padrão, adornados e reformados com produtos de excelentes marcas de valores agregados altos”.

Ostentação e empréstimos

O alto padrão de luxo encontrado nos imóveis de propriedade do Padre Egídio de Carvalho, durante operação Indignus, deixou os agentes do Gaeco e policiais civis surpresos.

As propriedades contam com projetos de iluminação do ambiente interno com designs futuristas em LED, além de lustres de alto padrão de luxo. Os projetos de iluminação dos ambientes deixaram os representantes da justiça boquiabertos durante as incursões policiais.

Nos imóveis de propriedade do clérigo, os investigadores encontram fogão no valor de R$ 80 mil e 30 cachorros da raça Lulu da Pomerânia, sendo cada animal avaliado em até R$ 15 mil.

Um empréstimo de R$ 13 milhões foi feito pelo padre Egídio de Carvalho em nome do Hospital Padre Zé, em João Pessoa. O valor foi revelado pelo arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson, e pelo novo diretor, Padre George Batista, durante entrevista à imprensa

Conforme as informações repassadas, os empréstimos foram feitos em duas instituições bancárias, um no Santander e outro na Caixa Econômica Federal.

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Justiça nega pedido de prisão contra Padre Egídio, suspeito de desvio milionário

Padre Egídio Carvalho é centro de uma investigação sobre desvios no Hospital Padre Zé, em João Pessoa

O juiz José Guedes, da 2ª Vara Criminal de João Pessoa, negou o pedido de prisão do Padre Egídio Carvalho. A informação foi inicialmente divulgada pelo comunicador Emerson Machado, da Rádio Correio FM, e confirmada pela reportagem do Portal MaisPB. O religioso é investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pela Polícia Civil por suspeita de desvio de recursos destinados ao Hospital Padre Zé, na Capital.

Egídio foi alvo de uma operação no início do mês após vir à tona o escândalo envolvendo o padre. A investigação que embasou a Operação Indignus mostra que o Padre Egídio Carvalho, ex-diretor do Hospital Padre Zé, em João Pessoa, é o verdadeiro proprietário de imóveis de luxo. A suspeita é que Carvalho seja dono de 10 apartamentos, alguns considerados de elevadíssimo alto padrão.

As primeiras provas apontam possíveis desvios de recursos públicos destinados a fins específicos, por meio da falsificação de documentos e pagamento de propinas a funcionários vinculados às referidas entidades.

As condutas indicam aprática, em princípio, dos delitos de organização criminosa, lavagem de capitais, peculato e falsificação de documentos públicos e privados.

Empréstimo de R$ 13 milhões também é investigado 

A Força-Tarefa que apura as suspeitas de desvios no Hospital Padre Zé, em João Pessoa, deve investigar onde foram investidos os mais de R$ 13 milhões solicitados por meio de empréstimos em nome da instituição durante a gestão do Padre Egídio Carvalho junto ao Banco Santander e a Caixa Econômica.

A informação foi repassada pelo novo diretor do hospital, Padre George Batista, durante coletiva de imprensa realizada ao lado do arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Manoel Delson, no dia 10 de outubro.

“Existem dois empréstimos na Caixa e no Santander  feitos entre o ano passado e esse ano. No Santander, é de R$ 600 mil e na Caixa aproximadamente R$ 12,4 milhões. O empréstimo foi feito na antiga gestão [Padre Egídio]. Somando tudo dá cerca de R$ 13 milhões. Para onde foi esse dinheiro? A Força-Tarefa está investigando e no período certo vai revelar”, disse George.

Por conta do crédito, a unidade de saúde perde mensalmente cerca de R$ 250 mil que são transferidos através do recursos oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, a unidade precisa de cerca de R$ 1,3 milhão para se manter, sendo cerca de R$ 1 milhão de verbas enviadas pelo SUS e o restante através de doações.

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